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	<title>xeque | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>xeque | Graciemag</title>
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		<title>Xeque faixa-preta: O príncipe árabe que respira Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2020 11:26:57 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_209240" style="width: 1010px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-209240" class="size-full wp-image-209240" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq.jpg" alt="" width="1000" height="662" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq.jpg 1000w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq-768x508.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq-150x99.jpg 150w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><p id="caption-attachment-209240" class="wp-caption-text">Rafael Haubert, Zé Mario Sperry e Davi Ramos amarraram a faixa-preta no xeque Tariq. Foto: Carlos Arthur Jr./GRACIEMAG</p></div>
<p>Xeque de Sharjah, um dos Emirados Árabes Unidos, Tarik Alqassimi travou o primeiro contato com o Jiu-Jitsu em 1996, quando entrou numa loja de vídeos na Inglaterra e escolheu por curiosidade uma fita do UFC 1. Pouco depois, assistiu aos torneios sem kimono do ADCC, mas ainda assim o flerte não se transformou em paixão.</p>
<p>Somente em 2009, quando a arte suave ganhou corações e mentes em seu país, Tarik resolveu mergulhar de cabeça na arte suave. Ele estava com 38 anos, mas passou a treinar com a alegria de um menino. Tornou-se faixa-preta, proprietário do Team Nogueira Dubai e atualmente, aos 44 anos, é um dos maiores entusiastas do Jiu-Jitsu na região, aonde aterrissam dezenas de campeões mundiais para treinar com ele e ensiná-lo alguns de seus truques e táticas de luta.</p>
<p>Nesta entrevista a Luca Atalla, Tarik conta como um nobre árabe tornou-se um professor estudioso e um competidor apaixonado, e como o Jiu-Jitsu que faz questão de praticar com disciplina, ao menos cinco vezes por semana, o ajuda em seu dia a dia.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: O que lembra do seu primeiro treininho?</strong></p>
<p><strong>TARIK ALQASSIMI:</strong> Bem, eu havia sofrido um acidente de carro sério e machucado a perna, e por isso comecei a fazer musculação diariamente. As horas na academia me levaram a treinar muay thai. Em 2009, voltei da Europa e procurei algum local nos Emirados para praticar esportes de combate. Eu só queria mesmo era perder peso. Foi quando encontrei o Jiu-Jitsu, no clube em Abu Dhabi. Ali caí de amores pelo esporte ao primeiro contato. Desde a primeira vez que treinei, percebi que é um esporte que exige inteligência, flexibilidade, habilidade física em geral, força e técnica. É um confronto de habilidades, mas é um jogo. E um jogo inteligente, o que me fez me apaixonar por ele. Rapidamente tornou-se mais que um hobby e virou paixão. O Jiu-Jitsu é como um jogo de xadrez, e proporciona um aprendizado sem fim – você está sempre evoluindo ou encontrando novos caminhos, é um desenvolvimento constante do seu jogo. E quanto mais você treina e compete, mais você descobre que tem de aprender mais. É um esporte desafiador, mentalmente desafiador.</p>
<p><strong>Como você tomou gosto pelas competições de Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Quando eu era faixa-azul fui disputar o Europeu da IBJJF, em Portugal. Lutei três vezes, perdi na semifinal e voltei com a medalha de bronze. Na academia eu sentia meu jogo evoluir constantemente, mas o teste verdadeiro para o desenvolvimento do praticante de Jiu-Jitsu, ou do praticante de qualquer modalidade, é a competição. Por isso me encorajei a disputar o Europeu. Foi engraçado, pois na minha carteira de identidade que usei na competição estava escrito “membro da família real”, e um repórter de GRACIEMAG viu a carteira. Quando fui pegar minha medalha, já tinha recebido um monte de mensagens no meu celular. Minha foto estava nas redes sociais da GRACIEMAG, um xeque dos Emirados que havia medalhado no Europeu. Fiquei satisfeito, ninguém sabia que eu estava lá competindo, e os meus oponentes que não me conheciam deram 100% para me finalizar. Não conheciam meu jogo, meu nome ou minhas origens, e vieram com tudo, sem esconder nada. Foi minha primeira luta. No meu segundo Europeu, estava treinando de faixa-roxa e na véspera meu professor me graduou faixa-marrom. Foi apavorante, você desconfia se está à altura do desafio, e viajei e ganhei a medalha de ouro como faixa-marrom.</p>
<p><strong>O que costuma aprender em cada competição?</strong></p>
<p>Lutar é se testar. Competir não é sobre vitórias ou derrotas, e sim sobre como atingir seu potencial ao máximo. A cada erro cometido e aprendido, você descobre outro num campeonato futuro. Nos treinos, os colegas conhecem meu jogo e evitam meus pontos fortes, assim como eu evito as habilidades deles. Quando você enfrenta um novo parceiro, você entende sobre si mesmo e sobre seu Jiu-Jitsu, e descobre novas armadilhas e novas soluções. Competir me dá o potencial para entender exatamente como eu posso desenvolver meu jogo mais um pouco. Quais são as falhas do meu jogo? Num campeonato o oponente te mostra na hora. Lutei no Brasil o Internacional de Masters, no clássico ginásio do Tijuca, e perdi a final nas vantagens. Mas a surpresa maior estava por vir, quando recebi no pódio, do Zé Mario, minha faixa-preta. São emoções e conquistas que somente os campeonatos nos deixam.</p>
<p><strong>Você custou a vestir o kimono e de fato experimentar a arte suave. O que lembra daquele seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu, em 1996?</strong></p>
<p>Como você lembra, não havia internet e o UFC ainda não era muito popular, então aluguei aquela fita sem saber muito o que esperar. E vi pela primeira vez a superioridade do Jiu-Jitsu no MMA. E foi, para mim, uma revelação, abri os olhos para o esporte ali. Mas à época não havia muitas academias e escolas de Jiu-Jitsu em Londres, onde eu estudava. Acho que aceitei então que se tratava de uma grande modalidade de arte marcial, mas não tive a oportunidade de treiná-la.</p>
<p><strong>O que você sentiu ao assistir aos torneios sem kimono do ADCC em seu país, a partir de 1998?</strong></p>
<p>Me parecia mais um torneio de wrestling, e eu mal fiz o link do Jiu-Jitsu que o Royce Gracie usara com o ADCC. Lembro de ter achado divertido, mas assistir ao Jiu-Jitsu sem conhecê-lo é como ouvir uma língua estrangeira. Mesmo que você goste de como soa, você não entende.</p>
<p><strong>Como foram os primeiros contatos com os astros brasileiros do esporte?</strong></p>
<p>Desde que comecei a treinar, eu rolava com os faixas-pretas que estavam em Abu Dhabi, mas queria mais variedade de treino, e passei a viajar para ver como o esporte era em outros países. Fui ao Brasil quatro vezes para treinar, conheci os irmãos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro, treinava com Zé Mario Sperry, visitei a academia do Carlson. Já estava fazendo boxe para melhorar minha parte cardiorrespiratória, quando conheci a Team Nogueira e gostei das instalações, com variedade de aulas. Decidi abrir uma filial em Dubai para receber os amigos e lutadores de ponta confortavelmente. Nessa época já tinha aberto minha academia, mas o tatame era menor.</p>
<p><strong>Como conseguiu dividir as responsabilidades, o treino físico, o trabalho e o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Decidi uma coisa para minha vida, que depois das 17h não é mais hora de pensar em trabalho. Trabalho duro desde cedinho de manhã. Mas às 17h01, não deixo ninguém entrar no meu escritório para falar de trabalho. A partir dali, é hora de encontrar os amigos e ir treinar, cinco vezes por semana. O Jiu-Jitsu é religiosamente importante, e não permito que nada atrapalhe aquele momento do meu dia. Claro que um dia ou outro você precisa se ausentar para alguma responsabilidade, mas com disciplina você é capaz de compensar aquele dia perdido.</p>
<p><strong>Algum aprendizado curioso que você teve nesse contato com tantos craques do Jiu-Jitsu, como Marcus Buchecha, Rodolfo Vieira, Rubens Cobrinha e os Nogueira, entre tantos outros?</strong></p>
<p>São tantos campeões que treinam constantemente comigo, que não posso deixar de citar alguns deles. Além dos citados, como não agradecer a Roger Gracie, Léo Vieira, Roberto Cyborg, Ricardo Evangelista, Igor Silva, Lucio Lagarto, Braulio Estima&#8230;? Olha, algo interessante que aprendi é que todos os campeões mundiais que conheci até hoje são pessoas inteligentes. Não cruzei com nenhum campeão que seja idiota, até agora. O que é encorajador pois reforça minha compreensão sobre o esporte, ou seja, que o Jiu-Jitsu deve ser executado com o máximo de inteligência. Quanto mais eu interajo com esses craques, mais feliz eu fico de convidá-los novamente.</p>
<p><strong>A comunidade do Jiu-Jitsu tem essa interação única, não é?</strong></p>
<p>Exato. Se eu jogo futebol, é praticamente impossível convidar o Cristiano Ronaldo ou o Messi para trocar uma ideia por horas, ou bater uma bola e trocar ideias sobre a técnica dos chutes ou visão de jogo. Se sou boxeador, seria difícil treinar com os Klitschko ou com o Floyd Mayweather. No Jiu-Jitsu, conseguimos convidar os cinco melhores do mundo do ranking mundial e eles ficam felizes em vir, são generosos em compartilhar o que sabem, a falar de táticas e ainda rolam com você, apontando suas falhas. Um praticante de Jiu-Jitsu tem essa chance de treinar com os melhores finalizadores do mundo e ir para casa depois sem um arranhão, pois eles podem vencer sem vir como loucos, sem machucar seu braço. E você vê tudo de perto, como eles controlam, como eles engatilham a finalização, como eles armam a passagem de guarda. Só no Jiu-Jitsu você tem essa chance. Outro dia numa competição ocorreu outro fato curioso: eu estava lutando e quatro campeões de escuderias diferentes estavam lá me apoiando, me sugerindo o que fazer, cada um de um lado da área de lutas. Isso também seria impossível se eu fosse um pugilista, inimaginável certo?</p>
<p><strong>Estamos numa era da informação onde todos compartilham conhecimento, onde o iniciante pode aprender diretamente com os maiores experts com a ajuda da internet. No Jiu-Jitsu isso também parece estar acontecendo de modo inédito&#8230;</strong></p>
<p>Sim, é o que me parece. Porque o pessoal da velha guarda do Jiu-Jitsu, antigamente, só exibia suas técnicas nos grandes campeonatos. Os treinos eram fechados, ninguém ia mostrar suas cartas para os adversários. E só saberíamos o que eles iam preparar para a revanche no ano seguinte. Hoje a internet é importante para divulgar a técnica do professor, para divulgar seus seminários, e todos compartilham o que sabem. Um lutador posta um vídeo com uma variação de um golpe na sede da Team Nogueira em Dubai e o jovem praticante no Brasil pode aprender em poucos segundos. E isso tem ajudado o Jiu-Jitsu a crescer e se expandir pelo mundo todo.</p>
<p><strong>Como você enxerga o projeto que levou o Jiu-Jitsu a ser ensinado em quase todas as escolas dos Emirados Árabes?</strong></p>
<p>É uma ideia sensacional e que está tendo resultados incríveis. Você vê, o programa começou a ficar sério ali por 2009, quando o príncipe de Abu Dhabi Mohammed bin Zayed Al Nahyan passa a investir seriamente em recrutar faixas-pretas do Brasil e outros países. Hoje vemos 65 mil jovens treinando Jiu-Jitsu em meu país. Eu comecei a treinar com 38 anos, e gostaria de ter tido a chance de me iniciar no Jiu-Jitsu com 15, 16 anos. A família real e o governo do país têm dado essa chance aos nossos jovens. Com o Jiu-Jitsu eles têm fortalecido o caráter e ganhado confiança. E estão evoluindo muito num esporte incrível, já que eles têm a oportunidade de testar suas técnicas em campeonatos internacionais, contra competidores de bom nível vindos de todos os cantos do planeta. Eles demonstram orgulho e vontade de vencerem. Creio que nos próximos anos os Emirados terão uma bela safra de campeões mundiais de Jiu-Jitsu. Fico orgulhoso de ver tudo isso, e admiro essas crianças que competem. Porque eles já agem como faixas-pretas. Agem como verdadeiros campeões.</p>
<p>* Artigo retirado da GRACIEMAG número #243. Para ler mais artigos como este, <a href="https://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">assine a revista de Jiu-Jitsu mais lida do país</a>!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/xeque-faixa-preta-o-principe-arabe-que-respira-jiu-jitsu/">Xeque faixa-preta: O príncipe árabe que respira Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>A história do príncipe árabe que respira Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2020 15:12:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #243. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Xeque de Sharjah, um dos Emirados Árabes Unidos, Tarik Alqassimi travou o primeiro contato com o Jiu-Jitsu em 1996, quando entrou numa loja de vídeos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_225179" style="width: 948px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/tarik.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-225179" class="size-full wp-image-225179" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/tarik.jpg" alt="" width="938" height="738" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/tarik.jpg 938w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/tarik-300x236.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/tarik-768x604.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/tarik-150x118.jpg 150w" sizes="(max-width: 938px) 100vw, 938px" /></a><p id="caption-attachment-225179" class="wp-caption-text">Tarik Alqassimi em sua rotina de treinos. Vários craques do Jiu-JItsu já dividiram o tatame com a fera. Foto: Reprodução/Instagram</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #243. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Xeque de Sharjah, um dos Emirados Árabes Unidos, Tarik Alqassimi travou o primeiro contato com o Jiu-Jitsu em 1996, quando entrou numa loja de vídeos na Inglaterra e escolheu por curiosidade uma fita do UFC 1. Pouco depois, assistiu aos torneios sem kimono do ADCC, mas ainda assim o flerte não se transformou em paixão. Somente em 2009, quando a arte suave ganhou corações e mentes em seu país, Tarik resolveu mergulhar de cabeça na arte suave. Ele estava com 38 anos, mas passou a treinar com a alegria de um menino. Tornou-se faixa-preta, proprietário do Team Nogueira Dubai e atualmente, aos 44 anos, é um dos maiores entusiastas do Jiu-Jitsu na região, aonde aterrissam dezenas de campeões mundiais para treinar com ele e ensiná-lo alguns de seus truques e táticas de luta. Nesta entrevista a Luca Atalla, Tarik conta como um nobre árabe tornou-se um professor estudioso e um competidor apaixonado, e como o Jiu-Jitsu que faz questão de praticar com disciplina, ao menos cinco vezes por semana, o ajuda em seu dia a dia.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: O que lembra do seu primeiro treininho?</strong></p>
<p><strong>TARIK ALQASSIMI:</strong> Bem, eu havia sofrido um acidente de carro sério e machucado a perna, e por isso comecei a fazer musculação diariamente. As horas na academia me levaram a treinar muay thai. Em 2009, voltei da Europa e procurei algum local nos Emirados para praticar esportes de combate. Eu só queria mesmo era perder peso. Foi quando encontrei o Jiu-Jitsu, no clube em Abu Dhabi. Ali caí de amores pelo esporte ao primeiro contato. Desde a primeira vez que treinei, percebi que é um esporte que exige inteligência, flexibilidade, habilidade física em geral, força e técnica. É um confronto de habilidades, mas é um jogo. E um jogo inteligente, o que me fez me apaixonar por ele. Rapidamente tornou-se mais que um hobby e virou paixão. O Jiu-Jitsu é como um jogo de xadrez, e proporcio na um aprendizado sem fim – você está sempre evoluindo ou encontrando novos caminhos, é um desenvolvimento constante do seu jogo. E quanto mais você treina e compete, mais você descobre que tem de aprender mais. É um esporte desafiador, mentalmente desafiador.</p>
<p><strong>Como você tomou gosto pelas competições de Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Quando eu era faixa-azul fui disputar o Europeu da IBJJF, em Portugal. Lutei três vezes, perdi na semifinal e voltei com a medalha de bronze. Na academia eu sentia meu jogo evoluir constantemente, mas o teste verdadeiro para o desenvolvimento do praticante de Jiu-Jitsu, ou do praticante de qualquer modalidade, é a competição. Por isso me encorajei a disputar o Europeu. Foi engraçado, pois na minha carteira de identidade que usei na competição estava escrito “membro da família real”, e um repórter de GRACIEMAG viu a carteira. Quando fui pegar minha medalha, já tinha recebido um monte de mensagens no meu celular. Minha foto estava nas redes sociais da GRACIEMAG, um xeque dos Emirados que havia medalhado no Europeu. Fiquei satisfeito, ninguém sabia que eu estava lá competindo, e os meus oponentes que não me conheciam deram 100% para me finalizar. Não conheciam meu jogo, meu nome ou minhas origens, e vieram com tudo, sem esconder nada. Foi minha primeira luta. No meu segundo Europeu, estava treinando de faixa-roxa e na véspera meu professor me graduou faixa-marrom. Foi apavorante, você desconfia se está à altura do desafio, e viajei e ganhei a medalha de ouro como faixa-marrom.</p>
<p><strong>O que costuma aprender em cada competição?</strong></p>
<p>Lutar é se testar. Competir não é sobre vitórias ou derrotas, e sim sobre como atingir seu potencial ao máximo. A cada erro cometido e aprendido, você descobre outro num campeonato futuro. Nos treinos, os colegas conhecem meu jogo e evitam meus pontos fortes, assim como eu evito as habilidades deles. Quando você enfrenta um novo parceiro, você entende sobre si mesmo e sobre seu Jiu-Jitsu, e descobre novas armadilhas e novas soluções. Competir me dá o potencial para entender exatamente como eu posso desenvolver meu jogo mais um pouco. Quais são as falhas do meu jogo? Num campeonato o oponente te mostra na hora. Lutei no Brasil o Internacional de Masters, no clássico ginásio do Tijuca, e perdi a final nas vantagens. Mas a surpresa maior estava por vir, quando recebi no pódio, do Zé Mario, minha faixa-preta. São emoções e conquistas que somente os campeonatos nos deixam.</p>
<div id="attachment_209240" style="width: 1010px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-209240" class="size-full wp-image-209240" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq.jpg" alt="" width="1000" height="662" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq.jpg 1000w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq-768x508.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq-150x99.jpg 150w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><p id="caption-attachment-209240" class="wp-caption-text">Rafael Haubert, Zé Mario Sperry e Davi Ramos amarraram a faixa-preta no xeque Tarik. Foto: Carlos Arthur Jr./GRACIEMAG</p></div>
<p><strong>Você custou a vestir o kimono e de fato experimentar a arte suave. O que lembra daquele seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu, em 1996?</strong></p>
<p>Como você lembra, não havia internet e o UFC ainda não era muito popular, então aluguei aquela fita sem saber muito o que esperar. E vi pela primeira vez a superioridade do Jiu-Jitsu no MMA. E foi, para mim, uma revelação, abri os olhos para o esporte ali. Mas à época não havia muitas academias e escolas de Jiu-Jitsu em Londres, onde eu estudava. Acho que aceitei então que se tratava de uma grande modalidade de arte marcial, mas não tive a oportunidade de treiná-la.</p>
<p><strong>O que você sentiu ao assistir aos torneios sem kimono do ADCC em seu país, a partir de 1998?</strong></p>
<p>Me parecia mais um torneio de wrestling, e eu mal fiz o link do Jiu-Jitsu que o Royce Gracie usara com o ADCC. Lembro de ter achado divertido, mas assistir ao Jiu-Jitsu sem conhecê-lo é como ouvir uma língua estrangeira. Mesmo que você goste de como soa, você não entende.</p>
<p><strong>Como foram os primeiros contatos comos astros brasileiros do esporte?</strong></p>
<p>Desde que comecei a treinar, eu rolava com os faixas-pretas que estavam em Abu Dhabi, mas queria mais variedade de treino, e passei a viajar para ver como o esporte era em outros países. Fui ao Brasil quatro vezes para treinar, conheci os irmãos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro, treinava com Zé Mario Sperry, visitei a academia do Carlson. Já estava fazendo boxe para melhorar minha parte cardiorrespiratória, quando conheci a Team Nogueira e gostei das instalações, com variedade de aulas. Decidi abrir uma filial em Dubai para receber os amigos e lutadores de ponta confortavelmente. Nessa época já tinha aberto minha academia, mas o tatame era menor.</p>
<p><strong>Como conseguiu dividir as responsabilidades, o treino físico, o trabalho e o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Decidi uma coisa para minha vida, que depois das 17h não é mais hora de pensar em trabalho. Trabalho duro desde cedinho de manhã. Mas às 17h01, não deixo ninguém entrar no meu escritório para falar de trabalho. A partir dali, é hora de encontrar os amigos e ir treinar, cinco vezes por semana. O Jiu-Jitsu é religiosamente importante, e não permito que nada atrapalhe aquele momento do meu dia. Claro que um dia ou outro você precisa se ausentar para alguma responsabilidade, mas com disciplina você é capaz de compensar aquele dia perdido.</p>
<p><strong>Algum aprendizado curioso que você teve nesse contato com tantos craques do Jiu-Jitsu, como Marcus Buchecha, Rodolfo Vieira, Rubens Cobrinha e os Nogueira, entre tantos outros?</strong></p>
<p>São tantos campeões que treinam constantemente comigo, que não posso deixar de citar alguns deles. Além dos citados, como não agradecer a Roger Gracie, Léo Vieira, Roberto Cyborg, Ricardo Evangelista, Igor Silva, Lucio Lagarto, Braulio Estima&#8230;? Olha, algo interessante que aprendi é que todos os campeões mundiais que conheci até hoje são pessoas inteligentes. Não cruzei com nenhum campeão que seja idiota, até agora. O que é encorajador pois reforça minha compreensão sobre o esporte, o seja, que o Jiu-Jitsu deve ser executado com o máximo de inteligência. Quanto mais eu interajo com esses craques, mais feliz eu fico de convidá-los novamente.</p>
<p><strong>A comunidade do Jiu-Jitsu tem essa interação única, não é? Exato.</strong></p>
<p>Se eu jogo futebol, é praticamente impossível convidar o Cristiano Ronaldo ou o Messi para trocar uma ideia por horas, ou bater uma bola e trocar ideias sobre a técnica dos chutes ou visão de jogo. Se sou boxeador, seria difícil treinar com os Klitschko ou com o Floyd Mayweather. No Jiu-Jitsu, conseguimos convidar os cinco melhores do mundo do ranking mundial e eles ficam felizes em vir, são generosos em compartilhar o que sabem, a falar de táticas e ainda rolam com você, apontando suas falhas. Um praticante de Jiu-Jitsu tem essa chance de treinar com os melhores finalizadores do mundo e ir para casa depois sem um arranhão, pois eles podem vencer sem vir como loucos, sem machucar seu braço. E você vê tudo de perto, como eles controlam, como eles engatilham a finalização, como eles armam a passagem de guarda. Só no Jiu-Jitsu você tem essa chance. Outro dia numa competição ocorreu outro fato curioso: eu estava lutando e quatro campeões de escuderias diferentes estavam lá me apoiando, me sugerindo o que fazer, cada um de um lado da área de lutas. Isso também seria impossível se eu fosse um pugilista, inimaginável certo?</p>
<p><strong>Estamos numa era da informação onde todos compartilham conhecimento, onde o iniciante pode aprender diretamente com os maiores experts com a ajuda da internet. No Jiu-Jitsu isso também parece estar acontecendo de modo inédito&#8230;</strong></p>
<p>Sim, é o que me parece. Porque o pessoal da velha guarda do Jiu-Jitsu, antigamente, só exibia suas técnicas nos grandes campeonatos. Os treinos eram fechados, ninguém ia mostrar suas cartas para os adversários. E só saberíamos o que eles iam preparar para a revanche no ano seguinte. Hoje a internet é importante para divulgar a técnica do professor, para divulgar seus seminários, e todos compartilham o que sabem. Um lutador posta um vídeo com uma variação de um golpe na sede da Team Nogueira em Dubai e o jovem praticante no Brasil pode aprender em poucos segundos. E isso tem ajudado o Jiu-Jitsu a crescer e se expandir pelo mundo todo.</p>
<p><strong>Como você enxerga o projeto que levou o Jiu-Jitsu a ser ensinado em quase todas as escolas dos Emirados Árabes?</strong></p>
<p>É uma ideia sensacional e que está tendo resultados incríveis. Você vê, o programa começou a ficar sério ali por 2009, quando o príncipe de Abu Dhabi Mohammed bin Zayed Al Nahyan passa a investir seriamente em recrutar faixas-pretas do Brasil e outros países. Hoje vemos 65 mil jovens treinando Jiu-Jitsu em meu país. Eu comecei a treinar com 38 anos, e gostaria de ter tido a chance de me iniciar no Jiu-Jitsu com 15, 16 anos. A família real e o governo do país têm dado essa chance aos nossos jovens. Com o Jiu-Jitsu eles têm fortalecido o caráter. Têm ganhado confiança. E estão evoluindo muito num esporte incrível, já que eles têm a oportunidade de testar suas técnicas em campeonatos internacionais, contra competidores de bom nível vindos de todos os cantos do planeta. Eles demonstram orgulho e vontade de vencerem. Creio que nos próximos anos os Emirados terão uma bela safra de campeões mundiais de Jiu-Jitsu. Fico orgulhoso de ver tudo isso, e admiro essas crianças que competem. Porque eles já agem como faixas-pretas. Agem como verdadeiros campeões.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/conheca-o-principe-arabe-que-respira-jiu-jitsu/">A história do príncipe árabe que respira Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Oscar Junior e a arte de viver do Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2019 16:38:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Conheça a trajetória do professor de Jiu-Jitsu Oscar Junior, que começou a carreira dando aulas numa comunidade perigosa no Rio de Janeiro e hoje ensina nos Emirados Árabes e já graduou personalidades importantes da sociedade local, como é o caso recente de HE Abdulmunam Al Hashemi, presidente da UAEJJF. Qual é a sua trajetória no&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_215944" style="width: 4210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-215944" class="size-full wp-image-215944" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-1.jpeg" alt="" width="4200" height="2800" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-1.jpeg 4200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-1-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-1-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-1-1024x683.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-1-150x100.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 4200px) 100vw, 4200px" /><p id="caption-attachment-215944" class="wp-caption-text">Oscar Junior visitando HH Sheikh Mohamed Bin Zayed Al Nahyan. Foto: Divulgação</p></div>
<p>Conheça a trajetória do professor de Jiu-Jitsu Oscar Junior, que começou a carreira dando aulas numa comunidade perigosa no Rio de Janeiro e hoje ensina nos Emirados Árabes e já graduou personalidades importantes da sociedade local, como é o caso recente de HE Abdulmunam Al Hashemi, presidente da UAEJJF.</p>
<p><strong>Qual é a sua trajetória no Jiu-Jitsu, professor Oscar?</strong><br />
Nasci em São Paulo, mas meus pais se mudaram para o Centro do Rio de Janeiro quando eu era muito novo. Comecei a treinar Jiu-Jitsu aos 17, numa academia no bairro da Tijuca, onde me formei faixa-preta graças ao excelente trabalho dos professores André Almeida “Dedeco” e Marcelo Almeida “Vanusa”. Antes disso, no entanto, quando eu ainda era faixa-azul, eu já dava aulas no Morro da Mineira, para uma turma de jovens carentes e alguns adultos. Tenho muito orgulho desse período, aprendi muito por lá. Dei aulas na Mineira até o ano de 2007, quando fui tentar a vida nos Estados Unidos. Após conseguir o visto de trabalho nos EUA, já começando a me estabilizar por lá, vi uma reportagem sobre vagas para professores atuarem nos Emirados Árabes. Mandei e-mail pedindo mais informações e abracei a oportunidade. Com certeza foi uma verdadeira bênção na minha vida e na vida da minha família.</p>
<p><strong>Como foi a sua adaptação nos Emirados Árabes?</strong><br />
Foi muito tranquilo, ainda mais se compararmos com o meu início no Jiu-Jitsu, ainda no Rio de Janeiro. No Rio, viví em bairros com muita violência e trabalhei numa das favelas mais perigosas da cidade. Tenho como regra e lição de vida tentar sempre respeitar as regras e os costumes dos outros, acho que isso me ajudou muito em minha adaptação e aceitação, tanto no Brasil, nos Estados Unidos, e principalmente nos Emirados Árabes.</p>
<div id="attachment_215946" style="width: 1290px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-215946" class="size-full wp-image-215946" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-2.jpeg" alt="" width="1280" height="1280" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-2.jpeg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-2-150x150.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-2-300x300.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-2-768x768.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-2-1024x1024.jpeg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-215946" class="wp-caption-text">Graduação do Presidente da UAEJJF, HE Abdulmunam Al Hashemi. Foto: Divulgação</p></div>
<p><strong>Você transitou por diversos setores nos Emirados, certo?</strong><br />
Passei por muitos setores e programas nesses dez anos aqui nos Emirados, começando pelo Programa de Jiu Jitsu nas Escolas Públicas, em 2009. Trabalhei também em vários cursos para adolescentes, e atualmente dou aulas nas Forças Especiais do Exército. Aqui, nos Emirados, eu me sinto em casa. Vivemos eu, minha esposa, Anna Carolina (que também é faixa-preta e trabalha com projetos que envolvem o Jiu-Jitsu), e dois filhos, uma bebê de 1 ano e um filho de 18 anos, Matheus Ardisson, que vem traçando os mesmos passos no Jiu Jitsu. Ele inclusive tem se destacando nas competições locais, ficou um bom tempo sendo lapidado pelo seu padrinho, Raphael Abi-Rihan.</p>
<p><strong>Quais são as principais dicas que você costuma dar a quem tem o sonho de viver do Jiu-Jitsu?</strong><br />
A crítica que mais ouvi na minha trajetória foi: “Vá procurar um trabalho decente! Esporte é lazer, não vai conseguir sustentar sua família”. Acho que o segredo é usar essa energia negativa às avessas, como se fosse uma fonte de motivação. É preciso seguir em frente. A dica que tenho a dar é: primeiro tenha certeza que é isso o que você quer. Depois, pode parecer clichê, porém, é a mais pura verdade: NÃO DESISTA! Seja honesto e respeitador, sua hora vai chegar!</p>
<div id="attachment_215950" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-215950" class="size-full wp-image-215950" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-3.jpeg" alt="" width="960" height="720" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-3.jpeg 960w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-3-300x225.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-3-768x576.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-3-150x113.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p id="caption-attachment-215950" class="wp-caption-text">Professor Oscar Junior ensinando em projetos sociais no Brasil. Foto: Divulgação</p></div>
<p><strong>Quais são as peculiaridades do Jiu-Jitsu que é praticado nos Emirados Árabes?</strong><br />
Tivemos que quebrar muitas barreiras por conta dos costumes, cultura e religião serem bem diferentes da realidade do Brasil, acredito ser a grande peculiaridade do Jiu-Jitsu nos Emirados. Foi um começo bem difícil, mas com o suporte de HH Sheikh Mohamed Bin Zayed Al Nahyan, do Presidente da UAEJJF HE Abdulmunan Al Hashemi e os professores que fazem parte desse enorme projeto, o projeto cresceu cada vez mais em todos os sentidos e permite que centenas de brasileiros vivam dignamente dando aulas de Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>O que de mais importante você aprendeu nesses anos vivendo nos Emirados?</strong><br />
Acredito que aprender a lidar com essa grande diversidade seja o maior aprendizado. O povo local é muito acolhedor, temos professores de todos os estados do Brasil e temos influência também de diversas nacionalidades. Vivem aqui muitos europeus, norte americanos, asiáticos, que, embora tenham culturas e religiões diferentes, fazem deste lugar um país muito especial.</p>
<p><strong>Quais são as principais virtudes que você avalia nos alunos ao graduá-los a faixa-pretas?</strong><br />
O trabalho vem sendo feito lá atrás. Acho que até a faixa-marrom a parte técnica e tática já está bem desenvolvida. O praticante já tem seu “jogo” definido, não que isso não possa mudar. Acredito que a faixa-preta está mais relacionada ao amadurecimento do “artista marcial”. Mas é importante ficar bem claro que o aprendizado não acaba pelo fato de se amarrar a faixa-preta na cintura. Apenas um novo capítulo se inicia.</p>
<div id="attachment_215954" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-215954" class="size-full wp-image-215954" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-4.jpeg" alt="" width="640" height="960" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-4.jpeg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-4-200x300.jpeg 200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-4-100x150.jpeg 100w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-215954" class="wp-caption-text">Atenção especiais às crianças, futuro do Jiu-Jitsu nos Emirados Árabes. Foto: Divulgação</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/oscar-junior-e-a-arte-de-viver-do-jiu-jitsu/">Oscar Junior e a arte de viver do Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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