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	<title>união | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>união | Graciemag</title>
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		<title>Fabio Rosa e a importância de ter uma equipe unida no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2021 15:00:23 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_234558" style="width: 611px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234558" class="size-full wp-image-234558" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Rosa-Equipe.png" alt="" width="601" height="353" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Rosa-Equipe.png 601w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Rosa-Equipe-300x176.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Rosa-Equipe-150x88.png 150w" sizes="(max-width: 601px) 100vw, 601px" /><p id="caption-attachment-234558" class="wp-caption-text">Fabio Rosa (ao centro) e seu time de atletas. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Seja como atleta ou professor, alcançar o sucesso no Jiu-Jitsu é uma missão que requer dedicação e muito trabalho duro. Munido da experiência adquirida em seus 15 anos como faixa-preta, nosso GMI Fabio Rosa, líder da Fabin Rosa Brazilian Jiu Jitsu, defende que uma equipe unida faz toda a diferença no ensino e até mesmo nas competições.</p>
<p>Em papo com GRACIEMAG, Fabio explicou como a união afeta o desempenho da sua academia, além de falar sobre o início de sua carreira e como alcança o equilíbrio entre a rotina de atleta e a de professor de Jiu-Jitsu. Confira nas linhas abaixo!</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gmi"><em><strong>* Entre para o time GMI! *</strong></em></a></p>
<p><strong>GRACIEMAG: Como conheceu o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>FABIO ROSA: Eu cresci na Barra  da Tijuca, Rio de Janeiro. Quando era criança, sempre via o pessoal mais velho indo treinar Jiu-Jitsu, o que despertou minha curiosidade. Na minha escola também tinham alguns praticantes e um deles era um amigo meu, que acabou por me convidar para visitar a academia em que ele treinava. Eu já praticava judô e capoeira nessa época mas, depois dessa aula experimental, larguei tudo para focar no Jiu-Jitsu de vez.</p>
<div id="attachment_234560" style="width: 506px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234560" class="size-full wp-image-234560" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210831-151248.png" alt="" width="496" height="426" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210831-151248.png 496w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210831-151248-300x258.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210831-151248-150x129.png 150w" sizes="(max-width: 496px) 100vw, 496px" /><p id="caption-attachment-234560" class="wp-caption-text">Fabio junto a sua antiga equipe. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Quando recebeu a faixa-preta?</strong></p>
<p>Me graduei à faixa-preta com o professor Roberto Magalhães, também conhecido como &#8220;Roleta&#8221;. Comecei no Jiu-Jitsu treinando com o Gustavo Machado, mas como ele precisou viajar, o Roleta me recebeu e começou a me dar aulas quando eu já era um faixa-azul. Fiquei sob a tutela dele até 2006, quando recebi uma proposta para vir morar nos Estados Unidos, pouco depois da graduação. Sou muito grato ao Roleta por todos os ensinamentos.</p>
<p><strong>Quais foram os desafios de se mudar para os Estados Unidos?</strong></p>
<p>Passei pela mesma dificuldade que a maioria das pessoas encara nessa situação, que é se adaptar a uma vida diferente. Vim para os Estados Unidos sozinho, então tive que deixar para trás amigos e família para poder correr atrás do meu sonho. Além disso, existem as diferenças climáticas e culturais, que também agregaram à dificuldade para eu me estabelecer por aqui. Apesar de tudo isso, o Jiu-Jitsu foi a melhor ferramenta para essa adaptação e pude contar com ele para fazer novas amizades, as quais mantenho até hoje, e ter mais contato com a cultura local.</p>
<p><strong>Como surgiu a ideia de abrir sua primeira academia de Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Passei por um período em que treinava e dava aulas aqui nos Estados Unidos, mas não estava muito feliz. Acabei me afastando da academia por conta disso, mas montei a minha garagem para dar aulas particulares para meus amigos. Quando começaram a ter aulas aqui, esses amigos começaram a insistir para que eu abrisse uma academia e eu, que também já vinha considerando essa possibilidade, acabei cedendo e abrindo a minha primeira academia. O início foi tenso, não tinha dinheiro suficiente na conta para pagar o aluguel do mês seguinte e já estava até considerando morar na academia para cortar gastos, mas conforme o mês progrediu, conseguimos assinar cerca de trinta alunos e assim cobrir as despesas.</p>
<div id="attachment_234562" style="width: 585px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234562" class="size-full wp-image-234562" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Rosa-Atlanta-Open.png" alt="" width="575" height="605" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Rosa-Atlanta-Open.png 575w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Rosa-Atlanta-Open-285x300.png 285w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Rosa-Atlanta-Open-143x150.png 143w" sizes="(max-width: 575px) 100vw, 575px" /><p id="caption-attachment-234562" class="wp-caption-text">Com ouro no pescoço, Fabio sorri no pódio do Atlanta Open 2021. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Qual é o maior desafio de equilibrar a rotina de atleta e a de professor de Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Esse equilíbrio é algo que ainda apresenta dificuldade para mim. Eu me dedico mais à academia e aos alunos do que a mim mesmo, e quando vou competir, luto na intenção de motivar os meus alunos. É um grande desafio equilibrar essas duas rotinas, preciso puxar o treino, ficar atento para que ninguém se machuque, cuidar e manter a academia em funcionamento e ainda tenho que treinar para participar dos campeonatos. Não é fácil, mas sinto que estou conseguindo bons resultados, tanto no papel de atleta quanto no de professor.</p>
<p><strong>Qual é o ensinamento que você aprendeu competindo e que sempre passa aos seus alunos?</strong></p>
<p>Sempre lembro a eles que a vida, dentro e fora do Jiu-Jitsu, não é fácil. Se queremos algo, é preciso lutar, encarar os bons e maus momentos, e continuar em frente sem nos deixar abalar. Nem sempre iremos ganhar uma competição ou ter um bom resultado, mas não podemos desanimar e parar de evoluir. Perseverança é a chave para o sucesso.</p>
<p><strong>Qual é o segredo para fazer sua academia crescer e ser bem-sucedida?</strong></p>
<p>Ter uma equipe bem unida. Tento sempre unir os meus alunos e explicar a eles que, se tiverem a mesma afinidade e carinho que eu tenho com meus amigos do Brasil, eles terão uma chance maior de serem bem-sucedidos. Você ir para o treino e ter seus amigos de tatame desejando ver o seu sucesso, treinando e fazendo com que você dê o seu melhor antes de um campeonato, não tem preço. Acredito que essa união é a base para o sucesso, seja como aluno, atleta ou professor.</p>
<p><strong>Com a academia bem-sucedida e alunos talentosos, o que te motiva a se manter no cenário competitivo?</strong></p>
<p>Atualmente, quem me motiva são os meus alunos. Como a minha academia já cresceu, já tenho um bom número de faixas-pretas e muitos deles são bem-sucedidos. Ver o esforço e o sucesso deles é algo que me mantém motivado para dar o meu melhor e continuar lutando. No início, eu precisava estimular eles, mas hoje é uma via de mão dupla.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/fabio-rosa-e-a-importancia-de-ter-uma-equipe-unida-no-jiu-jitsu/">Fabio Rosa e a importância de ter uma equipe unida no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>As vantagens do Jiu-Jitsu em família, por Antonio Cicconi</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2021 16:42:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Envolvido com o esporte desde muito criança, nosso GMI Antonio Cicconi defende que a prática esportiva transforma vários aspectos do cotidiano. “A saúde é evidentemente o primeiro deles”, defende o professor, “mas a prática esportiva vai muito além de nos oferecer mais saúde física e mental.&#8221; Formado em educação física e faixa-preta de Jiu-Jitsu desde&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_231757" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-231757" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-13-at-13.34.39.jpeg" alt="" width="720" height="422" class="size-full wp-image-231757" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-13-at-13.34.39.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-13-at-13.34.39-300x176.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-13-at-13.34.39-150x88.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-231757" class="wp-caption-text">Junto com sua esposa e também GMI Mari Cicconi, Antonio também detalha outros benefícios do Jiu-Jitsu. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Envolvido com o esporte desde muito criança, nosso GMI Antonio Cicconi defende que a prática esportiva transforma vários aspectos do cotidiano. </p>
<p>“A saúde é evidentemente o primeiro deles”, defende o professor, “mas a prática esportiva vai muito além de nos oferecer mais saúde física e mental.&#8221;</p>
<p>Formado em educação física e faixa-preta de Jiu-Jitsu desde 2002, viu o esporte que pratica há 25 anos mudar inúmeras pessoas. “O Jiu-Jitsu traz benefícios em aspectos como a socialização, disciplina, formação de caráter, autocontrole, defesa pessoal, e esses são apenas alguns dos diversos predicados que a arte marcial proporciona”, ele exemplifica, para completar: &#8220;Quando comecei a treinar, o Jiu-Jitsu ainda era estigmatizado. Ao longo dos anos, por meio da postura dos professores e praticantes, essa visão foi se transformando. Hoje o Jiu-Jitsu é popular aqui nos EUA, no Brasil e em todos os países, e praticado por todas as idades, por homens e mulheres.”</p>
<p>A missão da escola de Antonio e de sua esposa, Mari Cicconi, é provar aos alunos em Dallas, no Texas, que o Jiu-Jitsu, em cada fase da vida da pessoa, atua de uma maneira positiva.</p>
<p>&#8220;É gratificante ver a transformação na vida das pessoas. O número de famílias inteiras que treinam na nossa academia é enorme. Pais e mães, que levam seus filhos pra praticar Jiu-Jitsu,  acabam se rendendo e treinando também.  O inverso também é comum – adultos nos procuram interessados nos treinos e acabam trazendo os filhos. A prática de um esporte em comum entre pais e filhos faz com que a conexão entre eles seja muito forte.&#8221; </p>
<p>Quer coisa melhor? Poder estar no mesmo ambiente, praticando o mesmo esporte, muitas vezes praticar junto? Aquela distância, comum, entre pais e filhos a partir de uma certa idade, simplesmente passa a não existir no dojo. Procure uma boa academia perto de você. Afinal, eles não estarão ensinando apenas chaves de braço à sua família, estarão ensinando valores e dando o exemplo. Oss!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-vantagens-do-jiu-jitsu-em-familia-por-antonio-cicconi/">As vantagens do Jiu-Jitsu em família, por Antonio Cicconi</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Rosado: &#8220;O Jiu-Jitsu ajuda até a manter os laços familiares e os relacionamentos&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Atendimento HostWP]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jan 2020 14:21:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Carlos Rosado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entrevista original publicada nas páginas da GRACIEMAG número #259, de 2018. Para ler outros artigos clássicos sobre o melhor do Jiu-Jitsu, assine a GRACIEMAG digital! Antes de iniciar sua entrevista com GRACIEMAG, mestre Carlos Antonio Rosado pede um instantinho e mede como está a glicose no seu sangue. “A taxa está boa, 127. Podemos começar&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_220565" style="width: 777px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/rosado.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-220565" class="wp-image-220565 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/rosado.jpg" alt="" width="767" height="520" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/rosado.jpg 767w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/rosado-300x203.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/rosado-150x102.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 767px) 100vw, 767px" /></a><p id="caption-attachment-220565" class="wp-caption-text">Mestre Rosado e a força do seu laço com a família. Foto: Arquivo pessoal</p></div>
<p><em>Entrevista original publicada nas páginas da GRACIEMAG número #259, de 2018. Para ler outros artigos clássicos sobre o melhor do Jiu-Jitsu, <a href="http://graciemagshop.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">assine a GRACIEMAG digital</a>!</em></p>
<p>Antes de iniciar sua entrevista com GRACIEMAG, mestre Carlos Antonio Rosado pede um instantinho e mede como está a glicose no seu sangue. “A taxa está boa, 127. Podemos começar a conversa”, pisca o <a href="https://www.rosadojiujitsu.com.br/" rel="noopener" target="_blank">faixa-vermelha</a>. </p>
<p>De fato, o famigerado aluno de Carlson Gracie está um doce: num papo raro, franco e exclusivo, realizado numa noite de agosto, o mestre recorda como a filosofia do Jiu-Jitsu foi importante até mesmo quando ele se apaixonou à primeira vista por uma certa moça que passava por Copacabana, e que há 50 anos se tornou sua mulher. </p>
<p>“Eu vi a Gracinha (dona Maria das Graças) pela primeira vez, estava atravessando a rua, e pensei com a cabeça de lutador: se eu não aproveitar agora eu não vou ter outra chance. E fui lá”, recorda o professor. Rosado, que continua vestindo o kimono toda semana para ensinar, lembrou de várias histórias, como a vez que precisou se consultar com grande mestre Carlos Gracie, e outros episódios memoráveis.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Fala-se muito no poder do Jiu-Jitsu na formação dos indivíduos, e pouco em como a arte ajuda a fortalecer famílias e os relacionamentos. Qual para você é a grande força do Jiu-Jitsu, mestre?</strong></p>
<p><strong>CARLOS ROSADO:</strong> O Jiu-Jitsu tem um papel fundamental que é o de deixar a pessoa segura. Os anos de treino, a luta contra outro indivíduo, passam segurança para você enfrentar qualquer situação, e isso serve para crianças, adultos e senhores. Eu, por exemplo, era um rapaz extremamente introvertido, tímido mesmo. Anos depois, graças ao Jiu-Jitsu, era um empresário que precisava conversar com donos de banco, políticos e outros poderosos, e fazia isso sem qualquer tipo de acanhamento, olho no olho, mão firme ao cumprimentar qualquer um. Com o Jiu-Jitsu o sujeito perde suas inseguranças, e nada mais o intimida.</p>
<p><strong>Como essa firmeza ajuda em casa?</strong></p>
<p>Para você ter uma ideia, quando o Carlson abriu em Copacabana uma turma feminina, minha esposa foi uma das primeiras a aparecer. E o pessoal não acredita, mas ela sempre arrumava um modo de me ganhar! Era a única na academia que me vencia com facilidade. Jamais consegui vencê-la, e o pior é que é verdade. A partir daí, com o casal treinando, nossos três filhos passaram a seguir o exemplo e também iam para a academia em vez de ficar fazendo besteira na esquina. Hoje meu filho (Carlos “Massa”) é faixa-preta e meus três netos também já treinam. Como a família Gracie sempre demonstrou, nada melhor que pais e filhos treinando, isso estreita a relação em casa, facilita as conversas sérias. Em casa, na vida a dois, é preciso paciência, perseverança, e o Jiu-Jitsu ajuda nisso também: você aprende que há sempre os dias bons e dias ruins, e não desiste nas primeiras brigas. Você pensa: eu vou domar essa fera! Ela não vai me convencer a desistir! (Risos).</p>
<p><strong>E você acha que o Jiu-Jitsu também o ajudou a conquistar sua esposa, há 50 anos?</strong></p>
<p>Não tenho a menor dúvida disso. Pelo seguinte, eu estava dirigindo pela Nossa Senhora de Copacabana e ela atravessou a rua na minha frente, aquela garota linda. Pensei como lutador: é agora, se eu não aproveitar agora eu não vou ter outra chance. E fui lá. A maior ilusão que a gente tem na vida é que as oportunidades vão voltar a aparecer. Na luta a gente percebe que em 99% das vezes aquelas chances são únicas. Não existe “a próxima vez”.</p>
<p><strong>O que mais você aprendeu na arena de mestre Carlson, na Figueiredo Magalhães?</strong></p>
<p>Tenho mais de 50 anos de Jiu-Jitsu e creio que a grande lição é: treine, treine e treine que você vai chegar lá, como eu cheguei. Uns vão chegar mais rapidamente que os outros, mas basta voltar no dia seguinte que o camarada vai chegar lá. Acho que nunca tive o dom, mas fiquei à vontade para a coisa. Tanto que comecei a me destacar na maior arena de lutas da minha época, uma sala em que só entrava lutador gabaritado. Era sobrevivência na selva. Tinha faixa-azul, roxa, marrom, preta e vermelha, a cor da faixa não interessava que o Carlson nem ligava muito para isso, o que importava era que ali só tinha fera. Tanto que o professor Carlos adorava ficar ali, sentadinho de pernas cruzadas espiando a gente. Ele curtia me ver lutar, eu passando o cerol e ele sentado ali e sorrindo.</p>
<div id="attachment_220567" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/carlos.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-220567" class="wp-image-220567 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/carlos.jpg" alt="" width="618" height="519" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/carlos.jpg 618w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/carlos-300x252.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/carlos-150x126.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px" /></a><p id="caption-attachment-220567" class="wp-caption-text">Mestre Rosado faz guarda para o filho faixa-preta, Carlos &#8220;Massa&#8221; Rosado. Foto: Marcelo Dunlop</p></div>
<p><strong>E como eram os clássicos desafios, com o pessoal de outras academias aparecendo?</strong></p>
<p>Aquilo era um imprevisto que cada dia mais se tornava rotineiro, de tanto que ocorria. Vinha lutador de todos os cantos do país e até do Japão para nos “visitar”, e o Carlson me convocava na hora. Juntava gente para assistir, e eu não tinha escolha: eu precisava estar pronto física e tecnicamente, era necessário treinar cada vez mais para não desapontar o Carlson. E quando um surgia eu não tinha como dizer que estava gripado, com o dedo machucado, ou que já tinha dado tantos treinos, que você não podia correr do pau. Meu orgulho é que sempre que apareceu um visitante, eu fiz bonito, para alegria do mestre Carlson. Isso é o maior prazer que tenho, poder ter dado alegrias a ele. E se eu pudesse, agradeceria a cada um dos meus oponentes. Foram esses camaradas que me fizeram ser como sou hoje. Teve vezes em que eu pensava ter crescido confiante e seguro naturalmente, que era algo que brotara com os anos. Só depois, observando o comportamento dos meus alunos, pude enfim perceber como o Jiu-Jitsu modifica a pessoa. O jeito de ser, a maneira de apertar a mão, como eles olham nos olhos. O sujeito entra na academia de um jeito e sai outro. Foi o Jiu-Jitsu, meus parceiros de treinos e rivais que me fizeram assim.</p>
<p><strong>Muita gente ainda crê que o Jiu-Jitsu requer um dom, uma habilidade natural. Como foi para você?</strong></p>
<p>Olha, eu não tinha jeito para nenhum esporte, nada. Tentei basquete, futebol, sinuca, pingue-pongue, e eu era terrível. Me escondia na praia quando era garoto para que ninguém me chamasse para jogar nada. Quando jogava vôlei, rezava para a bola não vir na minha direção! Até que fui parar no Jiu-Jitsu com 16 anos e percebi que tinha um biótipo bom para a coisa. E se não fosse o Jiu-Jitsu, eu talvez fosse hoje um camarada frustrado, que juraria que não sabe fazer nada, com zero habilidade atlética. Por isso quando cruzo com um conhecido sedentário, o convido para conhecer o Jiu-Jitsu. E quando o sujeito diz que está sem tempo mas vai aparecer, eu respondo: “Se você não conseguir aparecer, não vai mudar em nada a minha vida. Mas se você começar a treinar Jiu-Jitsu, eu sim vou mudar a sua”.</p>
<p><strong>Como foi seu caso com a diabetes, e como o grande mestre Carlos o ajudou?</strong></p>
<p>Isso já tem uns 40 anos, começou quando eu tinha 30. De um dia para o outro, eu que tinha mais de 85kg comecei a emagrecer e percebi que algo estava errado. Numa semana, perdi dez quilos. Quando descobri o que era e me disseram que a diabetes não tinha cura, tentei de tudo. Até que o Carlson me levou para ver seu pai, que me atendeu. Ele me receitou um chá, dieta à base de queijos e figo, o espaçamento de horas entre as refeições e me disse o que eu não podia misturar. Eu tratei a doença com a Dieta Gracie por um ano. Me ajudou muito a conviver com a doença no início, mas depois precisei mesmo tomar insulina, porque meu diabetes é do tipo 1, mais agressivo. O curioso é que a doença podia ter me feito desistir de treinar e competir, mas foi o contrário: eu passei a malhar mais, comecei na ginástica forte e me tornei um lutador ainda mais casca-grossa, pois malhava de noite e fazia Jiu-Jitsu de manhã, quando isso ainda não era comum.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rosado-o-jiu-jitsu-ajuda-ate-a-manter-os-lacos-familiares-e-os-relacionamentos/">Rosado: “O Jiu-Jitsu ajuda até a manter os laços familiares e os relacionamentos”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Comunidade do Jiu-Jitsu se une em prol do grande mestre Mansor</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2016 22:15:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em um momento delicado, o Jiu-Jitsu clama por seus adeptos para ajudar um de seus ilustres grandes mestres. Francisco Mansor, de 76 anos, foi atacado por dois indivíduos em um estacionamento nos EUA, e sofreu vários ferimentos. Após ser hospitalizado, a família pede ajuda aos amigos da arte suave para arcar com as despesas médicas&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_187842" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/grand-master-mansur-kioto.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-187842" class="size-full wp-image-187842" alt="Grande mestre Francisco Mansor com sua imponente faixa-vermelha de Jiu-Jitsu. Foto: Arquivo Pessoal" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/grand-master-mansur-kioto.jpg" width="580" height="387" /></a><p id="caption-attachment-187842" class="wp-caption-text">Grande mestre Francisco Mansor com sua imponente faixa-vermelha de Jiu-Jitsu. Foto: Arquivo Pessoal</p></div>
<p>Em um momento delicado, o Jiu-Jitsu clama por seus adeptos para ajudar um de seus ilustres grandes mestres. Francisco Mansor, de 76 anos, foi atacado por dois indivíduos em um estacionamento nos EUA, e sofreu vários ferimentos. Após ser hospitalizado, a família pede ajuda aos amigos da arte suave para arcar com as despesas médicas do faixa-vermelha.</p>
<p>O faixa-coral Joe Moreira fez sua parte. Ele está organizando um seminário na Califórnia, no dia 26 de março, e irá reverter toda a renda para o tratamento de Mansor.</p>
<p>E para você, que deseja contribuir, a família organizou uma vaquinha no site GoFundMe, no qual toda renda será destinada ao tratamento. As doações não possuem valor mínimo.</p>
<p>Colabore, <a href="https://www.gofundme.com/KIOTO" target="_blank">clicando aqui</a>, e ajude nosso grande mestre.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/comunidade-do-jiu-jitsu-se-une-em-prol-do-grande-mestre-mansor/">Comunidade do Jiu-Jitsu se une em prol do grande mestre Mansor</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Rodolfo admite vacilo e defende Bochecha: &#8220;Precisamos nos espelhar nele&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2012 20:28:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bicampeão mundial de Jiu-Jitsu no peso pesado, Rodolfo Vieira andou dando um giro pela América dando seminários, tão logo terminou o Mundial de Jiu-Jitsu 2012, no primeiro fim de semana de junho. Pelo Facebook, no entanto, o rolo compressor da GFTeam sentiu que alguns assuntos do campeonato ainda estavam pendentes, e tratou de esclarecer aspectos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_63074" style="width: 510px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-63074" class="size-full wp-image-63074" title="Rodolfo Vieira por baixo olhando o placar de 8 a 7 contra Bochecha no absoluto" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/06/Rodolfo-Vieira-por-baixo-olhando-o-placar-de-8-a-7-contra-Bochecha-no-absoluto.jpg" alt="Rodolfo percebe que está atrás no placar, 8 a 7, no fim da luta contra Bochecha. Foto: Dan Rod/GRACIEMAG" width="500" height="329" /><p id="caption-attachment-63074" class="wp-caption-text">Rodolfo pressente a derrota no Mundial 2012, ao ver o placar de 8 a 7 para Bochecha. Ele não perdia de kimono desde 2010. Foto: Dan Rod/GRACIEMAG</p></div>
<p>Bicampeão mundial de Jiu-Jitsu no peso pesado, Rodolfo Vieira andou dando um giro pela América dando seminários, tão logo terminou o Mundial de Jiu-Jitsu 2012, no primeiro fim de semana de junho.</p>
<p>Pelo Facebook, no entanto, o rolo compressor da GFTeam sentiu que alguns assuntos do campeonato ainda estavam pendentes, e tratou de esclarecer aspectos relativos à sua derrota nas quartas-de-final, para o eventual campeão Marcus Vinicius Bochecha (CheckMat). E o fez com a sinceridade que marca os grandes vencedores.</p>
<p>&#8220;Agora que o Mundial passou, eu vou falar. Eu me senti muito mal com os comentários feitos sobre o bochecha, dizendo que ele era arrogante, prepotente, que não tinha humildade e outras coisas ruins&#8230; Tô aqui pra dizer pra todo mundo que ele não é nada disso. Pelo contrário, é um superatleta e uma pessoa maravilhosa, moleque de ouro mesmo&#8221;, escreveu Rodolfo.</p>
<p>&#8220;Eu que vacilei com ele, e muito feio, por isso ele não foi simpático na luta e com toda razão. Eu faria o mesmo.. Nós não podemos julgar as pessoas sem conhecer, acho que é um grande defeito nosso, né?&#8221;, disse o campeão da GFTeam.</p>
<p>&#8220;Não vem ao caso falar sobre o problema ocorrido – o mais importante para mim foi que fui falar com ele depois e ele me desculpou. Precisamos nos espelhar em pessoas como ele, não só pelo Jiu-Jitsu de primeira linha e sim pela boa gente que é, pelas bonitas atitudes dentro e fora do tatame. Tenho certeza de que esse título está em ótimas mãos. Parabéns, Frapê, você merece muito mais que isso, irmão. Mesmo tendo perdido essa luta, foi a melhor que eu fiz em toda minha vida. E isso já valeu para mim&#8221;, encerrou Rodolfo Vieira.</p>
<p>Reveja a guerra dentro do dojô e aguarde a melhor cobertura do Mundial 2012, na sua GRACIEMAG.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Greatest BJJ Match ever! &quot;Buchecha&quot; Almeida vs Rodolfo Vieira 2012 worlds abosolute" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/-7DLFqLCFqg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rodolfo-vieira-admite-vacilo-e-defende-bochecha-precisamos-nos-espelhar-em-atletas-como-ele/">Rodolfo admite vacilo e defende Bochecha: “Precisamos nos espelhar nele”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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