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	<title>treinamento | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Breves ajustes para o atleta brilhar no Mundial 2021</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 08:27:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[ Por Rafa Ribeiro, preparador esportivo] Depois de dois anos e meio, o Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF enfim está de volta ao cenário competitivo da modalidade. E fica difícil falar sobre as expectativas e os detalhes para o evento mais importante do calendário sem mencionar o cenário causado pela pandemia de Covid-19. Quase todos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-235756 alignnone" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-banheira-gelo.jpg" alt="" width="1077" height="785" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-banheira-gelo.jpg 1077w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-banheira-gelo-300x219.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-banheira-gelo-1024x746.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-banheira-gelo-768x560.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-banheira-gelo-150x109.jpg 150w" sizes="(max-width: 1077px) 100vw, 1077px" /></p>
<p><strong><em>[ Por Rafa Ribeiro, preparador esportivo]</em></strong></p>
<p>Depois de dois anos e meio, o Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF enfim está de volta ao cenário competitivo da modalidade.</p>
<p>E fica difícil falar sobre as expectativas e os detalhes para o evento mais importante do calendário sem mencionar o cenário causado pela pandemia de Covid-19.</p>
<p>Quase todos tiveram suas rotinas alteradas. Preocupações surgiram de todos os lados, desde a manutenção de rendimentos até se o supermercado teria mantimentos para todos. Treinos tiveram de ser suspensos, academias fechadas e muita tensão e incerteza. Aos poucos as coisas foram voltando, e em 2020 tivemos um grande crescimento dos eventos de lutas casadas e também os primeiros eventos da IBJJF.</p>
<p>Esse cenário desequilibrou um pouco a balança competitiva. De um lado, atletas que fora capazes de se manter de algum modo treinando e competindo; e do outro, aqueles que precisaram trabalhar em outras áreas. Existe um atleta que trabalha comigo que precisou fazer entrega de comida aqui nos Estados Unidos, por exemplo.</p>
<p>Além da diferença de ritmo e de competitividade, constatamos também um aumento considerável do risco de contusões ao voltar aos tatames, e principalmente para aqueles que pegaram lutas e eventos em cima da hora apenas por precisarem do dinheiro.</p>
<p>Além dessas, as dificuldades pré-Mundial envolveram ainda outros fatores.</p>
<p><strong>1. Os EUA abriram para os viajantes do Brasil</strong> no início de novembro e com isso começaram as primeiras batalhas: o visto, entrevistas de urgência no consulado e passagens com preços altos e conexões difíceis. Atletas experientes como o campeão Patrick Gaudio passaram por dificuldades, como incerteza sobre a viagem, passaportes ainda em processo de visto etc. Como esse processo de visto e passaporte acaba por sair na última hora, o atleta precisa estar pronto e com muita organização para chegar a Anaheim, na Califórnia, adaptado ao fuso horário, que é de cinco horas a menos.</p>
<p><strong>2. O clima na Califórnia anda bem diferente do Brasil também</strong>. Aqui é inverno e no Brasil é verão. Então é bom ter roupa quente na mala, usar meias em grande parte do dia e outras medidas. Mantenha o pescoço e o peito sempre aquecidos e cuidado com a friagem após suar. Isso pode evitar resfriados indesejados.</p>
<div id="attachment_235754" style="width: 859px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235754" class="wp-image-235754 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-artigo-Mundial-2021.jpg" alt="Rafa Ribeiro é o preparador da fera Jonnatas Gracie, entre tantos outros competidores do Mundial 2021. Foto: Acervo Pessoal" width="849" height="1132" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-artigo-Mundial-2021.jpg 849w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-artigo-Mundial-2021-225x300.jpg 225w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-artigo-Mundial-2021-768x1024.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-artigo-Mundial-2021-113x150.jpg 113w" sizes="(max-width: 849px) 100vw, 849px" /><p id="caption-attachment-235754" class="wp-caption-text">Rafa Ribeiro é preparador da fera Jonnatas Gracie, entre tantos outros competidores do Mundial 2021. Foto: Acervo Pessoal</p></div>
<p><strong>3. O ideal é chegar ao local do Mundial com pelo menos cinco dias de antecedência</strong> até o dia de lutar. A ideia é ter um dia para cada hora de fuso. Quanto mais planejada a viagem na medida do possível, melhor. É preciso pensar em hotel, carro, academia de preparação física e tatame – e um aspecto especial: se o lugar vai ter sauna. Isso mesmo, um dos principais itens da minha lista de recomendações é pegar lugares com sauna ou jacuzzi. Por dois motivos: para controle do peso e relaxamento muscular. Gosto também de contar com uma pequena lista de remédios liberados, para dar suporte emergencial aos atletas. Construí esta lista com o doutor André Wajnsztejn, e sempre consulto ele antes de recomendar. Por isso é importante planejamento e organização.</p>
<p><strong>4. O peso merece um tópico específico.</strong> Nunca fiz um levantamento mas creio que esse seja o ponto que preocupa a grande maioria dos lutadores de Jiu-Jitsu, talvez 90% dos competidores. Contar com um(a) nutricionista que entende da rotina de atletas de Jiu-Jitsu e vive esse universo pode fazer muita diferença. Opte por nutricionistas ligados ao esporte, não estéticos. Performance é outra história, e um nutricionista com vivência pode ser determinante para o sucesso no evento. Já vi dezenas de atletas comprometerem muito suas performances por problemas com o corte de peso, afinal, na IBJJF o atleta pesa logo antes de lutar e isso é bem diferente do UFC e de outros torneios. Para quem está sem nutricionista, duas dicas: controle a ingestão de água e evite alimentos crus. Lembro o exemplo da infecção intestinal que tirou o astro João Gabriel Rocha do último Mundial. Seu professor, Leandro “Tatu” Escobar, me contou que suspeitava de um sushi comprado no mercado.</p>
<p><strong>5. A diminuição gradativa do treinamento é outro tabu</strong> que vem há algum tempo sendo quebrado.  É uma ideia oposta a de fazer o camp até a véspera, com o atleta muitas vezes levado à exaustão dias antes da competição. Essa alta exigência física gera fadiga, e isso ainda se soma com o estresse emocional e a ansiedade gerados pela proximidade da competição. Portanto, minha sugestão para os últimos dias é que você os dedique a ajustes técnicos e táticos no tatame, além de um treino físico que mantenha as valências do atleta e que gerem baixa fadiga. Existe até um termo específico para essa fase do treino, chama-se <em>tapering, </em>ou polimento. Reduza de 40 a 60% do volume do treino da semana.</p>
<p><strong>6. Por fim, vamos à questão emocional.</strong> Hoje temos vários atletas sendo acompanhados por coaches específicos e isso é o melhor cenário de todos. Para aqueles que nunca fizeram, sugiro testar para ver se influencia positivamente na sua atuação. Muita gente comete o erro de querer imitar o que um determinado campeão faz. Ele é ele, você é você! Ele funciona daquele jeito e você talvez nem saiba ainda como é seu próprio funcionamento. Aqui minha dica principal é se conhecer. Saber o que lhe deixa no melhor estado possível. Tem gente que, assim como eu, gosta de sentir raiva do adversário e tem aqueles que gostam de estar feliz e numa sintonia legal, para cima. A música pode ser uma grande aliada, mas cada um também tem suas preferências, do louvor ao metal. Meditação e mentalização também entram no mesmo raciocínio. Resumindo: você precisa de uma rotina bem definida, que gere um gatilho mental para você estar no melhor estado físico e mental possível na hora H.</p>
<p>Estou feliz de escrever este texto direto da Califórnia. Entre trancos e barrancos, com vantagens e desvantagens, teremos enfim o Mundial de volta. O que posso afirmar é que essas são as duas semanas mais importantes do ano para você, atleta que vai competir. Esforce-se, dê o seu máximo e busque realizar tudo da maneira mais perfeita que puder. E para você, que é espectador, essa também é a hora do maior espetáculo da nossa modalidade. Faça suas apostas, e desfrute!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/breves-ajustes-para-o-atleta-brilhar-no-mundial-de-jiu-jitsu-2021/">Breves ajustes para o atleta brilhar no Mundial 2021</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A arte de dar a volta por cima, com o campeão Michael Jordan</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 14:07:49 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_233983" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233983" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan.jpg" alt="" width="1200" height="675" class="size-full wp-image-233983" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan.jpg 1200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-300x169.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-1024x576.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-768x432.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-150x84.jpg 150w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><p id="caption-attachment-233983" class="wp-caption-text">Por que grandes ícones do UFC não conseguem reconquistar seus títulos ou dar a tão famosa “volta por cima”? Documentário campeão de audiência com Michael Jordan pode oferecer as pistas. Foto: Reprodução</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #274. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Num dos muitos momentos emocionantes da série “Arremesso final” (“The Last Dance”, no original da Netflix), o espectador depara-se com o supercampeão Michael Jordan chorando copiosamente no chão do vestiário. Era o ano de 1996, e o Chicago Bulls acabara de conquistar seu quarto título da NBA.</p>
<p>Cerca de dois anos antes, Jordan sentira que não tinha mais o que provar após o tricampeonato consecutivo da NBA (1991/92/93). Estava cansado da perseguição da mídia e muito abalado pelo assassinato de seu pai. Por isso, havia decidido se aposentar, procurar novos desafios, jogar beisebol. Contudo, como manter um dos atletas mais competitivos e obcecados de todos os esportes no sofá, a assistir em casa outros times e novos jogadores serem coroados, enquanto ainda tinha talento incomparável e vigor físico suficiente para superá-los?</p>
<p>Michael não conseguiu se conter e voltou à NBA no fim da temporada 1994-95. Sentiu a falta de ritmo de jogo, a dificuldade de entrosamento com o novo elenco e a diferença da preparação física do basquete para a que vinha fazendo no beisebol. Os Bulls foram derrotados nos playoffs pelo Orlando Magic e muitos já diziam que a Era Jordan já havia passado. Subestimaram a incomparável capacidade de motivação e dedicação do maior de todos os tempos.</p>
<p>Jordan iniciou sua preparação no dia seguinte à eliminação, treinou obsessivamente por três períodos diários, dedicou-se ao que determinavam seus técnicos e cobrou o mesmo comprometimento dos colegas de equipe. Daí nasceu um time espetacular, por anos o recordista de mais vitórias numa só temporada da NBA (72, com apenas dez derrotas), com Michael eleito o jogador do ano e o Chicago Bulls conquistando o quarto campeonato. O título veio justamente no Dia dos Pais, dando um significado ainda maior para Jordan, que havia parado justamente após a perda de seu genitor. Impossível não se emocionar.</p>
<p>O que possibilita um retorno triunfal como esse após um longo afastamento do esporte? A justificativa mais fácil e impensada para explicar o caso de Michael seria atribuir tudo ao talento inigualável do “Air Jordan”. Então por que grandes ícones do UFC como Anderson Silva e Conor McGregor não conseguiram reconquistar seus títulos? Por que alguns poucos conseguem e tantos falham em empreitadas desse tipo no MMA?</p>
<div id="attachment_233990" style="width: 935px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233990" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture.png" alt="" width="925" height="591" class="size-full wp-image-233990" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture.png 925w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture-300x192.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture-768x491.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture-150x96.png 150w" sizes="auto, (max-width: 925px) 100vw, 925px" /><p id="caption-attachment-233990" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação/Zuffa LLC</p></div>
<p>É lógico que não podemos descartar a habilidade como um fator importante. Ninguém medíocre chega a se tornar um campeão do UFC e se manter por um tempo razoável. E é preciso ainda mais talento e inteligência para compensar o declínio físico que inevitavelmente vem com a idade e a inatividade. Foi graças a um nível técnico elevadíssimo que Dominick Cruz conseguiu recuperar seu cinturão peso-galo em 2016 depois de cerca de cinco anos de inatividade em razão de lesões gravíssimas nos joelhos.</p>
<p>Todavia, se talento e dominância garantissem grandes retornos, Anderson Silva, o maior gênio da história do MMA, teria conseguido voltar a reinar. Não foi o que ocorreu. Após sua fatídica derrota e a impressionante lesão sofrida contra Chris Weidman, Anderson nunca mais foi o mesmo. Não existe “perda de talento”. Não era tampouco a idade apenas que começava a afetá-lo. Faltava a motivação.</p>
<p>Como visto acima, Michael Jordan soube transformar a tragédia da morte do pai e a desconfiança da imprensa em motivação. Aliás, Jordan era um mestre em se automotivar. Bastava que alguém o provocasse, que um colunista na imprensa duvidasse dele ou mesmo que um oponente se destacasse, para que Michael usasse isso como razão pela qual precisava treinar o triplo e vencer. Ele se desafiava a provar para todos e para si mesmo que ainda era o melhor, que ainda podia vencer qualquer um. E assim o fazia.</p>
<p>No MMA, quem mais soube se motivar e retornar em triunfo foi Randy Couture. Cinco vezes campeão do UFC, o “Natural” já não era jovem quando começou a lutar MMA. Na estreia no UFC, tinha 33 anos. Durante toda a carreira, conviveu com constantes questionamentos da imprensa e de parte do público. Toda vez que ia enfrentar algum lutador mais jovem como Vítor Belfort (“Fenômeno” então com apenas 20 anos de idade), com mais recursos como Pedro Rizzo ou mais rápido como Chuck Liddell, Randy Couture era visto como carta fora do baralho. Isso o motivava a surpreender, a calar os críticos, a nunca parar. A cada luta em que era tido como azarão, ele sempre parecia querer mais a vitória do que os rivais.</p>
<p>Seu último retorno ao trono foi o mais sensacional e emblemático. Com 43 anos e vindo de mais de um ano de inatividade, Randy enfrentou o bem mais alto, mais jovem e nocauteador Tim Sylvia. A imprensa previa uma derrota constrangedora para o “coroa”, naquele UFC 68. Couture transformou essas críticas pesadas e a desconfiança em combustível para uma chama que parecia inesgotável. Durante cinco rounds, Randy foi uma locomotiva. Com labaredas saindo de seus olhos, derrubou seguidamente Sylvia e usou um jogo de wrestling extremamente desgastante para miná-lo. Couture era quem parecia ser o jovem ali. Após ter seu braço levantado por decisão unânime, o ídolo americano sorriu e declarou: “Nada mal para um cara velho! ”</p>
<p>A série “Arremesso final” comprova que só talento e vontade não são suficientes se não houver dedicação. Jordan era extremamente disciplinado e treinava mais do que qualquer um no time. Não é fácil manter essa rotina quando já se alcançou as maiores honrarias de seu esporte. É preciso uma combinação de autoconhecimento, determinação e engajamento. Aquele velho adágio de que não basta a inspiração sem a transpiração. Quando tratamos de UFC, nenhum campeão representa melhor essa dedicação do que Georges St-Pierre.</p>
<p>Durante toda sua gloriosa carreira no peso meio-médio, o faixa-preta canadense sempre buscou treinar, aprimorar-se, preencher lacunas, desenvolver novas habilidades. Procurava os melhores treinadores no mundo em áreas onde precisava desenvolver habilidades específicas. Pupilo da lenda Freddie Roach no boxe e faixa-preta do professor Bruno Fernandes na GB Montreal, St-Pierre já foi a Londres aprender algumas técnicas da arte suave com Roger Gracie, foi à Tailândia aprimorar muay thai, treinou wrestling com a equipe do Canadá, fez treinos de força e flexibilidade com equipes de ginástica olímpica. A cada luta, esse empenho constante de St-Pierre gerava algo novo para dificultar a vida de seus adversários.</p>
<p>Ao se aposentar após sua nona defesa consecutiva do cinturão meio-médio, Georges continuou se mantendo em forma. Quatro anos depois, motivado por se tornar campeão de mais uma categoria e enfrentar outro veterano do esporte, GSP aceitou disputar o cinturão peso médio contra Michael Bisping, no UFC 217. Para isso, voltou a se dedicar com afinco único e profissional aos treinamentos. Era preciso ganhar mais musculatura e, ainda assim, continuar ágil para poder ganhar de um oponente maior e naturalmente mais pesado.</p>
<p>A disciplina do canadense o levou a praticamente morar na academia e mudar sua preparação para dar mais ênfase em finalizações e em poder de nocaute. Árdua dedicação que trouxe dividendos. Durante os dois primeiros minutos da luta no Madison Square Garden, St-Pierre ainda recebia muitos golpes, mas gradativamente se adaptava à nova dinâmica e conseguia encaixar o que havia treinado. Até que, no terceiro round, quando se esperava que os anos de aposentadoria cobrariam o preço de um atleta menos comprometido, GSP cresceu na luta, acertou um potente cruzado de esquerda, seguiu com socos no chão até pegar as costas de Bisping e finalizá-lo no mata-leão. Tudo que treinara à exaustão fora devidamente aplicado e Georges St-Pierre era novamente campeão do UFC.</p>
<p>Deveríamos nos inspirar nos exemplos desses retornos gloriosos para superarmos os desafios que a vida nos traz, amigo leitor. Não é preciso ser um Michael Jordan ou um Georges St-Pierre. Todos temos nossas próprias habilidades, limitações e dificuldades. Se soubermos combinar nossos talentos com muita motivação e dedicação, haveremos de triunfar.</p>
<div id="attachment_233992" style="width: 995px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233992" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva.png" alt="" width="985" height="649" class="size-full wp-image-233992" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva.png 985w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva-300x198.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva-768x506.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva-150x99.png 150w" sizes="auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px" /><p id="caption-attachment-233992" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação/Zuffa LLC</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-arte-de-dar-a-volta-por-cima-com-o-campeao-michael-jordan/">A arte de dar a volta por cima, com o campeão Michael Jordan</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Por dentro da mente de um supercampeão olímpico</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2021 14:01:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dono de oito medalhas de ouro olímpicas e recordista dos cem metros rasos, o raio Usain Bolt já distribuiu diversos ensinamentos para nossos leitores, nas páginas de GRACIEMAG. Na edição #187, nossa equipe se questionou: afinal, como funciona a mente de um supercampeão olímpico? No clima de Tóquio-2020, relembre o instrutivo artigo, a seguir. Para&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dono de oito medalhas de ouro olímpicas e recordista dos cem metros rasos, o raio Usain Bolt já distribuiu diversos ensinamentos para nossos leitores, nas páginas de GRACIEMAG.</p>
<p>Na edição #187, nossa equipe se questionou: afinal, como funciona a mente de um supercampeão olímpico?</p>
<p>No clima de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Ol%C3%ADmpicos_de_Ver%C3%A3o_de_2020" target="_blank" rel="noopener">Tóquio-2020</a>, relembre o instrutivo artigo, a seguir.</p>
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<div id="attachment_233808" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233808" class="wp-image-233808 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Usain-Bolt-credito-Wikipedia.jpg" alt="" width="1280" height="857" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Usain-Bolt-credito-Wikipedia.jpg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Usain-Bolt-credito-Wikipedia-300x201.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Usain-Bolt-credito-Wikipedia-1024x686.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Usain-Bolt-credito-Wikipedia-768x514.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Usain-Bolt-credito-Wikipedia-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-233808" class="wp-caption-text">Usain Bolt nas Olimpíadas de Pequim-2008. Foto: Wikipedia</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Concentração. Silêncio. Seriedade. Mente fixa no movimento a ser realizados. Para Usain Bolt, o homem mais rápido do mundo, nada disso é fundamental nos instantes que antecedem uma grande final.</p>
<p>Após conquistar três medalhas olímpicas em Londres-2012, o jamaicano Usain Bolt detalhou a Nick Harper, repórter da revista britânica &#8220;Sport&#8221;, como sua mente trabalha nos momentos de grande pressão. Selecionamos as melhores lições a seguir:</p>
<p><em><strong>* Como afugentar o medo de competir<br />
</strong></em></p>
<p>Certa vez na Jamaica, em 2002, Usain St Leo Bolt apareceu para correr com tanto medo que prometeu jamais deixar tal sentimento dominá-lo novamente. Criou então uma fórmula simples, que usa desde sempre e consiste em três pontos: 1) Não pense sobre a corrida. 2) Finja que isso não está acontecendo. 3) Vá ao Ponto 1 e repita.</p>
<p><em><strong>* A arte de se concentrar<br />
</strong></em></p>
<p>Os instantes que antecedem o duelo final podem ser de uma pressão asfixiante, em especial nos minutos finais onde os atletas aguardam juntos para ir até a pista. Para Bolt, o melhor é afastar da mente pensamentos sobre o que está para vir: &#8220;Lá nos bastidores antes da prova, vão ter caras querendo ficar calados e concentrados, e caras querendo falar. Prefiro falar, então vou conversar com os colegas do Caribe que eu conheço, caras que me dou bem. Vamos ficar lá falando de música, de carro&#8230; Qualquer coisa que tire a mente da corrida&#8221;, explica.</p>
<p><strong><em>* Sem motivo para cara feia</em><br />
</strong></p>
<p>Intimidações, comuns no MMA e no esporte de alto nível em geral, não têm vez para Bolt. <a href="https://www.graciemag.com/2016/08/22/licoes-olimpicas-20-dicas-de-usain-bolt-phelps-e-outros-mitos-do-esporte/" target="_blank" rel="noopener">O recordista olímpico dos cem metros rasos</a> jamais usa de encaradas ou cara de mau: &#8220;Por que eu precisaria disso? Você não precisa brincar de jogos mentais se sabe que pode vencer o oponente ou os oponentes todos ali. Não preciso desses jogos mentais, eu fico apenas relaxado e faço o que sei fazer&#8221;, resume Bolt. Autoconfiança e autoconhecimento, lembra? Pois é o que basta.</p>
<p><em><strong>* A arte de executar sem pensar</strong></em></p>
<p>O ídolo jamaicano garante que sua mente só volta a se fixar no treinamento e no que deve fazer quando escuta &#8220;Em suas marcas&#8230;&#8221;. Zen demais? Para Bolt, isso é apenas natural para quem treina algo repetidamente, por tantos anos e com tanto afinco: &#8220;Quando você treina, o objetivo do treinamento é levar suas técnicas a um ponto que seja apenas rotina. Você treina para que aquilo tudo se torne natural, o seu pé a dez centímentros do chão naquele momento, meio centímetro ali adiante e por aí vai. Você treina para que isto entre no seu corpo de vez, para que a execução da técnica seja tão natural quanto acordar às seis da manhã e ir ao banheir. Treino é isso basicamente – acostumar o corpo a fazer algumas coisas com naturalidade. Eu treino duro para que, quando estiver numa corrida – qualquer corrida – minha mente seja automaticamente ligada no que eu preciso fazer, na hora que precisar. Então, na hora da largada, dá um clique e aquilo tudo acende: tenho de correr agora, vamos lá! E então, tudo aquilo que você praticou simplesmente se une e acontece&#8221;.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Men&#039;s 100m Final | Rio 2016 Replay" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/4gUW1JikaxQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/por-dentro-da-mente-do-supercampeao-olimpico-usain-bolt/">Por dentro da mente de um supercampeão olímpico</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>&#8220;3 lições que aprendi sendo sparring dos grandes ídolos do MMA&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2020 21:17:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Minotauro e Damasceno após treino de alto impacto, em meados da década de 2000. Crédito: Arquivo pessoal.  Há dez anos atuando como professor de Jiu-Jitsu nos Emirados Árabes, o faixa-preta Pedro Damasceno nunca se esqueceu das lições absorvidas no dojô da BTT Lagoa, no Rio de Janeiro, na primeira década deste século, quando foi sparring&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-226165" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200623-WA0048-300x213.jpg" alt="" width="892" height="633" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200623-WA0048-300x213.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200623-WA0048-150x107.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200623-WA0048.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 892px) 100vw, 892px" /></p>
<p><em>Minotauro e Damasceno após treino de alto impacto, em meados da década de 2000. Crédito: Arquivo pessoal. </em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há dez anos atuando como professor de Jiu-Jitsu nos Emirados Árabes, o faixa-preta <a href="https://instagram.com/damascenobjj?igshid=1th5t7f1cmzro">Pedro Damasceno</a> nunca se esqueceu das lições absorvidas no dojô da BTT Lagoa, no Rio de Janeiro, na primeira década deste século, quando foi sparring de grandes ídolos da história do MMA, como Rodrigo Minotauro, Ricardo Arona, Murilo Bustamante (de quem Pedro recebeu a faixa-preta), entre tantos outros craques. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São aprendizados assimilados em pleno sufoco, sob pressão, enquanto Pedro se submetia aos mais intensos treinamentos de artes marciais, ajudando os tops de sua academia a brilharem no tablado do Pride japonês. </span><span style="font-weight: 400;">Tais lições Damasceno aplica em sua vida até hoje, de uma maneira ampla, tanto como pai de família, como professor de Jiu-Jitsu, como competidor e coach. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Desde a época da Carlson Gracie Team, quando eu ainda era faixa-roxa, já me convidavam para ajudar nos treinos profissionais de No-Gi, muito em função da minha altura e envergadura, mas também em função do meu gás e dos títulos que eu vinha ganhando naquela graduação, na qual fui campeão mundial, por exemplo. Eu era uma espécie de &#8220;estagiário&#8221; entre os tops da escola do Carlson”, recorda Damasceno. “Quando fomos para a  BTT, comecei a ajudar dos treinos de MMA. Lembro que o Arona e o Minotauro ainda estavam no RINGS japonês. Logo após eles migraram para o Pride”.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-226167" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200623-WA0053-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200623-WA0053-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200623-WA0053-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200623-WA0053-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200623-WA0053.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-226169" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/20200624_174356-1-300x180.jpg" alt="" width="375" height="225" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/20200624_174356-1-300x180.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/20200624_174356-1-768x462.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/20200624_174356-1-150x90.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/20200624_174356-1.jpg 995w" sizes="auto, (max-width: 375px) 100vw, 375px" /></p>
<p><em>&#8220;Minotauro e Arona tinham certeza de que o gás não faltaria no ringue&#8221;, conta Damasceno. </em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Por eu ser de Niterói, a mesma cidade do Arona, íamos e voltávamos juntos para os treinos na AABB Lagoa e nos tornamos grandes amigos. O Minotauro também sempre me ajudou muito, outro grande amigo que o esporte me deu, me patrocinou por muitos anos, um cara que sempre ajudava a todos. Os treinos eram diariamente uma guerra! Um terreno completamente minado: Minotauro, Minotouro, Arona, Paulão, Allan Goes, Carlão Barreto, Roan Jucão, Mestres Murilo Bustamante, Libório, Zé Mario, entre outras feras. Aprendi muito com todos esses astros e gostaria de compartilhar a seguir, com os leitores da GRACIEMAG, algumas dessas lições”. </span></p>
<p><strong>1- Treino duro, luta fácil</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Naqueles tempos de Pride, os ídolos da BTT entravam para lutar preocupados com qualquer coisa, menos com o gás. Eles tinham a certeza absoluta que teriam gás de sobra para intensificar o ritmo ou estender o combate o quanto fosse necessário. A luta muda completamente quando o atleta está capacitado a atuar dessa forma. A parte mental melhora, a técnica flui muito melhor… Todos no time da BTT tinham a mais plena certeza de que treinavam mais do que os adversários. Então, creio que essa é uma lição que sempre me marcou: prepare-se da melhor maneira possível para encarar os desafios da vida. Treine à exaustão. Pratique. Não poupe esforços na parte preparatória e os bons resultados virão naturalmente&#8221;. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-226171" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200623-WA0044-300x206.jpg" alt="" width="965" height="663" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200623-WA0044-300x206.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200623-WA0044-150x103.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200623-WA0044.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 965px) 100vw, 965px" /></p>
<p><em>Com Bustamante, de quem recebeu a faixa-preta, e Rogério Minotouro. </em></p>
<p><strong>2- Tenha uma válvula de escape  </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Como o treino era sempre muito duro e intenso, era preciso saber valorizar os momentos de descanso e também encontrar formas de extravasar, tirar a cabeça daquele &#8216;modo sob pressão&#8217;. Não por acaso o Arona sempre tentava se manter ativo no surf e nas escaladas na montanha. Até hoje carrego esse hábito comigo. Gosto de trabalhar intensamente, mas não me permito entrar num estado de implosão emocional, de stress absoluto. Então busco atividades que me afastem disso quando necessário, um &#8216;reset&#8217; fundamental. Gosto de nadar, de correr, pedalar, escalar&#8230;&#8221;.</span></p>
<p><strong>3- Aprenda a lidar com a dor </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Uma virtude que todo sparring tem que desenvolver é a capacidade de lidar com a dor. Se vamos nos submeter a treinos intensos contra os melhores lutadores, certamente vamos sofrer, sair das sessões de treino com o corpo moído… Além da cartela de antiinflamatório sempre à mão, é preciso ter força mental, não andar para trás por causa da dor. Saber que ela é inevitável e o movimento tem que ser para a frente sempre. Retroceder jamais! O treino na alta performance não tem nada a ver com o treino em busca de bem-estar do praticante comum. Todo atleta que lutava no Pride naquela época ou que luta hoje em dia no UFC está a todo momento com alguma avaria no corpo, algum foco de dor, mas eles sabem transformar isso em motivação, não fraquejam. Essa é uma &#8216;força mental&#8217; que tento reproduzir nos momentos de adversidade em minha vida. Mesmo sofrendo eu não posso me deixar abalar. É preciso seguir em frente, como faziam os grandes ídolos do MMA com quem treinei nos idos da década de 2000&#8221;. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-226173" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200624-WA0080-300x225.jpg" alt="" width="767" height="575" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200624-WA0080-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200624-WA0080-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200624-WA0080-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG-20200624-WA0080.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 767px) 100vw, 767px" /></p>
<p><em>Com o professor Ricardo Libório, uma figura paternal para Damasceno até os dias de hoje.</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/3-licoes-que-aprendi-sendo-sparring-dos-grandes-idolos-do-mma/">“3 lições que aprendi sendo sparring dos grandes ídolos do MMA”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>GRACIEMAG #267 &#8211; Desafiando Buchecha</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2019 12:59:55 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A GRACIEMAG #267 já está disponível em sua versão digital e em breve estará nas bancas de todo o Brasil.</p>
<p><strong>Para conferir tudo o que a revista dedicada ao Jiu-Jitsu mais lida do Brasil tem a oferecer este mês, <a href="https://graciemagshop.com.br/">CLIQUE AQUI ou acesse www.graciemagshop.com.br</a>, faça sua assinatura, receba um kimono Xtra Lite da Brazil Combat novinho e economize. Oss!</strong></p>
<p>Boa leitura e bons treinos!</p>
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