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	<title>Sucesso no Jiu-Jitsu | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Sucesso no Jiu-Jitsu | Graciemag</title>
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		<title>Rodrigo Fujita e as múltiplas faces do sucesso no Jiu-Jitsu </title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 19:45:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Perguntamos ao professor GMI Rodrigo Fujita qual seria o segredo para transformar um aluno mediano num grande campeão. “Depende… Campeão do quê?”, ponderou Fujita. “Acredito que posso ajudar e lapidar um campeão a chegar ao topo do pódio, mas ele tem que saber que o caminho que vai percorrer é uma opção somente dele e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-246936" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-300x200.jpg" alt="" width="1171" height="780" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-1536x1024.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-2048x1366.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1171px) 100vw, 1171px" /></p>
<p>Perguntamos ao<a href="https://www.instagram.com/fujitatattoo_?stkn=N3Q0aGZyenU0aTF4"> professor GMI Rodrigo Fujita</a> qual seria o segredo para transformar um aluno mediano num grande campeão. “Depende… Campeão do quê?”, ponderou Fujita.</p>
<p>“Acredito que posso ajudar e lapidar um campeão a chegar ao topo do pódio, mas ele tem que saber que o caminho que vai percorrer é uma opção somente dele e de mais ninguém. É preciso um bocado de teimosia da parte dele. Uma vontade sobrenatural de provar que é possível, indo contra tudo e todos. E isso eu não consigo ensinar, eu posso aguçar esse sentido, mas isso tem que vir com a personalidade dele”, analisou o professor.</p>
<p>E foi então que Fujita elevou o nível da reflexão. “Acredito, no entanto, que nós, professores, precisamos ressignificar o conceito de campeão. Todos acham que uma medalha no peito indica o vitorioso. Essa é uma percepção muito limitada. Uma relação de pai e filho que melhora e se harmoniza por conta da prática do Jiu-Jitsu é uma baita conquista, porém, não existe uma premiação aparente, não há medalha no pescoço. É uma vitória invisível, mas muito mais relevante que uma medalha de ouro. A falta da medalha faz parecer menos glorioso por não ter nenhum holofote apontado. Mas talvez o maior medalhista olímpico não seja uma pessoa feliz e satisfeita quando está em família.”</p>
<p>Nesta entrevista exclusiva à GRACIEMAG, Rodrigo Fujita nos convida a enxergar as &#8220;vitórias invisíveis&#8221; do cotidiano — aquelas que não têm pódio, mas que salvam casamentos, reconstroem laços entre pais e filhos e trazem domínio próprio. Oss!</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Toda grande árvore tem raízes profundas. Quem são os professores que moldaram o seu Jiu-Jitsu e qual é a maior lição que você aprendeu com eles?<br />
</strong><a href="https://www.instagram.com/fujitatattoo_?stkn=N3Q0aGZyenU0aTF4"><strong>RODRIGO FUJITA:</strong> </a>Tive a oportunidade de ter ótimos professores. Meu primeiro professor no Japão foi Edvaldo Santos da Damm Fight Japan, mas antes disso não posso me esquecer de mencionar um grande amigo, Roberto Younes, que me deu os primeiros passos me inserindo na comunidade. Foram anos treinando no Japão até voltar para o Brasil, onde, através de uma conversa com meu professor Santos, ele me disse que se voltasse para o Brasil iria treinar na Ryan Gracie, sendo assim segui seu conselho.</p>
<p><strong>Em qual filial? </strong><br />
Na cidade de Santo André. Foi lá que comecei a treinar com o Francelino do Carmo, o Fran. Foi onde tive a oportunidade não só de aprender como me conectar com outras pessoas e permaneci até minha faixa-marrom. Depois disso, permanecendo na mesma equipe Gracie, comecei meus treinos com Marcelo Renaldin e Juliano Freire, que foram os professores que me graduaram à faixa-preta. Além deles, sempre me mantive ativo nos treinos com Celsinho Vinícius. Os treinos em Santo André contavam com a presença esporádica do mestre Daniel Gracie. Foi através desses treinos e aprendizados que surgiu a oportunidade de vir para América. Ah, não posso me esquecer de um amigo meu, Roger Ambrose, que sempre me fez melhorar a cada dia. Todas essas pessoas que citei e aqueles que estão nos bastidores foram e são meus professores. Acho que pode parecer estranho citar tantas pessoas mas uma coisa que aprendi com todos eles é “o sacrifício depende de você e em algum momento os caminhos podem seguir direções diferentes, e mesmo se isso acontecer não devemos esquecer de onde viemos e quem somos, a nossa reputação sempre irá nos perseguir, então seja justo, respeite as pessoas e, se possível, nunca feche uma porta.”<strong><img decoding="async" class="alignnone wp-image-246937" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2-300x200.jpg" alt="" width="1228" height="818" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1228px) 100vw, 1228px" /></strong></p>
<p><strong>Você começou a ensinar Jiu-Jitsu num grupo da igreja onde você é devoto, em Santo André, correto? Fale um pouco sobre essa época. </strong><br />
No ano de 2013 muita coisa acontecia ao mesmo tempo. Quatro anos após eu ter voltado para o Brasil as coisas não iam como esperava. Conciliar trabalho e treinos com o objetivo de performance expressiva no cenário do Jiu-Jitsu era difícil, muitas horas de CLT para conseguir honrar com minhas obrigações e pouco tempo para dedicação ao sonho. Acredito que é a dificuldade que muitos como eu tiveram ou têm, mas vejo que esse é o preço por um espaço ao sol, dedicação e sacrifício. Foi nesse contexto que a busca por um socorro e balanceamento, corpo, alma e espírito, que comecei a congregar na igreja Cristo Salva Santo André, que infelizmente não existe mais. Mas foi através de lá e de um convite inusitado do pastor após o término do culto, me vendo tendo sessões de tentativas de quedas pelas crianças que tudo começou. Tínhamos treinos duas vezes na semana e depois de alguns anos com o término da igreja o projeto virou uma academia, a IFJ “Instituto Fujita de Jiu-Jitsu, onde mantemos os mesmo valores e propósitos, levar o amor de Deus através dos nossos atos e se preciso abrir nossas bocas para falarmos sobre ele. A academia continua até hoje servindo aqueles que querem aprender BJJ.</p>
<p><strong>Como é o seu planejamento diário para conciliar a rotina de professor e competidor?</strong><br />
Procuro manter meu treinamento de uma maneira muito mais assertiva com intervalos de descanso e priorizando o descanso e reconhecendo as limitações físicas da minha faixa etária. Quatro vezes na semana estou ensinando em aulas grupais. Minha divisão de treinos nesses dias é de dois dias de revisões técnicas e dois dias de preparação física. Um dia na semana o treino é mais focado em rendimento, um treino mais puxado numa linha mais competitiva. Além disso sempre que possível gosto de visitar o famoso Blue Basement, onde tenho a oportunidade de treinar com nomes como Rafael Natal, Thiago Saldanha, entre outros. Procuro manter uma alimentação mais saudável possível, mas confesso que às vezes é difícil.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-246938" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-300x225.jpg" alt="" width="1202" height="901" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1202px) 100vw, 1202px" /></p>
<p><strong>Quais são os destaques da sua vida como competidor e o que de melhor você aprendeu ao guerrear nas grandes arenas do BJJ? </strong><br />
Consegui três pódios no World Master por três anos consecutivos, 2023, 24, 25. Além disso também fiquei em terceiro lugar no Pan Gi e No-Gi, todos na faixa-preta. Essas competições grandes, onde temos atletas de vários lugares do mundo, me ensinou que não importa de onde você veio, com condições melhores ou não, o coração de quem quer mais fará a diferença.</p>
<p><strong>Qual é o segredo para transformar um aluno mediano num grande campeão?</strong><br />
Essa é uma ótima pergunta, pois campeão do quê? Acredito que posso ajudar e lapidar um campeão a chegar lá, mas ele tem que saber que o caminho que vai percorrer é uma opção somente dele e de mais ninguém. É aí que muitos talentos não acabam chegando, podemos perguntar para diversos professores e todos dirão que já tiveram fenômenos treinando, e a grande maioria ou todos acabou seguindo outros caminhos. Acredito que esse também é um ingrediente do campeão, a teimosia, a vontade de provar que é possível, indo contra tudo e todos. E isso eu não consigo ensinar, eu posso aguçar esse sentido, mas isso tem que vir com a personalidade. A partir daí, se ele já tiver o tal do sangue no olho, todo o resto será muito mais fácil, pois ele estará disposto a pagar o preço. Mas vejo que por outro lado todos os dias com o BJJ e os ensinamentos que ele nos dá podemos sim criar campeões na vida, e acredito que esse é o grande objetivo, trazer confiança, controle e domínio próprio para os praticantes, fazendo o aluno vencer todos os eventuais campeonatos do cotidiano, como trabalho, família, amigos etc. Precisamos como professores ressignificar como vemos os campeões. Todos acham que uma medalha no peito indica o vitorioso. Essa é uma percepção muito limitada. Uma relação de pai e filho que melhora e se harmoniza por conta da prática do Jiu-Jitsu é uma baita conquista, porém, não existe uma premiação aparente, não há medalha no pescoço. É uma vitória invisível, mas muito mais relevante que uma medalha de ouro. A falta da medalha faz parecer menos glorioso por não ter nenhum holofote apontado.<br />
<strong><br />
Quais são as dicas que você costuma dar a quem tem o sonho de se tornar um professor/atleta de Jiu-Jitsu de sucesso?</strong><br />
Se você escolher o caminho do professor, aprenda como ser entendido pelos outros, isso ajudará na didática. A maneira que você aprendeu não será a mesma para todos, seja humano e respeite as pessoas e, claro, aprenda inglês, infelizmente muitas oportunidades não estão ainda no Brasil. Se você quer ser atleta, não perca tempo, eu sei que hoje parece distante mas os trinta anos estão logo ali, então não perca tempo com distrações. E sobre sucesso verdadeiramente, entenda o que é o sucesso. Sucesso é ter uma família que se ama, filhos que o respeitam e o honram, amigos para lhe socorrer sem você precisar pedir, um abraço apertado da esposa quando você chega em casa, a reputação e o que dizem a seu respeito quando você não está à mesa.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246939" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/4-300x241.jpg" alt="" width="1226" height="985" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/4-300x241.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/4-1024x824.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/4-768x618.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/4-150x121.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1226px) 100vw, 1226px" /></p>
<p><strong>Como a sua experiência como árbitro de Jiu-Jitsu contribuiu para a sua carreira de competidor?</strong><br />
Estar ativo como árbitro na IBJJF me mantém sempre estudando as regras, isso me dá mais autoridade quando estou a ensinar meus alunos. Muitas vezes alguns erros por falta de conhecimento acabam custando grandes vitórias para a equipe, esse é um dos motivos estar dentro da maior organização do mundo de Jiu-Jitsu, para poder sempre estar atualizado e poder sempre oferecer melhor conhecimento para os meus alunos. E ao mesmo tempo me ajudando nas minhas estratégias quando estou em ação nos tatames.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-246941" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-300x179.jpg" alt="" width="1032" height="616" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-300x179.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-1024x612.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-768x459.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-1536x919.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-2048x1225.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-150x90.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1032px) 100vw, 1032px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rodrigo-fujita-e-as-multiplas-faces-do-sucesso-no-jiu-jitsu/">Rodrigo Fujita e as múltiplas faces do sucesso no Jiu-Jitsu </a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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