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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Tudo o que você sempre quis saber sobre a guarda no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2021 06:38:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em fevereiro de 2009, GRACIEMAG publicou a reportagem de capa abaixo, destrinchando os aspectos mais importantes da guarda, posição essencial nos ringues e dojôs. Confira, reveja e assine logo sua GRACIEMAG para mais reportagens como essa, capazes de levar seu Jiu-Jitsu, e sua leitura, a um outro patamar. Sim, você nem lembra, mas já nasceu&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em fevereiro de 2009, GRACIEMAG publicou a reportagem de capa abaixo, destrinchando os aspectos mais importantes da guarda, posição essencial nos ringues e dojôs. Confira, reveja e <a href="https://graciemagshop.com.br/" rel="noopener" target="_blank">assine logo sua GRACIEMAG para mais reportagens como essa</a>, capazes de levar seu Jiu-Jitsu, e sua leitura, a um outro patamar.<br />
</em></p>
<div id="attachment_17374" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Rilion-senta1.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17374" class="size-full wp-image-17374 " title="Rilion Gracie faz guarda durante o treino" alt="Rilion Gracie faz guarda durante o treino" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Rilion-senta1.jpg" width="580" height="386" /></a><p id="caption-attachment-17374" class="wp-caption-text">Rilion ensinando guarda aos alunos em Miami. Foto: Ray Santana.</p></div>
<p>Sim, você nem lembra, mas já nasceu fazendo guardinha, esperneando. Se parou de treinar por uns tempos o vacilo foi seu. Afinal, a posição, eterna salva-vidas dos lutadores de Jiu-Jitsu nos ringues, já estava consagrada há tempos. Anos. Séculos.</p>
<p>Quem olhar a obra-prima “Riña en el Mesón del Gallo”, tela de um dos melhores pintores de todos os tempos, se não o melhor, Francisco Goya, pode observar a seguinte cena: uma briga de bar, espanhóis dando pauladas para todos os lados. No centro da tela, um cara em posição superior parece&#8230; estar passando a guarda! Bem, deve-se ter um pouco de imaginação para ver isso.</p>
<p>Mas a criatividade esteve sempre ligada à guarda. Num livro obscuro, encontrado nas prateleiras do estudioso Márcio Feitosa, professor da Gracie Barra, pode-se ler uma teoria de que pigmeus africanos já valorizavam, no combate corpo-a-corpo, a técnica de manter as pernas entre o feroz agressor e o seu nariz. Espernear, portanto, sempre foi a salvação.</p>
<div id="attachment_17375" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Goya-site4.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17375" class="size-full wp-image-17375" title="Goya site" alt="" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Goya-site4.jpg" width="580" height="362" /></a><p id="caption-attachment-17375" class="wp-caption-text">O quadro de Goya, pintado em 1777, está hoje no Museu do Prado, em Madri.</p></div>
<p>Foi o Jiu-Jitsu brasileiro, no entanto, que melhor explorou e valorizou a guarda, como a arte de se defender no chão e equalizar os pesos do agressor e do agredido. Mais do que o judô, sambo ou qualquer outra.</p>
<p>Mas, e os japoneses? Não foram eles que criaram a técnica? Não existem escolas até hoje que priorizam a parte de grappling no judô, parte esta chamada por eles de newaza? Sim, é verdade. Perguntemos, então, a um especialista como o carioca Flávio Canto, o chão mais ofensivo do judô mundial, como ele vê a questão.</p>
<p>“Acho o Jiu-Jitsu brasileiro excepcional. Sua grande contribuição para o newaza mundial, e para o jogo de guarda, foi aliar uma quantidade tão grande de praticantes com a criatividade do brasileiro. Daí surgiu toda a gama de posições e situações inéditas, consagradas hoje”, diz o medalhista olímpico em Atenas-2004. “Guarda-aranha, por exemplo, eu nunca vi antes em lugar nenhum, é coisa do Jiu-Jitsu brasileiro. Outro aspecto positivo da arte é cair fazendo guarda e virando-se sempre de frente para o adversário, afinal ninguém tem olho na nuca. É este reflexo que falta a muitos judocas e wrestlers.”<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>De pedra em pedra, a muralha</strong></p>
<p>Quando aportou no Brasil no início do século XX, o japonês Conde Koma não trouxe apenas um eficaz jogo de pernas, aprendido com afinco pelo jovem Carlos Gracie. Passou também lições orientais de disciplina, saúde e honra que permeariam a história da família para sempre. Buscando espalhar a arte que lhe dava tantos benefícios, Carlos começou a fazer história – e a escrever também a história da guarda. “Ele foi o primeiro ocidental a superar um campeão oriental, em 1924, numa época em que os japoneses achavam os ocidentais uns degenerados”, lembra o filho Rilion Gracie, considerado a melhor guarda da família. Foi contra Geo Omori, quando o grande mestre puxou para a guarda e aplicou um tomoe-nage, o popular “balão”, e caiu montado. O Gracie então estalou o braço do valente japonês, que mandou a luta seguir com as veias saltadas.</p>
<p>Mais tarde, em 1951, quando o irmão Helio Gracie fechou a guarda e, com seus pulsos (fortes até hoje), pôs o exímio judoca Jukio Kato para dormir, num estrangulamento de gola, a arte da guarda estava consagrada. E pronta para continuar sendo desenvolvida, graças à criatividade e suor de outros Gracies, Barretos, Hemetérios, Machados, Vigios, Alves, Virgílios, Gomes, Behrings, Duartes, Penhas, Jucás, Castello Brancos, Góes, Vieiras, Santos e Silvas. E até um Stambowsky. Cada novo fiel adepto da guarda ia dando sua contribuição, depositando uma pedra aqui, cimentando ali, e ajudando a erguer a reputação da guarda como essência do Jiu-Jitsu.</p>
<p>A metáfora de construção, na verdade, não é gratuita. Para Carlos Gracie Jr., a posição de guarda é como a fortaleza que dá segurança ao lutador. Você não perde necessariamente a guerra se não tem uma muralha sólida, mas que ajuda, ajuda. Inclusive para, do alto dela, postar seu arsenal ofensivo: “A guarda é a fortaleza do lutador de Jiu-Jitsu. Você escolhe se prefere lutar com ela aberta ou fechada”, ensina.</p>
<p>“Numa guerra, o mais inteligente é o quê?&#8221;, indaga Carlinhos. &#8220;Começar a guerra de portões fechados. Na guarda fechada, você está guerreando com o inimigo fora dos seus muros. Se o cara abre sua guarda, ele derruba sua porta levadiça. É a posição limítrofe, que obviamente exige nova estratégia. Se ele invadir, ou seja, passar sua guarda e chegar do lado, a batalha começa a se desenrolar dentro dos seus domínios, com você muito mais exposto. Complicou, vai exigir o triplo de força para você se defender, mas não quer dizer que não haja saída.”</p>
<p><iframe title="Helio Gracie vs Kato" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/HMAu0A-vQm8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>O escudo vira arma</strong></p>
<p>No Rio dos anos 1950, o Jiu-Jitsu já era famoso por dar a qualquer magrinho a chance de ser sua própria fortaleza. Foi, então, a vez de Carlson Gracie dar sua contribuição à guarda – primeiro em seus tempos de lutador, depois com seus alunos. Competitivo ao extremo, Carlson começou a especializar seus alunos, para ganhar os campeonatos. Era quando bradava: “Ou és guardeiro, ou és passador”. Se o leitor perguntar quem foram seus melhores pupilos, quatro bons guardeiros estarão certamente na lista: Cássio Cardoso, Ricardo de la Riva, Sergio Bolão e Murilo Bustamante.</p>
<p>“Há o mito de que o Carlson só treinava passadores de guarda. Mas além do De la Riva, ele tinha outro aluno, Marcelo Duque Estrada, o Homem-Polvo, hoje juiz, que tinha uma guarda incrivelmente elástica”, comenta o mestre faixa-coral Redley Vigio. “Cássio Cardoso, por exemplo, era completo. Mas a guarda dele de fato marcou: todo estudante de Jiu-Jitsu devia assistir à sua luta de uma hora de duração contra Marcelo Behring, em 1988. Marcelo também tinha uma senhora guarda, e o final é sensacional. Está toda no Youtube.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Cassio Cardoso vs Marcelo Behring - Parte 01" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/sy-hSzyEoFU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Grandes para a época, com cerca de 76kg, Cássio tinha no aluno de Rickson Gracie seu maior rival, e a luta de uma hora foi o tira-teima entre os dois, realizado na Lagoa, na casa de shows Jardim Babilônia, ex-Roxy Roller. “Carlson me disse para puxar para a guarda e cansá-lo. Usei até uma raspagem que aprendi com Marcio Macarrão, mas na época não valia ponto. No fim, passei a guarda três vezes e ele passou uma, 6 a 2, na pontuação da época. Hoje, seria algo como 21 a 5”, comenta Cássio, de 46 anos.</p>
<p>Até 1994, não bastava o lutador de baixo inverter a luta e cair por cima para ganhar os pontos de raspagem – tinha de fazê-lo usando apenas golpes reconhecidos, como o tomoe-nage, ou o pé na virilha, ou a tesoura clássica, entre outros poucos. Com a reforma de regras, proposta pela recém-inaugurada Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, bastava aos guardeiros passar a ficar por cima para faturar dois pontos. Eles agora estavam prestigiados. E prontos para surpreender.</p>
<p>“A guarda, que até 1994 era mais um escudo, passou a ser a arma que podia decidir a luta. Lembro de ter visto na academia, em 1987, Renzo Gracie fazer guarda-aranha pela primeira vez. Como ele era um cara com muitos recursos, usava pouco nas competições. Eu, magrinho, adorei a invenção e surpreendi muita gente”, lembra Vinicius Magalhães, o Draculino, de 37 anos. O show dos guardeiros começava. No mesmo ano, com o gancho de fora enrolado pelo seu pé largo e mole, Ricardo de la Riva conseguiu parar o ímpeto do praticamente imbatível Royler Gracie, e ganhou uma guarda com seu nome.</p>
<p>Com um “joelho morto”, como lembra, Roberto “Gordo” Corrêa foi obrigado a improvisar e também deixou sua marca na arte. “A meia-guarda, que até então podia ser considerada uma posição favorável ao atleta de cima, quase tão boa para atacar como do cem-quilos, é hoje uma posição perfeita para o cara de baixo contra-atacar. Não tem jeito, o Jiu-Jitsu segue em franca evolução”, observa Carlinhos Gracie.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rilion Gracie now teaching in Miami Florida" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/dHLdu6iF64Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Perna dura? Ok, você ainda pode ser um ótimo guardião</strong></p>
<p>Difícil falar na evolução da posição sem citar dois outros foras-de-série. Roberto “Roleta” Magalhães, o engenheiro das raspagens, influenciou uma geração com golpes novos, armadilhas improváveis que superaram, nos Mundiais, craques de diversas gerações – de Wallid Ismail (1996) a Zé Mario Sperry (1998), de Amaury Bitetti (1999) a Fernando Margarida (2000). Não à toa, os três donos das guardas mais admiradas da atualidade – Rubens Cobrinha, Bráulio Estima e Roger Gracie – consideram a ele, Roleta, o melhor que já viram lutar. Outro exímio guardeiro, com finalizações surreais, foi Antonio “Nino” Schembri, que também deu novo ritmo ao Jiu-Jitsu ofensivo – no caso, o rock de seu ídolo Elvis Presley.</p>
<p>Alongados, de pernas fortes e flexíveis, os dois ases da Gracie Barra ajudaram a solidificar o mito de que guarda eficiente é guarda elástica, quase mágica. Não necessariamente. Árbitro da batalha entre Roleta e Wallid, no Mundial 1996, o policial Sergio Ignácio cansou de treinar com as melhores guardas da Gracie Barra. Passador dos bons, forte, adepto daquele jogo de amassar, viu-se num dilema na faixa-marrom: “Ou eu aprendia a fazer guarda, ou Carlinhos não me graduaria faixa-preta. Foi quando expus meu problema para Renzo, e ele me deu o pulo do gato que acabaria com meu temor de fazer guarda: a boa reposição não exige elasticidade, abertura de pernas – basta você não deixar o cara passar da linha do seu joelho. Essa lição facilita muito para repor”.</p>
<p>A partir daí, seu jogo de guarda pode ganhar asas. Como o “Carcará” Bráulio Estima revela: “Quando eu ataco, faço de trás para a frente. Primeiro, bloqueio a defesa do adversário para o meu ataque, e só depois busco o golpe fatal. São ajustes mínimos. A primeira coisa a fazer é quebrar a postura do adversário. Aí trabalho e tento anular sua defesa, antes mesmo de atacar. Assim, se eu ataco um triângulo mas o cara defende, acaba sobrando um braço. Hoje, o bom guardeiro não é aquele que defende a melhor passagem do adversário, e sim aquele que não deixa o adversário começar a aplicar sua melhor passagem. Não se pode deixá-lo desenvolver seu melhor jogo. É o famoso ‘passo à frente’”.</p>
<p>Para você chegar a um estágio avançado, porém, jamais se esqueça de construir uma base sólida, para sua muralha não ruir: “Quem quer ter uma boa guarda deve aprender e treinar todas as etapas da guarda”, diz Fabio Gurgel, líder da Alliance. “Primeiro fechada, com o adversário de joelhos; depois com o mesmo em pé; depois a guarda clássica com pé na virilha e suas variações. Insista no básico, que depois seu biótipo e seu tipo de jogo vão certamente definir o que é ideal para você.” Pronto, agora você está pronto para espernear – desta vez, com toda a classe.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-guarda-no-jiu-jitsu-brasileiro/">Tudo o que você sempre quis saber sobre a guarda no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Marcus Ribeiro desvenda macetes da guarda one leg em curso on-line; saiba como participar</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2020 15:08:46 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_229310" style="width: 1418px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/10/marcus.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-229310" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/10/marcus.jpg" alt="" width="1408" height="840" class="size-full wp-image-229310" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/10/marcus.jpg 1408w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/10/marcus-300x179.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/10/marcus-1024x611.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/10/marcus-768x458.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/10/marcus-150x89.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1408px) 100vw, 1408px" /></a><p id="caption-attachment-229310" class="wp-caption-text">Professor Marcus Ribeiro em um dos seus cursos da guarda one leg. Foto: Reprodução</p></div>
<p>A guarda one leg tem sido usada de forma sistemática em diversas competições com e sem kimono pelo mundo. Sinônimo de modernidade e ofensividade, a técnica tem diversas opções tanto para o guardeiro que a usa, quanto para o passador que, ciente das opções da guarda, pode trabalhar seu jogo sobre ela. Para entender e encontrar melhores caminhos na posição, o professor Marcus Ribeiro, da Alliance, desenvolveu um curso para esmiuçar a técnica.</p>
<p>No curso <a href="https://www.hotmart.com/product/one-leg-conceitos-e-tecnicas-por-marcus-ribeiro/W39761847H" rel="noopener noreferrer" target="_blank">&#8220;One Leg: Conceitos e Técnicas por Marcus Ribeiro&#8221;</a>, o faixa-preta avalia e detalha técnicas de ataque da guarda, como raspagens, finalizações e caminhos para avançar por baixo, além de mostrar brechas da mesma guarda por cima, para que o passador possa fazer a festa. GRACIEMAG conversou com a fera para entender melhor o que o curso pode apresentar aos estudiosos atletas que adquirirem o mesmo. Confira!</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Quando começou a estudar mais a fundo os detalhes da guarda one leg?</strong><br />
<strong>MARCUS RIBEIRO:</strong> Foi há pouco mais de um ano. Fui campeão no Mundial 2019 como faixa-marrom já usando tais técnicas. Ganhei a faixa-preta e resolvi trazer esse conhecimento para o público. É uma guarda que tem infinitas variedades, dela conseguimos encontrar diversas finalizações, raspagens e possíveis idas para as costas. Importante executar essa guarda com bastante segurança pois qualquer desatenção o oponente pode muito bem cair direto na montada ou no 100kg , já que é uma guarda que se faz abaixo do quadril do adversário.</p>
<p>E o que o atleta pode esperar ao acessar o curso?<br />
No curso o praticante entenderá tudo sobre essa guarda. Como se posicionar da maneira correta ao efetuar a guarda, drill de fortalecimento, diversas raspagens, transições para outras situações, pegada de costas e finalizações. Ainda aprenderá a se posicionar e a passar a essa guarda caso o oponente o coloque nessa situação. São cerca de 28 aulas além de mais 4 técnicas bônus de um outro jogo exclusivo que eu disponibilizei no curso. <a href="https://www.hotmart.com/product/one-leg-conceitos-e-tecnicas-por-marcus-ribeiro/W39761847H" rel="noopener noreferrer" target="_blank">Basta clicar aqui</a> e acessar o conteúdo com preço especial, que pode ser parcelado em até dez vezes. </p>The post <a href="https://www.graciemag.com/marcus-ribeiro-desvenda-macetes-da-guarda-one-leg-em-curso-on-line-saiba-como-participar/">Marcus Ribeiro desvenda macetes da guarda one leg em curso on-line; saiba como participar</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Exclusivo: Romulo Barral revela segredos de sua guarda blindada</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2020 17:51:20 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_153850" style="width: 619px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/GalvC3A3o-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-153850" class="size-full wp-image-153850" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/GalvC3A3o-1.png" alt="" width="609" height="463" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/GalvC3A3o-1.png 609w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/GalvC3A3o-1-300x228.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/GalvC3A3o-1-150x114.png 150w" sizes="auto, (max-width: 609px) 100vw, 609px" /></a><p id="caption-attachment-153850" class="wp-caption-text">André Galvão na guarda de Rominho Barral. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #250. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Era o Mundial de Jiu-Jitsu de 2001, no Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro. O mineirinho Romulo Barral, então com 18 anos, zarpou de Diamantina para o Rio de Janeiro apenas para aplaudir seu instrutor, o atleta da escuderia Gracie Barra BH Cristiano “Titi” Lazzarini. Mesmo sem lutar, Barral aprendeu lições fundamentais, que revolucionaram sua visão sobre a arte marcial.</p>
<p>“Fui apenas para assistir ao Mundial, e vi o Titi raspar todos os seus cinco adversários na faixa-marrom com aquela técnica de guarda – uma das mãos na gola e um pé no bíceps. Ele foi campeão e eu resolvi adotar aquele estilo”, recorda Barral, hoje um faixa-preta campeão membro do Hall da Fama da IBJJF e professor radicado na Califórnia.</p>
<p>Na entrevista a seguir, o pentacampeão mundial (só na faixa-preta) e ouro no ADCC 2013 recorda como construiu seu temido jogo. Estude e aprenda com ele.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Como você aprendeu, ainda jovem, a lutar por baixo com uma das mãos na gola e um pé no bíceps, ponto de apoio para uma série de raspagens, finalizações e ataques?</strong></p>
<p><strong>ROMULO BARRAL:</strong> Eu era faixa-azul, e a coisa toda aconteceu como num clique. Eu estava no Mundial de Jiu-Jitsu de 2001, e havia ido para o Tijuca Tênis Clube apenas para assistir ao Titi, meu instrutor, que estava lá para disputar o peso pesado, na faixa-marrom. Ele lutou cinco vezes e raspou todos os cinco adversários com aquela técnica, de modo rápido e bonito. Todo mundo parava na frente dele e saía voando, pois não conseguiam estourar a pegada. O Titi entrava embaixo, fazia a alavanca e invertia, ao estilo de um tomoe-nage. Uma raspagem que, além de eficiente, era linda. Ali eu percebi que precisava copiar aquele jogo, e voltei para a academia em Minas Gerais com essa ideia. Pedi para ele me ensinar tudo sobre a posição. Nem sei quem foi que criou, nem me preocupei com isso. Queria era saber fazer bem.</p>
<p><strong>Você já era guardeiro na academia?</strong></p>
<p>Nada! Adotei esta guarda única e exclusivamente para facilitar meu jogo por cima. Eu gostava era de dar queda – adorava dar kata-guruma e baiana! – e passar guarda, era o meu estilo e onde eu me sentia confortável. Quando confirmei no Mundial que aquela técnica do Titi era eficaz para raspar qualquer um, de modo seguro e fulminante, eu logo percebi que cairia bem no meu estilo; era do que eu precisava, uma técnica para o caso de eu cair por baixo, que me facilitasse para raspar logo para poder voltar a ficar por cima. A partir daí a coisa foi mudando aos poucos, e fui me tornando guardeiro.</p>
<p><strong>A guarda com o pé no bíceps vem da guarda-aranha. Você acha que reinventou esse tipo de guarda aberta, de algum modo?</strong></p>
<p>Não, eu tenho consciência de que nunca inventei nada. Apenas aprendi com lutadores mais antigos do que eu. Não me preocupo com isso, de nomear técnicas nem nada. Acho que quem pode realmente reivindicar algumas criações são os mestres e campeões mais antigos. Sempre escutei o Vinicius Draculino contando que o Roberto Gordo inventou a meia-guarda para compensar um joelho machucado, ou que o Roberto Roleta criou aquela raspagem helicóptero para surpreender; esses caras sim estavam lá, fizeram do tatame grandes laboratórios. A gente modifica e melhora aqui ou ali, mas o jogo já existia – mesmo posições vistas como modernas já eram feitas há muitos anos.</p>
<p><strong>Você acha que esta guarda é restrita para alunos com algum biótipo, ou é uma técnica para todos?</strong></p>
<p>Não acredito nesse tipo de limitação. Qualquer técnica pode servir para qualquer tipo de aluno, com as devidas adaptações particulares. O que é importante é o praticante se colocar na posição, experimentar, entender suas particularidades e o que deve fazer para fazê-la funcionar, treino a treino. Claro que cada aluno vai se identificar com um jogo diferente, mas todos podem aprender todas as técnicas, se estiverem a fim. A manha é fazer bastante treino específico daquela posição, experimentá-la de todos os jeitos, conhecer suas defesas e ataques. E é preciso lembrar que isso não é coisa para um dia ou uma semana: só com dois ou três meses você se aperfeiçoa numa nova técnica a ponto de aplicá-la com qualidade.</p>
<p><strong>Quando você percebeu que esta técnica de guarda seria uma espécie de boia salva-vidas para você nos campeonatos?</strong></p>
<p>Acredito que a gente começa a sentir isso nos treinos mesmo. Porque todos os seus colegas já estão esperando aquilo, estão aprendendo junto contigo a executar aquilo, e mesmo assim a coisa está funcionando. E isso te obriga a desenvolver uma série de variações e pequenas minúcias para surpreendê-los. Por isso nos campeonatos muitas vezes o jogo flui até mais fácil, porque os oponentes não conhecem seu jogo como seus amigos na academia. O meu jogo começou mesmo a fluir na faixa-roxa, nos treinos e competições – foi quando a guarda encaixou como uma luva no meu estilo e venci várias competições lutando por baixo. Passei a ser guardeiro, começando 95% das minhas lutas fazendo guarda.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-146355" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1.jpg" alt="" width="1500" height="1000" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1.jpg 1500w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></a></p>
<p><strong>Como você vê a guarda? Primeiro você gosta de lapidar o lado ofensivo ou o lado defensivo dela?</strong></p>
<p>No início eu peguei muito mais rapidamente o poder ofensivo dela, vendo o que o Titi fazia. Mas, ainda naquele início, como faixa-roxa, eu já percebia que minha guarda era muito boa ofensivamente mas que era preciso que eu melhorasse defensivamente. Por exemplo, se eu perdesse a pegada ou o cara saísse do meu triângulo, o oponente acabava passando a guarda. Então depois de confiar no poder de ataque dela, eu passei a corrigir os pontos fracos, a reposição, o controle. Mas eu costumo ensinar aos alunos tanto os aspectos de ataque como de defesa, para que eles aprendam de modo equilibrado a usar a técnica.</p>
<p><strong>A guarda aberta deixa um pé um pouco vulnerável às chaves, não? O que você recomenda para proteger os pés também?</strong></p>
<p>Sim, a guarda aberta pode deixar o aluno com um pouco de medo de tomar uma chave de pé reta. O que é importante, na guarda-aranha por exemplo, é não perder o controle das mangas; já na guarda com o pé no bíceps e mão na gola, o crucial é usar a mão na gola para tirar a base do passador. Apesar, então, de o adversário estar com as mãos livres, ele dificilmente vai conseguir conectá-las para dar um bote no pé, porque a pressão do meu pé no bíceps impede.</p>
<p><strong>Que luta mais marcou sua carreira?</strong></p>
<p>Talvez a que eu guarde com mais carinho foi minha primeira final de Mundial na faixa-preta, em 2007, na Califórnia, contra o Saulo Ribeiro, um cara que respeito demais. Enfrentava ali uma lenda do Jiu-Jitsu, usei bem minha guarda, venci por 6 a 0 e conquistei um título que mudou minha carreira. Nessa luta inclusive o Saulo tentou atacar meu pé, mas defendi e caí por cima.</p>
<p><strong>Sua guarda na faixa-roxa e marrom já eram quase intransponíveis, ou a perfeição veio na faixa-preta?</strong></p>
<p>Creio que o primeiro mandamento do guardeiro é ter uma guarda intransponível, daquelas que o pessoal comenta: “Ih, aquela guarda é duríssima”. Aí os passadores e os adversários já ficam com aquele frio na barriga. Uma pegada forte e afiada e um arsenal de ataques fazem o grande guardeiro, e isso que eu buscava aos poucos. Na roxa não lembro de ninguém que tenha passado minha guarda. Na marrom chegaram a pegar minhas costas, umas situações que me montaram, caíram montado… Mas eu dava trabalho aos passadores já (risos). Mas agora estou ficando velho.</p>
<p><strong>Sua guarda era uma das que parecia dar mais trabalho ao Roger Gracie, tanto em treinos como nos campeonatos, inclusive em finais memoráveis nos Mundiais. O que aprendeu ao lutar contra ele?</strong></p>
<p>Acho que aprendi muita coisa. Aprendi a ter calma, por exemplo: o Roger é um cara muito calmo e determinado durante as lutas, nas boas e más situações. Aprendi também, na final do Mundial 2009, que não se deve demorar tanto a atacar. Fico feliz de ter chegado em três finais do absoluto em Mundiais com ele, que foi o melhor de todos os tempos.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/romulo-barral-e-os-segredos-da-sua-guarda-blindada-no-jiu-jitsu/">Exclusivo: Romulo Barral revela segredos de sua guarda blindada</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Vídeo: Aprenda os segredos da mão-de-vaca no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2014 15:24:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Rápida e letal, a mão-de-vaca é um dos golpes mais perigosos do Jiu-Jitsu. Sua pressão na frágil articulação do pulso é capaz de tornar o mais forte adversário em um ser indefeso. No vídeo abaixo, Fredson Paixão destrincha alguns detalhes da brutal torção de mão. Adiante para 3min52s do vídeo e confira!</p>
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<p>No vídeo abaixo, Fredson Paixão destrincha alguns detalhes da brutal torção de mão. Adiante para 3min52s do vídeo e confira!</p>
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