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	<title>Saulo Ribeiro | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Saulo Ribeiro | Graciemag</title>
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		<title>Do baú: reveja Roger Gracie x Saulo Ribeiro no Mundial de Jiu-Jitsu 2005</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2025 18:46:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Duas lendas, de duas gerações. Mas somente um poderia seguir no absoluto, no Mundial de Jiu-Jitsu de 2005, no Tijuca. Confira e aprenda com Roger Gracie e Saulo Ribeiro, há 20 anos, direto do baú de GRACIEMAG. Oss&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Duas lendas, de duas gerações. Mas somente um poderia seguir no absoluto, no Mundial de Jiu-Jitsu de 2005, no Tijuca.</p>
<p>Confira e aprenda com Roger Gracie e Saulo Ribeiro, há 20 anos, direto do baú de GRACIEMAG. Oss&#8230;</p>
<p><iframe title="roger gracie vs saulo ribeiro 2005" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/UbFZmWi48tQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/do-bau-reveja-roger-gracie-x-saulo-ribeiro-no-mundial-de-jiu-jitsu-2005/">Do baú: reveja Roger Gracie x Saulo Ribeiro no Mundial de Jiu-Jitsu 2005</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Como trabalha a mente de um competidor, por Saulo Ribeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Aug 2024 14:27:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A espera pelas lutas, a análise dos adversários, o relato dos combates. O texto a seguir, produzido e editado para a GRACIEMAG #67, conta o Mundial de Jiu-Jitsu de 2002 na visão de Saulo Ribeiro, maior recordista em títulos até então, com seis medalhas de ouro e duas de prata acumuladas em sete anos de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A espera pelas lutas, a análise dos adversários, o relato dos combates. O texto a seguir, produzido e editado para a GRACIEMAG #67, conta o Mundial de Jiu-Jitsu de 2002 na visão de Saulo Ribeiro, maior recordista em títulos até então, com seis medalhas de ouro e duas de prata acumuladas em sete anos de competição.</em></p>
<p>Aprenda com ele. E assine nossa <a href="http://www.graciemagshop.com.br" target="_blank" rel="noopener">revista digital para ler artigos como este. Oss!</a></p>
<p><em><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-e-pai-site.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-7271 aligncenter" title="Saulo e pai site" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-e-pai-site.jpg" alt="" width="480" height="312"></a><br />
</em></p>
<p>Todo dolorido. Foi assim que eu acordei no domingo, 28, último dia do sétimo Mundial de Jiu-Jitsu.</p>
<p>Peguei o meu kimono para ir para o Tijuca Tênis Clube pensando o seguinte: se hoje fosse um dia normal, a possibilidade de eu ir treinar era zero. Ia fazer um rango no restaurante Guaranamania, deitar e descansar. Tava na maior lombra.</p>
<p>Ao mesmo tempo, eu tinha de ir trabalhar, correr atrás do título que ainda não possuía, o de campeão absoluto. Fiz a minha parte ontem, venci três lutas e estou classificado para a final, mas não foi fácil.</p>
<p>Na verdade, depois da minha segunda luta, contra o [Roberto Corrêa] Gordo, sentei no chão ao lado do tatame muito puto. Fiz preparação física nos últimos meses, achava que estava numa forma ótima, mas no meio da luta eu tava morto.</p>
<p>Eu sabia que a minha luta com o “Careca” ia ser difícil, sempre é. Ao contrário da garotada nova que tem por aí, ele não erra, não dá esgrima e a gente se equivale tecnicamente. Mas quando eu abri vantagem no início, e quando ele me deu a perna direita e tomou um kouchi-gari, achei que a luta tava ganha. De repente, ele tinha trancado as pernas nos meus joelhos, e eu fui raspado. Puxei o ar e não veio nada, e me segurei para não transparecer meu desespero. Fechei a guarda e, antes do fim, quando fui para a minha raspagem, ele cresceu o olho no crucifixo, como sempre, e fiz mais dois pontos.</p>
<blockquote><p>Não adianta se preparar, você só sabe o que vai acontecer com o seu corpo ali dentro se você esteve ali antes&#8221; Saulo Ribeiro</p></blockquote>
<p>Tinha vencido, mas estava revoltado com o meu mau condicionamento. E fiquei me perguntando o porquê. Remoí isso durante o resto do dia, e só hoje de manhã achei a explicação: falta de ritmo de competição. No meu melhor ano, 98, eu lutava campeonato quase todos os finais de semana. De Jiu-Jitsu ou judô, pequeno ou grande, não queria saber. Desde 99, só tenho lutado o Mundial e o ADCC. É isso. Não adianta se preparar, você só sabe o que vai acontecer com o seu corpo ali dentro se você tiver estado ali antes. E quanto mais você competir, mais você vai conhecer o seu corpo.</p>
<p>Chegar no ginásio do Tijuca é sempre bom. Foi lá que, desde 96, venci cinco campeonatos mundiais. Claro que é problemático lembrar que ano passado – único ano em que fui derrotado –, nessa mesma hora, eu estava na mesma situação: tinha chegado à final do absoluto, mas ia tentar lutar o meio-pesado para ser campeão. A experiência tinha me ensinado que eu não podia cair no mesmo erro, partir para dentro dos caras do peso feito um louco e ficar no bagaço para as finais.</p>
<p>Até hoje ainda acho que eu não perdi o campeonato para o [Fernando Pontes] Margarida, durante a final. Eu perdi antes. Para o [Flávio Almeida] Cachorrinho, na semifinal. Apesar de ter vencido a luta, ele me matou. Que cara forte! Se ele não desse a esgrima, ia ser o cara mais difícil de ser vencido de todos. Eu não sei como ele perde para o Margarida, se ele é muito mais forte.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0076.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-7277 aligncenter" title="DSC_0076" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0076-e1268508289939.jpg" alt="" width="312" height="480"></a></p>
<p>Esse ano, meu plano era outro: vencer o peso sem me cansar muito. E, na área de aquecimento, como tava de baia, ia poder ver todo mundo antes de eu lutar. O Erik [Wanderley] foi chamado. Era hora de olhar o inimigo contra um cara mais fraco. Ele certamente vai usar todas as suas armas mais fortes para acabar logo o serviço. No meio da luta, alguém chega e pergunta: “Vai de moto para casa?”. “Claro, trouxe até o capacete”, brinco, sem deixar claro que, na verdade, aquela Honda Biz de prêmio para o campeão era o que menos importava.</p>
<p>Continuo prestando atenção. Ele mete a mão direita por cima, é candidato a tomar um ipon-seoi. Tomou uma queda. É outro cara bom e forte, mas, por baixo, dá a esgrima. Eu sei que ele vai vencer, provavelmente chegar à final, então reparo mais. Em pé, outro trejeito. Ele finge que vai puxar para a guarda e coloca a perna direita na frente para atacar. Pode tomar um ouchi-gari. Essa vai ser a estratégia.</p>
<p>11:00. Já estou há quase uma hora esperando, e minha luta se aproxima. De repente, noto um movimento na entrada do ginásio. Corro os olhos à procura do motivo e me surpreendo. É o Rickson. Veio fazer uma visita surpresa. A responsabilidade aumentou. O homem vai ver se tenho feito direito o dever de casa. Acompanho o bicho e penso alto: “O cara é foda. Dá para sentir a sua energia”.</p>
<p>A presença de Rickson, Royler, Renzo no estádio e alguns erros que vejo os caras cometendo nas lutas me faz refletir no suporte que esses caras me deram, me poupando de muitos desses erros. A versatilidade do Royler, sempre apto a fazer qualquer tipo de jogo; por cima, por baixo, em pé, no chão. O Renzo, que mesmo quando morre no gás nas lutas, ninguém consegue fazer nada com ele, o que prova ainda mais a sua técnica. E o Rickson, que quando treina contigo parece que tem 200kg. Procuro aprender o que cada um deles tem de melhor, adaptar isso no meu jogo.</p>
<p>Volto a prestar atenção nas disputas. No ringue mais próximo, o da esquerda, [Ricardo] De la Riva vai lutar. É uma incógnita. Só dará para saber como ele vai se sair depois da primeira bufada. Voltar após nove anos é complicado. Depois de um [ano] já é foda. Uma torcida grande grita para ele. Maneiro o cara ter um carisma assim. Ele vence bem, e volta para a área de aquecimento. Vou cumprimentá-lo, e ele me parabeniza, aproveitando para elogiar o Royler. Dá para sentir que não é falsidade, esse cara é gente fina mesmo. Tem uma humildade muito grande. Mesmo se perder, continua sendo campeão.</p>
<p>Vejo a luta do Fábio Nascimento, o cara que vou enfrentar de primeira. Ele raspa o outro na meia-guarda. Ontem, na primeira luta do absoluto, ele me levantou assim. Mas eu pensei: “Me recuso a ir nessa”, e atochei o peso.</p>
<p>A minha hora não chega e por mais que queira me concentrar, fiquei mais é vendo as outras categorias, analisando os caras que estão aparecendo. Não sei porque, penso numa luta do Pé de Chumbo com o “Jaca”. Essa ia ser boa de ver. Os caras são muito preparados e fazem força sem cerimônia&#8230; No ringue que o De la Riva lutou, agora o [Marcelo] Pupo tava vencendo uma luta da categoria leve. Reparo como ele melhorou. Antigamente ele era fraco, mas agora, não perde posição, distribui o peso melhor. Pode surpreender e ser campeão.</p>
<blockquote><p>Ele me deu a esgrima já no início da luta. Pensei: &#8216;Assim ele facilita o trabalho da diretoria'&#8221;</p></blockquote>
<p>Fiz a minha primeira luta, e venci por pontos. Ele me deu a esgrima já no início da luta. Pensei: “Assim ele facilita o trabalho da diretoria”. Com esse erro, eu sabia que ia ser difícil perder. E venci. No meio da luta, ele fez uma pegadinha chata na minha perna, me prendeu na meia-guarda. Depois eu estudo isso melhor, penso. Vou lá cumprimentar meu pai, minha mulher, o pessoal que veio torcer por mim. Por mais que eu esteja focado na competição, tenho que dar uma atenção para quem tá sempre comigo.</p>
<p>Voltei então para a área de aquecimento, mas agora o tempo passava mais rápido. Quando Frédson e De la Riva se preparavam para lutar a semifinal do pena, eu já estava voltando para o outro lado, onde ia lutar a semifinal. Pensei na luta deles: meu coração está com o Frédson, que é de Manaus e da Gracie Barra, mas acredito na vitória do De la Riva. É mais técnico. E, nessa hora, se eu não acreditar mais na técnica, vou acreditar em quê?</p>
<p>Na espera para a semifinal, vejo o Pé de Pano – meu adversário na decisão do absoluto – chegando na área de luta. Com um tamanho desse, um peso desse e umas pernas dessas, não dá para pensar boa coisa. Ele vem falar comigo, porque a gente tinha meio que se comprometido de não lutar. Mas em um caso desses não tem jeito, e eu sei disso. É o título que os dois tão querendo, e qualquer pacto agora fica de lado. Os dois vão dar tudo, sem cerimônia.</p>
<p>Entro para lutar com o [Marcel] Louzado, do Godói. No início da luta, eu faço os dois pontos que vão me garantir a vitória, com uma ida para as costas em pé. Novamente, minha tática funciona. Eu tinha visto na luta anterior, contra o [mineiro Vinícius Antunes] Wallid, que ele entra de o-chi-gari. Deixei então minha perna direita na frente, de isca, e quando ele entrou, tirei a perna, agarrei na dele e fui para as costas. Ele tentou correr atrás, mas eu tava na final, e sabia disso. E a situação dele foi piorando no decorrer da luta.</p>
<p>Mal o juiz levanta o meu braço, uma surpresa de merda. Enquanto eu tava lutando, meu irmão tinha se machucado no ringue ao lado, e me avisaram. Chorando, ele era atendido pelos médicos e tava fora da briga.</p>
<p>Faltavam três horas para o início das finais. A única coisa que vinha na minha cabeça era o seguinte: comer ou não comer?</p>
<p><strong>Intermissão</strong><br />
17:00. Chegou a hora. Eles anunciam a ordem das finais. O absoluto primeiro. Pensei bem, coloquei a realidade na balança e pedi para trocar. Era arriscado demais. Posso cansar muito, perder para o Pé e fazer uma luta ruim no meio-pesado, perigando ficar sem os dois títulos. Lutando o meio-pesado primeiro eu teria mais chances de garantir ao menos um título. E podia ganhar mais confiança para a final do absoluto.</p>
<p>A luta contra o Erik foi dentro do previsto. Ele colocou a perna na frente, eu usei o ouchi-gari. Saí na frente, e era o que eu precisava. Lá para as tantas, ele me deu a esgrima. Cheguei na meia e consegui mais uma vantagem. Ele ainda tentou um ezequiel, mas eu sabia que não existia ângulo para apertar, já que eu tava jogando o meu peso para frente. Passei a guarda e garanti o título. Mas depois da força que eu fiz, deu até fraqueza pensar que ainda tinha o Pé de Pano.</p>
<p>Descansei enquanto rolaram as finais de todos os outros pesos. E entrei com uma tática definida na luta contra o Pé de Pano. O negócio era jogar por cima mesmo. Essa história de que ele não sabe passar [a guarda] é besteira, ele é pesado e passou a guarda de todo o mundo por aí. Eu ia obrigar o cara a mudar o tipo de guarda, jogar com os ganchos por dentro. Conseguir umas vantagens e quem sabe uma passagem e vencer. O plano foi indo bem, mas ele é tão longo que até a guarda de gancho me complicou, e eu acabei sendo raspado. Ainda dava para correr atrás, mas me descuidei e ele botou na [guarda] fechada. Foi quando eu senti o seu peso. Não dava para abrir de qualquer jeito, era capaz de ele cair montado. Tentei abrir sem ficar em pé, mas ele levantava o quadril e, com aquelas pernas longas, minha mão ia da canela para o joelho. Não tinha jeito, aquela era dele.</p>
<p>Após a premiação, enquanto dava uma entrevista, meu pai me jogou uma latinha da gelada. Era tudo que eu precisava, fazia um mês que não tomava uma cerveja. Mas a análise dos meus erros não saía da cabeça. E pensei em duas resoluções. Número um: tenho que competir tudo, Jiu-Jitsu e Judô, e estar em um ritmo bem melhor. Número dois: no fim das contas, disputar o meio-pesado novamente diminuiu minhas chances no absoluto. Ano que vem vou arriscar só o aberto. “Ano que vem”, eu pensei, e essa é a melhor parte: a vontade de estar aqui de novo. Isso eu ainda não perdi.</p>
<div id="attachment_7275" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-Napao-20021.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7275" class="size-full wp-image-7275" title="Saulo Napao 2002" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-Napao-20021.jpg" alt="" width="312" height="480"></a><p id="caption-attachment-7275" class="wp-caption-text">Saulo Ribeiro por cima de Gabriel Napão. Fotos: Gustavo Aragão/GRACIEMAG</p></div>
<p><strong>O card de Saulo até 2002: 26-4<br />
</strong></p>
<p><strong>2002<br />
absoluto</strong><br />
Márcio Cruz (d)<br />
Gabriel Gonzaga (v)<br />
Roberto Corrêa (v)<br />
Fábio Nascimento (v)</p>
<p><strong>meio-pesado</strong><br />
Erik Wanderlei (v)<br />
Marcel Louzado (v)<br />
Fábio Nascimento (v)</p>
<p><strong>2001<br />
absoluto</strong><br />
Fernando Pontes (d)<br />
Márcio Cruz (vc)<br />
Leandro Borgo (v)<br />
Marcos Scheffer (v)</p>
<p><strong>meio-pesado</strong><br />
Fernando Pontes (d)<br />
Flávio Almeida (v)<br />
Murilo Rupp (v)<br />
Roger Coelho (v)</p>
<p><strong>2000<br />
super-pesado</strong><br />
Daniel Simões (v)<br />
Gabriel Gonzaga (v)<br />
Adílson Lima (v)<br />
Roberto Ferreira (v)</p>
<p><strong>1999<br />
meio-pesado</strong><br />
Roberto Magalhães (v)<br />
José Marcelo (v)<br />
Givanildo Santana (v)<br />
Marcelo Hertz (v)</p>
<p><strong>1998<br />
pesado</strong><br />
Fabio Gurgel (v)<br />
Murilo Bustamante (v)<br />
Anderson Xavier (v)</p>
<p><strong>1997<br />
médio</strong><br />
José Mario Sperry (d)<br />
Antônio Schembri (v)<br />
Rony Rústico (v)<br />
Guilherme Santos (v)</p>
<p><strong>1996</strong><br />
leve<br />
Marcio Feitosa (v)</p>
<p>*v – vitória; d – derrota; vc – vitória por contusão</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/saulo-ribeiro-ensinou-as-dores-e-sufocos-de-ser-um-campeao-de-jiu-jitsu/">Como trabalha a mente de um competidor, por Saulo Ribeiro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A montada para iniciantes, por Saulo Ribeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jun 2022 18:57:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em nossa edição #244, a equipe GRACIEMAG pediu macetes e segredos da montada para diversos campeões do esporte. O craque Saulo Ribeiro foi um dos faixas-pretas que distribuiu ensinamentos valiosos, úteis para iniciantes no Jiu-Jitsu e para antigos praticantes também. “O primeiro mandamento para ser um bom finalizador ao montar é, ao sentir que o&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_37338" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-37338" class="size-full wp-image-37338" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/09/Saulo-Ribeiro-mount_by-Deb-Blyth-1.jpg" alt="" width="600" height="450" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/09/Saulo-Ribeiro-mount_by-Deb-Blyth-1.jpg 600w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/09/Saulo-Ribeiro-mount_by-Deb-Blyth-1-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/09/Saulo-Ribeiro-mount_by-Deb-Blyth-1-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><p id="caption-attachment-37338" class="wp-caption-text">Saulo Ribeiro montado em Leandro Valdes, durante torneio de Jiu-Jitsu. Flagra de Deb Blyth / GRACIEMAG.</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" rel="noopener" target="_blank">Em nossa edição #244, a equipe GRACIEMAG</a> pediu macetes e segredos da montada para diversos campeões do esporte. O craque Saulo Ribeiro foi um dos faixas-pretas que distribuiu ensinamentos valiosos, úteis para iniciantes no Jiu-Jitsu e para antigos praticantes também.</p>
<p>“O primeiro mandamento para ser um bom finalizador ao montar é, ao sentir que o oponente vai tombar você, abandonar a finalização e manter a montada. Começar tudo de novo além de complicado é frustrante, eu sei, mas o princiopal é manter a posição. Você terá outras chances&#8221;, começou Saulo.</p>
<p>&#8220;O segredo da boa montada é impor ao oponente uma pressão contínua e eficiente. É preciso ainda adequar seus ataques à sua montada predileta. Uma ‘montada alta’, por exemplo, mais perto do peito do rival, favorece os botes no braço, para kimuras e armlocks, além de permitir soltar socos, no caso do MMA. Um erro comum: na hora de desmontar e ir para o armlock, muita gente começa a se jogar para trás antes de passar a perna por cima da cabeça do oponente. É pedir para perder a finalização&#8221;, lembra o condecorado irmão de Xande Ribeiro.</p>
<p>&#8220;Já na ‘montada média’, você está numa zona neutra, e deve apoiar as mãos no chão, espalmadas longe do oponente, para se garantir ali por cima. Na ‘montada baixa’, você deve manter os pés virados para cima, fincados como ganchos por dentro das pernas inimigas, pesar os quadris contra os quadris inimigos e abraçar a cabeça”, concluiu o pentacampeão mundial, formado por mestre Royler Gracie.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-montada-para-iniciantes-no-jiu-jitsu-por-saulo-ribeiro/">A montada para iniciantes, por Saulo Ribeiro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Uma viagem no tempo no Jiu-Jitsu, com Rigan, Roleta, Jamelão e Rolles</title>
		<link>https://www.graciemag.com/uma-viagem-no-tempo-no-jiu-jitsu-com-rigan-roleta-jamelao-e-rolles-gracie/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=uma-viagem-no-tempo-no-jiu-jitsu-com-rigan-roleta-jamelao-e-rolles-gracie</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jan 2022 17:03:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nos anos 1990, os campeonatos de Jiu-Jitsu mudaram de patamar. O Pan de Jiu-Jitsu da IBJJF, por exemplo, nasceu em 1994, mas foi em 1996 que virou História com H grande, e quando a imprensa foi atrás para fotografar, registrar e contar o que se passou. Foram batalhas memoráveis, entre alguns dos lutadores mais cascas-grossas&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_150402" style="width: 826px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/02/rigan.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-150402" class="size-full wp-image-150402" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/02/rigan.jpg" alt="Rigan passando a guarda de Roleta. Foto: Arquivo de Rigan Machado" width="816" height="488" /></a><p id="caption-attachment-150402" class="wp-caption-text">Rigan Machado passando a guarda de Roleta. Foto: Arquivo de Rigan Machado</p></div>
<p>Nos anos 1990, os campeonatos de Jiu-Jitsu mudaram de patamar.</p>
<p>O Pan de Jiu-Jitsu da IBJJF, por exemplo, nasceu em 1994, mas foi em 1996 que virou História com H grande, e quando a imprensa foi atrás para fotografar, registrar e contar o que se passou.</p>
<p>Foram batalhas memoráveis, entre alguns dos lutadores mais cascas-grossas da época. Até nas divisões de faixas coloridas, já surgiam nomes que deixariam sua marca no Jiu-Jitsu.</p>
<p>Como exemplo, lá estavam Robson Moura e Vitor Shaolin, na faixa-marrom, quando ganharam a divisão de plumas e penas, respectivamente. Outro professor de renome é Amal Easton, hoje líder da Easton BJJ, no Colorado, que na época era um faixa-azul de 26 anos.</p>
<div id="attachment_150404" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/02/poster.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-150404" class="size-full wp-image-150404" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/02/poster.jpg" alt="Uma reportagem de GRACIEMAG sobre o Pan de 1996. Foto: Arquivos GRACIEMAG" width="303" height="300" /></a><p id="caption-attachment-150404" class="wp-caption-text">Reportagem de GRACIEMAG sobre o Pan 1996.</p></div>
<p>&#8220;Lembro que a pesagem demorou seis horas, foi brutal. Esperei desde 8 da manhã, já que não havia o horário certo de entrar. Sentei lá e esperei o dia todo até chamarem o meu nome&#8221;, conta Amal.</p>
<p>&#8220;Minha primeira luta foi no fim da tarde apenas, e a última lá para a meia-noite, contra Rolles Gracie Jr. Acho que finalizei umas três lutas antes da final. Achei que a final seria no dia seguinte, já estava saindo quando encontrei o Carlinhos [Carlos Gracie Jr.] e ele me perguntou se eu não ia lutar a final. Pus meu kimono de novo e voltei para lutar.</p>
<p>&#8220;Acho que ele estava com 17 ou 18 anos na época e cheguei a treinar com ele antes, em Florianópolis, quando visitei a academia do Rilion Gracie. Todo mundo que eu considerava como meus professores estava torcendo para o Rolles. Eu tinha apenas o Carlos Machado do meu lado. Nunca vou me esquecer dele por aquele dia.</p>
<p>&#8220;Foi uma batalha acirrada, com o Rolles tendo a vantagem o tempo todo. Fiquei preso por baixo, na meia-guarda, e ele passou ou quase passou a luta toda. Mas fiquei feliz com o combate&#8221;, recorda o professor.</p>
<div id="attachment_150406" style="width: 622px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/02/rolles.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-150406" class="size-full wp-image-150406" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/02/rolles.jpg" alt="Pódio do meio-pesado azul: Amal, Rolles e Max Araujo. Foto: Arquivos de Rolles Gracie" width="612" height="612" /></a><p id="caption-attachment-150406" class="wp-caption-text">Pódio do meio-pesado azul: Amal, Rolls e Max Araujo. Foto: Arquivo Rolls Gracie</p></div>
<p>Marcio Feitosa, recém promovido faixa-preta em 1996, teve a chance de dar um troco particular na divisão de pesos leves. Em 1995, Feitosa havia sido derrotado por Bob Bass, aluno de Joe Moreira, e esta tinha sido sua primeira derrota desde a faixa-amarela. Em 1996, Marcinho conseguiu fazer do seu jeito, como ele conta:</p>
<p>&#8220;As chaves estavam duras. Minha luta com Bass foi bem no início e consegui lutar com o que ele tinha de melhor. Depois disso, enfrentei Renato Barreto na final. Foi uma luta complicada, como sempre. Ele é um guardeiro muito flexível. No final, tudo correu bem e eu fiquei em primeiro lugar&#8221;.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Marcio Feitosa vs Bob Bass 1996 BJJ Pan Am" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/7Kii9qrQ7KE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Outro ótimo duelo ocorrido em 1996, em Los Angeles, foi na final do meio-médio faixa-preta, entre Roberto Roleta e Saulo Ribeiro.</p>
<p>Essa foi a segunda de três memoráveis batalhas entre eles. Desta vez, Roleta ficou por cima na maior parte do tempo e saiu vitorioso na decisão do árbitro Joe Moreira.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Roleta X Saulo II Panamericano" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/Un3OY60mnI0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Porém, o grande nome do evento foi Rigan Machado. Hoje treinador de muitas estrelas de Hollywood, Rigan estava começando sua vida nos EUA. Ele nos conta como fez para chegar ao topo do absoluto faixa-preta, com destaque para a batalha contra Roleta:</p>
<p>&#8220;Eu queria ir para o Brasil competir no Mundial, mas estava no meio do processo de imigração e não pude deixar os EUA. O Carlinhos (Gracie Jr) disse para eu não me preocupar, porque teríamos alguns nomes de peso no Pan. Estava trabalhando muito na época e tive apenas duas semanas para treinar, por isso optei em atuar com muita estratégia. Lembro bem da luta com o Roleta. Era o oponente que mais me preocupava. Ele era conhecido por ter uma guarda perigosa, e se eu deixasse ele fazer as pegadas da guarda-aranha eu estaria enrascado. Mas reparei que ele tinha uma brecha que eu poderia explorar. Decidi misturar um pouco de wrestling no início do combate, e com isso consegui arrancar três pontos ao chegar do lado. Depois fui trabalhando no erro dele para garantir a vitória. Gosto de competir assim, com menos força e mais estratégia&#8221;, rememora Rigan.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Roleta vs Rigan Machado at the 1996 Pan Am BJJ" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/cNsZtFvOl0A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Depois de vencer Roleta, Machado ainda tinha a final, contra Eduardo &#8220;Jamelão&#8221; Conceição:</p>
<p>&#8220;Contra o Jamelão foi mais na pressão. Pressionei para passar e montar, mas não tive tempo de finalizar.&#8221;</p>
<p>E você, tem algum campeonato inesquecível de Jiu-Jitsu? Comente com a gente.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/uma-viagem-no-tempo-no-jiu-jitsu-com-rigan-roleta-jamelao-e-rolles-gracie/">Uma viagem no tempo no Jiu-Jitsu, com Rigan, Roleta, Jamelão e Rolles</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Grandes clássicos do Jiu-Jitsu: Fernando Margarida x Saulo Ribeiro em 2004</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2020 13:13:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na extinta Copa do Mundo de Jiu-Jitsu, as lendas Fernando Margarida e Saulo Ribeiro mediram forças, em 2004, na Bahia. Confira como se deu o duelo, e aprenda com eles.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na extinta Copa do Mundo de Jiu-Jitsu, as lendas Fernando Margarida e Saulo Ribeiro mediram forças, em 2004, na Bahia.</p>
<p>Confira como se deu o duelo, e aprenda com eles.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Fernando Margarida x Saulo Ribeiro by X-COMBAT" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/MLofD8U24EA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/grandes-classicos-do-jiu-jitsu-saulo-x-margarida/">Grandes clássicos do Jiu-Jitsu: Fernando Margarida x Saulo Ribeiro em 2004</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Do baú: No Pan 2006, o início da rivalidade entre Roger e Xande</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 20:02:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No Pan de Jiu-Jitsu 2006, GRACIEMAG testemunhou a consagração de alguns monstros, como Demian Maia, Bráulio Carcará, Rolles Gracie, André Galvão e Bibiano Fernandes. E relatou o nascimento de uma das grandes rivalidades do Jiu-Jitsu atual, entre Roger Gracie e Xande Ribeiro. Na reportagem, os irmãos Ribeiro analisam o jogo de Roger e lançam a&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>No Pan de Jiu-Jitsu 2006, GRACIEMAG testemunhou a consagração de alguns monstros, como Demian Maia, Bráulio Carcará, Rolles Gracie, André Galvão e Bibiano Fernandes. E relatou o nascimento de uma das grandes rivalidades do Jiu-Jitsu atual, entre Roger Gracie e Xande Ribeiro. Na reportagem, os irmãos Ribeiro analisam o jogo de Roger e lançam a estratégia para derrotá-lo. Na categoria superpesado, o plano dá certo. No absoluto, Xande bate.</em> (<a href="https://www.usbjjf.org/register/Default.aspx" target="_blank" rel="noopener">Se ainda não se inscreveu para o Pan 2010, registre-se aqui!</a>)</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/roger-x-xande_01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8308" title="roger x xande_01" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/roger-x-xande_01.jpg" alt="" width="480" height="320" /></a></p>
<p>Havia um nítido desconforto no semblante de Roger Gracie no momento em que ele subiu ao pódio para receber a medalha de prata da categoria superpesado (faixa-preta adulto) no último dia do Pan de Jiu-Jitsu 2006, realizado no ginásio da Universidade Dominguez Hills, na Califórnia, Estados Unidos, de 7 a 9 de abril.</p>
<p>Disputada apenas por três lutadores – Alexandre Ribeiro, Diego Balouta e o próprio Roger, que tinha ficado de baia na chave, estreando já na final –, a categoria superpesado podia ser resumida da seguinte forma: Depois de finalizar Balouta com uma kimura, Xande enfrentou Roger, esbanjando sangue frio e senso estratégico de um campeão de xadrez que sabe esconder a rainha sem que para isso tenha que colocar um peão sequer em risco.</p>
<blockquote><p>Reparamos que havia brechas no judô do Roger” Saulo Ribeiro</p></blockquote>
<p>A decisão transcorreu a maior parte do tempo com os dois atletas em pé, trocando pegadas, até que o irmão de Saulo Ribeiro ganhou uma vantagem após uma tentativa de queda: “Foi um movimento de wrestling, chamado <em>duck-under</em>”, explicaria Xande, dias depois. Atrás no placar, Roger não revidou ao ataque de imediato, deixando o tempo correr além da conta, para desespero da torcida da Gracie Barra, que aos berros alertava sobre o comportamento do cronômetro.</p>
<p>Quando restavam cerca de três minutos para o fim do combate, Roger puxou o rival para a guarda e Xande se adiantou ao movimento, colocando o joelho direito à frente, forçando a passagem. A posição era propícia para que Roger tentasse aplicar uma de suas recorrentes raspagens (numa situação semelhante, o Gracie havia raspado Ronaldo Jacaré na final do Europeu 2005), mas o golpe não veio e Xande chegou à meia-guarda, computando assim outra vantagem a seu favor.</p>
<div id="attachment_8309" style="width: 490px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/roger-x-xande_02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8309" class="size-full wp-image-8309" title="roger x xande_02" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/roger-x-xande_02.jpg" alt="" width="480" height="320" /></a><p id="caption-attachment-8309" class="wp-caption-text">Xande com o joelho à frente, rumo à meia-guarda. Fotos: Arquivo GRACIEMAG.</p></div>
<p>A luta voltaria em pé novamente, Roger tentaria puxar o rival mais uma vez para a guarda, porém restavam apenas alguns segundos para o fim. Ao som do apito, vibração de Saulo, que debruçado à grade em torno da área de luta, parabenizava o irmão por realizar com rigor a estratégia que haviam elaborado juntos, munidos de um controle remoto e de olhos atentos à TV do apartamento onde moram em Ohio, EUA, onde era exibido sem descanso um DVD com as lutas de Roger no Mundial de Jiu-Jitsu do ano passado.</p>
<p>“Reparamos que havia brechas no judô do Roger. Em função disso, aperfeiçoamos a forma como o Xande se movimentaria durante a troca de pegadas, forçando o Roger a ficar por baixo se a luta fosse ao chão”, explicou Saulo, que nos bastidores do Pan vinha garantindo que dificilmente seu irmão seria derrotado pelo Gracie. Sua previsão se confirmava, ao menos até aquele momento da competição.</p>
<p>Daí aquele desconforto no semblante de Roger ao receber a medalha de prata. O lutador estava engasgado com a derrota. Por sinal, sua quarta na faixa-preta – uma para Márcio Pé de Pano, no Mundial 2003, e duas para Ronaldo Jacaré, nos Mundiais 2004 e 2005. </p>
<p>Logo após descer do pódio, tirou a premiação do pescoço como se tivesse alergia a ela. O único metal que parece satisfazer o Gracie é o ouro, e atrás dele (e de Xande também) Roger disputaria o absoluto da faixa-preta minutos depois, na noite fria daquele domingo californiano.</p>
<p><strong>O absoluto</strong><br />
Já que o Pan aconteceu a alguns quilômetros de Hollywood, cabe dizer que a campanha de Roger na “categoria sem limite de peso” teve requintes cinematográficos, com um roteiro mais ou menos assim:</p>
<p>Cena 1: O lutador de porte esguio, cabelos despenteados e queixo em forma de U finaliza todos os seus três adversários até a final: Thiago Gaia e Vinicius Magalhães, o Pezão (campeão absoluto na faixa-marrom do último Mundial), dão três tapinhas, vítimas de estrangulamentos pelas costas. Já Rafael Lovato pede pra parar, tendo o braço esticado num armlock.</p>
<p>Cena 2: No intervalo de suas lutas, Roger senta de pernas cruzadas nas bordas das áreas de luta e observa o que acontece do lado oposto da chave, onde outro astro da competição também avança. Dono de um já folclórico sotaque do Norte do Brasil, cabelo raspado e musculatura arrojada, Xande finaliza Jorge Vidal com uma Ezequiel e derrota os duríssimos Demian Maia (por vantagens) e Bráulio Estima, o Carcará, (por 4 pontos a 2). Com isso, às 23h25, chega o momento da claquete indicar o início da Cena 3, o que corresponde ao grand finale da edição 2006 desse filme de drama, aventura e muita ação que sempre é o Pan-Americano de Jiu-Jitsu.</p>
<p>Durante os segundos iniciais da decisão, Roger e Xande trocam pegadas em pé, exatamente como fizeram na disputa do super pesado. O ginásio se cala e o silêncio se prolonga até o árbitro de cadeira Márcio Feitosa cometer um ato falho: “Deixa ele fugir não!”, grita Marcinho, alertando Roger, seu correligionário da Gracie Barra. Todos levam a quebra de protocolo na esportiva, inclusive o irmão de Xande, Saulo Ribeiro, que sorri para Feitosa enquanto este pede desculpas com seu jeito gaiato. De certa forma, o grito de Marcinho ajuda a relaxar um pouco os nervos da torcida, que mesmo assim continuam à flor da pele.</p>
<p>A troca de pegadas em pé se prolonga até o cronômetro ultrapassar a marca de 2 minutos, quando Roger coloca um pé na virilha de Xande, como se fosse puxá-lo para guarda, mas o movimento parece ser mais amplo que isso. Em certa altura as pernas de Roger podem enroscar o braço esquerdo de Xande (ainda em pé) numa chave omoplata, afinal o braço direito do irmão de Saulo fica exageradamente por fora da guarda do Gracie, enquanto o outro braço está por dentro. Fração de milésimos depois (Xande já de joelhos), o que era uma “puxada para guarda com jeito de omoplata” se revela um bote fulminante para o triângulo.</p>
<p>“Veio, o que é que o meu braço direito está fazendo ali?”, perguntaria-se Xande, dias depois, ao ver a imagem do golpe pelo visor digital da máquina fotográfica da equipe de reportagem da GRACIE Magazine. “Foi displicência&#8230; Eu pisquei o olho e o Roger me pegou”, completaria. Fim de luta. Roger levanta os dois braços para o alto, mãos abertas sacolejando no ar (sua típica forma de comemorar) e vai receber os abraços da turma do gradil. O árbitro Márcio Feitosa volta a ser torcedor e bate palmas. Saulo Ribeiro acena para Roger, parabenizando-o.</p>
<div id="attachment_8310" style="width: 490px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/roger3high.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8310" class="size-full wp-image-8310" title="roger3high" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/roger3high.jpg" alt="" width="480" height="336" /></a><p id="caption-attachment-8310" class="wp-caption-text">O triângulo fatal de Roger.</p></div>
<p>“Na primeira luta errei na estratégia, mas a verdade é que eu estava frio. Isso é o que realmente mudou da primeira para a minha segunda luta contra o Xande. Na segunda eu estava quente”, diz Roger, agora com nítida satisfação no semblante, minutos antes de subir ao pódio do absoluto. A poucos metros da área de premiação, Saulo Ribeiro explica o motivo de seu irmão ter sido finalizado: “A diferença da primeira para a segunda luta é que o Xande passou por um Demian Maia e por um Carcará pelo caminho. Não tiro o mérito do Roger, mas o Xande estava cansado, o que gerou aquele momento de displicência. Agora é continuar trabalhando pesado para ver quem vai ganhar no Mundial”.</p>
<p>***</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/rolles_01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8311" title="rolles_01" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/rolles_01.jpg" alt="" width="480" height="320" /></a></p>
<p><strong>Pesadíssimo</strong><br />
Professor da academia do primo Renzo Gracie, em Nova York, Rolles viajou para Califórnia reclamando de dores no joelho, o que, todavia, não o fez desistir de disputar o Pan, evento em que não competia há anos. Começou finalizando James Foster com um estrangulamento pelas costas, para em seguida, já na final, enfrentar Arthur César, que vinha de vitória sobre Fabio Costa. A decisão teve um momento curioso, no qual o sistema de três árbitros (que antes era um experimento, mas a partir deste Pan se torna uma realidade nos eventos da IBJJF) foi posto à prova. Rolles aplicou bela queda em César, vencia por 2 a 0, quando foi ao chão num movimento que para uns parecia ser queda, para outros, uma puxada para guarda. Dois árbitros consideraram que o movimento não valeria pontos e assim Rolles administrou a vantagem a seu favor até o final, sagrando-se campeão.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/braulio-x-telles_02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8312" title="braulio x telles_02" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/braulio-x-telles_02.jpg" alt="" width="480" height="332" /></a></p>
<p><strong>Pesado</strong><br />
Às vésperas de sua participação no Pan 2006, Bráulio Estima, o Carcará (o apelido se refere à águia do sertão brasileiro), foi flagrado assistindo a DVDs das lutas de Eduardo Telles, da TT Jiu-Jitsu, seu provável adversário na categoria pesado. “Esse Telles tá com um joguinho chato pra caramba”, explicou o craque, que venceu Carlos Eduardo Francis, da academia Yamasaki, antes de enfrentar o já aguardado sócio de Fernando Tererê na final. Telles vinha de uma vitória (de pontuação polêmica) sobre Rafael Lovato (Saulo Ribeiro), mas seu jogo, cada vez mais elástico e rasteiro, esbarrou num Bráulio não só estudado, como também aguerrido. Carcará venceu com um armlock.</p>
<div id="attachment_8313" style="width: 490px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/damian-x-giva01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8313" class="size-full wp-image-8313" title="damian x giva01" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/damian-x-giva01.jpg" alt="" width="480" height="320" /></a><p id="caption-attachment-8313" class="wp-caption-text">Demian x Givanildo.</p></div>
<p><strong>Meio-pesado</strong><br />
Em busca de um título que ainda não tinha em sua coleção, Demian Maia botou em prática seu Jiu-Jitsu calmo e eficiente para derrotar Paulo Gazze Junior e Rômulo Barral antes de enfrentar o boa-praça Givanildo Santana na final do meio-pesado. Giva tinha derrotado Filipe Oliveira e David Vieira. O clássico das academias de São Paulo (Brasa versus Lotus Club) foi definido por pontos. Demian aplicou uma raspagem e Givanildo respondeu com uma queda. O companheiro de Leozinho passou então a guarda adversária e estabilizou a posição por um tempo. Givanildo conseguiria sair dali e ainda arriscar outro movimento de queda, mas o cronômetro estava a favor de Demian. No final, a Brasa levou a melhor.</p>
<div id="attachment_8319" style="width: 490px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Pan-552a.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8319" class="size-full wp-image-8319" title="Pan 552a" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Pan-552a.jpg" alt="" width="480" height="320" /></a><p id="caption-attachment-8319" class="wp-caption-text">André Galvão por cima.</p></div>
<p><strong>Médio</strong><br />
Destaque entre os lutadores mais temidos da atualidade, André Galvão havia disputado um desafio de Jiu-Jitsu no evento paulista Show Fight, na noite do dia 6 de abril. Vitorioso em tal combate, o faixa-preta da TT Jiu-Jitsu pegou imediatamente um vôo para a Califórnia e não houve cansaço que o impedisse de brilhar no Pan-Americano, no domingo, dia 9. Começou finalizando Alexandre Crispim (estrangulamento pelas costas). Depois derrotou Sérgio Lourenço por pontos, chegando à final contra Michael Fowler, da academia Lloyd Irvin, que vinha de boas atuações contra Jorge Vidal e Igor Gracie, mas bateu num estrangulamento do pupilo de Tererê.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/tiago-x-mario-reis_02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8315" title="tiago x mario reis_02" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/tiago-x-mario-reis_02.jpg" alt="" width="480" height="320" /></a></p>
<p><strong>Leve</strong><br />
Conhecido nos bastidores do Pan como “Lenny Kravitz”, vide a cabeleira em estilo black-power, Tiago Alves foi um dos grandes nomes do campeonato. Personal trainer em São Paulo, o faixa-preta vem mostrando muito preparado &#8211; não só físico, mas também técnico – desde o último Mundial, quando foi vice em sua categoria: “Infelizmente um erro do árbitro me prejudicou naquela final”. Desta vez, no entanto, sua atuação foi à prova de falhas. Venceu Marcus Cacella, Rafael Monteiro, Theodoro Almeida até chegar à final e cometer um sacrilégio: pela primeira vez na faixa-preta Mário Reis foi finalizado. “Ele se contundiu na primeira luta [contra João Silva], estava com o pé machucado, mas eu disse para o Mário no meio do confronto: ‘Não vou atacar o seu pé’”. Dito e feito. Reis bateu com um estrangulamento.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/bibiano_01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8316" title="bibiano_01" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/bibiano_01.jpg" alt="" width="480" height="320" /></a></p>
<p><strong>Pena</strong><br />
“Subi de peso para ver qual é. Quero novos desafios”, explicou Bibiano Fernandes, intrépido faixa-preta, que costuma vencer quase todos os seus combates na categoria pluma, com movimentações ultra-rápidas (que lhe renderam o apelido de “The Flash”) e finalizações logo nos instantes iniciais dos combates. Parecia que entre os penas nada iria mudar, vide a forma fulminante com que Bibi fez David Jacobs e Wilson Reis darem três tapinhas. Mas na final contra o duro Jonatas Gurgel (foto acima), Bibiano passou dificuldades, sofrendo um prolongado estrangulamento pelas costas. Se todos sabiam que o The Flash tinha bons ataques, ficou provado que sua defesa também é afiada. Bibiano se desprendeu do estrangulamento e venceu por 2 a 0 (raspagem).</p>
<div id="attachment_8317" style="width: 330px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/joel-tudor.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8317" class="size-full wp-image-8317" title="joel tudor" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/joel-tudor.jpg" alt="" width="320" height="480" /></a><p id="caption-attachment-8317" class="wp-caption-text">O surfista Joel Tudor apareceu no Jiu-Jitsu no Pan 2006.</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/do-bau-no-pan-2006-o-inicio-da-rivalidade-entre-roger-e-xande/">Do baú: No Pan 2006, o início da rivalidade entre Roger e Xande</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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