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	<title>Rolls Gracie | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Rolls Gracie | Graciemag</title>
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		<title>Felipe “Zicro” Neto e os ensinamentos do Jiu-Jitsu para a vida toda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2024 16:33:14 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-244450" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro-1024x579.png" alt="" width="650" height="368" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro-1024x579.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro-300x170.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro-768x434.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro-150x85.png 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro.png 1274w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>Luiz Felipe Neto, faixa-preta da Alliance desde 1998, formou-se em educação física, surfou, treinou judô, jogou futebol e não faz feio no futevôlei na praia, entre tantos esportes que admira.</p>
<p>Mas, após mais de 30 anos como profissional da arte suave, ele não tem dúvidas: “Não há lugar melhor para se fazer boas amizades do que o tatame de Jiu-Jitsu”, garante o professor formado por Romero “Jacaré” Cavalcanti.</p>
<p>Felipe, que ganhou seu apelido “Zicro” pela admiração que nutria pelo fino meio-campo Zico do Flamengo, esteve sempre perto dos tatames. Quando jogava bola, ia muito ao clube Federal, onde um jovem campeão chamado Fabio Gurgel ensinava a arte suave.</p>
<p>“Comecei a treinar ali pelos 17 anos, em 1989. Costumo dizer que treino há tanto tempo que só existiam dois tipos de guarda – aberta ou fechada. Triângulo? Só da guarda. Hoje, nos torneios, ringues e academias o povo arrocha o triângulo de todas as posições possíveis e inimagináveis”, recordou Zicro, em entrevista ao BJJ Fanatics Podcast. Hoje, ele dá aulas em Talahassee, na Flórida, para onde zarpou em 2007, deixando para trás sua vida esportiva no Leblon, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Felipe Zicro viu, assim, todas as revoluções da guarda. De aberta ou fechada, nasceram 1001 modos de usar o jogo de pernas, e hoje ele se diverte tentando catalogar tudo na cabeça: “Hoje são tantos tipos de guarda eficientes, e todo ano surge um bicho novo. Temos a guarda borboleta, burrico, tartaruga. Até a guarda minhoca…”</p>
<p>A espécie que marcou sua trajetória, contudo, foi um réptil. Romero “Jacaré”, seu mestre, começou a ensiná-lo em Ipanema, na velha academia construída no espaço de um teatro desativado. Zicro não parou mais.</p>
<p>Romero Cavalcanti era um jovem em plena forma, que treinava com seu professor Rolls Gracie desde 1974, portanto há 50 anos. Em 1982, Rolls faleceu num acidente de asa delta e Romero ficou com o espírito abalado, sem vontade de vestir o kimono novamente. Passou a se desafiar em outras frentes, mares e trilhas, e em 1983, aos 30 anos, completou o Iron Man no Havaí. O espírito se fortaleceu e Romero se reergueu, e percebeu que sua missão estava mesmo nos tatames.</p>
<p><iframe title="Zicro BJJ Tallahassee / Felipe &quot;Zicro&quot; Neto" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/t4tA5aQOw8s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Zicro aprendeu com o mestre como o Jiu-Jitsu era capaz de mudar vidas, apagar traumas, fortalecer mente e espírito.</p>
<p>“Comecei há mais de 35 anos. Hoje percebo que o Jiu-Jitsu é uma jornada que não tem fim. O que importa é a consistência nos treinamentos, para você subir todos os dias um degrau, e não parar de treinar nunca. A nossa meta, no fim das contas, é sermos bons exemplos, para influenciar de modo positivo os colegas, alunos, filhos e parentes&#8221;, disse o professor.</p>
<p>Felipe viu e viveu de tudo no Jiu-Jitsu. Mas não esquece até hoje o sentimento da primeira vez que competiu.</p>
<p>“Meu primeiro torneio foi em Teresópolis, na faixa-branca mesmo”, lembra o professor da Alliance. “E meu adversário foi outro cara que chegou longe – o Paulo Guillobel. Puxei para a guarda e ele ficou atacando por cima. O torneio era a Copa Blue Marlin.”</p>
<p>Como muitos jovens cariocas, Felipe ia à praia. Surfou. E, como muitos cariocas, tomou prejuízo ao disputar ondas com surfistas mais velhos. O Jiu-Jitsu, contudo, evitou traumas.</p>
<p>Em 1985, aos 13 anos, errou ao descer uma onda, e viu um surfista mais velho vir para cima dele, enfurecido. Na beira da água, tomou sopapos, caldos e foi para casa tristonho. Dez anos depois, já de faixa-roxa na cintura, estava com uma namorada quando o mesmo sem noção se aproximou e o provocou, perto da pizzaria Guanabara, célebre point noturno carioca. Espantado, Zicro respirou, botou o valente para baixo, montou e o expulsou dali.</p>
<p>Naquela mesma época, foi aprender inglês em San Diego e se encantou com a Califórnia, e os treininhos com mestre Fabinho Santos e visitas ao dojo de Rickson Gracie. Seu inglês evoluiu, e seu Jiu-Jitsu nem se fala. Foi lá que se tornou faixa-marrom.</p>
<p>Felipe gostava mesmo de treinar e aprender, mas por sua experiência logo foi convidado a ensinar os novatos. Em 1998, Romero o levou a Atlanta, para ser seu braço-direito nas aulas no QG da Alliance nos EUA.</p>
<p>“Até ali, eu só queria aprender e me divertir. Com Jacaré passei a conectar as técnicas, os ensinamentos, e aprendi a ensinar. Pude perceber como uma escola funciona, como uma aula começa e termina. Ali vi que aquilo seria meu ofício e minha missão.”</p>
<div id="attachment_244448" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244448" class="wp-image-244448 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao-1024x758.png" alt="Romero Jacaré, no velho teatro de Ipanema que se tornou academia de Jiu-Jitsu, em 1985. Foto: Marcos Prado/Divulgação" width="650" height="481" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao-1024x758.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao-300x222.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao-768x568.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao-150x111.png 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao.png 1130w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244448" class="wp-caption-text">Romero Jacaré, no velho teatro de Ipanema que se tornou academia de Jiu-Jitsu, em 1985. Foto: Marcos Prado/Divulgação</p></div>
<p>Zicro alternava aulas no Brasil e nos EUA, e parecia que ia se estabelecer mesmo perto dos velhos amigos no Rio de Janeiro. Foi quando, no Natal de 2006, foi de novo convidado para cobrir os treinos de fim de ano de Romero Jacaré em Atlanta. Ao chegar, um amigo policial o contactou, para informar que forças de segurança na Flórida estavam atrás de um instrutor. Para seminários e, se possível, para uma temporada mais longa.</p>
<p>Mente aberta, Zicro topou a aventura em 2007. Não voltou mais. E não se arrepende. “A vida aqui é ótima. Se existe um aspecto a lamentar, é que <a href="https://www.instagram.com/zicro_academy_alliance_tl/" rel="noopener" target="_blank">Talahassee</a> é uma cidade universitária; meus alunos, em sua maioria, acabam que ficam comigo por cinco anos, e depois voltam para suas cidades e países. Quando começam a ficar duros, vão treinar em outro lugar. Isso é chato para mim como professor, mas ao menos há sempre um novato. Vejo o Jiu-Jitsu mudando estes jovens o tempo todo. Afinal, o grande benefício do Jiu-Jitsu é ajuda você a ser perseverante, focado, e conquistar outros sonhos, não apenas a faixa-preta. Se você treina, aprende a ser bem sucedido no que você quiser ser.”</p>
<p>Hoje, a academia de Felipe Zicro é parada obrigatória para os amigos e alunos da Alliance que chegam aos EUA, e costuma abrigar seminários esplêndidos e festas de aniversário do mestrão Jacaré.</p>
<p>Como Felipe prega, ele continua a fazer amigos por lá, como fazia três décadas atrás. Oss!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="GMI member, Felipe Neto teaches the Americana Lapel at Alliance Tallahassee  / Zicro Academy." width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/GjnlI-n9Qsw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/felipe-zicro-neto-e-os-ensinamentos-do-jiu-jitsu-para-a-vida-toda/">Felipe “Zicro” Neto e os ensinamentos do Jiu-Jitsu para a vida toda</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Ricardo Azoury recebe homenagem do amigo Arthur Virgílio</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 14:24:14 +0000</pubDate>
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<p>Político e uma das referências nas artes marciais no estado do Amazonas, Arthur Virgílio Neto manifestou profundo pesar pelo falecimento do fotógrafo e praticante do esporte, Ricardo Azoury, ocorrido no final de semana em Petrópolis, no Rio de Janeiro.</p>
<p>“A comunidade do Jiu-Jitsu e todos que conheceram o Ricardo, certamente, estão de luto, como eu estou”, lamentou Arthur, em mensagem enviada à redação de GRACIEMAG.</p>
<p>“Era um queridíssimo amigo, pessoa de pureza enorme, inclusive seu Jiu-Jitsu mostrava um traço importante da sua personalidade – ele era técnico, decidido e eu diria que ele praticava o Jiu-Jitsu suave. Era um artista, um grande fotógrafo não apenas do esporte que amava, como também da Amazônia, dos flagrantes”, relembrou Arthur, emocionado. O político conversou por telefone com Celso Aguiar, irmão de Azoury.</p>
<p>Ricardo Azoury foi um dos primeiros fotógrafos de GRACIEMAG e teve seus trabalhos publicados em grandes revistas do país. Formou-se em Belas Artes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e produziu um documentário sobre a Amazônia, além de ter sido aluno do mestre Rolls Gracie.</p>
<p>“Pessoa de lealdade inestimável e que me levou a um grande aprendizado. Um bom lutador e uma pessoa muito sensível, que exercia com maestria seus dois prazeres, estudar e cultivar a ciência da beleza”, comentou Arthur.</p>
<p>Além de ser diplomata de carreira e político amazonense que exerceu diversos cargos públicos, como o de deputado federal, ministro de Estado no governo FHC, senador e prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto é praticante das artes marciais, faixa-preta de judô e vermelha em Jiu-Jitsu, arte de que foi um dos primeiros representantes em Manaus.</p>
<div id="attachment_237603" style="width: 809px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237603" class="wp-image-237603 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Arthur-Virgilio-Neto.jpg" alt="Arthur Virgílio Neto. Foto: Divulgação" width="799" height="534" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Arthur-Virgilio-Neto.jpg 799w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Arthur-Virgilio-Neto-300x201.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Arthur-Virgilio-Neto-768x513.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Arthur-Virgilio-Neto-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px" /><p id="caption-attachment-237603" class="wp-caption-text">Arthur Virgílio Neto. Foto: Divulgação</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/ricardo-azoury-recebe-homenagem-do-amigo-arthur-virgilio/">Ricardo Azoury recebe homenagem do amigo Arthur Virgílio</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O adeus a mestre Ricardo Azoury, fotógrafo e aluno de Rolls Gracie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jul 2022 17:39:36 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_237574" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237574" class="size-full wp-image-237574" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Ricardo-Azoury-e-cia-por-Juca-Martins.jpg" alt="" width="361" height="299" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Ricardo-Azoury-e-cia-por-Juca-Martins.jpg 361w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Ricardo-Azoury-e-cia-por-Juca-Martins-300x248.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Ricardo-Azoury-e-cia-por-Juca-Martins-150x124.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 361px) 100vw, 361px" /><p id="caption-attachment-237574" class="wp-caption-text">Ricardo Azoury (esquerda, sem barba) com os companheiros da Agência F4. Foto: Juca Martins</p></div>
<p>Fotógrafo profissional desde os 21 anos, em 1977, o praticante e lutador de Jiu-Jitsu Ricardo Azoury faleceu neste fim de semana em Petrópolis, no Rio de Janeiro, após um acidente de carro na entrada de Itaipava.</p>
<p>Um dos primeiros fotógrafos de GRACIEMAG, mestre de Gustavo Aragão, Luca Atalla &amp; cia, o ex-competidor formou-se em Belas Artes pela UFRJ.</p>
<p>Ao longo de sua prolífica trajetória, publicou suas joias fotográficas íntimas e por vezes poéticas em todas as grandes revistas do Brasil. Lá fora, emplacou fotos em veículos como “Newsweek”, “New York Times”, “L’Express”, e “Scientific America”, entre tantas outras.</p>
<p>Ele foi o fotógrafo de livros clássicos do Jiu-Jitsu, como os manuais de técnicas de Helio Gracie, Renzo e Royler.</p>
<p>De presidentes da república aos craques da seleção, passando pelos lutadores mais duros do planeta, Ricardo Azoury também registrou a natureza, um de seus personagens prediletos nos últimos anos. Tornou-se documentarista ao produzir um filme sobre a Amazônia.</p>
<p>Aluno de mestre Rolls Gracie até a faixa-marrom, ele parou de treinar Jiu-Jitsu após a morte do Gracie em 1982, por conta da tristeza e também da rotina atribulada de viagens e sessões de fotos.</p>
<p>Relembre algumas das célebres histórias de Azoury durante o 1º Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF, em entrevista aos historiadores Sandro Padial e Fabio Quio.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Fotógrafo do 1° Mundial de Jiu-Jitsu 1996 - Ricardo Azoury" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/mo4PtBymKpc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-adeus-a-mestre-ricardo-azoury-fotografo-documentarista-e-aluno-de-rolls-gracie/">O adeus a mestre Ricardo Azoury, fotógrafo e aluno de Rolls Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>As lições de Rolls Gracie, o faixa-preta que morreu jovem e mudou a história do Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2020 16:53:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Era um fim de semana sem vento em Visconde de Mauá, região conhecida pela exuberância de vales e cachoeiras, no Rio de Janeiro. Não se viam asas-deltas no céu, mesmo assim, Rolls insistiu em voar. “Campeão, levanta a asa para eu regular o sarcófago”, disse ao amigo Luis Fernando, que, meio contrariado, atendeu ao pedido.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_194179" style="width: 917px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-194179" class="size-full wp-image-194179" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/Rolls-Gracie-treina-defesa-pessoal-com-Mauricao-Gomes-pai-de-Roger-Gracie.jpg" alt="Rolls Gracie em demonstração de Jiu-Jitsu e defesa pessoal com seu aluno Maurição Gomes, hoje faixa-coral e paizão da fera Roger Gracie. Foto: Portal Rollsgracie.com" width="907" height="614" /><p id="caption-attachment-194179" class="wp-caption-text">Rolls em demonstração de Jiu-Jitsu e defesa pessoal com seu aluno Maurição Gomes, hoje faixa-coral e paizão da fera Roger Gracie. Foto: Portal Rollsgracie.com</p></div>
<p>Era um fim de semana sem vento em Visconde de Mauá, região conhecida pela exuberância de vales e cachoeiras, no Rio de Janeiro. Não se viam asas-deltas no céu, mesmo assim, Rolls insistiu em voar. “Campeão, levanta a asa para eu regular o sarcófago”, disse ao amigo Luis Fernando, que, meio contrariado, atendeu ao pedido.</p>
<p>Luis ainda traz na memória os detalhes da cena: “Rolls fez todos os ajustes e correu para pular. A asa subiu um pouco para a direita, mas rapidamente embicou para a esquerda e caiu. Todos entraram em pânico. Saí correndo, descendo a ladeira, agarrando-me no mato alto. Quando me aproximei da asa, os olhos azuis do Rolls estavam abertos, apontando para cima à direita. Os braços estavam rígidos, como se lutasse para a asa subir. Parecia intacto, mas já estava morto”.</p>
<p>O acidente aconteceu no dia 6 de junho de 1982. Filho de Carlos criado por Helio Gracie, Rolls tinha 31 anos. Deixou mulher e dois filhos. Já naquela época, sabia-se que ele deixava também um valioso legado. No entanto, era cedo demais para se mensurar o quão valioso.</p>
<p>Hoje, com o distanciamento de mais de três décadas, o patrimônio herdado pela comunidade do Jiu-Jitsu ganha maior nitidez e impressiona pela grandeza. Veja, por exemplo, os campeonatos que lotam ginásios por todos os continentes.</p>
<p>“Foi espelhado no estímulo que o Rolls dava às competições que fundei a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu e, em seguida, a Federação Internacional de Jiu-Jitsu Brasileiro”, reconhece Carlos Gracie Jr.</p>
<p>O que dizer então da efervescência e do profissionalismo das academias? Tanto a Gracie Barra, como também a Alliance (que geraram diversas outras academias de prestígio no cenário mundial) foram criadas por discípulos diretos de Rolls.</p>
<p>Romero Jacaré, fundador da Alliance, sempre se refere ao Gracie com olhos lacrimejantes. “Ele é a razão de todo o nosso trabalho”, garante.</p>
<p>Também existem aspectos culturais e filosóficos no legado de Rolls. “Conheço diversas pessoas que, por causa dele, trocaram as drogas pelo culto à saúde”, conta Álvaro Romano, professor da Ginástica Natural.</p>
<p>Quando GRACIEMAG lançou em 2009 uma edição especial sobre “O estilo de vida do lutador de Jiu-Jitsu”, foi a biografia de Rolls que guiou a reportagem do começo ao fim. Na ocasião, escrevemos sobre tópicos como:</p>
<p><strong><em>“Não sacrifique suas refeições, nem o seu sono”;</em></strong></p>
<p><em>“Preserve o ambiente familiar”;</em></p>
<p><strong><em>“Estimule hábitos saudáveis aos próximos”;</em></strong></p>
<p><em>“Busque malhação ao ar livre”;</em></p>
<p><strong><em>“Viaje o máximo possível”;</em></strong></p>
<p><em>“Experimente a sensação de liberdade”;</em></p>
<p><strong><em>“Amizade, o bem número 1”;</em></strong></p>
<p><em>“Consuma cultura”;</em></p>
<p><strong><em>“Você que critica, onde estava na hora de fazer?”</em></strong></p>
<div id="attachment_194180" style="width: 1010px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-194180" class="size-full wp-image-194180" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/Rolls-Gracie-vence-campeonato.jpg" alt="Rolls Gracie vibra ao vencer mais um campeonato de Jiu-Jitsu. Foto: RollsGracie.com" width="1000" height="600" /><p id="caption-attachment-194180" class="wp-caption-text">Rolls Gracie vibra ao vencer mais um campeonato de Jiu-Jitsu. Foto: RollsGracie.com</p></div>
<p>O primeiro tópico daquela reportagem, porém, era o que mais nos intrigava: “Hoje é um belo dia para morrer!”, escrevemos. “Todo samurai repete este pensamento ao acordar. Dê o melhor de si para não acontecer. Mas, se você está preparado para o pior, a vida fica fácil”.</p>
<p>Reavaliando aquele tópico, talvez tenhamos cometido um erro. De fato, Rolls estava preparado para enfrentar o mais tenebroso adversário num ringue – o primor técnico também faz parte da herança do Gracie. Foi ele quem começou a pesquisar outras modalidades de luta, adaptando conceitos “externos” para o Jiu-Jitsu. Praticava sambô, judô, wrestling&#8230; Sem contar esportes de outras<br />
naturezas, como ginástica olímpica, surfe, corrida, natação.</p>
<p>Rolls absorveu o melhor da técnica de seus antepassados e se consagrou como o grande campeão da família Gracie na década de 1970. Morreu, no entanto, desafiando algo trivial: a lei da gravidade. Aí está o suposto erro daquele tópico. Estar preparado para o pior não basta. Devemos nos preparar para tudo, inclusive para aquilo que não alimenta o nosso medo. Adversários banais, portanto subestimados, atacam quando menos esperamos. Às vezes, são esses ataques que roubam a nossa vida.</p>
<p>Você acaba de ler a primeira lição que identificamos ao investigar o legado do <a href="http://www.rollsgracie.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">mitológico Rolls Gracie</a>. Listamos outros cinco aprendizados a seguir. Leia, reflita e faça bom proveito!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Mestre Rolls Gracie vs Karate" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/bCBJ03RqLGA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>1. Não se feche</h3>
<p>Rolls cresceu na ebulição dos anos 1960. Foi jovem na “Época dos jovens”. É uma diferença e tanto se o compararmos aos grandes campeões que o antecederam na família Gracie, os quais estavam ligados a gerações de costumes mais conservadores, oriundas de um tempo em que a palavra “adolescência” ainda era um conceito pouco aplicado. Rolls se permitiu entrar em contato com o mundo que se transformava lá fora. Respeitou o melhor das tradições de sua família e da arte marcial que representava, porém, soube absorver as virtudes da modernidade e as retransmitiu.</p>
<p>Por mais que essa adaptação aos novos tempos pareça ser um movimento natural e lógico, não é bem assim que funciona para todo mundo. Pelo contrário. Não são poucos os que criam resistências intransponíveis a novidades, os que se fecham a experimentos, enfim, os que “param no tempo”. Rolls tinha mente aberta. Talvez isso ajude a entender o “grande feito” que muitos faixas-pretas atribuem a ele: “Rolls modernizou o Jiu-Jitsu”, garantem.</p>
<p>Sim, o Gracie estimulou campeonatos em formatos diferentes (na década de 1970 ele já filmava as competições para estudar os combates com os alunos na academia), praticou outras modalidades de luta, associou o Jiu-Jitsu a esportes radicais (vale lembrar que esportes radicais naquela época não tinham o mesmo apelo que têm hoje), disseminou novas técnicas e novas formas de lutar, viajou pelo mundo (sua mãe era funcionária da Lufthansa, o que representava ótimas oportunidades para conhecer culturas diferentes), adaptou a linguagem de dentro da academia à linguagem da juventude que então florescia, comunicando-se assim com todos os nichos de sua geração.</p>
<p>Fez isso tudo contendo o formalismo dos adultos e dando asas à liberdade de menino que pulsava dentro de si. Em vez de simplesmente repetir, Rolls renovou.</p>
<h3>2. Imponha o ritmo</h3>
<p>Muito da magia do Jiu-Jitsu se deve à demonstração de que homens franzinos (os “galinhas mortas”, como dizia grande mestre Helio Gracie) podem derrotar adversários de maior peso e envergadura. Como ensinam os decanos da arte suave, a técnica das alavancas permite que o “fraco” se defenda sem cansar. O adversário então gasta força e energia tentando ataques em vão.Com o tempo, é facilmente finalizado.</p>
<p>Rolls tinha medidas de um homem franzino, nunca passou dos 70 quilos. Mas curiosamente ele tinha um estilo de lutar que era mais ofensivo que defensivo, sempre com muita mobilidade. Rolls não queria esperar pelo cansaço do oponente. Buscava a queda. Se caísse por baixo, rasparia, agarraria nas pernas, iria pra cima&#8230; Era um lutador à procura de finalizações rápidas e mantinha isso como meta.</p>
<p>Rolls queria impor o ritmo, estivesse onde estivesse. Exaltava um estilo de avanço progressivo, seja em pé, por cima ou por baixo.</p>
<h3>3. Carisma é atitude</h3>
<p>O talento e o espírito competitivo de Rolls poderiam ter causado muita inveja e inimizades naqueles tempos. No entanto, o Gracie é lembrado como um boa-praça inconteste. Na família, assim como o pai, Carlos Gracie, era visto como um conciliador. Entre alunos e amigos, tinha o papel de liderança, mas não a liderança de um déspota, e sim a do guia que sabe ouvir, incentivar, ensinar e aprender. Rolls adorava crianças. “Às vezes tocava o telefone e era ele me chamando para ir ao cinema”, recorda Royler Gracie, que na época tinha por volta de 10 anos.</p>
<p>Sempre sorridente, dono de cativantes olhos azuis, Rolls parecia dominar a oratória e o emprego das palavras certas. “Certa vez, eu havia lutado seis vezes numa competição, estava cansado, sentei num canto, desanimado, e reclamei: ‘Tô morto’. Ele bateu no meu ombro e falou bem alto: ‘É, campeão, vitória sem sacrifício não vale nada’. Aquilo me acordou e acabei vencendo as lutas seguintes”, recorda o irmão Rilion.</p>
<p>“Quando Rolls morreu, eu deixei de competir. Hoje vejo a importância que ele tinha no meu estímulo, pois na verdade eu não lutava por mim, e sim por ele”, lembra Carlos Gracie Jr. Sempre ligado à natureza, Rolls levava os alunos para uma corrida descontraída e inspiradora nas Paineiras às segundas-feiras. Foi acompanhando e incentivando permanentemente seu grupo que o Gracie multiplicou os alunos. Os treinos não se resumiam à parte técnica.</p>
<p>Era muito importante o lado filosófico da arte marcial. Rolls não era apenas “popular” em sua época, ele era enturmado. Relacionava-se com formadores de opinião de diferentes setores da sociedade carioca da década de 1970. Não era uma questão de carisma. Isso era consequência. O mito Rolls Gracie se formou à base de uma mistura de bom coração e muita atitude.</p>
<div id="attachment_175236" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-175236" class="size-full wp-image-175236" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/03/Rolls-Gracie-e-filhos-Foto-Acervo-Pessoal.jpg" alt="Rolls Gracie com os filhos Rolles e Igor. Foto: Acervo RollsGracie.com" width="640" height="581" /><p id="caption-attachment-175236" class="wp-caption-text">Rolls Gracie com os filhos Rolles e Igor: ele foi o &#8220;dono do maior coração da família&#8221;, segundo Helio Gracie. Foto: Acervo RollsGracie.com</p></div>
<h3>4. Viva intensamente</h3>
<p>“Numa sexta à noite ele se questionava: ‘Não sei se vou para Búzios, Teresópolis ou Nova York&#8230;’. E o pior que a dúvida existia realmente, não era tiração de onda”, lembra o amigo Ricardo Azoury. Em cerca de 30 anos de vida, Rolls competiu, ensinou, treinou, malhou, surfou, voou, viajou, montou a cavalo, casou, teve filhos, dedicou tempo à família e aos amigos, estudou, aprendeu, amou, e enriqueceu o Jiu-Jitsu. Deixou um legado. Fez isso tudo da forma mais intensa possível.</p>
<p>O interessante é que ele conseguia conciliar a fome de viver à rigorosa disciplina de alguns hábitos, como dormir oito horas por dia e se alimentar de acordo com as regras da Dieta Gracie. Era um exímio gerenciador de tempo. Soube aproveitar suas três décadas de vida melhor que muitas pessoas que chegam aos 80.</p>
<h3>5. Desafie-se</h3>
<p>Dono de um incansável espírito aventureiro, Rolls não se acomodava em zonas de conforto. Por isso estava sempre se desafiando. Se não havia mais adversários nos campeonatos de Jiu-Jitsu, ele buscava uma outra modalidade de luta. “Eu era garoto, e alguém chegou na academia dizendo que tinha um campeonato de karatê no fim de semana”, lembra Royler. “Rolls respondeu: ‘ Então inscreve a gente lá’. Não entendi nada, ele era assim, topava qualquer parada”.</p>
<p>Ao se expor constantemente a uma provação, Rolls alcançou uma incrível evolução pessoal. “A persistência fez dele um fenômeno”, avaliou o irmão Carlson. O faixa-vermelha Osvaldo Alves completa: “Quem disser que tinha alguém próximo ao nível dele não está sendo justo. Rolls estava 30 anos na frente de qualquer um”. Grande mestre Robson Gracie garante: “O Rolls foi o melhor do Jiu-Jitsu que já houve”. Já o saudoso mestre Helio definiu: &#8220;Rolls <span lang="pt">tinha o maior coração de todos os Gracie que conheci&#8221;.</span></p>
<p>https://www.youtube.com/watch?v=3Qo-49PrKpg</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-licoes-de-rolls-gracie-o-faixa-preta-que-morreu-jovem-e-mudou-a-historia-do-jiu-jitsu/">As lições de Rolls Gracie, o faixa-preta que morreu jovem e mudou a história do Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Rilion Gracie: &#8220;No Jiu-Jitsu, a guarda é a salvação do fraco&#8221;</title>
		<link>https://www.graciemag.com/rilion-gracie-no-jiu-jitsu-a-guarda-e-a-salvacao-do-fraco/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=rilion-gracie-no-jiu-jitsu-a-guarda-e-a-salvacao-do-fraco</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Mar 2020 16:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fotos & Vídeos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“A guarda é a salvação do fraco”, disse Rilion Gracie na GRACIEMAG de fevereiro de 2009. Pois hoje, depois das vitórias de Fabricio Werdum e Anderson Silva, todos parecem entender melhor a importância do jogo de pernas do Jiu-Jitsu numa situação de luta.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>“A guarda é a salvação do fraco”, disse Rilion Gracie em entrevista a GRACIEMAG, em clássica edição de fevereiro de 2009.<br />
</em></p>
<p><em>Seja você um atleta de MMA querendo evitar um sufoco tamanho-família, um competidor de Jiu-Jitsu ou um apaixonado praticante, você deve se aprofundar no conceito de guarda para evoluir nos treinos. Relembre então o que Rilion nos ensinou, e não perca sua próxima GRACIEMAG. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17613" style="width: 537px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/RAY-SANTANA-PHOTOGRAPHY-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17613" class="wp-image-17613 size-full" title="RAY SANTANA PHOTOGRAPHY 01" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/RAY-SANTANA-PHOTOGRAPHY-01.jpg" alt="" width="527" height="580" /></a><p id="caption-attachment-17613" class="wp-caption-text">O exímio guardeiro Rilion Gracie, em foto de Ray Santana</p></div>
<p><em> </em></p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Rickson Gracie sempre disse aos quatro ventos que você tem a melhor guarda da família. O que faz uma guarda ser boa?</strong></p>
<p><em>RILION GRACIE:</em> A guarda sempre foi uma forma de equilibrar a luta entre duas pessoas, trazendo a disputa para o chão, onde um cara de 60kg equaliza as forças e passa a ter melhores chances de surpreender um cara de 120kg. Quando ganhei a faixa-preta, há 25 anos, eu tinha 59kg. E sempre tive o espírito de vencer o adversário, entendia o Jiu-Jitsu da minha família como uma arte de defesa, mas cujo objetivo é finalizar o adversário. Da mesma forma que a gente hoje vê com centenas de magrinhos, donos de uma guardinha boa porque não tinham opção, isso aconteceu comigo também. A guarda é a salvação do fraco.</p>
<p><strong>Como você desenvolveu seu jogo?</strong></p>
<p>Orientado por Rolls, Carlinhos, Rickson, Crolin – professores que foram meus espelhos –, percebi que eu tinha de ter uma guarda muito boa para enfrentar qualquer um, mas uma guarda completa – não me interessava apenas resistir aos oponentes, ficar me defendendo sem conseguir fazer nada na luta. Mas a primeira luz que tive, na faixa-azul, foi: se eu não consigo neutralizar o cara na guarda, que eu tenho milhões de opções de barreiras, as pernas as mãos e tudo, se ele passar estou morto – vou ter de fazer o triplo de força, e ainda com o cara com o peso em cima do peito, amassando meu pescoço, orelha. Então a primeira preocupação é: não perder.</p>
<p><strong>E o estágio seguinte?</strong></p>
<p>Na faixa-roxa eu já estava bem flexível, e a guarda com fama de intransponível nos campeonatinhos. Mas acontece que eu ganhava porque o cara de cima ia cansando, e acabava dando uns moles no triângulo, ou então eu ia pras costas e tal. Então, passei a outro estágio, desenvolvido na marrom: conciliar a guarda defensiva com a ofensiva, incorporando um jogo variado de finalizações na guarda, raspagens e ida às costas. Foi aí que meu Jiu-Jitsu passou a melhorar em todos os sentidos, porque eu começava a cair por cima do adversário, e tinha de me aproveitar desta situação favorável. Hoje, eu me acho melhor por cima do que por baixo. Prefiro jogar por cima – meu objetivo é pular o muro e atacar o adversário.</p>
<blockquote><p>Eu me especializei em dar brecha para o cara passar, pois é nessa hora que ele faz força – e então cansa ou cai em alguma armadilha” Rilion</p></blockquote>
<p><strong>Qual é o macete para o adversário cair nas armadilhas da guarda?</strong></p>
<p>Um tipo de guarda é aquele que você agarra as mangas, trava os braços do cara, mas você também não faz nada, e fica aquela luta feia. Outra é a guarda onde você dá o gostinho para o cara. Ele vê uma chance de passar, faz força, mas não passa. Eu me especializei nisso, em dar brecha para o cara passar – e aí ou ele faz força e cansa, ou cai em alguma armadilha. Porque eu não acredito no ser humano que não cansa. O cara mais bem preparado do mundo, se confrontado com a técnica certa, executada com perfeição, ele será obrigado a fazer força, e alguma hora vai cansar. Todo mundo tem um limite, cabe a você encontrar o método e o caminho para fazer o adversário chegar lá.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rilion Gracie ensina uma de suas raspagens favoritas no Jiu-Jitsu" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/HKqu6SeI6f8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Qual é a sua guarda favorita?</strong></p>
<p>Jiu-Jitsu para mim é o fácil e o eficiente. É aquele que você é capaz de ensinar a qualquer aluno que entrar na sua academia, caso contrário ele pega as coisas dele e não aparece mais.</p>
<p>Procuro fazer minha guarda de frente para o cara, pelo menos na minha forma de lutar. E tento deixar o cara o tempo todo preocupado em ser finalizado, com medo de bater. Mesmo que o cara saiba se defender, a preocupação leva ao desgaste, à exaustão. E, quando errar, ele dança. Quanto maior for a qualidade técnica do adversário, mais você tem de buscar preocupá-lo.<br />
Então, claro que até faço meia-guarda, algumas vezes. Mas, se o adversário é muito bom, depois de eu raspar ele também vai se mostrar um cara bom por baixo. Aí um raspa para lá, o outro raspa para cá, e fica aquela luta que estamos vendo nos campeonatos. Claro, você tem de saber o seu objetivo ao fazer guarda. Se for raspar para vencer por pontos, perfeito. Mas eu não quero deixar o oponente preocupado apenas em evitar ser raspado. Ele tem de se sentir constantemente ameaçado.</p>
<p><strong>Existe algum tipo de guarda ruim?</strong></p>
<p>Eu respeito qualquer posição. Se eu ensino uma técnica para dez pessoas diferentes, sei que, por mais que eu queira, cada aluno vai se adequar a um aspecto e não a outro. O Jiu-Jitsu é uma arte infinita, o baixinho não vai ter o mesmo jogo do cara de pernas longas. Por isso o mestre não pode botar uma viseira e tachar uma guarda de boa e outra de ruim. O segredo é enxergar as falhas e virtudes da posição, jamais condenar, com arrogância. Agora, o cara que quer ser referência em guarda não pode saber uma guarda só. Tem de saber outros caminhos, para o dia que encontrar uma pedra na frente.</p>
<blockquote><p>Jiu-Jitsu é sensibilidade” Rilion</p></blockquote>
<p><strong>Qual é o seu desafio hoje, quando treina?</strong></p>
<p>Poupar mais energia que antigamente. Estou melhor tecnicamente, mais experiente, mas não sou o mesmo Rilion de 15 anos atrás. Me sinto bem para a minha idade, claro, e sei que o Rilion de 35 anos fatalmente venceria o Rilion de 25. Mas hoje, aos 45, não me recupero com a mesma rapidez. Antigamente eu imprimia o ritmo, dava duas respiradas e estava pronto novamente para dar 20, 30 treinos. Sei que fisicamente estou em processo de decadência. Ao mesmo tempo, quanto mais tempo de voo, mais sutilezas milimétricas você tem.</p>
<p>Por exemplo, você começa a desenvolver uma sensibilidade capaz de adivinhar o pensamento do adversário. Um segundo antes de o cara dar o arranque, seu ganchinho está lá bloqueando. Jiu-Jitsu é isso. Sem sensibilidade, sem uma conexão espiritual com a arte, o cara ganha no preparo, na disposição, e fica sendo para sempre um grossão, dono de um estilo feio.</p>
<p><strong>Seu irmão Rolls Gracie<strong> (1951-1982) é visto como</strong></strong><strong> a ponte do Jiu-Jitsu tradicional para o moderno. </strong><strong>Ele também foi o elo da guarda do passado para a guarda moderna?</strong></p>
<p>Sem dúvida. Quando o Jiu-Jitsu caiu na mão do Rolls, evoluiu uns 50 anos em dez. Ele pegou um fusca e transformou numa Ferrari, e deu na nossa mão. Claro, já existia a roda, o farol. Mas foi com Rolls que a guarda passou de defensiva, esperando o oponente, para uma posição com um arsenal de ataques.</p>
<p>Ele tinha uma cabeça muito aberta e dinâmica, sempre deu atenção ao aluno, e gostava de escutá-los, de ver posições novas. Hoje você pega um cara de destaque e parece que tem de pedir pelamordedeus para ensinar uma posição para o cara. Foi Rolls então que formou a que, para mim, foi a geração de ouro do Jiu-Jitsu: Carlinhos, Crolin, Rickson e tantos alunos do Rolls de fora da família. Aprendi muito de guarda vendo os treinos de um deles, o Talarico, que inclusive tinha umas pernas curtas.</p>
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		<title>Conexão Portugal: quando o Jiu-Jitsu e o surfe se completam e viram até maratona</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2020 14:28:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[academia]]></category>
		<category><![CDATA[GRACIEMAG Indica]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Surfe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Carlos Eduardo &#8220;Cobrinha&#8221; * Uma foto recente entre dois dos maiores atletas do mundo em suas modalidades chamou atenção dos leitores de GRACIEMAG no Instagram. O surfista e bicampeão mundial Gabriel Medina, humildemente com sua faixa-branca, ao lado do supercampeão mundial no pano Marcus Buchecha nos lembrou da sinergia Jiu-Jitsu &#8211; surfe, que não&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por: Carlos Eduardo &#8220;Cobrinha&#8221; * </strong></p>
<div id="attachment_221663" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-221663" class="size-full wp-image-221663" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Gabriel-Medina-com-Buchecha.jpg" alt="" width="1280" height="1270" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Gabriel-Medina-com-Buchecha.jpg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Gabriel-Medina-com-Buchecha-300x298.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Gabriel-Medina-com-Buchecha-1024x1016.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Gabriel-Medina-com-Buchecha-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Gabriel-Medina-com-Buchecha-768x762.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-221663" class="wp-caption-text">Os surfistas e lutadores Gabriel Medina e Marcus Buchecha. Foto: Divulgação/GRACIEMAG</p></div>
<p>Uma foto recente entre dois dos maiores atletas do mundo em suas modalidades chamou atenção dos leitores de <a href="http://www.instagram.com/graciemagoficial" target="_blank" rel="noopener noreferrer">GRACIEMAG no Instagram</a>. O surfista e bicampeão mundial Gabriel Medina, humildemente com sua faixa-branca, ao lado do supercampeão mundial no pano Marcus Buchecha nos lembrou da sinergia Jiu-Jitsu &#8211; surfe, que não é rara de acontecer em todos os cantos do planeta – em especial, claro, nas cidades e comunidades litorâneas.</p>
<p>Esse vínculo nasceu ali pelos anos 1970, reforçado pelo papel de Rolls Gracie, entusiasta das duas modalidades e um dos líderes da família na época. Após uma confusão com a turma do Arpoador, no Rio de Janeiro, num dia de ondas, Rolls acabou por convidar vários dos surfistas envolvidos para irem conhecer o Jiu-Jitsu, iniciando a integração das duas comunidades. Outro célebre representante da conexão do oceano com os tatames foi o saudoso Renan Pitanguy, um dos mais respeitados na temida onda de Pipeline, no Havaí. Renan, casca-grossa e destemido, chegou a lutar no Maracanãzinho, num ringue de vale-tudo, apenas para defender a arte suave.</p>
<p>Daí por diante, a integração só fez aumentar. Relson Gracie foi morar no Havaí, onde estabeleceu academia e virou referência. Um dos melhores longboarders da história, Joel Tudor, apaixonou-se pelo BJJ e hoje é um faixa-preta dos mais cascas-grossas. Kelly Slater, o maior de todos os tempos, treina sempre que pode e hoje é faixa-roxa. Ele volta e meia aconselha: “Ponha seus filhos no Jiu-Jitsu antes de qualquer outro esporte&#8221;.</p>
<p>Há, ainda uma capa antológica de GRACIEMAG, com Rickson Gracie sentado em sua prancha, com alegria de menino, sem falar de Murilo Bustamante, lenda e campeão do UFC que todos os anos renova sua coragem contra as morras de Sunset Beach, no Havaí.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-221669" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Capa-Rickson.jpg" alt="" width="978" height="1280" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Capa-Rickson.jpg 978w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Capa-Rickson-229x300.jpg 229w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Capa-Rickson-782x1024.jpg 782w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Capa-Rickson-768x1005.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Capa-Rickson-115x150.jpg 115w" sizes="auto, (max-width: 978px) 100vw, 978px" /></p>
<p>Daria para escrever várias revistas e mesmo um livro se fôssemos lembrar de todos os grandes surfistas que praticam Jiu-Jitsu, ou dos grandes lutadores que também complementam sua rotina com o surfe, casos do atual rei absoluto Marcus Buchecha. E, claro, isso se estende a muitos anônimos por todos os litorais deste planeta.</p>
<p>Aqui em Portugal não é diferente, e uma história sobre essa comunhão &#8211; retratada em vídeo a seguir – chama a atenção de forma positiva. O veterano Alessandro Rodrigues, faixa-preta da Art Suave em Porto, e seu filho Antonio, hoje faixa-roxa, formam uma das duplas mais cascudas a representar o “Surf-Jitsu” em terras lusitanas – com direito a resgates nas ondas gigantes de Nazaré e competições de surfe e arte suave.</p>
<p>Há alguns anos, o pai conduziu o filho numa verdadeira maratona, das praias para as áreas de luta: Antonio competiu no surfe pela manhã, foi correndo para o ginásio com sua roupa de borracha, venceu suas lutas e ainda voltou apressado para a praia, ainda de kimono. Chegou atrasado na bateria final, mas nada que evitasse voltar para casa com dois ouros – nas duas competições!</p>
<p>https://vimeo.com/69261904</p>
<p>&#8220;As filosofias das duas modalidades têm muito em comum&#8221;, defende o pai, o faixa-preta Alessandro. &#8220;O autoconhecimento, a forma de enfrentar os próprios medos e inseguranças evoluem com a prática. Tanto o surfista quanto o praticante de Jiu-Jitsu procuram na essência um estilo de vida saudável, boa alimentação e estar em forma para qualquer desafio. Estimular a força de superação é necessário em ambos, assim como o equilíbrio – para ficar em pé na prancha, evitar as raspagens ou manter a cabeça equilibrada para encarar o mundo. E há, claro, outro ponto em comum: a satisfação e diversão em praticá-las, que é sempre garantida&#8221;.</p>
<p>Para Antonio Rodrigues, que segue treinando Jiu-Jitsu e surfando a sério, &#8220;a comunidade que pratica Jiu-Jitsu e surfa tem aumentado aqui em Portugal. Como dizem, se só o Jiu-Jitsu salva, também não há nada que um dia de surfe não cure!&#8221;, brinca ele, que busca se consolidar entre os surfistas da nova geração do Porto.</p>
<p>Seguiremos, em breve, com mais novidades aqui de Portugal, especial para o GRACIEMAG. Oss e Aloha!</p>
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<div id="attachment_221667" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-221667" class="size-full wp-image-221667" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Atonio-e-Alessandro-Rodrigues-surfistas-e-faixas-pretas-no-Porto.jpg" alt="" width="1280" height="1078" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Atonio-e-Alessandro-Rodrigues-surfistas-e-faixas-pretas-no-Porto.jpg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Atonio-e-Alessandro-Rodrigues-surfistas-e-faixas-pretas-no-Porto-300x253.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Atonio-e-Alessandro-Rodrigues-surfistas-e-faixas-pretas-no-Porto-1024x862.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Atonio-e-Alessandro-Rodrigues-surfistas-e-faixas-pretas-no-Porto-768x647.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Atonio-e-Alessandro-Rodrigues-surfistas-e-faixas-pretas-no-Porto-150x126.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-221667" class="wp-caption-text">Conexão pai e filho: os cascas Antonio e Alessandro Rodrigues, surfistas e faixas-pretas no Porto. Foto: Divulgação</p></div>
<p><strong><em>*** <a href="https://www.instagram.com/carloscobrinha/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Carlos Eduardo &#8220;Cobrinha&#8221; Ozório</a> é professor de Jiu-Jitsu e jornalista e mora hoje em Portugal.</em></strong></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/conexao-portugal-quando-o-jiu-jitsu-e-o-surfe-se-completam-e-viram-ate-maratona/">Conexão Portugal: quando o Jiu-Jitsu e o surfe se completam e viram até maratona</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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