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	<title>Revista | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
	<lastBuildDate>Thu, 06 Mar 2025 13:42:25 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Dossiê: tudo que você precisa saber sobre cem-quilos no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Mar 2025 12:53:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #182 . Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * O cem-quilos costuma ser o ponto de transição entre “o fim do início” e “o início do fim” de um combate. Por se tratar&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_222085" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/gordo.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222085" class="size-large wp-image-222085" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/gordo-1024x654.jpg" alt="" width="650" height="415" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/gordo-1024x654.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/gordo-300x192.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/gordo-768x490.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/gordo-1536x981.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/gordo-150x96.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/gordo.jpg 1602w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-222085" class="wp-caption-text">Roberto Gordo ensina ataque do cem-quilos em vídeo que você confere logo abaixo. Foto: Reprodução</p></div>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #182 . Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>O cem-quilos costuma ser o ponto de transição entre “o fim do início” e “o início do fim” de um combate. Por se tratar de uma posição básica de estabilização, o controle lateral pode parecer simples, mas não é. Se a técnica não está em dia, o aparente domínio pode virar pó ao permitir a reposição da guarda do adversário, uma raspagem ou até uma fuga para as costas. Foi o que aprendemos com seis tarimbados faixas-pretas de Jiu-Jitsu, que nos guiaram pelos meandros técnicos da imobilização mais popular (e provavelmente a mais eficiente) do Jiu-Jitsu. Confira!</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Quais são os detalhes técnicos que não podem faltar num bom domínio do cem-quilos?</strong></p>
<p><strong>LÉO NOGUEIRA:</strong> O lutador deve estudar bastante os fundamentos básicos para obter o total controle da posição. Ou seja, antes de se aprofundar na busca por finalizações, o atleta deve estar afiado em relação à troca de base com as pernas, às esgrimas, à ida para a posição norte-sul, à distribuição do peso e ao posicionamento do quadril.</p>
<p><strong>Como se deve equilibrar o tempo necessário para controlar o adversário com a necessidade de seguir o movimento ofensivo rumo à finalização sem afobação?</strong></p>
<p><strong>LÉO NOGUEIRA:</strong> O segredo é manter o ritmo ofensivo. Chegando ao cem-quilos, deve-se trabalhar o controle do adversário, manter a posição justa, enrolando os braços em busca das oportunidades de montada ou finalização.</p>
<p><strong>Que papel cada uma das seguintes partes do corpo tem no bom domínio do cem-quilos: pernas, quadril, braços e mãos?</strong></p>
<p><strong>ANDRÉ GALVÃO:</strong> Saber jogar o peso no cem-quilos é fundamental. Quem joga o peso de forma errada se arrisca a perder a posição. A movimentação dos pés deve ser usada para matar o quadril e a cabeça do oponente. Antes de você chegar ao cem-quilos, é preciso saber matar o quadril do adversário para depois abraçar a cabeça e jogar o peso do seu corpo sobre o adversário. Para um bom abraço da cabeça, o seu bíceps deve estar bem encostado sobre o pescoço do oponente. Eu gosto de trabalhar com a minha mão fazendo a pegada o mais fundo possível nas costas do adversário, para que meu ombro fique sobre o rosto do oponente. Se você quer que o seu ombro fique “bem pesado”, os pés têm que estar “vivos”.</p>
<p>Nunca deixe o peito do pé no chão quando for jogar o peso em cima do adversário. Some a isso o trabalho dos joelhos, sempre um pouco fora do chão. Se os dois joelhos ficarem muito acima do solo, criarão espaço para a reposição de guarda. Se os joelhos ficarem no chão, eliminarão o peso sobre o adversário. Já o trabalho do quadril vai depender de como você quer estabilizar a posição. Para um peso bem aplicado no ombro, é preciso virar o seu quadril levemente para o chão, mas sem cruzar as pernas.</p>
<p><strong>Imagine que você tem que dar uma aula específica sobre cem-quilos agora. Quais são os tópicos fundamentais que lhe vêm à cabeça para serem transmitidos aos alunos?</strong></p>
<p><strong>ANDRÉ GALVÃO:</strong> Costumo transmitir aos meus alunos que o cem-quilos é uma posição que não deve ser perdida. Ou seja, ao chegar nela, não cometa erros. Estabilize e controle o adversário. Ah, claro, o cem-quilos não é uma posição para descansar ou amarrar um combate. Pelo contrário. Incentivo meus alunos a buscarem a finalização, a montada ou a pegada das costas, sem deixar o oponente repor a guarda ou inverter a posição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Roberto Gordo ensina armlock do cem-quilos na Start BJJ Academy" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/SFUgwUBKQYY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>O cem-quilos parece uma posição fácil de aprender e sem muita evolução, uma vez que se estrutura em técnicas básicas. Com o seu olhar de especialista, o que o cem-quilos de um faixa-preta tem que o cem-quilos de um faixa-branca não tem?</strong></p>
<p><strong>FÁBIO LEOPOLDO:</strong> O cem-quilos é uma posição de domínio realmente fácil de aprender. O difícil é manter o controle, o que só se aprende com horas de treinos. A grande diferença entre um faixa-branca e um faixa-preta é que o faixa-preta soma a técnica de controle com um senso geral da posição de luta, que o permite saber se o adversário está realmente controlado ou não. É a tal da “experiência”. Ou seja, não depende só do professor. O aluno deve ter consistência nos treinos.</p>
<p><strong>O cem-quilos não vale pontos em competições, ao contrário do joelho na barriga, por exemplo. Sendo assim, qual o principal motivo para o atleta buscar o primeiro e não o segundo após passar a guarda?</strong></p>
<p><strong>FÁBIO LEOPOLDO:</strong> Cada dia que passa acredito mais nas posições básicas que são; cem quilos, montada e pegada das costas. Na verdade, a pontuação do cem-quilos está na estabilização da passagem da guarda. O motivo de buscá-lo consiste no fato de ser o ponto de partida para uma infinidade de finalizações.</p>
<p><strong>Quem está por baixo no cem-quilos espera uma brecha para repor a guarda, raspar ou até ir para as costas. Quais são os erros mais cometidos por quem aplica o cem-quilos e como não cometê-los?</strong></p>
<p><strong>REGIS LEBRE:</strong> Um dos grandes erros que vejo cometerem no cem-quilos é a falta de pressão no domínio. Isso ocorre porque o atleta mantém os joelhos no chão e não usa os dedos do pé de forma adequada. Com isso, ele perde o controle da cabeça do oponente, deixando-o livre para se defender.</p>
<p><strong>Quando se chega ao cem-quilos, uma das mãos passa por baixo da nuca do adversário, enroscado a cabeça dele. Trata-se de uma pegada inquestionável. Porém, há controvérsias sobre o melhor posicionamento para a outra mão. Onde que essa, digamos, “segunda mão” deve se encaixar com maior eficiência?</strong></p>
<p><strong>REGIS LEBRE:</strong> Quando controlo a cabeça, quero em seguida a esgrima da axila. Se o adversário é esperto e defende, procuro controlar o quadril do mesmo lado que estou controlando a cabeça. Ou seja, seguro a calça do meu adversário para evitar a fuga do quadril e consequentemente a reposição.</p>
<p><iframe title="Jiu-Jitsu: 7 finalizações do cem-quilos com Jean Feijó" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/Sj_qO3ESizo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>É possível malhar partes específicas do corpo para se ter um domínio lateral com mais pressão e sem brechas? Que exercícios específicos você recomendaria?</strong></p>
<p><strong>RODRIGO MEDEIROS:</strong> Acho que a pressão do cem-quilos tem que vir dos dedos dos pés contra o chão e não dos braços, um erro que muitos cometem. Tirar o joelho do chão para manter a pressão é também um fator importante, pois joelhos no chão tiram a pressão que vem dos pés. Acho que o melhor exercício para o cem-quilos é uma posição de yoga abdominal (prancha), na qual você coloca os dois cotovelos no chão em 90 graus e tira todo o resto do corpo do solo, apoiando-se apenas nos dedos dos pés e nos cotovelos.</p>
<p><strong>Da mesma forma, quais são os treinos técnicos mais recomendados para afiar o domínio do cem-quilos?</strong></p>
<p><strong>RODRIGO MEDEIROS:</strong> Gosto muito de treinos específicos para todas as posições. Existem dois treinos que uso para aperfeiçoar o cem-quilos que funcionam mesmo. O primeiro é treinar o cem-quilos sem usar as pegadas, usando apenas a pressão corporal. O segundo exercício é do grande mestre Carlson Gracie, no qual o atleta de cima tenta manter o cem-quilos, mas o atleta de baixo está sem kimono, escorregando e sem oferecer pano para o de cima fazer pegada. Depois desse tipo de treinamento, quando você chega ao cem-quilos e tem o kimono como ferramenta, tudo fica mais fácil</p>
<p><strong>Quem tem o melhor domínio do cem-quilos atualmente no Jiu-Jitsu e o que ele (ou ela) pode nos ensinar sobre a posição?</strong></p>
<p><strong>RAFAEL LOVATO:</strong> Eu diria que, provavelmente, Roger Gracie tem o melhor cem-quilos. Ele é sempre capaz de montar e finalizar. Roger nos ensina que a montada deve ser sempre a nossa primeira opção a partir do cem-quilos, a não ser que o adversário abra espaço para uma finalização direta.</p>
<p><strong>Muitos detalhes de posicionamento já foram mencionados nesta reportagem, principalmente no que se trata dos pés e dos joelhos. Você acrescentaria mais alguma minúcia para a plena estabilização do cem-quilos?</strong></p>
<p><strong>RAFAEL LOVATO:</strong> Acho que podemos concluir o tema com o seguinte: conecte a lateral do seu quadril com a lateral do quadril do oponente. Quem praticar bastante vai entender o que estou dizendo.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/dossie-tudo-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-cem-quilos-no-jiu-jitsu/">Dossiê: tudo que você precisa saber sobre cem-quilos no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Leia GRACIEMAG e aprenda dicas de Jiu-Jitsu para iniciantes</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2022 11:42:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Criada em 1994, a GRACIEMAG é a revista favorita do lutador de Jiu-Jitsu, sempre com uma seção original e útil para o seu jogo de chão. Uma das seções mais comentadas pelos leitores é a Página Branca, com dicas para você que ainda está começando sua caminhada nas artes marciais. Relembre as lições dadas pelo&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="" href="https://www.graciemag.com/pt/2012/10/leia-a-graciemag-e-aprenda-10-dicas-de-jiu-jitsu-para-iniciantes/2065_1-2/" rel="attachment wp-att-78706"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-78706" title="2065_1" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/2065_11.jpg" alt="" width="650" height="419" /></a></p>
<p>Criada em 1994, a GRACIEMAG é a revista favorita do lutador de Jiu-Jitsu, sempre com uma seção original e útil para o seu jogo de chão. Uma das seções mais comentadas pelos leitores é a Página Branca, com dicas para você que ainda está começando sua caminhada nas artes marciais.</p>
<p>Relembre as lições dadas pelo campeão <a href="https://www.instagram.com/felipecostabjj/" target="_blank" rel="noopener">Felipinho Costa</a> numa edição antiga, e a<a href="https://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener">ssine hoje mesmo GRACIEMAG</a>. Oss&#8230;</p>
<h3>1.  Certifique-se que a academia escolhida tem perfil semelhante ao seu</h3>
<p>É comum pessoas se desanimarem por um início ruim no Jiu-Jitsu. O ideal portanto é fazer uma pesquisa antes de começar a ir regularmente às aulas, para você se certificar de que o professor escolhido é experiente, atencioso com todos os alunos e não apenas com o melhores. Veja se ele realmente gosta do que faz. Caso você se dê conta de que os instrutores não lhe dão atenção, não pense que isso é normal, pois não é. Melhor do que parar de treinar é mudar para uma academia na qual você se sinta bem recebido.</p>
<h3>2.  Defesa pessoal é importante!</h3>
<p>Muitos professores negligenciam a importância de ensinar defesa pessoal, mesmo as técnicas básicas – alguns por não saber mesmo e outros por achar isso algo ultrapassado. A defesa pessoal permite que você entenda técnicas que hoje você nem se dá conta, mas nem por isso são menos interessantes. O Jiu-Jitsu virou um esporte, sim, e a parte de defesa pessoal ficou um pouco de lado por alguns professores, mas lembre-se que todas as técnicas atuais, de alguma forma, se originaram do básico, da defesa contra agressores. Conhecer e entender o básico é como ter conhecimento da história da arte: permite que você não cometa erros com base na experiência prévia.</p>
<h3>3. Jiu-Jitsu é com kimono, ponto</h3>
<p>Por mais divertido que seja, e por mais que esteja na moda, procure não se aventurar pelo Jiu-Jitsu sem kimono sem antes ter um entendimento bom das técnicas de pano. Lembre-se: é mais fácil adaptar seu conhecimento do pano para o sem pano do que o contrário.</p>
<h3>4.  Não chame um faixa preta para treinar</h3>
<p>Essa é um pouco das antigas, mas muitos graduados ainda se ofendem com isso. Na verdade, o graduado se sente um pouco desafiado quando isso acontece. Evidentemente que existem maneiras e maneiras de se falar qualquer coisa e não é uma regra pétrea, nem sempre os graduados vão se ofender. Mas confie: o mais graduado sabe quem está disponível somente pela maneira que a pessoa olha para ele. Olhe com humildade e se coloque à disposição para treinar. Se ele quiser, vai fazer o convite. E o seu treino como convidado será muito mais prazeroso, eu posso garantir.</p>
<h3>5. Confie na técnica ensinada</h3>
<p>Pode ser frustrante seguir treinando quando você é o mais novo da classe e todos te amassam, mas resista às frustrações. Procure se defender usando o máximo de técnicas que você já aprendeu, e caso se sinta sem opções converse com o professor. Ele geralmente vai gostar de ter um feedback de suas necessidades.</p>
<h3>6 . Pergunte aos mais experientes</h3>
<p>Uma das coisas mais legais do Jiu-Jitsu é a troca de informações e pontos de vistas sobre uma técnica. Sinta-se bem à vontade para tirar dúvidas com os mais graduados, nas horas certas. Logo após batucar, pergunte o que você poderia ter feito para defender determinado ataque ou mesmo não ter perdido aquela “quase” finalização. Muitas vezes os mais graduados já terão passado por essas situações e podem mostrar os atalhos. Graduados adoram se sentir valorizados, e terão o maior prazer em tentar ajudar.</p>
<h3>7. Faça o dever de casa</h3>
<p>É muito frustrante para um professor dar o seu máximo ensinando uma técnica ou conceito e ver que pouco tempo depois o aluno esqueceu. Fazer muitas repetições é fundamental, mesmo que você julgue que aquela técnica não é muito útil para seu jogo. Lembre-se que, como iniciante, seu estilo ainda não está definido, então o que parece inútil hoje pode vir a ser seu maior trunfo no futuro. Além da repetição, tire alguns minutos do seu dia para rever as técnicas mentalmente.</p>
<h3>8. Seja finalizado!</h3>
<p>Você não precisa querer bater, mas como aluno não tenha medo de se colocar em posição de desvantagem. Se isso resultar em ser finalizado, tudo bem, que sirva de lição. Garanto que no momento real de perigo, por já estar habituado com o desconforto, suas chances de prevalecer serão muito maiores.</p>
<h3>9. Arrisque mais</h3>
<p>Não faz o menor sentido treinar como se estivesse lutando campeonato, com pavor de errar. Existem momentos de treinar como se estivesse lutando, e seu professor saberá lhe orientar quanto a isso. Em geral, eu aconselho sempre a arriscar, tentar coisas novas, buscar aplicar a técnica do dia… Quanto mais diversificado seu jogo, mais e melhores ferramentas você terá para definir o seu potencial no futuro.</p>
<h3>10 Confie, seja confiável e divirta-se</h3>
<p>Nunca segure uma finalização depois dos “três tapinhas&#8221;. Se houver a menor dúvida se seu parceiro bateu, solte – melhor a precaução do que o mal estar. Sendo confiável e confiando nos seus parceiros e treinadores, o ambiente se torna mais seguro e agradável. Se você não está se divertindo, nada mais faz sentido. Jiu-Jitsu é para o resto da vida, cada etapa é muito boa, é o melhor vício que você pode adquirir!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/leia-a-graciemag-e-aprenda-10-dicas-de-jiu-jitsu-para-iniciantes/">Leia GRACIEMAG e aprenda dicas de Jiu-Jitsu para iniciantes</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>As lições de Bibiano Fernandes para chegar longe no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 May 2022 16:19:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A edição #281 de GRACIEMAG traz alguns acepipes para o leitor com fome de Jiu-Jitsu. No Plano de Aula, Nika Schwinden detalhe sete técnicas essenciais de defesa pessoal para mulheres. No Bate-Pronto, o astro em ascensão Fabricio Andrey conta como fez para vencer seu primeiro ouro mundial na faixa-preta, em 2021. A edição ainda oferece&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-236966 aligncenter" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/capa-bibiano-510x657-1.jpg" alt="" width="510" height="657" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/capa-bibiano-510x657-1.jpg 510w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/capa-bibiano-510x657-1-233x300.jpg 233w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/capa-bibiano-510x657-1-116x150.jpg 116w" sizes="auto, (max-width: 510px) 100vw, 510px" /></p>
<p>A edição #281 de GRACIEMAG traz alguns acepipes para o leitor com fome de Jiu-Jitsu. No Plano de Aula, Nika Schwinden detalhe sete técnicas essenciais de defesa pessoal para mulheres. No Bate-Pronto, o astro em ascensão Fabricio Andrey conta como fez para vencer seu primeiro ouro mundial na faixa-preta, em 2021. A edição ainda oferece as melhores dicas de treinos físicos e mentais de campeões mundiais como Felipe Preguiça, Gabi Pessanha e Leandro Lo, além dos diários perdidos de Anthony Bourdain no Jiu-Jitsu.</p>
<p>Entre os destaques, o craque faixa-preta e <a href="https://www.instagram.com/bibianofernandes/" target="_blank" rel="noopener">tri mundial Bibiano Fernandes</a> distribui suas mais úteis lições de vida e de Jiu-Jitsu para você chegar mais longe no esporte.</p>
<p>Em entrevistão, o lutador amazonense que agora se torna empresário e organizador de eventos conta como sua mente funciona durante uma luta de pano:</p>
<p>&#8220;Primeiro de tudo, gosto do Jiu-Jitsu clássico, sem muita lapela. Detesto que o duelo fique travado&#8221;, assinalou Bibiano, que hoje ensina Jiu-Jitsu no Canadá. &#8220;Prezo muito que a luta se desenvolva. Não só para mim, mas como para o meu adversário também. Tenho certo horror de luta amarrada, que cansa o público. Já fui torcedor, né? Se meu oponente é muito forte e dono de um jogo estável, cheio de pressão, a minha agilidade é um grande trunfo. Eu gosto de treinar muito explosão, para na hora da luta não faltar o arranque e a velocidade como elementos surpresas. O seu rival pode ter um ótimo plano traçado, mas se você o surpreender, você o abala, já começa a furar o casco dele. Agora, explodir não significa se afobar e ceder uma posição feito maluco. É preciso preparo físico, paciência, experiência, para você saber raspar ou quedar o cara quando a oportunidade surgir, quando você sentir que o cara está leve ou vulnerável. Saber perceber o momento certo de contra-atacar é a mágica do negócio. Eu sou um cara estratégico, mesmo muito confiante, rápido e explosivo&#8221;.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Bibiano Fernandes VS Jeff Glover / Pan Championship 2007" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/mcvgXyPKRE0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Bibi também relembrou a maior porrada que tomou da vida, em momento emocionante da conversa com nossa equipe:</p>
<p>&#8220;Meu irmão, eu tinha 7 para 8 anos. Perder a minha mãe foi uma dor tão grande que lembro até hoje aquele dia nos mínimos detalhes. Chegou uma ambulância lá na rua, e em vez de tocar lá em casa eles bateram na porta da vizinha. E na mesma hora eu senti que minha mãe tinha partido. Eu ouvi o nome da dona Raimunda, e foi um choque. Como a ambulância ia aparecer vazia? Só podia ser isso. Até hoje eu não consigo chorar por quase nada. Ficou uma coisa travada dentro do meu peito. A vida então foi dura comigo desde sempre, e isso me fez criar uma casca. Na minha trajetória, eu sempre paro, analiso, encaro qualquer obstáculo com serenidade, pois sei o valor de perder o que era mais importante para mim.&#8221;</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener">Leia esta e outras pautas do nosso acervo digital, assinando GRACIEMAG. Só clicar aqui e conferir.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-licoes-de-bibiano-fernandes-para-chegar-longe-no-jiu-jitsu/">As lições de Bibiano Fernandes para chegar longe no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como passar a guarda 50/50, com o monstro Lucas Lepri</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Feb 2022 11:00:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Hexacampeão mundial no peso leve – fora o fechamento em 2015 com Michael Langhi – e duas vezes vice até 77kg no ADCC, o fenomenal Lucas Lepri é famoso por um jogo bonito, agressivo e eficiente. Há alguns anos, durante ensaio fotográfico para GRACIEMAG, o mineirinho aproveitou a visita na Alliance Rio para ensinar um&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Hexacampeão mundial no peso leve – fora o fechamento em 2015 com Michael Langhi – e duas vezes vice até 77kg no ADCC, o fenomenal Lucas Lepri é famoso por um jogo bonito, agressivo e eficiente.</p>
<p>Há alguns anos, durante ensaio fotográfico para GRACIEMAG, o mineirinho aproveitou a visita na Alliance Rio para ensinar um detalhe importante para os passadores incomodados com a guarda 50/50.</p>
<p>Repare como o colecionador de ouros empurra as pernas do colega Victor Genovesi e aproveita o balanço para passar com suavidade. Confira a técnica no vídeo e estude mais este antídoto para seu jogo. Oss!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Aprenda como passar a guarda 50/50 no Jiu-Jitsu, por Lucas Lepri" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/fQOHKzxXvFM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/video-aprenda-como-passar-a-guarda-5050-no-jiu-jitsu-por-lucas-lepri/">Como passar a guarda 50/50, com o monstro Lucas Lepri</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O Jiu-Jitsu nas internas: grande mestre Helio Gracie, a barba e a fotografia</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Jan 2022 09:16:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Para lembrar a clássica seção &#8220;Nas Internas&#8221; de GRACIEMAG, resgatamos aqui uma história que exibe uma faceta menos famosa do estudioso e valente Helio Gracie (1913–2009): seu lado gozador. Segue o causo, relembrado pelo faixa-preta Geraldo Costa, o popular Kid Peligro: &#8220;Pride Dynamite em 2002. O primeiro confere entre Royce Gracie e o judoca Hidehiko&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_171858" style="width: 933px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-171858" class="size-full wp-image-171858" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/Helio-Gracie-com-Geraldo-Kid-Peligro-no-Japao-em-2002.jpg" alt="Helio Gracie com Geraldo Kid Peligro no Japao em 2002" width="923" height="643" /><p id="caption-attachment-171858" class="wp-caption-text">Helio Gracie no Japão antes do Pride 2002, com Rolker, Kid Peligro, Royler, Royce e Robin Gracie. Foto: Arquivos Kid Peligro</p></div>
<p>Para lembrar a clássica seção &#8220;Nas Internas&#8221; de GRACIEMAG, resgatamos aqui uma história que exibe uma faceta menos famosa do estudioso e valente Helio Gracie (1913–2009): seu lado gozador.</p>
<p>Segue o causo, relembrado pelo faixa-preta Geraldo Costa, o popular Kid Peligro:</p>
<p>&#8220;Pride Dynamite em 2002. O primeiro confere entre Royce Gracie e o judoca <a title="Hidehiko Yoshida no GRACIEMAG" href="https://www.graciemag.com/pt/2010/04/astro-japones-se-despede-dos-ringues/" target="_blank" rel="noopener">Hidehiko Yoshida</a>, medalhista de ouro nas Olímpiadas de Barcelona-1992. Como a gente treinava todos os dias numa academia em Tóquio, certa vez pedi para os irmãos para registrar uma foto minha com eles reunidos com o grande mestre. Formamos para a fotografia, até que o grande mestre olhou para mim, do lado dele, e disparou:  – Ninguém com barba do meu lado na foto!</p>
<p>&#8220;Todos explodiram numa risada, e o Royler prontamente ficou entre mim e o grande mestre. Mas era só zombaria do professor, afinal tenho diversas outras fotos no tatame, de barba, ao lado do mestre Helio. Sei que todos riram à beça, e fui zoado pelos irmãos pelo resto da viagem por conta disso. Saudoso mestre Helio! Bons tempos&#8221;.</p>
<p>Para ler histórias nostálgicas e outros bastidores do Jiu-Jitsu, não vacile. Assine <a title="Assine GRACIEMAG revista de Jiu-Jitsu" href="http://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener">GRACIEMAG, aqui.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-jiu-jitsu-nas-internas-grande-mestre-helio-gracie-a-barba-e-a-fotografia/">O Jiu-Jitsu nas internas: grande mestre Helio Gracie, a barba e a fotografia</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Entrevista exclusiva: Buchecha analisa 1° passo no MMA</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Nov 2021 16:25:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Homem na capa da GRACIEMAG #280, Marcus Buchecha buscou novos caminhos no esporte. Depois de conquistar trezes títulos no Mundial da IBJJF, dois títulos no ADCC e inúmeras outras vitórias na luta agarrada, Buchecha migrou para o MMA, e sua estreia vitoriosa trouxe lições valiosas para o nosso leitor. Após trocar o kimono pelas luvinhas,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_235614" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235614" class="size-full wp-image-235614" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Screenshot_20211117-130057_2.png" alt="" width="720" height="720" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Screenshot_20211117-130057_2.png 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Screenshot_20211117-130057_2-300x300.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Screenshot_20211117-130057_2-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-235614" class="wp-caption-text">A estréia de Buchecha. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Homem na capa da <a href="https://www.graciemag.com/2021/11/17/graciemag-280-o-atropelo-de-buchecha/" target="_blank" rel="noopener">GRACIEMAG #280</a>, Marcus Buchecha buscou novos caminhos no esporte. Depois de conquistar trezes títulos no Mundial da IBJJF, dois títulos no ADCC e inúmeras outras vitórias na luta agarrada, <a href="https://www.instagram.com/marcusbuchecha">Buchecha</a> migrou para o MMA, e sua estreia vitoriosa trouxe lições valiosas para o nosso leitor.</p>
<p>Após trocar o kimono pelas luvinhas, Buchecha conversou com GRACIEMAG e falou sobre seu início no MMA, seus treinos na American Top Team e a luta contra Anderson “Braddock” Silva no One Championship, duelo que foi capa da nossa edição #280. Confira nas linhas abaixo!</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Você comentou que se sentiu um faixa-branca no início (dos treinamentos), que perdia posição nas costas e outros deslizes que não eram comuns. Como fez para transformar essa angústia em motivação para evoluir?</strong></p>
<p>MARCUS BUCHECHA: Foi bem frustrante no começo. No Jiu-Jitsu, quando eu alcançava as costas, raramente perdia, é uma das minhas posições mais fortes. Já no MMA, como estou treinando com caras muito bons e experientes, eles defendem muito bem essa posição e fui forçado a mudar a minha abordagem. Apesar dessa frustração, tinha consciência de que, por serem esportes diferentes, não havia como transferir toda a minha experiência do Jiu-Jitsu pro MMA. Entendi que se tratava de um novo começo e essa compreensão me ajudou a manter a calma durante os meus primeiros passos nas artes marciais mistas. Já aprendi e melhorei muito, mas sigo evoluindo todos os dias. A transição foi um processo difícil, mas muito bom.</p>
<div id="attachment_235609" style="width: 582px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235609" class="size-full wp-image-235609" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Capa-1.png" alt="" width="572" height="729" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Capa-1.png 572w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Capa-1-235x300.png 235w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Capa-1-118x150.png 118w" sizes="auto, (max-width: 572px) 100vw, 572px" /><p id="caption-attachment-235609" class="wp-caption-text">Buchecha na capa da GRACIEMAG #280. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Qual foi o ensinamento chave que fez seu jogo encaixar novamente?</strong></p>
<p>Por ainda ser praticamente um novato no esporte, acho difícil apontar um ensinamento específico. O que sinto que realmente fez a diferença foi estar ao lado de pessoas que têm o mesmo objetivo que eu. Esse foi um ponto que ajudou muito durante minha carreira no Jiu-Jitsu, meus colegas da Checkmat sempre almejaram ser campeões mundiais e isso contribuía na hora do treino. Hoje, na American Top Team, o clima é o mesmo e, além disso, estou treinando bastante. No Jiu-Jitsu, por ser mais experiente, conseguia treinar um pouco menos porque já sabia como e o que treinar. No MMA é diferente, voltei a treinar pesado duas vezes por dia. Estou acumulando bastante tempo de tatame para me adaptar ao esporte.</p>
<p><strong>O que chama sua atenção nos treinos na American Top Team?</strong></p>
<p>Lá na ATT, encontrei um monte de pesos pesados treinando juntos ao mesmo tempo, coisa rara. Vi que era o local certo para mim. Só feras, caras como o Marcelo Golm, Marcos Rogério “Pezão”, Said Sowa, Jairzinho Rosentruik e o Cara de Sapato, entre outros amigos. Não vejo a hora de continuar a aprender com eles, com o Katel, o Léo Vieira, Steve Mocco no wrestling e meu preparador Diego Lacerda. O Conan Silveira, o treinador-chefe da ATT cuida bem de tudo.</p>
<p><strong>Na luta contra Anderson “Braddock”, o plano inicial era o norte-sul e joelhadas?</strong></p>
<p>Na verdade, não. Meu objetivo era usar o Jiu-Jitsu, que é a minha arma mais forte. Quando estava na montada, senti que ele estava muito forte, me impedindo de bater ou criar distância suficiente para tentar uma finalização. Diante daquela situação, escolhi a posição norte-sul porque vi que seria mais difícil para ele me segurar. Eu não queria levar aquela luta para o segundo round pois estaria em risco, então recorri a essa estratégia para garantir a vitória.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/entrevista-exclusiva-marcus-buchecha-analisa-1-passo-no-mma/">Entrevista exclusiva: Buchecha analisa 1° passo no MMA</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>GRACIEMAG #280: O atropelo de Buchecha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Nov 2021 15:27:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A GRACIEMAG #280 já está disponível em sua versão digital e em breve vai começar a chegar pelos correios a casa dos nossos assinantes. Para conferir tudo o que a revista de Jiu-Jitsu mais lida do mundo traz este mês, CLIQUE AQUI ou acesse www.graciemagshop.com.br e confirme sua assinatura. Oss! Boa leitura e bons treinos!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A GRACIEMAG #280 já está disponível em sua versão digital e em breve vai começar a chegar pelos correios a casa dos nossos assinantes.</p>
<p><strong>Para conferir tudo o que a revista de Jiu-Jitsu mais lida do mundo traz este mês, </strong><strong><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">CLIQUE AQUI ou acesse www.graciemagshop.com.br</a> e confirme sua assinatura. Oss!</strong></p>
<p>Boa leitura e bons treinos!</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-235609" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Capa-1.png" alt="" width="572" height="729" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Capa-1.png 572w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Capa-1-235x300.png 235w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Capa-1-118x150.png 118w" sizes="auto, (max-width: 572px) 100vw, 572px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-235591" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Bate-pronto.png" alt="" width="858" height="552" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Bate-pronto.png 858w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Bate-pronto-300x193.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Bate-pronto-768x494.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Bate-pronto-150x97.png 150w" sizes="auto, (max-width: 858px) 100vw, 858px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-235593" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Intro.png" alt="" width="857" height="544" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Intro.png 857w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Intro-300x190.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Intro-768x488.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Intro-150x95.png 150w" sizes="auto, (max-width: 857px) 100vw, 857px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-235595" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Intro-Pagina-Branca.png" alt="" width="858" height="554" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Intro-Pagina-Branca.png 858w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Intro-Pagina-Branca-300x194.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Intro-Pagina-Branca-768x496.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Intro-Pagina-Branca-150x97.png 150w" sizes="auto, (max-width: 858px) 100vw, 858px" /></p>
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<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/graciemag-280-o-atropelo-de-buchecha/">GRACIEMAG #280: O atropelo de Buchecha</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>TBT: O legado de Muhammad Ali e a enciclopédia perdida</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2021 14:42:41 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_234248" style="width: 2570px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234248" class="size-full wp-image-234248" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1872" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-scaled.jpg 2560w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-300x219.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-1024x749.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-768x562.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-1536x1123.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-2048x1497.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-150x110.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><p id="caption-attachment-234248" class="wp-caption-text">Foto: Reprodução</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #279. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>O jornalista <a href="https://www.instagram.com/eduardoohata/">Eduardo Ohata</a>, especializado em boxe e MMA, relembrou na “Folha de São Paulo” um episódio curioso que viveu com o mitológico <a href="https://www.instagram.com/muhammadali/">Muhammad Ali</a> (1942-2016). O artigo de Ohata celebrou o legado do campeão mundial e olímpico dos pesos pesados, falecido há cinco anos, em 3 de junho de 2016.</p>
<p>Era o ano 2000 e o repórter foi cobrir a luta entre Oscar de la Hoya e Shane Mosley, no Staples Center de Los Angeles. Deu de cara com Muhammad Ali, cercado por sua família nas primeiras filas. “Comecei a me aproximar para pedir autógrafo numa luva de boxe, mas fui barrado por uma das filhas. Não escondi meu desapontamento e começava a me afastar, quando Ali fez um gesto com a mão. Olhei para sua filha, que, desta vez, abriu caminho. Ali pôs a mão no bolso, retirou uma espécie de ‘santinho’ islâmico e o entregou para mim; ao examiná-lo, vi que estava autografado. Ali me encarou muito de perto e fixamente, por cerca de 15 segundos, e esboçou um sorriso. Não tive outra reação a não ser ficar boquiaberto.”</p>
<p>Ohata então guardou seu pequeno tesouro dentro de uma enciclopédia, na casa dos pais em São Paulo. Parecia o mais seguro dos locais. Até que um dia… Eduardo foi visitar a mãe e descobriu que, sem imaginar o que continha, ela havia doado a enciclopédia. O repórter ficou primeiramente desolado, depois furibundo. Mas refletiu: “O que Ali teria feito?”. Conectado a uma paz interior e uma força mental dos mais notáveis campeões, Ohata surpreendeu com sua reação: “Decidi nada dizer, evitar discussões e não deixar aborrecida quem tanto já havia feito (e faz) por mim.” E guardou a história para ele até este ano, quando a contou no jornal.</p>
<p>Ali, o nocauteador que “flutuava como uma borboleta e ferroava como uma abelha”, marcou não apenas admiradores no Brasil, mas também alguns de seus mais temidos rivais:</p>
<p>“Ele foi o maior boxeador, o maior atleta de todos os tempos?”, questionou <a href="https://www.instagram.com/biggeorgeforeman/">George Foreman</a>, seu rival no Zaire em 1973, em entrevista a Ohata. “Não, ele foi muito mais. É uma piada reduzir Ali a isso. Ele era muito grande para o limitarmos ao mundo esportivo; pensar assim nos faz subestimar a sua missão. Ali possuía tantas qualidades que faziam da Terra um planeta melhor. Muhammad almejava que o mundo fosse um lugar melhor e acreditava que sua personalidade poderia ajudar nisso. Infelizmente, o mundo perdeu o significado de sua mensagem – todos sabem que ele se sacrificou por seus princípios, mas não têm ideia de quais eram.”</p>
<p>O legado de Ali, como lembra o colega, era de tolerância, não de divisão. “Alguns dos melhores momentos da minha vida foram quando estive com o campeão, a melhor pessoa que conheci. Ele nos mantinha sorridentes. Qualquer um pode ser um grande atleta ou um grande boxeador; mas seria preciso um milagre para surgir um novo Muhammad Ali”, concluiu Foreman.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/tbt-o-legado-de-muhammad-ali-e-a-enciclopedia-perdida/">TBT: O legado de Muhammad Ali e a enciclopédia perdida</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A arte de dar a volta por cima, com o campeão Michael Jordan</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 14:07:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #274. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Num dos muitos momentos emocionantes da série “Arremesso final” (“The Last Dance”, no original da Netflix), o espectador depara-se com o supercampeão Michael Jordan chorando&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_233983" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233983" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan.jpg" alt="" width="1200" height="675" class="size-full wp-image-233983" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan.jpg 1200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-300x169.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-1024x576.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-768x432.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><p id="caption-attachment-233983" class="wp-caption-text">Por que grandes ícones do UFC não conseguem reconquistar seus títulos ou dar a tão famosa “volta por cima”? Documentário campeão de audiência com Michael Jordan pode oferecer as pistas. Foto: Reprodução</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #274. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Num dos muitos momentos emocionantes da série “Arremesso final” (“The Last Dance”, no original da Netflix), o espectador depara-se com o supercampeão Michael Jordan chorando copiosamente no chão do vestiário. Era o ano de 1996, e o Chicago Bulls acabara de conquistar seu quarto título da NBA.</p>
<p>Cerca de dois anos antes, Jordan sentira que não tinha mais o que provar após o tricampeonato consecutivo da NBA (1991/92/93). Estava cansado da perseguição da mídia e muito abalado pelo assassinato de seu pai. Por isso, havia decidido se aposentar, procurar novos desafios, jogar beisebol. Contudo, como manter um dos atletas mais competitivos e obcecados de todos os esportes no sofá, a assistir em casa outros times e novos jogadores serem coroados, enquanto ainda tinha talento incomparável e vigor físico suficiente para superá-los?</p>
<p>Michael não conseguiu se conter e voltou à NBA no fim da temporada 1994-95. Sentiu a falta de ritmo de jogo, a dificuldade de entrosamento com o novo elenco e a diferença da preparação física do basquete para a que vinha fazendo no beisebol. Os Bulls foram derrotados nos playoffs pelo Orlando Magic e muitos já diziam que a Era Jordan já havia passado. Subestimaram a incomparável capacidade de motivação e dedicação do maior de todos os tempos.</p>
<p>Jordan iniciou sua preparação no dia seguinte à eliminação, treinou obsessivamente por três períodos diários, dedicou-se ao que determinavam seus técnicos e cobrou o mesmo comprometimento dos colegas de equipe. Daí nasceu um time espetacular, por anos o recordista de mais vitórias numa só temporada da NBA (72, com apenas dez derrotas), com Michael eleito o jogador do ano e o Chicago Bulls conquistando o quarto campeonato. O título veio justamente no Dia dos Pais, dando um significado ainda maior para Jordan, que havia parado justamente após a perda de seu genitor. Impossível não se emocionar.</p>
<p>O que possibilita um retorno triunfal como esse após um longo afastamento do esporte? A justificativa mais fácil e impensada para explicar o caso de Michael seria atribuir tudo ao talento inigualável do “Air Jordan”. Então por que grandes ícones do UFC como Anderson Silva e Conor McGregor não conseguiram reconquistar seus títulos? Por que alguns poucos conseguem e tantos falham em empreitadas desse tipo no MMA?</p>
<div id="attachment_233990" style="width: 935px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233990" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture.png" alt="" width="925" height="591" class="size-full wp-image-233990" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture.png 925w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture-300x192.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture-768x491.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture-150x96.png 150w" sizes="auto, (max-width: 925px) 100vw, 925px" /><p id="caption-attachment-233990" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação/Zuffa LLC</p></div>
<p>É lógico que não podemos descartar a habilidade como um fator importante. Ninguém medíocre chega a se tornar um campeão do UFC e se manter por um tempo razoável. E é preciso ainda mais talento e inteligência para compensar o declínio físico que inevitavelmente vem com a idade e a inatividade. Foi graças a um nível técnico elevadíssimo que Dominick Cruz conseguiu recuperar seu cinturão peso-galo em 2016 depois de cerca de cinco anos de inatividade em razão de lesões gravíssimas nos joelhos.</p>
<p>Todavia, se talento e dominância garantissem grandes retornos, Anderson Silva, o maior gênio da história do MMA, teria conseguido voltar a reinar. Não foi o que ocorreu. Após sua fatídica derrota e a impressionante lesão sofrida contra Chris Weidman, Anderson nunca mais foi o mesmo. Não existe “perda de talento”. Não era tampouco a idade apenas que começava a afetá-lo. Faltava a motivação.</p>
<p>Como visto acima, Michael Jordan soube transformar a tragédia da morte do pai e a desconfiança da imprensa em motivação. Aliás, Jordan era um mestre em se automotivar. Bastava que alguém o provocasse, que um colunista na imprensa duvidasse dele ou mesmo que um oponente se destacasse, para que Michael usasse isso como razão pela qual precisava treinar o triplo e vencer. Ele se desafiava a provar para todos e para si mesmo que ainda era o melhor, que ainda podia vencer qualquer um. E assim o fazia.</p>
<p>No MMA, quem mais soube se motivar e retornar em triunfo foi Randy Couture. Cinco vezes campeão do UFC, o “Natural” já não era jovem quando começou a lutar MMA. Na estreia no UFC, tinha 33 anos. Durante toda a carreira, conviveu com constantes questionamentos da imprensa e de parte do público. Toda vez que ia enfrentar algum lutador mais jovem como Vítor Belfort (“Fenômeno” então com apenas 20 anos de idade), com mais recursos como Pedro Rizzo ou mais rápido como Chuck Liddell, Randy Couture era visto como carta fora do baralho. Isso o motivava a surpreender, a calar os críticos, a nunca parar. A cada luta em que era tido como azarão, ele sempre parecia querer mais a vitória do que os rivais.</p>
<p>Seu último retorno ao trono foi o mais sensacional e emblemático. Com 43 anos e vindo de mais de um ano de inatividade, Randy enfrentou o bem mais alto, mais jovem e nocauteador Tim Sylvia. A imprensa previa uma derrota constrangedora para o “coroa”, naquele UFC 68. Couture transformou essas críticas pesadas e a desconfiança em combustível para uma chama que parecia inesgotável. Durante cinco rounds, Randy foi uma locomotiva. Com labaredas saindo de seus olhos, derrubou seguidamente Sylvia e usou um jogo de wrestling extremamente desgastante para miná-lo. Couture era quem parecia ser o jovem ali. Após ter seu braço levantado por decisão unânime, o ídolo americano sorriu e declarou: “Nada mal para um cara velho! ”</p>
<p>A série “Arremesso final” comprova que só talento e vontade não são suficientes se não houver dedicação. Jordan era extremamente disciplinado e treinava mais do que qualquer um no time. Não é fácil manter essa rotina quando já se alcançou as maiores honrarias de seu esporte. É preciso uma combinação de autoconhecimento, determinação e engajamento. Aquele velho adágio de que não basta a inspiração sem a transpiração. Quando tratamos de UFC, nenhum campeão representa melhor essa dedicação do que Georges St-Pierre.</p>
<p>Durante toda sua gloriosa carreira no peso meio-médio, o faixa-preta canadense sempre buscou treinar, aprimorar-se, preencher lacunas, desenvolver novas habilidades. Procurava os melhores treinadores no mundo em áreas onde precisava desenvolver habilidades específicas. Pupilo da lenda Freddie Roach no boxe e faixa-preta do professor Bruno Fernandes na GB Montreal, St-Pierre já foi a Londres aprender algumas técnicas da arte suave com Roger Gracie, foi à Tailândia aprimorar muay thai, treinou wrestling com a equipe do Canadá, fez treinos de força e flexibilidade com equipes de ginástica olímpica. A cada luta, esse empenho constante de St-Pierre gerava algo novo para dificultar a vida de seus adversários.</p>
<p>Ao se aposentar após sua nona defesa consecutiva do cinturão meio-médio, Georges continuou se mantendo em forma. Quatro anos depois, motivado por se tornar campeão de mais uma categoria e enfrentar outro veterano do esporte, GSP aceitou disputar o cinturão peso médio contra Michael Bisping, no UFC 217. Para isso, voltou a se dedicar com afinco único e profissional aos treinamentos. Era preciso ganhar mais musculatura e, ainda assim, continuar ágil para poder ganhar de um oponente maior e naturalmente mais pesado.</p>
<p>A disciplina do canadense o levou a praticamente morar na academia e mudar sua preparação para dar mais ênfase em finalizações e em poder de nocaute. Árdua dedicação que trouxe dividendos. Durante os dois primeiros minutos da luta no Madison Square Garden, St-Pierre ainda recebia muitos golpes, mas gradativamente se adaptava à nova dinâmica e conseguia encaixar o que havia treinado. Até que, no terceiro round, quando se esperava que os anos de aposentadoria cobrariam o preço de um atleta menos comprometido, GSP cresceu na luta, acertou um potente cruzado de esquerda, seguiu com socos no chão até pegar as costas de Bisping e finalizá-lo no mata-leão. Tudo que treinara à exaustão fora devidamente aplicado e Georges St-Pierre era novamente campeão do UFC.</p>
<p>Deveríamos nos inspirar nos exemplos desses retornos gloriosos para superarmos os desafios que a vida nos traz, amigo leitor. Não é preciso ser um Michael Jordan ou um Georges St-Pierre. Todos temos nossas próprias habilidades, limitações e dificuldades. Se soubermos combinar nossos talentos com muita motivação e dedicação, haveremos de triunfar.</p>
<div id="attachment_233992" style="width: 995px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233992" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva.png" alt="" width="985" height="649" class="size-full wp-image-233992" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva.png 985w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva-300x198.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva-768x506.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva-150x99.png 150w" sizes="auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px" /><p id="caption-attachment-233992" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação/Zuffa LLC</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-arte-de-dar-a-volta-por-cima-com-o-campeao-michael-jordan/">A arte de dar a volta por cima, com o campeão Michael Jordan</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Roberto Godoi relembra percalços e vitórias no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2021 15:00:11 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_207940" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-207940" class="size-full wp-image-207940" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><p id="caption-attachment-207940" class="wp-caption-text">Godoi em foto marcante de Luca Atalla para o Gallerr.com</p></div>
<p>Professor respeitado e competidor ferrenho, com incontáveis títulos no Brasil e no exterior, Roberto Godoi já acumula mais de três décadas de compromisso firme com o Jiu-Jitsu. A estrada foi longa e cheia de desafios, mas o professor, que sempre gostou de se testar, perdurou no decorrer dos anos e construiu sua imagem em paralelo à equipe G13BJJ, time que lidera.</p>
<p>Nós conversamos com Godoi para a edição número #261 da GRACIEMAG, no ano em que completou seu trigésimo aniversário no Jiu-Jitsu, e o papo revisitou grandes momentos da trajetória do professor, desde seu primeiro contato com o esporte, a primeira academia, até chegar na análise de seus muitos anos de faixa-preta, com dicas valiosas para você percorrer com sucesso o caminho de aprendizado constante da arte suave.</p>
<p>Confira a conversa a seguir e aprenda com Roberto Godoi!</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #251. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p><strong>GRACIEMAG: Primeira pergunta, antes que esqueçamos: como surgiu seu clássico apelido, “Jason”?</strong></p>
<p><strong>ROBERTO GODOI:</strong> (Risos). Boa. O apelido nasceu na academia do Waldomiro Perez, o Junior. Eu era um dos treinos mais duros na academia e quase sempre estava de kimono sujo e com um rasgo ou outro. Desde novo, eu também nunca tive muito cabelo, e isso tudo coincidiu com o sucesso dos filmes da série “Sexta-feira 13”. Quando o Junior ia separar os treinos, ele mandava: “Vai lá, você treina com o Jason, vai!”. Mas quem realmente fez o apelido pegar e eu assumi-lo, foi um grande amigo nosso, que desenvolveu meu primeiro patch para o kimono; quando eu vi, era um boneco do Jason de máscara e kimono! A molecada mais jovem sempre se amarrou, mas eu mesmo nunca liguei muito.</p>
<p><strong>Este ano você completa 30 anos de Jiu-Jitsu, 21 já como faixa-preta. O que viveu de mais memorável nestes anos todos?</strong></p>
<p>Exato, fui promovido faixa-preta no fim de 1996, e há 21 anos trago ela com muito orgulho em minha cintura. Em 1997 lembro com carinho das minhas primeiras lutas como faixa-preta, no Pan do Havaí da IBJJF. No Mundial de Jiu-Jitsu, belisquei um terceiro lugar no Tijuca Tênis Clube, foi um momento único. Vivíamos verdadeiras aventuras, com caravanas de carro saindo de São Paulo, batidas na serra das Araras, o sofrimento das pesagens no dia anterior… Lembro de ter ficado correndo três horas em volta do ginásio e ainda ter de pesar nu para bater o peso e poder lutar. Ficávamos num hotelzinho de quinta categoria, amontoados, entrávamos furtivamente na madrugada para os gerentes não perceberem. São histórias que hoje o pessoal mal acredita.</p>
<p><strong>São três décadas praticamente sem parar de competir. Como acha que essa constância nos campeonatos o ajuda, como professor e como cidadão?</strong></p>
<p>Com 43 anos, meu corpo cobra hoje as diversas lesões que tive no decorrer desse tempo, e com isso vêm algumas limitações, mas não será isso que vai me parar, pelo menos não agora! Tenho paixão por aquele sentimento de pisar no tatame, de me testar, de ouvir os caras falando que fulano está na minha categoria e que ele está treinado para ganhar. São esses sentimentos que mantêm acesa dentro de mim aquela chama de criança, a vontade de treinar similar a de quando comecei no esporte. Competir também me torna um profissional melhor a cada dia – a busca não está em provar nada a ninguém, e sim perseguir a evolução contínua e o equilíbrio do meu Jiu-Jitsu, sem falar no aprimoramento do nosso grupo como um todo.</p>
<p><strong>É aquela frase do Rickson Gracie, o estudo e o aprendizado não terminam nunca…</strong></p>
<p>Sim, pois o Jiu-Jitsu evolui e se moderniza a cada ano. Eu sei que tenho muita coisa a aprender e melhorar; com isso, competir e treinar com meus alunos diariamente me obrigam a ficar atualizado com o que há de mais atual na nossa arte. Além do mais, os campeonatos são ótimos para rever amigos, dar risadas, ampliar nossa rede de contatos, entre tantos outros benefícios para um professor.</p>
<p><strong>Como você começou a treinar Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>O Jiu-Jitsu entrou na minha vida por acaso. Eu estava num colégio que volta e meia tinha confusão na saída, e na minha turma havia um argentino bom de briga. Um dia, esse camarada foi passar um fim de ano no Rio de Janeiro e voltou em choque. Ele me chamou e disse: “Se você não quiser apanhar de mais ninguém na vida, você tem de aprender o que vi no Rio!”. O argentino tinha visitado uma academia Gracie e contou que tinha sido retorcido de tudo que é jeito: “Dino (era meu apelido), o que você precisa fazer é isso, chama Jiu-Jitsu!”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-234036" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram-300x184.jpg" alt="" width="875" height="537" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram-300x184.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram-1024x628.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram-768x471.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram-150x92.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram.jpg 1073w" sizes="auto, (max-width: 875px) 100vw, 875px" /></p>
<p><strong>E foi fácil achar uma academia em São Paulo?</strong></p>
<p>Eu fiquei sabendo que o Marcelo Behring, que já era um famoso campeão formado pelo Rickson, havia acabado de chegar em SP em 1988. Parti para lá mas a academia era badalada e os treinos eram caros, eu não tinha condição nenhuma de pagar. Dei sorte pois meu irmão voltou dos EUA e me deu uma jaqueta novinha. Vendi a jaqueta pelo preço de três meses de treinos e comecei. Foi lá que conheci o Waldomiro, que era o braço direito do Marcelo e depois seria meu professor e grande amigo.</p>
<p><strong>Qual foi a luta mais memorável de sua carreira?</strong></p>
<p>Todas tiveram valor, e trouxeram grande aprendizado. Mas não me sinto capaz de resumir num momento, numa conquista pessoal, toda minha trajetória dentro do Jiu-Jitsu. Meu maior feito no esporte sem dúvidas foi o número de pessoas e vidas que pude ajudar a melhorar, não só os que treinaram comigo mas seus familiares e pessoas em torno também.</p>
<p><strong>Ainda se lembra de sua primeira academia?</strong></p>
<p>Eu ainda era faixa-roxa, em 1992, quando junto com um amigo decidi montar a primeira academia que tive, nos fundos da minha casa. Lá era pequeno, tinha espaço para cerca de 15 alunos por turma, e no primeiro mês já tínhamos 30 alunos treinando – e uns dez esperando vaga. Hoje nossa escola G13BJJ vem se estruturando cada dia mais a nível de empresa, e buscar dar todo o suporte e o retorno aos seus alunos e professores franqueados. A estrutura é inimaginável, olhando para aquela academia nos fundos de casa. Nossa preocupação hoje é cuidar para que a G13BJJ seja vista e reconhecida como uma &#8220;escola de artes marciais”, e nosso papel cada vez mais é de bons educadores.</p>
<p>Ensinamos tanto aos alunos que pensam em competir quanto aos que sonham em empreender e saber lecionar e gerir seu próprio negócio um dia. Hoje somos mais de 7 mil alunos em 71 unidades, sendo 55 unidades no Brasil, entre São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Bahia e Santa Catarina. Fora do Brasil são cinco nos EUA e uma na Austrália.</p>
<p><strong>Que dicas você daria para ter sucesso no Jiu-Jitsu e chegar à faixa-preta?</strong></p>
<p>Difícil resumir em poucas dicas, porque são muitas variáveis envolvidas. Mas eu diria que a número um é a disciplina, para treinar constantemente e não desistir; a segunda é a saúde – para sua máquina funcionar bem, cuide de seu corpo; e a terceira é a autoconfiança: acredite em você, e não deixe nada ou ninguém falar que você não pode ou não é capaz!</p>
<p><strong>Esforço sempre vai vencer o talento, no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Eu estou certo que talento sem disciplina e muito esforço não nos leva a lugar nenhum. Desde criança eu gosto de lutar, mas sempre fui mais aguerrido e perseverante que um cara talentoso em si. Em várias lutas e campeonatos que venci, obtive sucesso por saber que para ser vitorioso eu precisaria primeiro superar uma carência de talento minha. Hoje certamente sou um cara mais duro hoje por ter esse foco, por saber do que sou feito. Sempre procurei me esforçar mais hoje para a cada dia ser um Godoi melhor do que ontem.</p>
<p><strong>Um dos seus pontos fortes é enfiar a mão na gola, em pé, no chão, já sempre engatilhando um golpe… Como funciona essa sua tática?</strong></p>
<p>É preciso primeiro lembrar que nossa luta começa em pé antes de ir para o chão, por isso é evidente que, seja para quedar, raspar ou chamar na guarda, todas as posições tem seus preparativos e nuances, em especial esses detalhes de pegadas em golas e mangas para poderem acontecer com sucesso. Em pé eu procuro exercer minha pegada dominante de canhoto na gola do oponente, e quando a consigo, ela me abre um bom leque de ataques e posições, detalhes que repasso para todos do nosso time. Mas Jiu-Jitsu nem sempre é o que queremos, e sim o que aparece na hora da luta, então em nossos treinamentos rotineiros na G13, enfocamos tanto nosso jogo forte quanto nosso lado deficiente, para tentarmos cada vez mais equilibrar e elevar nosso jogo.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Roberto Godoi teaches his BJJ signature move: the Godoi Choke" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/iIEJP6YgE_k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Você fez sete lutas de MMA e começou lá atrás, em 1995. O que aprendeu sobre Jiu-Jitsu e sobre si mesmo subindo nesses ringues?</strong></p>
<p>Eram tempos totalmente diferentes, em que era um caminho meio natural migrar e cair para dentro do &#8220;vale-tudo&#8221; em algum momento de sua trajetória, até para buscar essa “validação” de sua faixa. E comigo não foi diferente. Tive diversas lições e aprendizados dentro do vale-tudo e sou grato por cada experiência que hoje soma para a bagagem que possuo, e assim consigo contribuir para realizar os objetivos dos meus atletas, profissionais ou não. Meu sonho é servir de rampa para todos os meus alunos chegarem muito mais longe do que eu.</p>
<p><strong>Você, como muitos professores, passou por uma mudança de imagem que é similar à própria evolução que se deu com o Jiu-Jitsu: antigamente, passava uma imagem de marra; hoje, você se assemelha a um paizão dos alunos, respeitador, cordial com os oponentes… O Jason hoje é de paz?</strong></p>
<p>Sim, trata-se de um amadurecimento natural meu como pessoa, que aconteceu paralelamente à transformação dos valores do Jiu-Jitsu como esporte e estilo de vida no mundo todo. Eu estive à frente de um grupo e fui um “mestre&#8221; muito cedo, e com essa imaturidade tive meus erros, mas também meus acertos. Lá atrás esse era um estereótipo colado na maioria dos lutadores de Jiu-Jitsu, mas sem dúvida alguma hoje sou uma pessoa muito melhor preparada, em todos os sentidos, para ocupar minha posição. Boa parte disso eu devo a meus pais e ao que aprendi no Jiu-Jitsu, por ser essa ferramenta única de equilíbrio emocional e resgate de valores morais que, praticado diariamente, nos molda e aos que nos cercam, para termos um convívio mais harmonioso e conquistarmos uma sociedade melhor.</p>
<p><strong>Em 2001 a Godói-Macaco, que vinha com projeção no circuito esportivo paulista, se separou. Que lições você tirou da separação?</strong></p>
<p>A Godoi-Macaco em seus tempos áureos foi única, e quem viveu aquilo, viveu! Não cuspo no prato em que comi e tenho orgulho de todos que ali passaram, sem desmerecer a tantos outros que batalharam com muito afinco lá atrás em SP, mas fomos um dos principais responsáveis pelo surgimento com relevância do nome Jiu-Jitsu no mapa de SP e do Brasil na época. Ajudamos a construir o Jiu-Jitsu paulista e sempre acreditei em mim, soube do meu papel e valor dentro do time. Isso refletiu na minha autoconfiança e total segurança, que não me fez temer qualquer separação ou reinício do zero que eu precisasse passar. Mas isso é o resumo do Jiu-Jitsu, a arte nos prepara para ser um campeão na vida. Eu apenas foquei no trabalho, sem dar ouvidos a bochichos, porque “os cães ladram e a caravana passa”.</p>
<p><strong>Em dezembro fez dez anos da morte do Ryan. Qual você acha que foi sua importância para o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>A perda do Ryan representou a perda de um grande lutador, era um grande material humano. Mas o Ryan perdeu para ele mesmo. Muitas vezes as maiores batalhas que enfrentamos em nossas vidas não são contra oponentes de rosto ou de corpo físico contra o qual conseguimos atingir fisicamente. Por isso a luta muitas vezes é desigual, e dessa forma não devemos julgar ninguém. Controverso ou não, ele sempre foi um agregador e tido por seus alunos como um líder nato. Sua vinda para SP, independentemente de todos os “causos”, contribuiu sim para o fomento do Jiu-Jitsu em nosso estado e revelou muitos atletas e amigos que tenho para a vida e levam hoje o legado e nome dele pelo mundo.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/roberto-godoi-completa-30-anos-de-jiu-jitsu-e-relembra-os-percalcos-e-vitorias-na-carreira/">Roberto Godoi relembra percalços e vitórias no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>TBT: Nicholas Meregali e seus segredos da guarda no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2021 01:10:52 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_232796" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-31-at-09.15.56.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232796" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-31-at-09.15.56-1024x680.jpeg" alt="" width="650" height="432" class="size-large wp-image-232796" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-31-at-09.15.56-1024x680.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-31-at-09.15.56-300x199.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-31-at-09.15.56-768x510.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-31-at-09.15.56-150x100.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-31-at-09.15.56.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-232796" class="wp-caption-text">Meregali e sua guarda arisca contra Lo no BJJBet. Foto: Carlos Arthur Jr</p></div>
<p>Escalado para a luta principal do BJJBet 2: Who&#8217;s Next, Nicholas Meregali se tornou uma figura consagrada da Alliance, com dois títulos mundiais na faixa-preta e outros ouros nas faixas coloridas. Após a conquista do seu primeiro título mundial, Nicholas papeou com nosso Marcelo Dunlop e revelou um pouco da sua mente vencedora, alicerce do atleta que no dia 1º de agosto enfrentará Felipe Preguiça na luta principal do BJJBet.</p>
<p>Confira a entrevista na íntegra nas linhas abaixo!</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #250. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p><strong>GRACIEMAG: Invulnerável. Esta é uma palavra que você usa muito, para descrever seus objetivos nos treinos. Isto é, você procura ter uma guarda a cada dia menos vulnerável contra todo e qualquer ataque inimigo. É possível para qualquer praticante de Jiu-Jitsu treinar com essa meta em mente?</strong></p>
<p>NICHOLAS MEREGALI: É uma palavra de que gosto muito realmente, “invulnerável”. De fato, meu pensamento em relação ao Jiu-Jitsu é procurar treinar buscando ser o mais impecável o quanto possível. Quando penso em melhorar minha guarda, assim como qualquer aspecto do meu jogo, penso em não deixar nenhuma grande brecha em nenhuma situação. O faixa-preta que se torna um respeitado campeão de Jiu-Jitsu normalmente é aquele que erra o mínimo possível, que corre os riscos com sabedoria. Há outro tipo de lutador, o atleta que erra pouco mas que não se arrisca, mas esse dificilmente vence com regularidade. Acredito que o segredo é buscar ter uma guarda que permite arriscar no ponto certo. Não basta, porém, ser um grande guardeiro se ao passar você é raspado toda hora. Para atingir o ápice em nosso esporte é preciso chegar a esse equilíbrio. Mas eu ainda estou longe do meu ápice, estou buscando essa invulnerabilidade ainda nos mais diversos aspectos, não apenas na guarda mas também nas passagens e no controle de costas.</p>
<p><strong>Ainda durante a faixa-branca ou azul, você treinava diferente? Por exemplo, buscava primeiro aprender a se defender ou a repor, para depois inserir bons ataques no seu arsenal?</strong></p>
<p>Não, nas minhas faixas de base, em especial na branca e azul, eu jamais pensava de modo defensivo. Pelo contrário, eu não pensava em me defender, e sim em atacar primeiro. É que na verdade eu era muito mais passador de guarda do que raspador no início. E até hoje gosto mais de passar do que raspar. Aprendi com meu primeiro professor, Jeferson Adan, que o bom guardeiro é aquele que ataca, que deixa o oponente sempre temeroso de ser raspado e finalizado. É atacando que a gente revela nossa personalidade nos tatames. Foi só na faixa-preta, sinceramente, que comecei a lapidar aspectos mais defensivos do meu jogo de guarda. Até agora não tinha me preocupado muito com isso, queria era finalizar.</p>
<p><strong>Qual é o maior erro que você detecta nos alunos iniciantes em relação à guarda?</strong></p>
<p>Como a guarda é um atributo muito mais complexo do que as passagens, a maioria das falhas se deve mesmo à falta de experiência e tempo de treino. O bom guardeiro vai, aos poucos, aprendendo a encadear uma série de movimentos complexos de mentalizar, como dominar a manga, fazer a pegada na calça, usar bem a alavanca, soltar a pegada e ir para a seguinte etc. Já os conceitos da passagem de guarda acabam sendo mais simples de aprender, porque todo aluno entende mais rapidamente que basta tirar da frente as pernas do oponente e abraçar a cabeça para efetivar a passagem. É preciso então dar tempo ao tempo, fazer repetições. O importante é o aluno novo saber que todos os grandes campeões levaram muito tempo para saber fazer aquilo, assim como eu também levei.</p>
<div id="attachment_202176" style="width: 1510px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-202176" class="size-full wp-image-202176" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/IMG_4297.jpg" alt="" width="1500" height="1180" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/IMG_4297.jpg 1500w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/IMG_4297-300x236.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/IMG_4297-768x604.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/IMG_4297-1024x806.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/IMG_4297-150x118.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /><p id="caption-attachment-202176" class="wp-caption-text">Foto: Beatriz Lina</p></div>
<p><strong>Você aconselharia ao aluno treinar 50 raspagens diferentes ou saber cinco muito bem?</strong></p>
<p>Eu sou um cara que particularmente gosto de treinar tudo, não me limito ao meu jogo de campeonatos. Na academia eu acho importante ser eclético, experimentar o máximo de técnicas, com o máximo de liberdade. Até porque com isso você aprende a arriscar e enfrentar situações que você não controla. E é arriscando nos treinamentos que você aprende a perder o medo do novo. Isso num campeonato é fundamental. Você pode ter um jogo linear no campeonato, usar apenas cinco posições, mas na academia deve tentar aprender 50.</p>
<p><strong>O que um guardeiro perfeccionista como você busca ao treinar?</strong></p>
<p>Eu aprendi com o meu professor, Mário Reis, a usar a minha cabeça como padrão. Então a meta é não deixar que o passador chegue muito próximo da minha cabeça. Se ele chegar perto, estou correndo riscos. “Não deixe ninguém tocar na sua cabeça”, diz o Mário. Gosto também de procurar entender as guardas novas que surgem. Quanto mais me aprofundo nos diferentes tipos de guarda, mais eu mergulho nos conceitos e aprendo sobre como funciona meu corpo, como devo movimentar meu quadril, o poder das pegadas, entre outros detalhes diferentes.</p>
<p><strong>Você uma vez nos disse que não costuma montar estratégias ao lutar. Mas e ao treinar? Você cria objetivos a cada sessão de treino?</strong></p>
<p>É, eu não monto estratégias em campeonatos. O que funciona para mim é deixar minha personalidade aflorar durante a luta. Mas tenho metas ao treinar, que o Mário traça para mim. Cabe a mim buscar durante os rolas decifrar como eu vou atingi-las. No fim das contas, o que faço é me atirar nelas de cabeça. Há treinos em que meu professor me pede para finalizar apenas de um modo, só no triângulo ou então só nas costas. Mas normalmente eu procuro mesmo é treinar solto ao máximo, o que ajuda a libertar minha criatividade. Um campeão, assim como qualquer ser humano, deve buscar agir com sua criatividade no ponto máximo.</p>
<p><strong>Há alguma guarda hoje que esteja defasada no Jiu-Jitsu, na sua visão?</strong></p>
<p>Não, não acho que nenhuma guarda antiga ou moderna esteja defasada. Todas são úteis, de uma forma ou de outra. Existem porém guardas que impedem o desenvolvimento das lutas, mas isso cabe aos árbitros punirem. Por exemplo, acho a guarda de lapela uma técnica válida, mas que possibilita ao lutador não tão técnico envolver o oponente e vencê-lo. Há quem a use para finalizar e raspar, outros podem usá-la apenas para segurar o adversário e ganhar a luta. Mas acredito, também, que quando sentimos uma certa agonia ao enfrentar tais guardas é porque ainda não a dominamos totalmente, é preciso treinar mais contra tais tipos de guarda para decifrá-la.</p>
<p><strong>Quando você joga passando a guarda, qual é a primeira coisa que procura fazer diante do guardeiro, Nicholas?</strong></p>
<p>Gosto muito de passar guarda, e ainda acho que meu instinto mais forte é o de ser um passador. E é o que faço melhor, sem dúvida. Gosto de passar cruzando o joelho, de tourear, de passar emborcando e também de usar o legdrag. Mas sua pergunta depende muito a qual guardeiro estamos nos referindo – se ele gostar de fincar os pés no bíceps, eu procuro deixar uma das minhas mangas distante; se é um cara que curte berimbolo, eu gosto de jogar posturado, quebrando mão em gola e matando o giro… O ideal é ler o oponente o mais rápido possível para se manter sempre à frente na luta e no treino. É isso o que um bom faixa-preta faz, acredito.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/tbt-nicholas-meregali-e-seus-segredos-da-guarda-no-jiu-jitsu/">TBT: Nicholas Meregali e seus segredos da guarda no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>GRACIEMAG #279: Mente de estrategista</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2021 19:02:22 +0000</pubDate>
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