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	<title>retonro | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Jiu-Jitsu e MMA: É preciso saber perder</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Nov 2017 04:49:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Perder dói. Vamos deixar de lado o falso estoicismo e assumirmos uma verdade absoluta: ninguém gosta de perder. Não conheci até hoje nenhum ser iluminado o suficiente para ficar indiferente a uma derrota ou alguém moralmente elevado o suficiente para, imediatamente, acreditar que aquilo ocorreu para o próprio bem. É duro aceitar, mas a realidade&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_205281" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-205281" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/11/lyoto2-1024x682.jpg" alt="" width="650" height="433" class="size-large wp-image-205281" /><p id="caption-attachment-205281" class="wp-caption-text">Lyoto Machida acabou nocauteado no primeiro round por Derek Brunson, no UFC Sâo Paulo. Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC via Getty Images</p></div>
<p>Perder dói. Vamos deixar de lado o falso estoicismo e assumirmos uma verdade absoluta: ninguém gosta de perder. Não conheci até hoje nenhum ser iluminado o suficiente para ficar indiferente a uma derrota ou alguém moralmente elevado o suficiente para, imediatamente, acreditar que aquilo ocorreu para o próprio bem.</p>
<p>É duro aceitar, mas a realidade é que, tanto o esporte quanto a própria vida são feitos de vitórias e derrotas, de bons e maus momentos. O que diferencia realmente as mentes fortes é saber reconhecer essa realidade e se recuperar após uma perda. </p>
<p>Gênios como Michael Jordan, Muhammad Ali e Georges St-Pierre souberam transformar derrotas em aprendizados e em motivação para se recuperarem. Corrigiram falhas, aprimoraram-se e apresentaram algumas das melhores atuações da história do esporte após sofrerem reveses pesados. </p>
<p>Infelizmente, essa não é a regra. Muitos astros conquistam uma autoconfiança tão elevada que a derrota passa a ser algo inconcebível. Quanto melhores eles são e mais vitórias vão acumulando, mais iludem-se de que são invencíveis. Quando essa ilusão é desfeita, perdem sua fundação e despencam em uma queda sem fim. </p>
<p>Autoconfiança é sim algo positivo. É ótimo mentalizar a vitória, acreditar em si mesmo, achar sempre que é possível vencer. Porém, como todo remédio, aconfiança em doses excessivas torna-se um veneno. Grandes lutadores como Anthony Pettis, Anderson Silva e Ronda Rousey apoiaram-se tanto na crença de que eram indestrutíveis que não souberam se recuperar da perda de seus cinturões. </p>
<p>Anthony Pettis tem o apelido de “Showtime”. Um apelido que era digno de suas lutas soltas, inventivas, criativas. Pettis tinha desenvoltura para arriscar desde a invenção do chute “Matrix” (chute com apoio na grade do octógono que aplicou no WEC) até a finalizar Ben Henderson (lutador mais graduado no Jiu-Jitsu e então campeão de UFC) com um armlock clássico de dentro da guarda. Porém, depois de ser pressionado e perder seu título para Rafael dos Anjos, parece que o destemor que o tornava especial esgotou-se. O Showtime acabou e seguiram-se quatro derrotas em cinco lutas, todas com desempenhos pífios. </p>
<p>No caso de Anderson Silva, o impacto do fim da invencibilidade é ainda mais evidente. O Spider é, na minha opinião, o lutador mais fantástico da história do MMA e soube, como ninguém no UFC, explorar a autoconfiança para potencializar seu talento, intimidar seus adversários e proporcionar grandes espetáculos ao público. Anderson baixava a guarda, expunha o rosto para que os oponentes tentassem acertá-lo e apresentava esquivas quase impossíveis. Arriscava porque acreditava piamente que não iria perder. </p>
<p>Contra Chris Weidman, essa rotina foi empregada em excesso e deu errado. Anderson foi nocauteado e perdeu o título que ostentou por quase sete anos. Isso não significa que tudo o que havia feito até então estava errado ou que sua carreira deveria acabar ali. Mas o que vimos daí em diante foi um lutador vacilante, conservador, temeroso. Nas lutas contra Nick Diaz e Michael Bisping, não tenho dúvidas de que o brasileiro tinha tudo para ganhar com direito a “couvert artístico”. Acontece que, sem a confiança necessaria, o que se sucedeu foram combates mornos nos quais Anderson parecia estar com o freio demão puxado.</p>
<p>Por pior que seja a situação de Pettis e Silva, sem dúvida o caso mais acintoso de não saber assimilar a derrota é o de Ronda Rousey. A ex-judoca olímpica foi a grande responsável pela popularização do MMA feminino e chegou a ser a maior estrela do UFC como um todo. Estava invicta e tinha um cartel inacreditável de 12 vitórias, todas por nocaute ou finalização, totalizando meros 25min36s de tempo na soma de todos os seus combates. </p>
<p>Tudo ia maravilhosamente bem até aquele chute. A canela esquerda de Holly Holm no UFC 193, em 2015, tirou muito mais do que o título de Ronda. A primeira derrota tirou toda sua estima, seu equilíbrio psicológico, sua própria identidade. Ronda simplesmente sumiu, engolida pela depressão e autocomiseração. Fugiu da imprensa, abandonou a academia, engordou. Toda aquela confiança que era vista como uma força mostrou-se uma grande fragilidade. Uma tênue máscara que escondia uma mulher instável, frágil, despreparada para lidar com as adversidades da vida. </p>
<p>A volta da ex-campeã no UFC 207  atraiu milhões de espectadores. Rousey estava novamente bela e em forma, aparentemente pronta para recuperar seu cinturão. Todavia, um olhar mais atento revelava que algo não estava certo. </p>
<p>Ronda não participou dos eventos normais de imprensa e promoção da luta. Recusou-se bizarramente a falar após a pesagem. Boatos diziam que ela havia chorado no vestiário após ver-se frente a frente com a soberana campeã Amanda Nunes. Na pesagem, a brasileira estava radiante ao entrar com uma intimidadora máscara de leoa. Já Ronda estava agitada e com um olhar receoso, sem o costumeiro brilho confiante. No momento em que o octógono se fechou no dia 30 de dezembro de 2016, ocorreu um massacre. A atual campeã avançou para cima de Ronda e desferiu 47 golpes para encerrar a luta em 48 segundos. Rousey foi um alvo fixo e não apresentou qualquer perigo à brasileira. Sua mente  não estava lá. Ainda estava presa àquela derrota em novembro de 2015. </p>
<p>Estes tristes exemplos nos mostram que precisamos saber perder se quisermos de fato nos reerguer. O Jiu-Jitsu nos mostra que uma queda é só o começo do combate e que podemos perfeitamente vencer quando estamos por baixo. </p>
<p>Há vários aforismos da sabedoria oriental que pregam a aceitação e compreensão das derrotas como forma de crescimento. Mas, para não ser clichê, lembro os ensinamentos do mais icônico sábio da mitologia cinematográfica, o inesquecível mestre Yoda: “Treine para se desapegar de tudo o que você teme perder”.</p>
<p><strong>* Artigo retirado da revista GRACIEMAG. Assine a versão digital e confira outras matérias como esta direto no seu celular, tablet ou computador.</strong></p>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br/revista-digital" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-203426 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista.jpg" alt="Assine GRACIEMAG já, no seu celular!" width="800" height="428" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista-300x161.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista-768x411.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista-150x80.jpg 150w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/jiu-jitsu-e-mma-e-preciso-saber-perder/">Jiu-Jitsu e MMA: É preciso saber perder</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Roger Gracie e o MMA: &#8220;Não tenho como objetivo voltar ao UFC&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Nov 2014 18:49:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tricampeão mundial absoluto de Jiu-Jitsu, Roger Gracie continua sua saga no MMA. Após atuar no gigante e hoje finito Strikeforce, com uma  passagem pelo UFC, Roger agora trilha seu caminho no One FC com muitas expectativas. Ele, que tem luta marcada para o dia 5 de dezembro contra James McSweeney na 23° edição do One, teve&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19685" style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/10/roger-gracie-x-Kevin-Randleman1.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19685" class="size-full wp-image-19685" alt="Roger aposta no seu Jiu-Jitsu para vencer no One FC. Foto: Esther Lin/Strikeforce" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/10/roger-gracie-x-Kevin-Randleman1.jpg" width="443" height="290" /></a><p id="caption-attachment-19685" class="wp-caption-text">Roger aposta no seu Jiu-Jitsu para vencer no One FC. Foto: Esther Lin/Strikeforce</p></div>
<p>Tricampeão mundial absoluto de Jiu-Jitsu, Roger Gracie continua sua saga no MMA. Após atuar no gigante e hoje finito Strikeforce, com uma  passagem pelo UFC, Roger agora trilha seu caminho no <a href="https://www.graciemag.com/pt/2014/11/roger-gracie-reve-carreira-no-jiu-jitsu-e-pressente-mais-perigo-no-one-fc-agora-vale-tiro-de-meta/" target="_blank">One FC</a> com muitas expectativas.</p>
<p>Ele, que tem luta marcada para o dia 5 de dezembro contra <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/James_McSweeney" target="_blank">James McSweeney</a> na 23° edição do One, teve uma passagem pouco proveitosa no maior evento de MMA do mundo. Em sua única luta, no qual atuou como peso médio, Roger amargou a derrota na decisão dos jurados e foi desligado. Sua nova empreitada no One poderia dar o ritmo certo para voltar ao UFC, mas um retorno está fora dos planos de Rojão:</p>
<p>&#8220;Não tenho como objetivo voltar para o UFC. Acredito que ficarei no One FC até me aposentar&#8221;, disse o campeão.</p>
<p>Confira abaixo a entrevista na íntegra:</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Você tinha anunciado a aposentadoria do MMA e o retorno ao Jiu-Jitsu. O que te fez mudar de opinião e retomar a carreira no MMA?<br />
</strong><strong>Roger Gracie:</strong> O que me fez voltar ao MMA foi o meu primo Renzo Gracie. Ele que me convenceu a lutar novamente.</p>
<p><strong>Nas lutas anteriores, na categoria de pesos médios, você teve problemas com a perda de peso. E agora, lutando nos meio-pesados, como tem sido a preparação?<br />
</strong>Eu já sofri muito para bater o peso nos médios. Agora pra lutar nos meio-pesados não vou ter problema nenhum. Estou me sentindo super bem preparado e não vejo a hora da lutar novamente.</p>
<p><strong>O que você pode nos dizer sobre o seu adversário, o McSweeney?<br />
</strong>Ele é um cara bem forte, o carro-chefe dele é o muai thai. Mas treinei bastante para essa luta e é só colocar o meu Jiu-Jitsu em pratica.</p>
<p><strong>Com essa volta ao MMA, você tem o retorno ao UFC como próximo objetivo?</strong><br />
Não tenho como objetivo voltar para o UFC. Estou gostando bastante do One Fc e acredito que ficarei aqui até me aposentar. É um evento que já é o maior da Ásia e tem tudo pra ser o maior do mundo muito em breve.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/roger-gracie-e-o-mma-nao-tenho-como-objetivo-voltar-ao-ufc/">Roger Gracie e o MMA: “Não tenho como objetivo voltar ao UFC”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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