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	<title>Rafa Ribeiro | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Rafa Ribeiro | Graciemag</title>
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		<title>Alto rendimento no Jiu-Jitsu é sinônimo de amor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jun 2022 18:08:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>[ Por: Rafa Ribeiro, preparador físico ] “Realmente nunca é mole, mas com amor tudo fica mais fácil&#8230;” Tais foram as palavras do atleta Jaime Canuto quando eu o parabenizei pelo que ele e a esposa, a também atleta Amanda, fizeram nesse Mundial. Dentre diversos momentos espetaculares do Campeonato Mundial de 2022 da IBJJF, como&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-237327 aligncenter" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Jaime-e-Amanda-Canuto-Rafa-Ribeiro-scaled.jpg" alt="" width="2449" height="2560" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Jaime-e-Amanda-Canuto-Rafa-Ribeiro-scaled.jpg 2449w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Jaime-e-Amanda-Canuto-Rafa-Ribeiro-287x300.jpg 287w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Jaime-e-Amanda-Canuto-Rafa-Ribeiro-980x1024.jpg 980w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Jaime-e-Amanda-Canuto-Rafa-Ribeiro-768x803.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Jaime-e-Amanda-Canuto-Rafa-Ribeiro-1469x1536.jpg 1469w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Jaime-e-Amanda-Canuto-Rafa-Ribeiro-1959x2048.jpg 1959w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Jaime-e-Amanda-Canuto-Rafa-Ribeiro-143x150.jpg 143w" sizes="(max-width: 2449px) 100vw, 2449px" /></p>
<p><em><strong>[ Por: Rafa Ribeiro, preparador físico ]</strong></em></p>
<p>“Realmente nunca é mole, mas com amor tudo fica mais fácil&#8230;”</p>
<p>Tais foram as palavras do atleta Jaime Canuto quando eu o parabenizei pelo que ele e a esposa, a também atleta Amanda, fizeram nesse Mundial.</p>
<p>Dentre diversos momentos espetaculares do Campeonato Mundial de 2022 da IBJJF, como a aposentaria da lenda Xande Ribeiro e a consolidação do candidato a lenda, Mica Galvão, quero mencionar o trabalho do casal Jaime e <a href="https://www.instagram.com/amandamontbjj/" target="_blank" rel="noopener">Amanda Canuto</a>, com a futura campeã e a recém-nascida Esther.</p>
<p>Sábado e domingo foram os dias dos faixas-pretas. Estava eu lá acompanhando dois atletas, Jonnatas Gracie e Matheus Spirandeli, com o trabalho minucioso que muitos de vocês já conhecem.</p>
<p>Lá na Pirâmide do Mundial, a área de aquecimento fica embaixo de uma das arquibancada. Foi lá que passei grande parte dos dias. Nos intervalos das lutas dos atletas que trabalham comigo, me mantive atento à rotina de cada atleta que estava por lá. Vi de tudo, desde aquele que tem uma rotina muito bem definida até mesmo o que só acorda e vai na fé.</p>
<p>No sábado mesmo, eis que vejo um adversário de outros Mundiais, Jaime Canuto, chegar com seu kimono e uma criança no colo. Quando eu preparava o Isaque Bahiense, eles lutaram quatro vezes, por isso eu conhecia bem. Ao vê-lo, pensei logo: ele deve ter sido pai há pouco tempo, mas conseguiu estar aqui para lutar. Verdadeiro guerreiro.</p>
<p>Para quem ainda não desfrutou da paternidade, saiba que esses primeiros meses são árduos – noites sem dormir e um bom gasto de energia são investidos no recém-nascido. Como um atleta de alto nível como o Jaime, diversas vezes pódio em Mundiais, conseguiu estar ali? Essa foi minha primeira pergunta.</p>
<p>Mais tarde, vejo a Amanda, esposa do Jaime, chegar também com seu kimono. Aí me fiz a segunda pergunta: ela vai lutar?</p>
<p>Imaginem, se para o homem que acaba de ser pai é uma árdua tarefa, dá para medir o sacrifício da mãe?</p>
<p>Vale ressaltar que fisiologicamente há sim muita diferença entre os gêneros. Só para começar, foi a mulher que passou por nove meses de mudanças bioquímicas, estruturais e morfológicas. Ainda na gestação e por se tratar de uma atleta de Jiu-Jitsu, uma modalidade de contato, a coisa já fica bem mais complicada do que se ela, por exemplo, praticasse natação.</p>
<p>São meses talvez sem treinamento para elas. Após o nascimento, vamos acrescentar uns 30 a 45 dias sem atividades físicas. E além da falta de ritmo no tatame, do tempo de posição e da perda de condicionamento físico geral, ainda há a parte da perda de peso. Para quem desconhece esse assunto, a mulher ganha no mínimo nove quilos durante a gestação – e a Amanda ganhou 13.</p>
<p>Pois é, você tem o corpo completamente mudado, com mais peso, menos preparo físico, menos tempo para treinar e uma árdua rotina diária. Como assim ela está aqui para lutar, pensei, incrédulo.</p>
<p>Foi exatamente o pensamento que tive na hora. O dia foi se passando e o que vi foi uma perfeita harmonia de casal e de família. Eles se revezando entre o tatame, os cuidados com Esther e também no córner um do outro. Era simplesmente espetacular de ver. Logo passei a torcer para cada um deles vencer.</p>
<p>Engraçado como é a vida, sempre estive do outro lado como adversário e analisando os pontos fortes e fracos do Jaime, e agora estava ali torcendo agoniado pela vitória dele e da esposa.</p>
<p>O sábado terminou com Jaime perdendo nas oitavas, mas a Amanda foi para a final no domingo.</p>
<p>Nas finais, fiquei na primeira fila da arquibancada para curtir o espetáculo. Eis então que entra um dos casais mais casca-grossas da história do Jiu-Jitsu moderno:</p>
<p>Jaime carregando Esther no colo e a Amanda pronta para fazer a final com uma pedreira como a Bia Basílio.</p>
<p>Alguém na plateia me disse que tinha visto ela acabar de amamentar momentos antes da final peso-pena. A área de aquecimento da Amanda era do lado de onde fiquei. Peguei então meu celular e fui lá registrar esse momento.</p>
<p>Primeiro fiz a foto que inicia este artigo, onde ambos pareciam estar em casa cuidando da Esther, num momento comum de um dia qualquer. Foi realmente uma cena tocante, em que sentimentos antagônicos como paz/amor e guerra/estresse coexistiam em perfeita harmonia.</p>
<p>Em seguida, chamei “Jaime”. Eles olharam e fiz uma linda foto de uma família vencedora.</p>
<p>Quando ela pisou no tatame, torci como se fosse um atleta que trabalha comigo por décadas. Não deu. A Amanda acabou perdendo num pequeno detalhe para a Bia Basílio e ficou com o vice-campeonato.</p>
<p>O que não muda em absolutamente nada essa história. Eu trouxe na verdade a história por trás de uma foto, inspirado nos veteranos de coberturas, para exemplificar o que é o esporte de alto rendimento.</p>
<p>Alto rendimento é ter acima de tudo amor pelo que faz. Certa vez, Mahamed Aly me disse que era impressionante o amor que eu colocava no meu trabalho e a energia que investia em todos os atletas que trabalhavam comigo. Quando Jaime me disse que “com amor tudo fica mais fácil”, instantaneamente ele me respondeu as questões que eu me fizera quando vi os dois chegando com a Esther. Parabéns aos três pela imensa façanha.</p>
<p>Para você, leitor, que deseja atingir grandes objetivos na sua vida, tenha certeza que com amor tudo fica mais fácil. Oss!</p>
<div id="attachment_237324" style="width: 856px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237324" class="wp-image-237324 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Jaime-e-Amanda-Canuto-no-Mundial-2022-com-bebe-Esther-Foto-Divulgacao.jpg" alt="" width="846" height="768" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Jaime-e-Amanda-Canuto-no-Mundial-2022-com-bebe-Esther-Foto-Divulgacao.jpg 846w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Jaime-e-Amanda-Canuto-no-Mundial-2022-com-bebe-Esther-Foto-Divulgacao-300x272.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Jaime-e-Amanda-Canuto-no-Mundial-2022-com-bebe-Esther-Foto-Divulgacao-768x697.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Jaime-e-Amanda-Canuto-no-Mundial-2022-com-bebe-Esther-Foto-Divulgacao-150x136.jpg 150w" sizes="(max-width: 846px) 100vw, 846px" /><p id="caption-attachment-237324" class="wp-caption-text">Jiu-Jitsu em família: Jaime, Amanda e Esther Canuto, no Mundial 2022 em Long Beach. Fotos de Rafa Ribeiro.</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/alto-rendimento-no-jiu-jitsu-e-sinonimo-de-amor/">Alto rendimento no Jiu-Jitsu é sinônimo de amor</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Dicas de alta performance para atletas da categoria master, por Rafa Ribeiro</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2022 03:10:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O veterano Helvecio Penna em ação. Foto: FlashSport.  &#160; Por Rafael Ribeiro* Após a explosão do Jiu-Jitsu competitivo em todo o planeta, tornou-se crucial a classificação dos praticantes em níveis de competitividade.  É comum, numa mesma academia, haver atletas em momentos de vida completamente diferentes, ambos objetivando o título mundial da IBJJF. Por exemplo:&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-221777" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Screenshot_20200311-235250_Instagram-300x199.jpg" alt="" width="677" height="449" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Screenshot_20200311-235250_Instagram-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Screenshot_20200311-235250_Instagram-1024x681.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Screenshot_20200311-235250_Instagram-768x511.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Screenshot_20200311-235250_Instagram-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Screenshot_20200311-235250_Instagram.jpg 1080w" sizes="(max-width: 677px) 100vw, 677px" /></p>
<p><em>O veterano Helvecio Penna em ação. Foto: FlashSport. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rafael Ribeiro*</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a explosão do Jiu-Jitsu competitivo em todo o planeta, tornou-se crucial a classificação dos praticantes em níveis de competitividade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É comum, numa mesma academia, haver atletas em momentos de vida completamente diferentes, ambos objetivando o título mundial da IBJJF. Por exemplo: num mesmo dojô, um faixa-azul de 53 anos e um faixa-preta adulto, cada um à sua maneira desejando a respectiva glória no principal evento do <em>grand slam</em> do Jiu-Jitsu.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Definir o perfil do atleta, portanto, é o ponto de partida de qualquer treinamento. Alguns atletas já me procuraram com o objetivo de serem campeões mundiais no adulto da faixa-preta, porém, com tempo e energia limitados para investir no processo que leva alguém a alcançar tal meta. Família, filhos e trabalho demandam um tempo que o atleta poderia estar investindo no próprio treinamento. Até mesmo o tempo para descansar pode ser um fator decisivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensando nisso, elaborei cinco níveis de competitividade numa recente edição da revista GRACIEMAG. Minha ideia era facilitar o entendimento de onde cada um está e assim traçar alguns possíveis e concretos caminhos. Vamos então relembrar os cinco níveis: </span></p>
<p><strong>1- Praticante comum</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É aquele lutador que frequenta a academia sem nenhum tipo de cobrança por resultados competitivos. Quando os colegas se animam para competir todos juntos, ele passa um mês treinando mais forte e até participa de um torneio local. Mas isso é algo esporádico, sem um planejamento prévio que envolva toda a temporada. </span></p>
<p><strong>2- Recreacional</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aquele que treina com um certo grau de preocupação com a performance. Alimentação saudável e preparação física, além dos treinos de tatame. Esse é aquele lutador que sempre disputa as competições locais e algumas até fora do seu estado. </span></p>
<p><strong>3- Amador</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui a vida já é de profissional e tudo começa a ser feito com planejamento. O lutador faz preparação física, tem nutricionista e fisioterapeuta, ambos desportivos, faz em média dez treinos por semana, somando os treinos de tatame, os drills e o treino físico, luta todos os campeonatos que pode e tem calendário estruturado com o objetivo final nos quatro grandes eventos da IBJJF (Europeu, Pan, Brasileiro e Mundial adulto ou master), mas não recebe salário para isso. Geralmente são os professores da modalidade e líderes de equipe. Aqui se enquadra grande parte dos integrantes das categorias master. Têm apoios pequenos de empresas e até para viagens, mas o seu sustento diário não provém das competições. </span></p>
<p><strong>4- Profissional </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Realiza tudo que um amador faz, porém, é pago para isso. Geralmente são aqueles atletas da categoria adulto, tanto na faixa-marrom como também na faixa-preta, já conhecidos pelo público e que sempre estão nos pódios das competições (sejam elas pequenas, médias ou grandes). Conseguem se manter de renda entre patrocinadores, premiações, aulas e também seminários. Diferente dos amadores, os profissionais têm essa última fonte de renda bastante estabelecida no mercado. Mas vivem com o orçamento sempre no limite e assim sendo não conseguem investir como gostariam no aumento da performance. </span></p>
<p><strong>5- Profissional de elite</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São aqueles profissionais que estão sempre no topo dos campeonatos grandes. Os campeões mundiais da IBJJF e de grandes eventos com premiações altas em dinheiro. O que difere do profissional, além dos resultados, é a maneira que eles se propõem a fazer suas missões. Tudo planejado nos mínimos detalhes. A preocupação com a renda já não importa mais, portanto, a dedicação é exclusiva para o treinamento. A performance aqui também é alavancada por profissionais q</span>ue fazem coaching. Neste estágio, a consciência de que todo e qualquer detalhe do dia a dia pode fazer total diferença é o grande trampolim para a glória.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-221781" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/20190228_154248-2-1-300x259.jpg" alt="" width="467" height="403" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/20190228_154248-2-1-300x259.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/20190228_154248-2-1-768x662.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/20190228_154248-2-1-150x129.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/20190228_154248-2-1.jpg 870w" sizes="auto, (max-width: 467px) 100vw, 467px" /></p>
<p><em>Rafa Ribeiro puxando o treino de musculação de Isaque Bahiense. </em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Geralmente os atletas da categoria master têm perfis que vão de “praticante comum” a “amador”. Existem algumas exceções, como os casos de alguns super campeões que lutam somente de adulto, mas já teriam idade (acima dos 30) para competirem na categoria master. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem também aqueles que lutam também ambas as categorias e estão no topo de cada uma. Verdadeiras pedreiras e que têm vida de atleta profissional ou fazem camps durante uma parte do ano, focados num determinado evento. A verdade é que com todo esse crescimento do BJJ como modalidade esportiva, o “mundo master” está cada vez maior, mais atrativo e também mais viável do ponto de vista financeiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pois bem, depois de determinar o perfil do atleta, o próximo passo é entender um pouco sobre o envelhecimento humano. Com o passar dos anos, nós perdemos algumas capacidades físicas, como força, velocidade e potência aeróbica. Perdemos também massa muscular e densidade óssea. E isso se dá em paralelo à diminuição da nossa capacidade de recuperação. Ou seja, precisamos ao mesmo tempo melhorar essas capacidades físicas e entender os mecanismos de recuperação muscular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos analisar por tópicos: </span></p>
<p><strong>1- Tempo de luta </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é um fator decisivo, a progressiva diminuição do tempo de combate nos campeonatos: 10 min (adulto), 6 min (master 1), 5 min (master 2 em diante). Não vejo necessidade de atletas da categoria master treinarem com tempos de combate na academia superiores a 6 min. Esse é um ponto de partida importante para a prescrição do treinamento: diminuição dos tempos de rola/sparring diários para no máximo 5/6 minutos para os veteranos. Para os adultos, treinos de 10 minutos são fundamentais. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-221783" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Pergunta-1-treinamento-b--300x278.jpg" alt="" width="428" height="397" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Pergunta-1-treinamento-b--300x278.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Pergunta-1-treinamento-b--768x713.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Pergunta-1-treinamento-b--150x139.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Pergunta-1-treinamento-b-.jpg 874w" sizes="auto, (max-width: 428px) 100vw, 428px" /></p>
<p><strong>2- Início de luta </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as lutas sendo mais curtas, começar na frente é uma estratégia que tende definir o resultado dos combates entre os veteranos. Então é de suma importância fazer treinos específicos de início de luta. Para quem tem um bom judô ou wresteling e até mesmo competiu nessas modalidades em algum momento, investir tempo em uma ou duas sessões de quedas por semana é muito bem-vindo para os competidores da categoria master.</span></p>
<p><strong>3- Estilo de luta </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Geralmente as categorias da divisão master têm um modelo tático de luta mais parecido com o que se convecionou chamar de “old school”. Muita gente faz guarda fechada e meia, e passa com mais pressão do que velocidade. Então o primeiro ponto é estudar aquilo que a turma da sua categoria anda fazendo ou mesmo escolher um modelo que o seu corpo aguente. Fazer berimbolo todos os dias aos 50 anos pode ser bem prejudicial à sua coluna. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Repare como é bem comum no master haver atletas com força isométrica bem alta. Tem um atleta com quem treino que até brinca e chama isso de “força de velho”. A explicação fisiológica vem desse modelo tático que cada um usa com bastante isometria e também da maturação e densidade muscular que chega ao auge entre 30 e 40 anos. Por exemplo, os top do fisiculturismo atingem os seus melhores resultados depois dos 30. E isso se deve ao alcance de uma certa maturidade muscular que vem após 7 a 10 longos anos de treinos com pesos. Na parte do treinamento para quem é master, pensar em algo com isometria vai ajudar bastante.</span></p>
<p><strong>4- Lesões</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os adultos têm o ritmo de treino mais forte, com mais velocidade e com uso de posições técnicas como a 50/50, que fazem muitas torções no joelho. Já com os masters existe uma outra problemática: o processo de envelhecimento aliado a uma cultura na qual “treinar com dor fortalece o espírito do guerreiro”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o atleta já tem por volta de 40-50 anos, é provável que possua algumas lesões crônicas e mal curadas. Temos, portanto, uma combinação perigosa para o aumento do risco de lesões em ambas as categorias e por motivos diferentes. Com o treinamento as principais preocupações são o fortalecimento e o controle da fadiga diária. Essa fadiga nos adultos é gerada pelo acúmulo de treinos e nos masters pelo somatório de responsabilidades diárias (treino, trabalho, família). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como falei no tópico anterior, alguns modelos táticos ou técnicos que exigem mais flexibilidade não são uma boa opção para os masters. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aliás, uma recomendação para os veteranos é usar eventualmente alguns treinos de DSE (Desenvolvimento de Sistemas Energéticos), popularmente chamados de “cardio”. Usar esse tipo de estratégia vai deixar o atleta no gás e menos exposto ao risco de lesão que uma sessão intensa de BJJ oferece. É a famosa relação de custo/benefício.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-221785" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Pergunta-2-Motivacao--300x200.jpg" alt="" width="684" height="456" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Pergunta-2-Motivacao--300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Pergunta-2-Motivacao--150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Pergunta-2-Motivacao-.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 684px) 100vw, 684px" /></p>
<p><strong>5- Recuperação</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste quesito, uma dica que realmente faz a diferença é o trabalho de fisioterapeutas manuais. Como falei no tópico anterior, os dois públicos (adultos e veteranos) têm altos riscos de lesões, por motivos diferentes. No entanto, ter um fisio vai ajudar bastante no processo de recuperação muscular ou mesmo no controle de lesões crônicas. Outra dica que vale ser mencionada é o monitoramento da Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC). Isso me dá um gráfico diário, a partir do qual ajusto o treino do dia a fim de controlar a fadiga do atleta. </span></p>
<p><strong>6- Volume de treino</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este ponto é crucial para o sucesso e longevidade do treinamento. Pegue todos os outros tópicos, misture no liquidificador e agora ache a razão ideal de treino para cada atleta. Essa realmente é uma tarefa quase que impossível de realizar. O que fazemos é na verdade ir construindo com cada atleta ao longo do tempo a relação ideal entre necessidade da quantidade de treino e de descanso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fomos educados a acreditar que, quanto mais treinamos, melhores ficamos. Essa é a cultura do alto volume. O que acaba indo contra a intensidade do treino. Pense: você consegue treinar mais forte num rola de 5 ou 50 minutos? Quanto maior o tempo de treino, menor a intensidade dele. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ciência do treinamento e os resultados de atletas olímpicos estão aí para provar que não é somente o volume que resolve. Atletas da natação, por exemplo, hoje nadam 25% do volume que se praticava na década de 1970. Achar essa relação ideal entre volume e intensidade, levando em conta cada perfil, é o mais importante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ah, claro, dentro desse terreno de relatividades, posso ao menos afirmar uma coisa com convicção: o volume total de treino de um atleta master deve ser menor que o de um atleta adulto.</span></p>
<p><strong>7- Viagens</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o problema dos adultos é conseguir verba para custear as viagens competitivas, os veteranos precisam arrumar tempo na agenda para isso ocorrer. Geralmente os masters são profissionais já bem estabelecidos em suas áreas ou mesmo ex atletas que agora são professores e donos de suas próprias academias.</span></p>
<p><strong>8- Comprometimento </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por incrível que pareça, a disciplina e o comprometimento dos atletas masters tendem a serem  maiores do que os dos profissionais. Isso se deve muito ao nível de maturidade, é claro. Outro ponto é que os masters sabem que precisam fazer o mais perfeito possível para compensar a falta de tempo ou mesmo os sinais eminentes do envelhecimento. Hoje trabalho com 85 atletas de diferentes níveis dos quais 33 são profissionais. De todos esses atletas, existem três masters entre os Top 5 nesse quesito. E isso é algo que dá bastante prazer ao treinador e acaba virando uma “bola de neve” com ações positivas. Costumo dizer a todos que quanto mais informações e mais detalhes o atleta me passa, mais fundo conseguimos ir na individualização do próprio treino dele.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-221787" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/20190228_154121-1-300x300.jpg" alt="" width="399" height="399" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/20190228_154121-1-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/20190228_154121-1-1024x1024.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/20190228_154121-1-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/20190228_154121-1-768x768.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/20190228_154121-1.jpg 1075w" sizes="auto, (max-width: 399px) 100vw, 399px" /></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">* Rafael Ribeiro é preparador esportivo de atletas amadores e profissionais, com foco em MEC (Modalidades Esportivas de Combate) e surfe. Ministra cursos de extensão e pós-graduação. Foi responsável pela preparação esportiva de profissionais de Jiu-Jitsu como Isaque Bahiense, Mahamed Aly e Pedro “Paquito” Ramalho e Michael Langhi, entre outros campeões. Instagram: <a href="https://www.instagram.com/rafaribeirojj" target="_blank" rel="noopener">@rafaribeirojj</a></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/dicas-de-alta-performance-para-atletas-da-categoria-master-por-rafa-ribeiro/">Dicas de alta performance para atletas da categoria master, por Rafa Ribeiro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Teve Covid? Saiba o que fazer na volta aos treinos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jun 2021 16:41:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Texto: Rafa Ribeiro Por mais que os trabalhos estatísticos científicos mostrem que praticantes de atividades físicas têm menores probabilidades de terem sintomas graves da Covid-19, isso não é garantia de que você, praticante de Jiu-Jitsu, passe ileso. Os sintomas se manifestam de maneiras muitos diferentes em cada um. Eu mesmo tive sintomas bem fortes,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_224645" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Pergunta-2-Motivacao-.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-224645" class="size-full wp-image-224645" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Pergunta-2-Motivacao-.jpg" alt="" width="600" height="400" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Pergunta-2-Motivacao-.jpg 600w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Pergunta-2-Motivacao--300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Pergunta-2-Motivacao--150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><p id="caption-attachment-224645" class="wp-caption-text">Mente forte e corpo ajustado para voltar aos treinos intensos. Foto: Reprodução</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Texto: Rafa Ribeiro</em></p>
<p>Por mais que os trabalhos estatísticos científicos mostrem que praticantes de atividades físicas têm menores probabilidades de terem sintomas graves da Covid-19, isso não é garantia de que você, praticante de Jiu-Jitsu, passe ileso. Os sintomas se manifestam de maneiras muitos diferentes em cada um. Eu mesmo tive sintomas bem fortes, com 50% do pulmão comprometidos, e tive que usar até uma máquina de oxigênio em casa, mesmo tendo histórico de atleta a vida toda. Alguns atletas de elite de outros esportes foram até entubados. Inclusive campeões de triátlon, um esporte em que os atletas são super treinados na parte de “cardio”.</p>
<p>Muita gente que pegou o Covid quer logo voltar aos treinos da mesma maneira que faziam antes de contraírem o vírus, mas isso pode ser um grande equívoco. Na verdade, essa volta depende muito dos sintomas que cada um teve. Vou trazer aqui algumas sugestões do que você pode fazer após ter pego o Covid.</p>
<p>Bom, primeiramente, aqui você precisa diferenciar o trabalho a ser feito para dois tipos de públicos:</p>
<p>1 &#8211; Para você que foi assintomático (sem sintomas), recomendo fazer uma semana de testes. No primeiro dia você treina bem leve e faz a aula toda de Jiu-Jitsu até a hora do sparring. Nessa etapa você só olha. Eu sei que é difícil ir pra academia e ficar sem “rolar”, mas é apenas um ou poucos dias. Se tudo correr bem, no segundo dia você repete a aula inteira e já faz um sparring (apenas 1 mesmo).</p>
<p>Caso se sinta bem, no terceiro dia, você pode aumentar para dois sparrings, mas com um tempo inteiro de rola ou dois de intervalo. Na parte de preparação física, faça 50% da carga e do volume (quantidade total de repetições da sessão ou da semana) de treino.</p>
<p>Ao final da semana, avalie como você está e decida se precisa de mais uma semana inteira nesse modelo, se dá para progredir mais 25% do que fez ou voltar para o nível normal. Lembre-se que apesar de ficar sem sintomas, você passou 14 dias parado completamente.</p>
<p>2 &#8211; Para você que teve sintomas, a estratégia de treinos para a sua volta vai depender de quão forte foram os seus sintomas. Recomendo que primeiro você vá a um cardiologista para fazer exames, pois a Covid pode gerar algumas alterações agudas (momentâneas) no seu coração.</p>
<p>Minha FCr (Frequência cardíaca de repouso), por exemplo, está cerca de 30% maior do que o normal</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-233276" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Foto-1.jpg" alt="" width="745" height="1024" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Foto-1.jpg 745w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Foto-1-218x300.jpg 218w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Foto-1-109x150.jpg 109w" sizes="auto, (max-width: 745px) 100vw, 745px" /></p>
<p>A minha VFC (variabilidade da frequência cardíaca) piorou em média 10-15%.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-233278" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Foto-2.jpg" alt="" width="686" height="1024" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Foto-2.jpg 686w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Foto-2-201x300.jpg 201w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Foto-2-100x150.jpg 100w" sizes="auto, (max-width: 686px) 100vw, 686px" /></p>
<p>Portanto, seria bom você saber as respostas do seu coração quando você está fazendo esforço. Outro ponto importante é a perda das capacidades físicas: força, potência e principalmente o seu condicionamento aeróbico, o famoso cardio. Uma simples tarefa diária como tomar banho se tornou, para alguns, similar a um dia de treino forte no tatame. No meu caso, perdi exatamente 28% da potência nas pernas. Imagine minha dificuldade em retomar certas atividades simples do dia-a-dia.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-233280" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3.jpg" alt="" width="1080" height="1020" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3.jpg 1080w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3-300x283.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3-1024x967.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3-768x725.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3-150x142.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></p>
<p>É normal que um lutador num caso semelhante ao meu canse já no aquecimento, ao retornar aos treinos. Minha recomendação é fazer uma progressão dos treinos de 6 semanas. Nas primeiras duas semanas, você pode dar ênfase à parte aeróbica e dividir os treinos do dia em duas sessões de 20 a 30 minutos cada e sem fazer tiros. Caminhar, trote (corrida bem leve), bicicleta e natação são boas alternativas. Talvez um pouco de drill também.</p>
<p>Na terceira e quarta semana, você volta aos tatames e fica fora dos sparrings. Nesse período, pode também voltar com a preparação física e pensar em séries similares à fase inicial do treino anual, chamada de Adaptação Anatômica. Séries de dez repetições só com a barra ou com pouquíssimo peso. Tipo um “volta às aulas”.</p>
<p>Na quinta e sexta semanas, você já pode iniciar com os sparrings, mas com tempos menores, tipo 3 a 5 minutos, e com intervalos iguais ao tempo de luta. Na parte de preparação, pode já começar uma progressão de cargas e volume (quantidade de tempo de exposição à carga: repetições, séries e cadência).</p>
<p>A ideia é que ao entrar na sétima semana, você consiga fazer as aulas de tatame normalmente e iniciar uma periodização na preparação física. Uma outra possibilidade interessante: na semana 1, faça 40% do que você fazia (em cargas e volume). E a cada semana aumentar 10%.</p>
<p>Semana 1 : 40%<br />
Semana 2 : 50%<br />
Semana 3 : 60%<br />
Semana 4 : 70%<br />
Semana 5 : 80%<br />
Semana 6 : 90%<br />
Semana 7 : treino normal</p>
<p>Essa segunda possibilidade foi a que usei com o campeão Mahamed Aly e também comigo. Ela é mais recomendada a quem tem um bom a excelente condicionamento geral. Vejam na terceira imagem que, ao final da minha semana 3, recuperei 53% da potência que havia perdido nas pernas.</p>
<p>Ou seja, no momento em que escrevo este texto estou na metade das seis semanas e recuperei também a metade do que havia perdido! Nessa mesma foto, tem a marca de um dia antes do meu primeiro sintoma (14/05), o dia que voltei a treinar pós-covid (01/06) e o final da terceira semana (19/06).</p>
<p>Obviamente, todas essas sugestões são bem genéricas e, como todos sabem, sempre sugiro cada um tentar individualizar ao máximo os seus treinos. Para isso, é sempre bom contar com o trabalho de profissionais especializados, ainda mais diante da dupla crise que vivemos: a da pandemia e a da informação. É difícil saber em quem confiar hoje. Uns falam uma coisa, outros falam outra completamente diferente e ainda temos as “fake news”. Tudo isso envolto de uma conturbada situação política onde os interesses partidários e individuais se tornaram mais importantes do que a saúde da população. Então, se cuide, amigo leitor, procure informações de profissionais que você confia e tenha cautela na sua volta ao Jiu-Jitsu. Oss!</p>
<p><em>*Rafael Ribeiro é preparador esportivo de atletas amadores e profissionais, com foco em MEC (Modalidades Esportivas de Combate) e surfe. Ministra cursos de extensão e pós-graduação. Atualmente é responsável pela preparação esportiva dos atletas profissionais de Jiu-Jitsu Isaque Bahiense, Mahamed Aly, Márcio André, Pedro “Paquito” Ramalho e Hiago Gama. Também já treinou Michael Langhi e Renato Cardoso. Instagram: @rafaribeirojj</em></p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/teve-covid-saiba-o-que-fazer-na-volta-aos-treinos/">Teve Covid? Saiba o que fazer na volta aos treinos</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>“Prepare-se de acordo com o modelo da competição”, ensina Rafa Ribeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Mar 2021 13:45:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Leandro Lo em combate de 10 min pelo circuito da IBJJF. Foto: Divulgação.  Texto: Rafael Ribeiro* Imagine se Usain Bolt fosse correr provas de 100m, 200m, 400m, 800m e 1500 metros na mesma Olimpíada. Repare, o esporte é o mesmo: corrida. No entanto, quais seriam as chances de o ídolo jamaicano ganhar os 100m e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-231245" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101724-300x206.jpg" alt="" width="666" height="457" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101724-300x206.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101724-1024x703.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101724-768x527.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101724-150x103.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101724.jpg 1039w" sizes="auto, (max-width: 666px) 100vw, 666px" /></p>
<p><em>Leandro Lo em combate de 10 min pelo circuito da IBJJF. Foto: Divulgação. </em></p>
<p><em>Texto: Rafael Ribeiro*</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagine se Usain Bolt fosse correr provas de 100m, 200m, 400m, 800m e 1500 metros na mesma Olimpíada. Repare, o esporte é o mesmo: corrida. No entanto, quais seriam as chances de o ídolo jamaicano ganhar os 100m e os 1500m? Ínfimas, garanto, praticamente impossível, afinal, as distâncias mudam completamente a preparação do atleta. Preparar-se para competir nas provas de 100m anula a preparação para os 1500m e vice-versa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Jiu-Jitsu podemos citar dois tipos de eventos que se tornaram bastante “distintos” nos últimos anos, levando os atletas a desenvolverem características bem específicas, atreladas ao modelo de cada competição. Refiro-me ao abismo entre &#8220;torneios com kimono&#8221; e &#8220;torneios sem kimono&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior evento NoGi é o tradicional e prestigiado ADCC. Regras bem diferentes do que costumamos seguir nos eventos com kimono. A principal delas talvez seja a permissão das chaves de calcanhar. Foi exatamente nesse ponto, a partir de um tipo de golpe, que vimos uma leva de atletas se especializar no estilo sem kimono. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal deles é o atual campeão absoluto do evento, o americano Gordon Ryan. Ele e vários outros atletas “especialistas” estão dominando o cenário NoGi. A maioria deles só luta eventos NoGi, só treina NoGi e se prepara tática, física e mentalmente para eventos NoGi. Sendo assim, uma preparação bem mais específica e que contribui significativamente para esse domínio nos resultados.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-231247" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-100939_Drive-300x183.jpg" alt="" width="763" height="465" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-100939_Drive-300x183.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-100939_Drive-1024x624.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-100939_Drive-768x468.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-100939_Drive-150x91.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-100939_Drive.jpg 1044w" sizes="auto, (max-width: 763px) 100vw, 763px" /></p>
<p><em>Gordon Ryan em ação no ADCC. Foto: Divulgação. </em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos comparar também dois eventos de Jiu-Jitsu com kimono. Por exemplo, o Grand Slam da AJP e o Sul Americano da IBJJF. As diferenças entre eles obriga os atletas a adotarem treinamentos bem distintos. Veja: </span></p>
<p><strong>1) Do ponto de vista técnico</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na AJP, as lutas têm duração de cinco minutos. Na IBJJF, para faixas-pretas adultos, o tempo de combate é o dobro: dez minutos. Isso muda completamente o sistema de treinos de tatame. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje o BJJ se apoia num conceito antigo de que sempre “é preciso treinar mais”. Esse “treinar mais” significa maior volume de treino. Intermináveis horas fazendo sparring e drills. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando você aumenta muito o volume, acaba perdendo intensidade e velocidade. Pense num treino em que você vai precisar fazer dez rolas de 10 minutos, com 1 minuto de descanso. Pense também num outro treino em que você vai fazer três rolas de 5 minutos por 5 minutos de descanso. Qual dos dois treinos você acha que faria com mais vigor e intensidade? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo, é claro! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então perceba: nosso modelo de treino quase nunca privilegia a velocidade das ações. Estamos culturalmente e historicamente ligados à resistência das ações. E a própria arte marcial traz esse conceito de “guerreiro resiliente”. Mas, para sermos eficientes tecnicamente em espaços de tempo curtos, com altas velocidades, precisamos mudar muita coisa nas estruturas de treinos de tatame. Como por exemplo: fazer treinos mais breves e drills com altas velocidades. Se você for competir na AJP, esse é o modelo a ser seguido: treinos curtos e ágeis. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-231249" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-102111_Instagram-300x204.jpg" alt="" width="741" height="504" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-102111_Instagram-300x204.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-102111_Instagram-1024x696.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-102111_Instagram-768x522.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-102111_Instagram-150x102.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-102111_Instagram.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 741px) 100vw, 741px" /></p>
<p><em>Combates de 5 min na AJP influenciam a sua forma de treinar. Foto: Divulgação. </em></p>
<p><strong>2) Do ponto de vista tático</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na AJP, com a redução do tempo, o início de luta pode fazer muita diferença. Dificilmente vejo escolas treinando esse fundamento: a tática vencedora para o minuto inicial. Lembrando que início de luta envolve a eficiência de puxar para a guarda, e isso é bem diferente do que só treinar quedas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto importante é o minuto final. Ele ganha mais importância com a questão do vencedor ser o último a pontuar no critério de desempate. Nesse caso, é necessário formatos de treinos em que exista uma exigência do atleta em fazer o maior número possível de pontos apenas no último minuto.</span></p>
<p><strong>3) Do ponto de vista físico</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é um tópico amplo e que merece um artigo por si só. Para selecionar apenas um breve aspecto da perspectiva física, gostaria de falar sobre a prevenção das lesões. Se você vai disputar um evento de lutas de 10 minutos, com duas categorias envolvidas (peso e absoluto), o seu corpo deve ter um condicionamento específico e uma blindagem adequada a esse tipo de formato competitivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você vai disputar um evento mais curto, com lutas breves, propondo-se a atuações mais explosivas e intensas, a abordagem é outra no que diz respeito ao trabalho de prevenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É necessário portanto que a ciência do treinamento se faça presente nas diferentes rotinas dos treinos. </span></p>
<p><strong>4) Do ponto de vista emocional</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começar perdendo na AJP e na IBJJF terá consequências diferentes na parte mental. Como você irá reverter? Se por um lado você tem menos tempo, por outro, a vantagem vale um ponto. Então você precisa estar preparado para cada uma dessas situações específicas. Mais calma ou mais agressividade? Mais controle ou mais ataque? A ideia é quanto mais especificamente você estiver preparado, maior será o controle das suas emoções.</span></p>
<p><strong>5) Do ponto de vista teórico </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos atletas, por lutarem diversos eventos com regras diferentes, confundem-se nas horas de agir. Patrick Gaudio, por exemplo, foi desclassificado no absoluto do Europeu 2020 justamente por se confundir em relação às regras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O atleta precisa saber perfeitamente a regra e o formato de cada evento. E se concentrar nisso. Assim como todos os outros quatro pilares que falei anteriormente precisam estar claros na cabeça do atleta. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-231251" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101045-300x215.jpg" alt="" width="772" height="553" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101045-300x215.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101045-768x550.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101045-150x107.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101045.jpg 860w" sizes="auto, (max-width: 772px) 100vw, 772px" /></p>
<p><em>Rafa Ribeiro puxa o treino de Isaque Bahiense. Foto: Divulgação. </em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gostaria de concluir este artigo da maneira mais clara possível: o atleta não deve se considerar &#8220;preparado&#8221; para competir no ADCC, pelo fato de ter feito uma preparação impecável semanas antes para disputar o Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF. Assim como o campeão do ADCC não deve achar que, uma semana após conquistar o título do evento NoGi, está condicionado a brilhar em termos de desempenho num campeonato da AJP. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Repito: o lutador precisa entender claramente quais são as diferenças no tipo de treinamento para cada competição e como vai reagir nas situações específicas. Isso é a teoria do treino e é ela que leva o atleta ao estado de “consciência plena”. Estado esse que permite que o atleta encontre o seu mais sofisticado nível de desempenho esportivo. Oss! </span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">* Rafael Ribeiro é preparador esportivo de atletas amadores e profissionais, com foco em MEC (Modalidades Esportivas de Combate) e surfe. Ministra cursos de extensão e pósgraduação. Atualmente é responsável pela preparação esportiva dos atletas profissionais de Jiu-Jitsu Isaque Bahiense, Mahamed Aly, Márcio André, Pedro “Paquito” Ramalho e Hiago Gama. Também já treinou Michael Langhi e Renato Cardoso. Instagram: @rafaribeirojj</span></em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/prepare-se-de-acordo-com-o-modelo-da-competicao-ensina-rafa-ribeiro/">“Prepare-se de acordo com o modelo da competição”, ensina Rafa Ribeiro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>7 dicas para Marcus Buchecha migrar com sucesso para o MMA, por Rafa Ribeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2020 20:14:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maior vencedor da história do Jiu-Jitsu, o paulista Marcus Vinicius &#8220;Buchecha&#8221; anunciou que está de mudança para o MMA. Buchecha conquistou ao todo 13 títulos mundiais somente na faixa-preta pela IBJJF, sendo sete da categoria e seis no absoluto. Dono de um Jiu-Jitsu agressivo, veloz e técnico, Buchecha ainda se destaca pelo seu porte físico&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_228417" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-228417" class="size-full wp-image-228417" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05.jpeg" alt="" width="1024" height="1024" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-300x300.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-150x150.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><p id="caption-attachment-228417" class="wp-caption-text">Marcus Buchecha treinando já de luvinhas. Foto: Arquivo Pessoal</p></div>
<p>Maior vencedor da história do Jiu-Jitsu, o paulista Marcus Vinicius &#8220;Buchecha&#8221; anunciou que está de mudança para o MMA. Buchecha conquistou ao todo 13 títulos mundiais somente na faixa-preta pela IBJJF, sendo sete da categoria e seis no absoluto.</p>
<p>Dono de um Jiu-Jitsu agressivo, veloz e técnico, Buchecha ainda se destaca pelo seu porte físico extremamente atlético, fruto de uma mudança de perfil da categoria pesadíssimo, um reflexo da evolução do Jiu-Jitsu como modalidade esportiva. Como se não bastasse, o cara ainda tem um mindset diferenciado. Fato esse que ficou bem claro em ver como ele se comportou após sua primeira e única derrota para Rodolfo Vieira. Ele mesmo afirmou que essa derrota o fez crescer, pois o treino era focado em vencer o Rodolfo. E conseguiu. Foram cinco vitórias consecutivas. Resumindo, o Buchecha tem tudo que um campeão precisa e mais um pouco. Porém, vale lembrar que isso foi a história dele no Jiu-Jitsu. No MMA a coisa pode ser bem diferente.</p>
<p>Quando mudamos de modalidade, precisamos começar quase que do zero. Ao longo das últimas três décadas, vimos vários lutadores e atletas do Jiu-Jitsu migrarem para o MMA. Alguns com mais sucesso e outros nem tanto. Vimos também o MMA mudar regras, formato e também evoluir como modalidade. O que antes era um torneio inter-estilos hoje se transformou num desafio pela eficiência individual. Ou quem é o atleta mais completo. Tendo este cenário moderno em vista, vou trazer aqui alguns pontos para você leitor ter uma melhor dimensão do que representa um atleta migrar do BJJ para o MMA.</p>
<div id="attachment_228419" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-228419" class="size-large wp-image-228419" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1-1024x682.jpeg" alt="" width="650" height="433" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1-1024x682.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1-1536x1023.jpeg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1-150x100.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-228419" class="wp-caption-text">Buchecha e Daniel Cormier em treino específico na AKA, nos EUA. Foto: Arquivo pessoal</p></div>
<p><strong>Histórico de atletas que competem em duas modalidades esportivas</strong></p>
<p>Aqui vou levantar o retrospecto geral do esporte e trazer alguns números para vocês terem uma primeira dimensão.</p>
<p>&#8211; Vamos começar pelo caso mais famoso de todos, o do melhor jogador de basquete de todos os tempos, Michael Jordan. Após a morte de seu pai, ele mudou para a MLB (liga americana de beisebol profissional) porém, jogou na terceira divisão. Bo Jackson e Deion Sanders, foram as referências citadas por Jordan quando questionado sobre a mudança. Mas, esses foram os únicos atletas que conseguiram jogar na elite de duas modalidades: da NFL e da MLB.</p>
<p>&#8211; Trazendo para o Brasil, temos os exemplos dos dois melhores jogadores de Futsal da história, Manoel Tobias e Falcão. Ambos tentaram jogar no campo (Grêmio e São Paulo respectivamente) mas tiveram péssimos rendimentos.</p>
<p>&#8211; Considerando os jogos olímpicos de verão e inverno, somente nove atletas ganharam medalhas de ouro em duas modalidades diferentes.</p>
<p>&#8211; Estar no topo em duas modalidades distintas, é realmente para poucos atletas. Nem mesmo um dos maiores atletas de todos os tempos, Michael Jordan, conseguiu isso.</p>
<p><strong>Evolução do MMA como modalidade esportiva</strong></p>
<p>Quanto mais popular for a modalidade, maior se torna a própria modalidade. O número de adeptos aumentam, o mercado cresce, os investimentos sobem e, obviamente com tudo isso se desenvolvendo, a competitividade fica cada vez mais acirrada. Cada mínimo detalhe passa a ter uma importância cada vez maior. Lá na década de 90, quando o MMA surgiu para o mundo através da primeira edição do UFC, vimos um Royce Gracie entrar de kimono para lutar. Os comentaristas, assim como grande parte do público, se espantaram com os golpes aplicados pelo brasileiro. É até engraçado assistir a narração original dos primeiros eventos. Para quem já assiste MMA hoje, e mesmo que leigo em Jiu-Jitsu, já vai achar estranho você não saber o que é um triângulo ou um armlock. Portanto, como diz meu pai, “hoje não há ninguém mais bobo”. Difícil ter uma atleta da elite do MMA que desconheça o jogo de chão. Quase são faixas-pretas. Portanto, aquela grande vantagem que os lutadores de Jiu-Jitsu tiveram na década de 90 já diminuiu quase que em sua totalidade.</p>
<p><strong>As estatísticas a favor do wrestling</strong></p>
<p>As estatísticas demonstram que o wrestling é o esporte de combate que está na maioria da base dos campeões de MMA moderno. Da lista de campeões do UFC quem tem 12 categorias de peso, oito para homens e quatro para mulheres, o wrestling domina como esporte de base na categoria masculina, em sete das oito. Já o MMA e o wrestling femininos, possuem um histórico mais recentes, e talvez por isso exista ainda um maior equilíbrio entre as vencedoras. Na verdade, os lutadores de wrestling americanos sempre foram os principais rivais de nós do Jiu-Jitsu no cenário mundial do MMA. Ainda na década de 90, surgiram caras como Mark Coleman e Mark Kerr. Quem acompanha o MMA desde essa época, assim como eu, deve lembrar que em algum momento pensávamos que seria impossível alguém derrotar o Mark Kerr.</p>
<p>Nesse caso, o Buchecha tem um ponto a seu favor: já treina e usa o wrestling no BJJ a muito tempo. Aliás, escrevi isso, num artigo em 2018, como sendo um dos diferenciais do desempenho dele no mundial daquele ano. Obviamente, ver o Buchecha lutando com atletas de outro calibre no wrestling, como o Jon Jones que foi campeão americano júnior de wrestling, talvez seja um outro desafio. Porém, daqui até que ele chegue nesse nível no MMA, o wrestling dele já esteja em um outro patamar.</p>
<div id="attachment_228421" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-228421" class="size-large wp-image-228421" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06-1024x682.jpeg" alt="" width="650" height="433" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06-1024x682.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06-1536x1023.jpeg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06-150x100.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-228421" class="wp-caption-text">De luvas e capacete, Buchecha e Cormier trocam socos em treino na AKA. Foto: Arquivo pessoal</p></div>
<p><strong>O retrospecto do Jiu-Jitsu no cenário moderno</strong></p>
<p>Esse é um ponto delicado do texto, mas precisamos ser analíticos. Se você chegou até esse ponto do texto, vamos pegar o que escrevi nos itens 2 e 3 para entender o que vou falar na sequência. No MMA masculino atualmente só temos um campeão mundial de Jiu-Jitsu que também foi campeão do UFC: Fabrício Werdum. Temos também o Gilbert Durinho chegando bem próximo de conseguir esse mesmo feito, mas terá pela frente um rival que veio do wrestling e é faixa-preta de Jiu-Jitsu. O Rodolfo Vieira, que entrou no UFC há pouco tempo, está invicto com seis vitórias. Mas comparados com nossos “primos” do wrestling, estamos em larga desvantagem. Tivemos baixas importantes nessa última década como os exemplos dos super campeões de BJJ e ADCC : Marcelinho Garcia e Roger Gracie. Ambos tiveram uma curta passagem pelo MMA e sem grande sucesso. Até mesmo a única representante do BJJ a ter um cinturão do UFC hoje, a minha conterrânea Amanda Nunes, ganhou suas lutas em sua grande maioria por nocaute (13 nocautes e três finalizações). Então os números nos mostram que é preciso ser cauteloso nas expectativas.</p>
<p><strong>Os treinos de modalidades percussivas</strong></p>
<p>As modalidades esportivas de combate (MEC) são subdivididas em dois subgrupos: as de grappling (BJJ, judô, wrestling, sambo, etc) e as de percussão (boxe, karate, taekwondo, muay thai, etc). Na hora de migrar para o MMA, ainda vemos muita gente treinando essas modalidades separadas, e isso pode ser um tremendo equívoco. Usar o wrestling numa luta de wrestling ou mesmo o boxe para lutar dentro das regras do boxe é bem diferente que usar as técnicas de ambos para uma luta de MMA. Vou dar um exemplo: se você entra para lutar no MMA, estando muito treinado em boxe, o seu adversário pode chutar suas pernas e você ficará com problemas. Ou mesmo te colocar na grade para que você durante a defesa perca sua capacidade de nocaute com os braços. Aliás, essa era a estratégia do Cain Velásquez contra o Júnior Cigano. Um exemplo muito bem sucedido para ser avaliado é o do uso dos cotovelos pelo Jon Jones. Esse é um atleta que além de ter um excelente nível de wrestling, usa bem todas as partes do corpo: socos, chutes, joelhadas, cotoveladas. E tudo com muita conexão entre os estilos e também com muita versatilidade. O cara ainda consegue finalizar atletas faixas-pretas de Jiu-Jitsu, como Vitor Belfort e Lyoto Machida. Não é à toa que ele é considerado, por muitos, como o melhor lutador da era moderna de MMA. Engraçado que o primeiro atleta a ter a sacada de conectar muito bem os estilos foi um brasileiro: o Marco Ruas, ainda na década de 90, mas parece que as pessoas do meio esquecem desse importante detalhe.</p>
<p><strong>A preparação</strong></p>
<p>A mudança de modalidades traz acima de tudo a mudança também de regras e formatos dos eventos. No que tange a preparação do atleta, esse é um ponto determinante para quem migra do BJJ para o MMA. No Jiu-Jitsu, geralmente, você participa torneios com várias lutas no mesmo dia. No caso do Buchecha, no Mundial da IBJJF, são em média oito a dez lutas de 10 min cada. Nesse sentido, a preparação esportiva desse atleta visa abranger o máximo de requisitos possíveis. Afinal, dentro da mesma competição ele pode e deve enfrentar adversários com biotipos físicos, modelos táticos e técnicas completamente diferentes. No absoluto ele pode encarar caras como o Felipe Preguiça, o Keenan Cornelius, o Mahamed Aly ou até mesmo um Lucas Lepri. Então a preparação deve ser muito mais abrangente. Já no MMA, o cenário é completamente diferente. A preparação é pensada para um adversário e, sendo assim, vem a dar suporte para a tática escolhida para a luta. Outro ponto de grande diferença é o tempo de luta. Enquanto no Mundial o Buchecha precisa estar preparado para dez lutas de 10 minutos, em dois dias, no MMA são 3 rounds de 5 minutos em sequência e numa mesma noite. Ou seja, o modelo competitivo do BJJ e do MMA são bem diferentes. Enquanto o BJJ tem uma dinâmica que pode levar o dia todo de competição, e por dois dias, o atleta precisa estar preparado para manter o nível físico, mental e emocional numa zona que ele consiga passar o tempo todo no ótimo da sua performance. É uma verdadeira guerra. Economizar energia numa situação de vantagem, usar o estoque quando preciso, saber recuperar entre as lutas, tudo importa. Abordei isso no artigo que usei o próprio Buchecha como exemplo: a do Gás Infinito. Já no MMA, é uma luta só, dividida em três rounds. Apesar de ter menos tempo que as dez lutas de Jiu-Jitsu, o desgaste emocional é muito maior, afinal estamos falando de eventos de proporções de audiências bem diferentes e milhões de pessoas assistindo, além de patrocinadores e bolsas em um outro patamar. Um ponto positivo que conta para o Buchecha é que ele já vinha fazendo alguns eventos de lutas casadas e portanto já pôde vivenciar essa dinâmica.</p>
<div id="attachment_222029" style="width: 730px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/buchecha4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222029" class="size-full wp-image-222029" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/buchecha4.jpg" alt="" width="720" height="481" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/buchecha4.jpg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/buchecha4-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/buchecha4-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><p id="caption-attachment-222029" class="wp-caption-text">Será que Buchecha está preparado para estrear no MMA? Foto: Divulgação</p></div>
<p><strong>Expectativa</strong></p>
<p>Como descrevi durante o texto, a expectativa para a mudança de um competidor de elite do BJJ para o MMA é bem desafiadora. Ainda mais em se tratando do maior vencedor da história do Jiu-Jitsu. O Buchecha carrega consigo além da esperança de toda uma modalidade em reviver os tempos onde o BJJ era tido como arte marcial mais eficiente quando os combates eram ainda inter-estilos, uma cobrança invisível que é respaldada nesse marketing mundial que o próprio BJJ se apoiou para crescer como modalidade.</p>
<p>Alguma coisa, nessa era moderna, está acontecendo nessa migração dos atletas de BJJ para MMA. E os números mostram isso. É preciso investigar com mais calma para identificar quais os possíveis erros dessa transição ou mesmo qual o melhor caminho a ser feito. Planejamento e estudos analíticos podem ser excelentes ferramentas nessa árdua tarefa que o super campeão Marcus Buchecha terá pela frente. Nesse texto, tentei trazer apenas breves explicações de alguns pontos, para que todos os fãs, assim como eu, tenham noção do desafio que Buchecha terá pela frente.</p>
<p>Resumindo: é muito mais difícil do que imaginávamos mudar de modalidade esportiva e mais difícil ainda estar na elite em ambas. Ser campeão também em ambas, a história provou que realmente foi para poucos humanos. Aliás seriam super humanos esses que conseguiram esse feito?</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/Foto-do-colunista-Rafa-Ribeiro.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-214246 alignleft" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/Foto-do-colunista-Rafa-Ribeiro-273x300.jpg" alt="" width="273" height="300" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/Foto-do-colunista-Rafa-Ribeiro-273x300.jpg 273w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/Foto-do-colunista-Rafa-Ribeiro-136x150.jpg 136w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/Foto-do-colunista-Rafa-Ribeiro.jpg 689w" sizes="auto, (max-width: 273px) 100vw, 273px" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em>** Rafael Ribeiro é preparador esportivo de atletas amadores e profissionais, com foco em MEC (Modalidades Esportivas de Combate) e surfe. Ministra cursos de extensão e pós-graduação. Atualmente é responsável pela preparação esportiva dos atletas profissionais de Jiu-Jitsu Isaque Bahiense, Mahamed Aly, Márcio André, Pedro “Paquito” Ramalho e Hiago Gama. Também já treinou Michael Langhi e Renato Cardoso. Instagram: <a href="http://instagram.com/rafaribeirojj">@rafaribeirojj</a></em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/7-dicas-para-marcus-buchecha-migrar-com-sucesso-do-jiu-jitsu-para-o-mma-por-rafa-ribeiro/">7 dicas para Marcus Buchecha migrar com sucesso para o MMA, por Rafa Ribeiro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Overtraining nunca mais! Confira 6 dicas do preparador físico Rafa Ribeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jan 2020 16:14:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[overtraining]]></category>
		<category><![CDATA[Rafa Ribeiro]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_220637" style="width: 866px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/over.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-220637" class="wp-image-220637 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/over.jpg" alt="" width="856" height="566" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/over.jpg 856w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/over-300x198.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/over-768x508.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/over-150x99.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 856px) 100vw, 856px" /></a><p id="caption-attachment-220637" class="wp-caption-text">Patrique suas atividades com inteligência e planejamento para evitar o overtraining. Foto: Divulgação</p></div>
<p><em>Conteúdo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG. Para ter acesso a outros artigos especiais sobre o melhor do Jiu-Jitsu e do MMA, assine a nossa edição digital e leia antes! <a href="https://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Clique aqui e confira</a>!</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>*Por Rafael Ribeiro</em></p>
<p>A condição física de overtraining (“excesso de treino”, em inglês) é uma consequência da administração errada de três fatores na vida de um atleta: treinamento, descanso e alimentação. Caracterizado por um quadro de fadiga crônica, no qual há um acentuado declínio na capacidade de gerar força muscular, o estado de overtraining ainda se manifesta no atleta por sintomas como:</p>
<p>* Mudança de humor<br />
* Irritabilidade<br />
* Queda da resistência imunológica<br />
* Perda da qualidade do sono<br />
* Sonolência durante o dia<br />
* Dores de cabeça<br />
* Aumento do número de lesões<br />
* Em alguns casos, pode-se chegar à depressão</p>
<p>É fundamental que você, praticante de Jiu-Jitsu, não deixe o seu treinamento levá-lo a esse triste desfecho. Caso isso ocorra, você vai ter que passar algumas semanas sem praticar esportes com intensidade, contentando-se apenas com atividades lúdicas e recreativas. Existem casos de alguns atletas que ficaram até oito meses sem poder treinar Jiu-Jitsu à vera.</p>
<p>Aspectos externos à atividade esportiva, como o trabalho cotidiano e eventuais estresses familiares, estão diretamente relacionados ao desgaste fisiológico crônico do organismo. Certamente eles podem estimular que você descambe para um quadro de overtraining, caso o seu treinamento esteja constantemente muito intenso, sem a devida recuperação. Confira algumas dicas e estratégias para você se blindar a esse mal.</p>
<p><strong>1.</strong> Preocupe-se em adequar a sua alimentação ao tipo de treinamento que você pratica. Juntamente com o sono, a alimentação é um dos principais mecanismos de recuperação do seu corpo. O ideal para quem compete é ter um nutricionista fazendo o planejamento das quantidades de alimentos necessárias para repor tudo que é gasto. Caso você não possa usufruir desse profissional (que é muito importante, diga-se de passagem), existem diversos aplicativos para celular que oferecem algum tipo de plano ou controle alimentar. Eu destaco o My Fitnesspal (apesar do nome em inglês, ele é todo em português) e o Treinei.com (que disponibiliza aulas de condicionamento físico ao vivo, prescrição de treinos e orientação nutricional).</p>
<p><strong>2.</strong> Cuidado com os suplementos pré-treino ou treinos muito fortes bem tarde da noite, pois ambos deixam seu metabolismo muito acelerado e isso pode acarretar numa qualidade ruim do sono. Com isso, você terá dificuldades para fazer uma recuperação mental e muscular adequada. Mude o horário do treino muito forte para o final da manhã, pois este é o horário mais adequado para tal prática. Também indico um aplicativo para celular, o Sleep Better, que vai ajudar você a ter uma ideia de como anda a qualidade do seu sono. Assim você pode estruturar melhor a sua educação para uma recuperação mais eficiente.</p>
<p><strong>3.</strong> Planeje uma semana de treinos bem leves, pensando em treinar a parte técnica, laboratórios e drills, a cada quatro semanas de treinos. Assim seu organismo não sobrecarrega e você fica com um jogo mais inteligente e eficiente.</p>
<p><strong>4.</strong> Alterne os estímulos dentro da semana. Tente mudar os objetivos de cada treino, hoje um treino mais curto e intenso, amanhã um treino mais longo. Escolha um dia no meio da semana para fazer treinos mais leves, predominantemente exercícios mais educativos e técnicos, e com menos “rolas”.</p>
<p><strong>5.</strong> As sessões de preparação física têm como objetivo melhorar a sua performance dentro dos tatames. Elas não servem para deixar você cansado na hora do treino de Jiu-Jitsu. O seu preparador e o seu mestre têm que, acima de tudo, dialogar sobre como você vai treinar durante a semana, o mês e o ano. Caso isso não ocorra, você está correndo sério risco de fazer o que chamamos de “treinamentos concorrentes”, sobrecarregando seu organismo.</p>
<p><strong>6.</strong> Cuidado com a “guerra contra balança” às vésperas das competições. Muitos atletas se sacrificam com a alimentação, outros fazem verdadeiras loucuras baseadas em desidratações. Essa perda de peso descompensada é um novo agente agressor ao seu organismo. Já tivemos diversos exemplos do quão esta prática é nociva e perigosa, provocando atuações irreconhecíveis, e até mesmo risco de morte. Seja mais cauteloso em relação às bruscas perdas de peso.</p>
<p>Essas são apenas algumas estratégias que qualquer pessoa pode fazer sem ter todo o aparato fisiológico de avaliações que os atletas de elite hoje dispõem. Caso você perceba algum dos sintomas mencionados no início deste artigo, pense em reformular seu treino rapidamente ou então você estará com o quadro de overtraining instalado e deverá ficar de fora das coisas que provavelmente mais gosta por um longo período. Treinar mais não significa que você ficará melhor; planejamento e estruturação poderão sim levar você a um outro nível.</p>
<p style="text-align: right;"><em>*Rafael Ribeiro é faixa-preta de Jiu-Jitsu, formado por Ricardo Gordilho,<br />
integrante da equipe G3-Manimal, em Salvador, na Bahia.<br />
Preparador físico, especialista em Biomecânica, Rafa é pesquisador<br />
na área de esportes de combate e professor de cursos de extensão.</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/overtraining-nunca-mais-confira-6-dicas-do-preparador-fisico-rafa-ribeiro/">Overtraining nunca mais! Confira 6 dicas do preparador físico Rafa Ribeiro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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