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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Professor Marcos Escobar relembra o mata-leão que mudou sua vida</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Feb 2024 10:53:16 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_237581" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237581" class="wp-image-237581 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-GMI.jpg" alt="O lutador e professor Marcos Escobar, radicado em Miami. Foto: Acervo Pessoal" width="400" height="400" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-GMI.jpg 400w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-GMI-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-GMI-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><p id="caption-attachment-237581" class="wp-caption-text">O lutador e professor Marcos Escobar, líder da escola Everyone Jiu-Jitsu em Miami. Foto: Acervo Pessoal</p></div>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Como foi o seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p><em><strong>MARCOS ESCOBAR:</strong></em> Eu sempre gostei de lutas e como muitos da minha geração, era fã de Mike Tyson, Rocky Balboa e Bruce Lee. Pratiquei kung fu e boxe chinês, e gostava muito de artes marciais – mas não conhecia o Jiu-Jitsu. Tive meu primeiro contato “indireto” com a arte uma vez, andando no clube do Fluminense, perto de onde eu morava. Estava acontecendo uma edição da Copa Company. Acho que o ano era 1988 e ali foi a primeira vez que cheguei a ver ao vivo o Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>E como começou sua paixão pelo Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Creio que foi em 1993. Eu estava passando um carnaval em Rio das Ostras com amigos, e um dia na praia fomos brincar de luta na areia. Fui finalizado pelas costas por um amigo, com um mata-leão que desceu amargo. Eu simplesmente não entendi nada do que havia acontecido. Eu não sabia nem o que era dar três tapinhas. Só lembro que eu detestava perder, e ali sujo de areia decidi que precisava aprender aquela modalidade e saber como lutar daquela forma.</p>
<p><strong>Onde começou a treinar?</strong></p>
<p>Assim que voltei ao Rio, perguntei a um grande amigo que morava no meu prédio onde eu poderia ir para experimentar uma aula. Ele já era faixa roxa do mestre Fernando Pinduka e me recomendou duas academias na região: a academia do Dedé Pederneiras no Flamengo ou a do Leo Castello Branco, que acabara de abrir em Laranjeiras. Escolhi a do Castello que era mais perto e após aquela primeira aula me matriculei e nunca mais parei.</p>
<p><strong>Que benefícios o Jiu-Jitsu te traz até hoje?</strong></p>
<p>Acredito que toda e qualquer modalidade esportiva crie uma mudança positiva nas pessoas. Eu já praticava outras artes marciais, fazia polo aquático e sempre fui ativo e saudável. Mas o Jiu-Jitsu fez toda a diferença na minha vida, pois deu uma injeção inexplicável de disciplina, autoconfiança e responsabilidades.</p>
<p><strong>Que tipo de responsabilidades?</strong></p>
<p>Olha, eu passei a fazer questão de me cuidar. Aprender o que comer, ter horário pra cumprir treinos. Meus pais não precisavam me mandar à academia ou me dizer o que comer ou beber para continuar com saúde. Se eu já tinha uma disciplina de família, com o Jiu-Jitsu ela cresceu de forma exponencial e eu passei a saber o que fazer. Foi um desenvolvimento natural e involuntário. <a href="https://www.instagram.com/escobarbjj/" target="_blank" rel="noopener">O Jiu-Jitsu faz isso conosco.</a></p>
<div id="attachment_237583" style="width: 287px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237583" class="wp-image-237583 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar.jpg" alt="" width="277" height="379" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar.jpg 277w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-219x300.jpg 219w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-110x150.jpg 110w" sizes="(max-width: 277px) 100vw, 277px" /><p id="caption-attachment-237583" class="wp-caption-text">Escobar com o professor Castello Branco.</p></div>
<p><strong>E vale lembrar que isso era o início dos anos 1990&#8230;</strong></p>
<p>Exato, por essa época o esporte era ainda muito amador e bem menos desenvolvido do que nos dias de hoje. Então acredito que todo praticante de Jiu-Jitsu, de alguma forma, passa a se cuidar mais e a viver melhor e de maneira mais saudável. Acredito também, que venha daí o termo <em>“Jiu-Jitsu lifestyle”</em>.</p>
<p><strong>Como o Jiu-Jitsu ajuda famílias inteiras a ter essa tal de qualidade de vida, professor?</strong></p>
<p>Eu acho que saúde e qualidade de vida estão interligadas, mas não são a mesma coisa. Exemplo: você pode ser uma pessoa que adora o que faz. Ama seu trabalho, sua rotina e as pessoas ao seu redor. Não mudaria nada no seu dia a dia. Mas ao mesmo tempo você não se preocupa muito com exercícios, alimentação e suas horas de sono. Seu exames não andam muito bem. Eu diria que você tem uma boa qualidade de vida no que se refere a forma que você vive mas isso não reflete em sua saúde.</p>
<p><strong>E pode haver o camarada saudável sem qualidade de vida, certo?</strong></p>
<p>Isso. É a pessoa que odeia o trabalho, tem uma rotina corrida e está rodeada de gente com quem não se identifica nem curte. Apesar de comer bem, dormir bem e se exercitar, apesar dos exames estarem OK e a saúde lhe parecer boa, sua qualidade de vida não é. Acabamos de sair de um período delicado com a pandemia e as pessoas que não aprenderam ainda a importância de equalizar qualidade de vida com saúde deveriam começar a prestar atenção nisso.</p>
<p><strong>Que ensinamentos você colheu com seus professores e usa até hoje para ajudar a vida dos alunos?</strong></p>
<p>Graças a Deus tive professores e grandes parceiros de treino que, para mim, sempre foram excelentes modelos. Por isso são meus amigos. Além disso, tive um grande aprendizado na faculdade que junto com a experiência de vida, me deu uma visão diferenciada daquilo que eu fazia e queria para meus alunos. Eu estou sempre aprendendo, todos os dias! E sempre procurando melhorar para que meus alunos recebam o melhor produto final. Temos de ver nossa vida como uma balança! De um lado positivo e outro negativo. Se praticarmos mais coisas positivas, o lado positivo pesará mais. O mesmo acontece se praticarmos mais o lado negativo. Já o meio-termo não fará diferença nem moverá a balança. Temos sempre de tentar pesar mais pro lado positivo… Aí sim, teremos mudanças e resultados positivos em nossas vidas.</p>
<p><strong>Quais os planos para o futuro da sua equipe Everyone Jiu-Jitsu, em Miami?</strong></p>
<p>Hoje temos duas academias aqui na Flórida, uma em Miami e outra em Cooper City. São duas academias novas e que ainda estão se estruturando. Passamos maus bocados e sobrevivemos à pandemia que nos afetou demais. Mas hoje já consigo ver um futuro mais promissor. Nossas escolas estão bem montadas, temos um método bem estruturado, com pessoas empenhadas e capacitadas. Temos um trabalho e metodologia bem diferenciados, em especial com as crianças. O mais importante, no momento, é conseguirmos entregar o melhor Jiu-Jitsu possível para cada indivíduo e mudar a vida das pessoas de maneira extremamente positiva.</p>
<p><strong>Há um vídeo com você que bombou na internet. Daquela luta sua com o novato BJ Penn. O que aprendeu ali?</strong></p>
<p>Essa minha luta com o BJ foi uma história curiosa. Na minha cabeça, eu tenho na memória uma luta muito diferente e bem mais rápida do que realmente foi. Achava que eu havia tentado passar e ele me emborcou e pegou. Mas, quando assisti ao vídeo da luta anos depois, percebi que havia sido totalmente diferente. E eu não lembrava de nada daquilo que via no vídeo. Estranho, né? Já cheguei a fazer uma reflexão sobre isso… Na verdade não tenho muita lembrança daquele dia como um todo. Meu irmão me disse uma vez que eu passei mal e vomitei. Cheguei até a teimar com ele que não. Quando encontrei o BJ no Rio uma vez, ele me falou a mesma coisa (risos). Mas não lembro dessa indisposição mesmo. De qualquer forma, foi mais uma guerra pro currículo e mais uma amizade que levo pra vida.<br />
O BJ é um cara sensacional, sempre alto astral e uma fera que não precisa de apresentações. Naquela época, o Jiu-Jitsu era bastante diferente. Lutávamos pela bandeira, íamos para “matar ou morrer” e dávamos nossa vida nos tatames. Boas lembranças, e se tivesse de fazer tudo de novo, faria da mesma forma. Com uma diferença: na certa eu defenderia melhor aquele single-leg!</p>
<p><iframe title="Very Rare BJ Penn BJJ Match vs Marcos Escobar (BROWN BELT vs BLACK BELT)  &#x1f631;" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/y5XIUVLTK7s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/professor-marcos-escobar-relembra-o-mata-leao-que-mudou-sua-vida/">Professor Marcos Escobar relembra o mata-leão que mudou sua vida</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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