<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>paixão | Graciemag</title>
	<atom:link href="https://www.graciemag.com/tag/paixao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.graciemag.com</link>
	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
	<lastBuildDate>Sat, 20 Aug 2022 23:45:35 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1</generator>

<image>
	<url>https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/cropped-WhatsApp-Image-2023-08-09-at-20.29.31-32x32.jpeg</url>
	<title>paixão | Graciemag</title>
	<link>https://www.graciemag.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>A arte de se encantar pelas lutas desde criança, com Jiuliano Leon</title>
		<link>https://www.graciemag.com/a-arte-de-se-encantar-pela-luta-desde-crianca-com-jiuliano-leon/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-arte-de-se-encantar-pela-luta-desde-crianca-com-jiuliano-leon</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Aug 2022 23:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[academia]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos & Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[History]]></category>
		<category><![CDATA[Interviews]]></category>
		<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[Alliance]]></category>
		<category><![CDATA[BTT]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[didática]]></category>
		<category><![CDATA[faixa-preta]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Jiuliano Leon]]></category>
		<category><![CDATA[Judo]]></category>
		<category><![CDATA[Mike Tyson. Superação]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Makoto]]></category>
		<category><![CDATA[Murilo Bustamante]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Ruffoni]]></category>
		<category><![CDATA[setembro amarelo]]></category>
		<category><![CDATA[superação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.graciemag.com/?p=234777</guid>

					<description><![CDATA[<p>Makoto, no idioma japonês, possui estes significados: verdade, sinceridade, pureza. Somente alguns dos valores que o professor Jiuliano Sucena Leon sempre buscou no dojo, desde que se apaixonou pelo kimono aos 3 anos – de um modo inusitado. Hoje, o faixa-preta de judô e Jiu-Jitsu busca ensinar seus pequenos alunos em aulas diárias repletas de&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/a-arte-de-se-encantar-pela-luta-desde-crianca-com-jiuliano-leon/">A arte de se encantar pelas lutas desde criança, com Jiuliano Leon</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_234789" style="width: 1251px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234789" class="wp-image-234789 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon.jpg" alt="" width="1241" height="1241" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon.jpg 1241w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-1024x1024.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 1241px) 100vw, 1241px" /><p id="caption-attachment-234789" class="wp-caption-text">Professor Jiuliano Leon, em foto de arquivos: acostumado desde os 7 anos a motivar a criançada a ser feliz nos tatames.</p></div>
<p>Makoto, no idioma japonês, possui estes significados: verdade, sinceridade, pureza. Somente alguns dos valores que o professor Jiuliano Sucena Leon sempre buscou no dojo, desde que se apaixonou pelo kimono aos 3 anos – de um modo inusitado.</p>
<p>Hoje, o faixa-preta de judô e Jiu-Jitsu busca ensinar seus pequenos alunos em aulas diárias repletas de uma didática lúdica e divertida. O <a href="projeto Mundo Makoto" target="_blank" rel="noopener">projeto Mundo Makoto</a> se espalha pelos principais bairros da zona sul do Rio de Janeiro, como Botafogo, Leblon, Humaitá e Gávea, mas está apenas em seus primeiros passos.</p>
<p>Em conversa recente com a equipe GRACIEMAG, <a href="https://www.instagram.com/jiulianoleon/" target="_blank" rel="noopener">professor Jiuliano</a> falou de seus sonhos e de como apurou de maneira especial o ensino para os pequenos samurais.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Quando você percebeu que dedicaria sua vida às artes marciais?</strong></p>
<p><strong><em>JIULIANO LEON:</em></strong> Parece clichê, mas foi logo nos primeiros dias de judô, com mais ou menos 3 anos de idade. Machuquei o braço na primeira ou segunda aula, o que por sinal é um fato raro. Pois na terceira eu estava lá de volta, com gesso e tudo, assistindo aos amiguinhos. Me sentia totalmente em casa no dojo. Percebi que tinha dom para ensinar muito jovem, com 7 anos ainda. Chegava mais cedo nas aulas das crianças menores só para ajudar meu professor Ricardo Ruffoni. O Ruffoni é um doutor em Educação Física, sétimo dan de judô, e ter ajudado ele a dar aula diariamente dos 7 aos 21 anos foi um mestrado de valor inestimável.</p>
<p><strong>Lembra algum fato emocionante daquele tempo?</strong></p>
<p>Escolher uma é muito difícil. Minha vida e as artes marciais sempre foram uma coisa só. Mas, aproveitando o Setembro Amarelo, acredito que foi minha superação em conquistar a vaga do Campeonato Brasileiro de Judô em 1995, contra sintomas da síndrome do Pânico. Eu tinha apenas 10 anos. Só o amor explica como uma criança, naquela situação, não desistiu de lutar e de viver esse sonho, sonho esse que moldou meu caráter e minha personalidade pelo resto da vida. Confesso que eu mesmo, na minha idade adulta, não seria tão corajoso quanto aquela criança.</p>
<p><strong>Sensacional. E o que você continuou aprendendo, após tornar-se um professor no meio das crianças?</strong></p>
<p>Que dar aula é uma linda missão. Muitas vezes você vai se tornar a maior referência positiva que a criança terá na vida. Educando uma criança, passando confiança e ensinando valores, você muda um destino e, talvez, o futuro de uma família inteira, sem falar em todos os seus descendentes. É uma responsabilidade e tanto.</p>
<div id="attachment_234793" style="width: 770px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234793" class="size-full wp-image-234793" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-na-BTT.jpg" alt="" width="760" height="469" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-na-BTT.jpg 760w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-na-BTT-300x185.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-na-BTT-150x93.jpg 150w" sizes="(max-width: 760px) 100vw, 760px" /><p id="caption-attachment-234793" class="wp-caption-text">Jiuliano Leon e a turma de instrutores do Mundo Makoto na BTT Lagoa.</p></div>
<p><strong>O projeto Mundo Makoto está em expansão no Rio de Janeiro, certo?</strong></p>
<p>Hoje essa minha metodologia se encontra em mais de dez academias no Rio de Janeiro. As principais são a BTT Lagoa, a Alliance Rio, Via Salus e Top Defende. Dou aula para o filho do mestre Murilo Bustamante desde pequeno, e depois da modernização da BTT Lagoa ele me deu essa incrível oportunidade de levar o Mundo Makoto para umas das mais lendárias academias do planeta. O Alexandre &#8220;Gigi&#8221; Paiva é meu professor de Jiu-Jitsu e minha maior referência na luta de solo. Comecei a aprender com ele aos 14 anos e foi ele quem me deu a faixa-preta, em 2009. Tive a oportunidade de dar aula para os dois filhos dele também, e agora, com a nova gestão da Alliance Rio, fui chamado pelo Rodrigo Thiago para abrir o Mundo Makoto lá.</p>
<p><strong>Você lançou sua metodologia para o mundo agora, com seu curso no BJJ Fanactics. Quais os principais benefícios do seu curso on-line?</strong></p>
<p>As crianças aprendem muito melhor através de uma metodologia lúdica e objetiva. Nossa metodologia e progressão pedagógica são pensadas levando em consideração a especificidade das crianças e suas fases de aprendizagem. E tudo isso sem perder o foco e objetivo final daquilo que se quer ensinar e aprender. Essa combinação mantém as crianças motivadas, além de promover o desenvolvimento global do indivíduo – ou seja, físico, emocional e afetivo.</p>
<p><iframe title="Mundo Makoto/ Vídeo- Aula 1" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/3bVyvGfHlUA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Cite algo que poucos sabem sobre o ensino de artes marciais para crianças, por favor.</strong></p>
<p>Costumo dizer que a criança não é um “mini-adulto”. Ela gosta de ser corrigida e norteada, falando a língua dela, obviamente. Gosta de ter responsabilidade pela faixa que conquistou, de ser incentivada a comandar (principalmente as mais tímidas), de ajudar os mais novos, mas ela gosta de se superar. Muitas vezes, não sabem ou não conseguem verbalizar isso, mas, com as palavras e os incentivos certos, isso aflora numa boa. Está tudo lá dentro dela, esperando para aflorar e nada como esse conjunto de ferramentas completas chamadas artes marciais para que isso aconteça. Não tenho certeza se poucos sabem disso, mas é um aspecto essencial para as aulas dos pequenos.</p>
<p><strong>Você sempre foi próximo do faixa-preta de judô Breno Viola, o primeiro rapaz com síndrome de Down a conquistar a graduação. O que aprende com ele?</strong></p>
<p>Tudo era impossível até ele chegar lá e fazer. Breno escancarou portas que jamais voltaram a se fechar. Com seus 40 anos já deixou seu legado na Terra, né? Mas as verdadeiras lições do Brenão foram no dia a dia, nos treinos. No meio do treino do alto rendimento do Flamengo, ele se entregava como poucos no dojo. Na carona de volta, ele dormia e só acordava quando eu o deixava na esquina de casa e, principalmente, na resenha pré e pós-treino. Ele nunca quis dar qualquer lição, porém seus ensinamentos eram sutis e diários. Realmente um cara iluminado: chora, sorri e fica com raiva, tudo muito claro e autêntico. Talvez ele seja um dos poucos caras que conheço que ama tanto – ou mais do que eu – as artes marciais.</p>
<div id="attachment_234795" style="width: 770px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234795" class="size-full wp-image-234795" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Mundo-Makoto-turma-na-praia.jpg" alt="" width="760" height="499" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Mundo-Makoto-turma-na-praia.jpg 760w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Mundo-Makoto-turma-na-praia-300x197.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Mundo-Makoto-turma-na-praia-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 760px) 100vw, 760px" /><p id="caption-attachment-234795" class="wp-caption-text">Turma do Mundo Makoto em atividade ao ar livre, na praia do Leblon.</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-arte-de-se-encantar-pela-luta-desde-crianca-com-jiuliano-leon/">A arte de se encantar pelas lutas desde criança, com Jiuliano Leon</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>David Juliano e sua vocação para ensinar no Jiu-Jitsu</title>
		<link>https://www.graciemag.com/david-juliano-e-sua-vocacao-para-ensinar-no-jiu-jitsu/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=david-juliano-e-sua-vocacao-para-ensinar-no-jiu-jitsu</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jul 2021 17:49:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[atleta]]></category>
		<category><![CDATA[BjJ]]></category>
		<category><![CDATA[campeão]]></category>
		<category><![CDATA[Catar]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[David Juliano]]></category>
		<category><![CDATA[DJ Team]]></category>
		<category><![CDATA[ensino]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[formação]]></category>
		<category><![CDATA[GMI]]></category>
		<category><![CDATA[Graciemag Indica]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[kimono]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.graciemag.com/?p=233644</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ensinar é uma das atitudes mais nobres do Jiu-Jitsu. Faixa-preta de terceiro grau e especialista em treino desportivo, nosso GMI David Juliano, da DJ Team, entende essa importância e revela que a paixão por guiar as novas gerações é algo que o acompanha desde a infância. Em seu papo com o GRACIEMAG, o professor, que&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/david-juliano-e-sua-vocacao-para-ensinar-no-jiu-jitsu/">David Juliano e sua vocação para ensinar no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_233645" style="width: 506px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233645" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-19-at-14.10.28.jpeg" alt="" width="496" height="289" class="size-full wp-image-233645" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-19-at-14.10.28.jpeg 496w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-19-at-14.10.28-300x175.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-19-at-14.10.28-150x87.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 496px) 100vw, 496px" /><p id="caption-attachment-233645" class="wp-caption-text">Confira a entrevista abaixo. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Ensinar é uma das atitudes mais nobres do Jiu-Jitsu. Faixa-preta de terceiro grau e especialista em treino desportivo, nosso GMI David Juliano, da DJ Team, entende essa importância e revela que a paixão por guiar as novas gerações é algo que o acompanha desde a infância.</p>
<p>Em seu papo com o GRACIEMAG, o professor, que hoje atua no Catar, conta sobre seu fascínio pelo ensino, a trajetória percorrida até chegar a este ponto e as características necessárias para ser um instrutor de primeira. Confira nas linhas abaixo!</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gmi"><em><strong>* Entre para o time GMI! *</strong></em></a></p>
<p><strong>GRACIEMAG: Qual foi seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>DAVID:  Dava muito trabalho para minha mãe quando jovem, então ela me colocava para fazer várias artes marciais, na intenção de me tornar uma criança mais disciplinada. Meu primeiro contato com o Jiu-Jitsu foi em 1998, através do UFC. Me lembro de ver um cara de kimono branco e estatura média, fisicamente mais fraco que os oponentes, ganhando suas lutas de forma limpa e rápida, sem usar muito sua força. Aquilo me impressionou muito, então comecei a praticar Jiu-Jitsu no ano seguinte, em São José dos Campos, e nunca mais parei.</p>
<p><strong>Assim que começou a prática, já teve interesse em competir? Como foram seus primeiros anos nas faixas coloridas?</strong></p>
<p>Nos meus primeiros seis meses de Jiu-Jitsu, fui convidado para participar da minha primeira competição, no interior de São Paulo. Desde pequeno, eu sonhava em ser professor e, diante daquela experiência, entendi que poderia aprender muito competindo, para ensinar aos meus futuros alunos. Com essa mentalidade, fui com tudo na competição e acabei fechando a categoria dos plumas com um amigo de equipe. Ao longo da minha trajetória, tive a sorte de contar com bons professores e parceiros de treino, que me deram o suporte necessário para conquistar títulos nacionais e internacionais até a faixa-preta, mas o mais importante para mim foram os ensinamentos que acumulei durante meus treinamentos.</p>
<div id="attachment_233647" style="width: 506px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233647" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-19-at-14.14.14-1.jpeg" alt="" width="496" height="344" class="size-full wp-image-233647" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-19-at-14.14.14-1.jpeg 496w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-19-at-14.14.14-1-300x208.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-19-at-14.14.14-1-150x104.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 496px) 100vw, 496px" /><p id="caption-attachment-233647" class="wp-caption-text">Nas areias do deserto de Doha, no Catar. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Em que ano você pegou a faixa-preta e das mãos de quem? Qual a melhor memória deste dia?</strong></p>
<p>Peguei a faixa preta em agosto de 2008, das mãos do professor Erivaldo Jr, o Juninho. Lembro de rever, quase como um filme, a minha trajetória de quase dez anos até chegar àquele ponto. Foi uma caminhada desafiadora, com dificuldades financeiras e muita busca por conhecimento, mas receber a graduação fez tudo valer a pena. A sensação era de que eu tinha me formado em uma segunda faculdade. Certamente, nunca vou me esquecer deste dia. </p>
<p><strong>Você mencionou anteriormente que sempre sonhou em lecionar. De onde nasceu este interesse?</strong></p>
<p>O meu desejo em ser professor foi algo que nasceu e evoluiu de forma natural ao longo da minha vida. Ainda criança, quando ia brincar na rua com os meus amigos, eles sempre fingiam ser super-heróis, mas eu queria ser o professor deles. Mirava em personagens famosos da época, como o senhor Miyagi, do filme Karate Kid. Ao longo do meu crescimento e da minha evolução no Jiu-Jitsu, esse sonho foi ficando mais desafiador. Como era uma geração diferente, na qual o Jiu-Jitsu ainda não tinha alcançado a evolução atual, nós entendíamos que era necessário lutar todo fim de semana para obter o reconhecimento e conquistar alunos. Hoje funciona de outra forma, o praticante pode sair do tatame e investir em outras áreas pertinentes ao Jiu-Jitsu, como administração, marketing ou até mesmo lecionar.</p>
<div id="attachment_233649" style="width: 506px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233649" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-19-at-14.14.14.jpeg" alt="" width="496" height="496" class="size-full wp-image-233649" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-19-at-14.14.14.jpeg 496w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-19-at-14.14.14-300x300.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-19-at-14.14.14-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 496px) 100vw, 496px" /><p id="caption-attachment-233649" class="wp-caption-text">David na missão de guiar a nova geração. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Qual é o melhor ensinamento que você sempre passa aos seus alunos?</strong></p>
<p>Gosto de ressaltar a importância do esforço e da dedicação para ser bem sucedido dentro e fora dos tatames. Tive a oportunidade de treinar campeões mundiais e vários outros atletas que tinham potencial para alcançar esse status, mas não conseguiram. A partir destas experiências, passo esse ensinamento aos meus filhos e alunos. Sem esforço e dedicação, você será apenas mais um dos que tem potencial, mas não alcançará seus objetivos, sejam eles quais forem. Ao longo da minha vida, não conheci ninguém que tenha tido sucesso em suas metas com pouco treino ou esforço. Por isso, sempre lembro a eles que, para qualquer objetivo, a fórmula do sucesso é esforço e dedicação.</p>
<p><strong>Quais são as características que definem um formador de campeões?</strong></p>
<p>O mais importante é ter amor pela profissão, sentir prazer em ensinar e moldar o conhecimento dos seus alunos. Depois, é preciso entender que vivemos uma era diferente no Jiu-Jitsu, na qual as competições nem sempre são o foco. Como professores, devemos sempre investir em uma boa metodologia de ensino, pois só a partir deste investimento poderemos fortalecer nossa academia, formar pessoas melhores e talvez moldar os almejados campeões.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/david-juliano-e-sua-vocacao-para-ensinar-no-jiu-jitsu/">David Juliano e sua vocação para ensinar no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Do Rio ao Havaí: Conheça Patrick Almeida e sua história de paixão pelo Jiu-Jitsu</title>
		<link>https://www.graciemag.com/do-rio-ao-havai-conheca-patrick-almeida-e-sua-historia-de-paixao-pelo-jiu-jitsu/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=do-rio-ao-havai-conheca-patrick-almeida-e-sua-historia-de-paixao-pelo-jiu-jitsu</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2020 19:46:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BjJ]]></category>
		<category><![CDATA[campeonato]]></category>
		<category><![CDATA[faixa-preta]]></category>
		<category><![CDATA[Havaí]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[kimono]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[Patrick Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[Russia]]></category>
		<category><![CDATA[superação]]></category>
		<category><![CDATA[treino]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.graciemag.com/?p=223652</guid>

					<description><![CDATA[<p>Da infância em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, até ministrar aulas na Rússia e seguir com treinos intensos de competição no Havaí. Patrick Almeida conta sua trajetória muito pouco usual das que encontramos no Jiu-Jitsu: abandonou a carreira na medicina para seguir sua paixão pelo esporte. Muita coisa aconteceu no hiato desta&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/do-rio-ao-havai-conheca-patrick-almeida-e-sua-historia-de-paixao-pelo-jiu-jitsu/">Do Rio ao Havaí: Conheça Patrick Almeida e sua história de paixão pelo Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_223661" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Semis-Moscow.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-223661" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Semis-Moscow-1024x695.jpg" alt="" width="650" height="441" class="size-large wp-image-223661" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Semis-Moscow-1024x695.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Semis-Moscow-300x204.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Semis-Moscow-768x521.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Semis-Moscow-150x102.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Semis-Moscow.jpg 1114w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-223661" class="wp-caption-text">Patrick em ação na semifinal do Moscou Open, na faixa-preta. Foto: IBJJF</p></div>
<p>Da infância em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, até ministrar aulas na Rússia e seguir com treinos intensos de competição no Havaí. Patrick Almeida conta sua trajetória muito pouco usual das que encontramos no Jiu-Jitsu: abandonou a carreira na medicina para seguir sua paixão pelo esporte.</p>
<p>Muita coisa aconteceu no hiato desta história repleta de desafios, consistência e determinação, tudo graças ao bom e velho Jiu-Jitsu. Nada foi fácil para o faixa-preta Patrick Almeida, hoje com 26 anos, atleta formado pelos professores Everaldo Penco e Fabinho Oliveira, na Carlson Gracie Recreio. Sua trajetória de sucesso pode servir como inspiração para você, sonhador que quer seguir com ainda mais afinco em busca dos seus objetivos.</p>
<p>O Jiu-Jitsu surgiu na vida de Patrick, como em muitos outros casos, quando ainda era jovem, para combater o bullying que sofria na escola. Patrick era alvo de constantes apelidos e agressões constantes na escola, até que seu primo mais velho sugeriu as que ele entrasse nas aulas de Jiu-Jitsu. Os pais de Patrick no começo torceram o nariz, com receio da imagem ainda presente dos valentões da década de 90, no entanto acabaram cedendo ao esporte.</p>
<div id="attachment_223666" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Podium-Alfa-Barra-1-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-223666" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Podium-Alfa-Barra-1-1-1024x689.jpg" alt="" width="650" height="437" class="size-large wp-image-223666" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Podium-Alfa-Barra-1-1-1024x689.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Podium-Alfa-Barra-1-1-300x202.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Podium-Alfa-Barra-1-1-768x517.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Podium-Alfa-Barra-1-1-150x101.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Podium-Alfa-Barra-1-1.jpg 1097w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-223666" class="wp-caption-text">Fabinho Oliveira com Patrick e Everaldo Penco. Foto: Arquivo pessoal</p></div>
<p>Sua primeira lição de Jiu-Jitsu foi sobre adaptação. Com um kimono emprestado e muita vontade de aprender, Patrick usava seu tempo após as aulas para ir de bicicleta até a academia e dar seus primeiros “rolas” na academia Vikings, com o professor Elienai Rodrigues. Tempos depois o professor se mudou e Patrick, já morando no Recreio, teve a oportunidade de treinar na Team Nogueira, com o professor Everaldo Penco, que vinha a ser seu mestre ao longo de sua carreira como atleta.</p>
<p>A vida de treinos era intensa, mas o plano maior naquele momento era cursar medicina em uma faculdade federal, já que, Patrick tinha excelentes notas na escola. O vestibular o levou para um caminho diferente, que foi cursar Engenharia em Minas Gerais, e lá seus primeiros passos como professor começaram num pequeno projeto social. Posteriormente, uma paralisação geral da faculdade em Minas levou Patrick de volta ao Rio, surgindo uma outra oportunidade de cursar Medicina, desta vez na gélida Rússia.</p>
<p>“Fui com tudo para Kursk, uma cidade muito fria e extremamente remota”, conta Patrick, “naquela época não tinha Jiu-Jitsu, mas o sambo, judô e wrestling eram parte do cotidiano deles. Na minha faculdade tinha sambo e eu resolvi tentar. Dei a sorte de chegar lá no dia de treino de solo e eu com o Jiu-Jitsu deitei e rolei sobre os russos. Ganhei o respeito deles, mas eles não me aliviaram no treino de quedas. Não sabia o que era chão ou teto na aula de derrubadas. No treino de trocação era a mesma coisa, só que ainda pior. Passei a frequentar a igreja Bola de Neve de lá e me disseram que eles tinham planos de abrir um treino de Jiu-Jitsu, só que faltava um professor. Me candidatei e as turmas foram crescendo”. Mal sabia o faixa-preta que ele teria sido um dos pioneiros do Jiu-Jitsu em Kursk, deixando um legado na cidade.</p>
<div id="attachment_223659" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Teams-Podium-Moscow-2014.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-223659" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Teams-Podium-Moscow-2014-1019x1024.jpg" alt="" width="650" height="653" class="size-large wp-image-223659" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Teams-Podium-Moscow-2014-1019x1024.jpg 1019w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Teams-Podium-Moscow-2014-298x300.jpg 298w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Teams-Podium-Moscow-2014-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Teams-Podium-Moscow-2014-768x772.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Teams-Podium-Moscow-2014.jpg 1117w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-223659" class="wp-caption-text">Patrick no alto do pódio com seus alunos, no Moscou Open de 2014. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Com a experiência adquirida dando aulas e uma indicação do amigo Mahamed Aly, Patrick mudou-se para São Petersburgo, também na Rússia, para treinar e ajudar numa academia de Jiu-Jitsu, pedindo transferência para a Universidade de Medicina de São Petersburgo. Conforme Patrick ia lutando e vencendo a maioria dos campeonatos nacionais, sua paixão pelo Jiu-Jitsu começou a falar mais alto do que sua ambição pela Medicina. Patrick então decidiu se arriscar, largar tudo e ir em busca de sua carreira como atleta. Essa foi a primeira vez, de muitas, que o faixa-preta aprendeu a se reinventar. </p>
<p>De volta ao Rio de Janeiro, Patrick ajudou na fundação da Carlson Gracie Recreio e, posteriormente, começou a atuar como professor, dando algumas aulas particulares de Jiu-Jitsu. Uma de suas alunas pagou adiantado seu montante de horas, e seu maior sonho no Jiu-Jitsu seria concretizado: lutar o Mundial na Califórnia.</p>
<p>Com passagens e hotel reservados, tudo estava certo para competir no maior torneio do Jiu-Jitsu, se não fosse por um imprevisto: uma infecção no ouvido atrapalhou a reta final dos treinos e o peso não desceu como deveria, forçando Patrick a subir dos médios para o peso pesado. Mesmo com toda a dificuldade e contra recomendação médica, e as lágrimas ao alcançar a Pirâmide de Long Beach, o casca-grossa entrou para lutar, sendo superado.</p>
<p>&#8220;Mais uma vez o Mahamed esteve ao meu lado para me ajudar&#8221;, revelou Patrick. &#8220;Tive problemas com a passagem de volta para o Brasil que me forçou a ficar mais um tempo nos EUA. Não fraquejei e voltei para o Rio, onde teria outra experiência sensacional.&#8221;</p>
<div id="attachment_223655" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Working-with-the-World-Champion-Mahamed-Aly-.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-223655" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Working-with-the-World-Champion-Mahamed-Aly--1024x780.jpg" alt="" width="650" height="495" class="size-large wp-image-223655" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Working-with-the-World-Champion-Mahamed-Aly--1024x780.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Working-with-the-World-Champion-Mahamed-Aly--300x228.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Working-with-the-World-Champion-Mahamed-Aly--768x585.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Working-with-the-World-Champion-Mahamed-Aly--150x114.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Working-with-the-World-Champion-Mahamed-Aly-.jpg 1110w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-223655" class="wp-caption-text">Patrick com o amigo de longa da Mahamed Aly. Foto: Arquivo pessoal</p></div>
<p>Patrick falava dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Uma amiga da família indicou o esportista para trabalhar no evento, coordenando a área de pesagem de diversas modalidades como judô, taekwondo e boxe. Essa bagagem o fez receber um novo convite para retornar ao país que foi indispensável na sua carreira: a Rússia. Dessa vez Patrick não ia como estudante de medicina, mas sim professor de Jiu-Jitsu e parceiro de uma das maiores redes de academia da grande São Petersburgo.</p>
<p>&#8220;Cheguei lá numa época em que o governo apoiava torneios de newaza, luta agarrada com finalizações&#8221;, lembrou Patrick. &#8220;Nossos alunos treinavam o Jiu-Jitsu brasileiro e despontavam nessas competições. No meio dessa correria de aulas e torneios, o Everaldo Penco viajou até a Rússia para uma turnê de seminários, e ao chegar lá me graduou à faixa-preta. Eu inclusive estava treinando para o Europeu de Jiu-Jitsu, com foco na faixa-marrom, mas ele disse que eu teria que me virar e lutar de faixa-preta, porque me graduaria assim mesmo.&#8221;</p>
<p>Já como professor, Patrick ganhou a sua categoria no peso e conquistou o absoluto sem kimono no Moscou Open, além de arbitrar em torneios pela Europa em cidades como Copenhague, Praga, Lisboa e Moscou, que já arbitrava antes. Infelizmente, num desses torneios, a fera acabou rompendo dois ligamentos do joelho e teve que se reinventar pela segunda vez. As aulas diminuíram devido à gravidade das lesões, tendo alguns alunos se desligado pela falta do professor. Passado um tempo, ele e o seu então sócio, Igor Buchman, receberam uma proposta interessante de vender a academia. E assim o fizeram.</p>
<p>Com seu joelho lesionado e sendo forçado a ficar fora das competições por um período, Patrick aproveitou para viajar o mundo e conhecer outros países – mais de 30, pelas contas do atleta. Sua temporada sabática terminou quando recebeu uma proposta para lecionar em Denver, nos EUA, surgiu, mas outro fator embolaria uma equação tão simples.</p>
<div id="attachment_223653" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Podium-Lisbon.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-223653" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Podium-Lisbon-1024x1019.jpg" alt="" width="650" height="647" class="size-large wp-image-223653" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Podium-Lisbon-1024x1019.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Podium-Lisbon-300x298.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Podium-Lisbon-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Podium-Lisbon-768x764.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Podium-Lisbon.jpg 1125w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-223653" class="wp-caption-text">Em passagem por Lisboa, Patrick disputou e venceu  o open da capital. Foto: Reprodução</p></div>
<p>&#8220;O Tiago Oliveira, que é técnico de futebol e treinava comigo e com o Everaldo no Recreio, me procurou na intenção de me levar ao Havaí, para dar um seminário. Eles enviaram as passagens e, ao chegar lá, conheci o Keola Akao, um havaiano fora de série que me introduziu à cultura local. Acabei me apaixonando pelo lugar, pelas pessoas e sua hospitalidade. Ele comentou que buscava expandir a academia, formar um time de competição e tal, então falei da proposta que tinha em Denver para dar aulas, mas ainda assim gostaria de ficar no Havaí e continuar meu sonho de ser um atleta de ponta. Keola me fez uma contraproposta, me oferecendo todo o suporte e acordamos que eu ficaria. Também tive a sorte de ter o apoio do Horlando Monteiro, faixa-preta da Kimura, que também está aqui no Havaí, como treinador da equipe. Temos idade e pesos parecidos, podendo nos ajudar mutuamente no processo. Estou há poucos meses aqui e estou aplicando para ficar como atleta, e poder assim viver o meu sonho novamente.&#8221;</p>
<p>Com uma história que começou no Rio de Janeiro, fazendo aulas de Jiu Jitsu para se defender na escola, depois passando por ministrar aulas na Rússia em paralelo ao seu curso de medicina e, por fim, seguindo para o Havaí, onde segue atualmente dando continuação à sua carreira de atleta. Escolha de sonhos, mudanças de planos e, principalmente, muita determinação e treinos intensos. Patrick Almeida aprendeu a se reinventar a cada imprevisto e oportunidade que a vida lhe proporcionava. “É muito difícil ficar longe das pessoas que amamos, família, amigos e abrir mão de tantas outras coisas por um objetivo, pois esse é seu sonho e você precisa vencer na vida. O preço de abrir mão de tantas coisas é caríssimo, mas sem isso nada é possível”, conta o faixa-preta.</p>
<div id="attachment_223657" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Semis-Copenhagen.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-223657" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Semis-Copenhagen-1024x679.jpg" alt="" width="650" height="431" class="size-large wp-image-223657" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Semis-Copenhagen-1024x679.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Semis-Copenhagen-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Semis-Copenhagen-768x509.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Semis-Copenhagen-150x99.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Semis-Copenhagen.jpg 1125w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-223657" class="wp-caption-text">Patrick em duelo acirrado contra o craque Tommy Langaker, em Copenhagen. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Desta forma, podemos concluir que mesmo um jovem diante de sonhos tão distintos e tendo que se reinventar diversas vezes ao longo de sua trajetória, pôde alcançar o mundo e seguirá batalhando até conquistar seus objetivos na carreira de atleta. Mesmo em tempos de pandemia, com quarentena em todas as partes do mundo, a bagagem de superações e força de vontade de Patrick faz com que o professor trate de forma especial o momento, já com planos para o fim da tormenta.</p>
<p>&#8220;&#8216;O vencedor é vencedor por vencer. O perdedor é perdedor por ele desistir.&#8217; Sigo correndo atrás, com muita vontade. Nem essa quarentena vai me parar. Operei meu joelho durante o severo inverno da Rússia, não conseguia me movimentar pelo bairro por conta do frio e do gelo acumulado na rua, que escorregava muito. Estive praticamente em uma semi-quarentena nessa época, e aprendi que preso em casa, ou você se afunda ou você se ergue ao máximo. Não podemos nos deixar descansar, ficar em casa nos torna preguiçosos. Temos que lutar contra o conforto. Tenho aproveitado a quarentena para treinar mais, ler mais e fazer vários cursos online. Aproveite o seu tempo para investir em você e em se tornar um alguém melhor&#8221;, concluiu a fera. </p>The post <a href="https://www.graciemag.com/do-rio-ao-havai-conheca-patrick-almeida-e-sua-historia-de-paixao-pelo-jiu-jitsu/">Do Rio ao Havaí: Conheça Patrick Almeida e sua história de paixão pelo Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
