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	<title>pai | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Pantoja e o dia em que o UFC me fez chorar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mauro Ellovitch]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jul 2023 19:55:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MMA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diante das vaias da plateia, composta por muitos mexicanos ou por seus descendentes frustrados com a derrota, Pantoja pegou o microfone e desabafou em inglês: “Se vocês soubessem minha história, vocês iriam me amar. Eu trabalhei tão duro por isso”.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_241450" style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-241450" class="wp-image-241450 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/07/alexandre-pantoja-ufc-485x360-1.webp" alt="Alexandre Pantoja, campeão peso mosca do UFC após luta dramática. Foto: Reprodução Instagram" width="485" height="360" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/07/alexandre-pantoja-ufc-485x360-1.webp 485w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/07/alexandre-pantoja-ufc-485x360-1-300x223.webp 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/07/alexandre-pantoja-ufc-485x360-1-150x111.webp 150w" sizes="(max-width: 485px) 100vw, 485px" /><p id="caption-attachment-241450" class="wp-caption-text">Alexandre Pantoja, campeão peso-mosca do UFC após luta dramática. Foto: Reprodução Instagram</p></div>
<p>Impressionante como a paternidade vira (ou deveria virar) uma chave e muda completamente a vida de um homem.</p>
<p>Sempre fui uma pessoa emocional. Lutei desde adolescente para ser duro e não acusar os golpes que levava da vida. Me adestrei a absorver as pancadas e não demonstrar fraqueza. Seja as pancadas físicas, seja as emocionais.</p>
<p>Tanto o rompimento de um ligamento do tornozelo quanto a eliminação em um tão sonhado concurso deveriam ser encarados estoicamente, com a expressão fria de um jogador de pôquer ou o sorriso mais falso do que o de um vendedor de carro usado. Toda e qualquer lágrima deveria ser represada em público. Sempre.</p>
<p>Eis que nasceu minha primeira filha e as lágrimas vieram fácil. Tudo bem. Era uma situação compreensivelmente emotiva. O que não me avisaram é que essa torneira não iria mais fechar. Desde então, passei a me emocionar constantemente com músicas, textos e filmes que abordavam família e paternidade.</p>
<p>Para minha total descrença, surgiram do nada os malditos cortadores de cebola invisíveis quando eu assisti a “Encanto” com minhas filhas, ou no fim de “Logan” no cinema. Mas nunca esperei que algo assim fosse acontecer numa luta de MMA.</p>
<p>Lá estava eu ligado no UFC 290, na madrugada de 9 de julho, empolgado e agitado. O evento estava ótimo, com lutas emocionantes e muita ação. Na hora da disputa do cinturão dos moscas entre o brasileiro Alexandre Pantoja e o mexicano Brandon Moreno, minha adrenalina estava a mil. Era a chance de o Brasil voltar a ter um título do UFC depois da aposentadoria da gigante Amanda Nunes.</p>
<p>Brandon entrou como campeão e favorito contra Pantoja, apesar de o brasileiro já ter vencido disputas entre eles em duas oportunidades, no TUF 24 e no UFC Chile. O mexicano começou com seu habitual ritmo acelerado, mas foi pego no contragolpe e sofreu um knockdown. Pantoja avançou e parecia que a luta iria acabar por ali. Contudo, Moreno se recuperou com a garra mexicana, voltou melhor no segundo round e empatou o placar.</p>
<p>Com um assalto para cada lado, fiquei preocupado quando um frustrado Pantoja falou ao seu córner: “Ele está mais rápido do que eu”. A dúvida estava ali e qualquer perda de confiança pode ser fatal no octógono. Mas o treinador Marcos Parrumpinha foi cirúrgico ao reforçar psicologicamente seu atleta e orientá-lo a explorar melhor sua especialidade: o Jiu-Jitsu.</p>
<p>Nos rounds seguintes, apesar de continuar levando preocupantes jabs e diretos, o lutador de Arraial do Cabo se concentrou em buscar a queda ou a pegada de costas para controlar melhor a peleja e buscar a finalização. Talvez até com muito ímpeto, perdendo algumas posições, porém assegurando os rounds.</p>
<p>No intervalo para o último round, Parrumpinha falou o que Pantoja precisava ouvir: “Pensa nos seus filhos! Pensa na sua família!” Com esse foco em mente, Alexandre manteve a concentração, reforçou a confiança, achou o momento certo para pegar as costas de Brandon e assegurar a vitória na decisão dos jurados.</p>
<p>Diante das vaias da plateia, composta por muitos mexicanos ou por seus descendentes frustrados com a derrota, Pantoja pegou o microfone e desabafou em inglês: “Se vocês soubessem minha história, vocês iriam me amar. Eu trabalhei tão duro por isso”.</p>
<p>Apontando para sua família que estava na plateia e soltando o choro preso na garganta, Pantoja continuou: “Gabriela, minha esposa, meus filhos. Eu trabalhei tanto por isso! Eu posso tocar agora (o cinturão)! Eu posso tocar agora!” Nesse momento, as lágrimas já desciam aqui em casa também.</p>
<p>No que foi talvez o discurso mais comovente da história do UFC, Alexandre desabafou: “Eu entrego tudo que tenho (ao lutar). Minha mãe tomou conta de mim e dos meus dois irmãos sozinha. Agora você tem orgulho de mim, pai? Está orgulhoso de mim?”. E lá estava eu, chorando sozinho de madrugada e pensando no impacto que um pai causa na vida de seus filhos.</p>
<p>Ser pai não é só se reproduzir. Ser um verdadeiro pai desperta um amor que nem sabíamos que era possível antes. Um pai de verdade ama tanto seus filhos que está disposto a passar pelos piores tormentos para evitar que sua prole sofra. É entregar tudo por sua família, trabalhar tão duro para proporcionar o melhor para eles.</p>
<p>Antes mesmo de pisar no octógono, Alexandre Pantoja já era um campeão, por ser para seus filhos o pai que ele não teve. O choro faz parte dessa conquista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="UFC 290: Volkanovski e Pantoja ficam com o cinturão | Melhores Momentos" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/2b0ZKimh6Cw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/pantoja-e-o-dia-em-que-o-ufc-me-fez-chorar/">Pantoja e o dia em que o UFC me fez chorar</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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