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	<title>origem | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Exclusivo: Romulo Barral revela segredos de sua guarda blindada</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2020 17:51:20 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_153850" style="width: 619px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/GalvC3A3o-1.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-153850" class="size-full wp-image-153850" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/GalvC3A3o-1.png" alt="" width="609" height="463" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/GalvC3A3o-1.png 609w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/GalvC3A3o-1-300x228.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/GalvC3A3o-1-150x114.png 150w" sizes="(max-width: 609px) 100vw, 609px" /></a><p id="caption-attachment-153850" class="wp-caption-text">André Galvão na guarda de Rominho Barral. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #250. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Era o Mundial de Jiu-Jitsu de 2001, no Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro. O mineirinho Romulo Barral, então com 18 anos, zarpou de Diamantina para o Rio de Janeiro apenas para aplaudir seu instrutor, o atleta da escuderia Gracie Barra BH Cristiano “Titi” Lazzarini. Mesmo sem lutar, Barral aprendeu lições fundamentais, que revolucionaram sua visão sobre a arte marcial.</p>
<p>“Fui apenas para assistir ao Mundial, e vi o Titi raspar todos os seus cinco adversários na faixa-marrom com aquela técnica de guarda – uma das mãos na gola e um pé no bíceps. Ele foi campeão e eu resolvi adotar aquele estilo”, recorda Barral, hoje um faixa-preta campeão membro do Hall da Fama da IBJJF e professor radicado na Califórnia.</p>
<p>Na entrevista a seguir, o pentacampeão mundial (só na faixa-preta) e ouro no ADCC 2013 recorda como construiu seu temido jogo. Estude e aprenda com ele.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Como você aprendeu, ainda jovem, a lutar por baixo com uma das mãos na gola e um pé no bíceps, ponto de apoio para uma série de raspagens, finalizações e ataques?</strong></p>
<p><strong>ROMULO BARRAL:</strong> Eu era faixa-azul, e a coisa toda aconteceu como num clique. Eu estava no Mundial de Jiu-Jitsu de 2001, e havia ido para o Tijuca Tênis Clube apenas para assistir ao Titi, meu instrutor, que estava lá para disputar o peso pesado, na faixa-marrom. Ele lutou cinco vezes e raspou todos os cinco adversários com aquela técnica, de modo rápido e bonito. Todo mundo parava na frente dele e saía voando, pois não conseguiam estourar a pegada. O Titi entrava embaixo, fazia a alavanca e invertia, ao estilo de um tomoe-nage. Uma raspagem que, além de eficiente, era linda. Ali eu percebi que precisava copiar aquele jogo, e voltei para a academia em Minas Gerais com essa ideia. Pedi para ele me ensinar tudo sobre a posição. Nem sei quem foi que criou, nem me preocupei com isso. Queria era saber fazer bem.</p>
<p><strong>Você já era guardeiro na academia?</strong></p>
<p>Nada! Adotei esta guarda única e exclusivamente para facilitar meu jogo por cima. Eu gostava era de dar queda – adorava dar kata-guruma e baiana! – e passar guarda, era o meu estilo e onde eu me sentia confortável. Quando confirmei no Mundial que aquela técnica do Titi era eficaz para raspar qualquer um, de modo seguro e fulminante, eu logo percebi que cairia bem no meu estilo; era do que eu precisava, uma técnica para o caso de eu cair por baixo, que me facilitasse para raspar logo para poder voltar a ficar por cima. A partir daí a coisa foi mudando aos poucos, e fui me tornando guardeiro.</p>
<p><strong>A guarda com o pé no bíceps vem da guarda-aranha. Você acha que reinventou esse tipo de guarda aberta, de algum modo?</strong></p>
<p>Não, eu tenho consciência de que nunca inventei nada. Apenas aprendi com lutadores mais antigos do que eu. Não me preocupo com isso, de nomear técnicas nem nada. Acho que quem pode realmente reivindicar algumas criações são os mestres e campeões mais antigos. Sempre escutei o Vinicius Draculino contando que o Roberto Gordo inventou a meia-guarda para compensar um joelho machucado, ou que o Roberto Roleta criou aquela raspagem helicóptero para surpreender; esses caras sim estavam lá, fizeram do tatame grandes laboratórios. A gente modifica e melhora aqui ou ali, mas o jogo já existia – mesmo posições vistas como modernas já eram feitas há muitos anos.</p>
<p><strong>Você acha que esta guarda é restrita para alunos com algum biótipo, ou é uma técnica para todos?</strong></p>
<p>Não acredito nesse tipo de limitação. Qualquer técnica pode servir para qualquer tipo de aluno, com as devidas adaptações particulares. O que é importante é o praticante se colocar na posição, experimentar, entender suas particularidades e o que deve fazer para fazê-la funcionar, treino a treino. Claro que cada aluno vai se identificar com um jogo diferente, mas todos podem aprender todas as técnicas, se estiverem a fim. A manha é fazer bastante treino específico daquela posição, experimentá-la de todos os jeitos, conhecer suas defesas e ataques. E é preciso lembrar que isso não é coisa para um dia ou uma semana: só com dois ou três meses você se aperfeiçoa numa nova técnica a ponto de aplicá-la com qualidade.</p>
<p><strong>Quando você percebeu que esta técnica de guarda seria uma espécie de boia salva-vidas para você nos campeonatos?</strong></p>
<p>Acredito que a gente começa a sentir isso nos treinos mesmo. Porque todos os seus colegas já estão esperando aquilo, estão aprendendo junto contigo a executar aquilo, e mesmo assim a coisa está funcionando. E isso te obriga a desenvolver uma série de variações e pequenas minúcias para surpreendê-los. Por isso nos campeonatos muitas vezes o jogo flui até mais fácil, porque os oponentes não conhecem seu jogo como seus amigos na academia. O meu jogo começou mesmo a fluir na faixa-roxa, nos treinos e competições – foi quando a guarda encaixou como uma luva no meu estilo e venci várias competições lutando por baixo. Passei a ser guardeiro, começando 95% das minhas lutas fazendo guarda.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-146355" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1.jpg" alt="" width="1500" height="1000" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1.jpg 1500w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></a></p>
<p><strong>Como você vê a guarda? Primeiro você gosta de lapidar o lado ofensivo ou o lado defensivo dela?</strong></p>
<p>No início eu peguei muito mais rapidamente o poder ofensivo dela, vendo o que o Titi fazia. Mas, ainda naquele início, como faixa-roxa, eu já percebia que minha guarda era muito boa ofensivamente mas que era preciso que eu melhorasse defensivamente. Por exemplo, se eu perdesse a pegada ou o cara saísse do meu triângulo, o oponente acabava passando a guarda. Então depois de confiar no poder de ataque dela, eu passei a corrigir os pontos fracos, a reposição, o controle. Mas eu costumo ensinar aos alunos tanto os aspectos de ataque como de defesa, para que eles aprendam de modo equilibrado a usar a técnica.</p>
<p><strong>A guarda aberta deixa um pé um pouco vulnerável às chaves, não? O que você recomenda para proteger os pés também?</strong></p>
<p>Sim, a guarda aberta pode deixar o aluno com um pouco de medo de tomar uma chave de pé reta. O que é importante, na guarda-aranha por exemplo, é não perder o controle das mangas; já na guarda com o pé no bíceps e mão na gola, o crucial é usar a mão na gola para tirar a base do passador. Apesar, então, de o adversário estar com as mãos livres, ele dificilmente vai conseguir conectá-las para dar um bote no pé, porque a pressão do meu pé no bíceps impede.</p>
<p><strong>Que luta mais marcou sua carreira?</strong></p>
<p>Talvez a que eu guarde com mais carinho foi minha primeira final de Mundial na faixa-preta, em 2007, na Califórnia, contra o Saulo Ribeiro, um cara que respeito demais. Enfrentava ali uma lenda do Jiu-Jitsu, usei bem minha guarda, venci por 6 a 0 e conquistei um título que mudou minha carreira. Nessa luta inclusive o Saulo tentou atacar meu pé, mas defendi e caí por cima.</p>
<p><strong>Sua guarda na faixa-roxa e marrom já eram quase intransponíveis, ou a perfeição veio na faixa-preta?</strong></p>
<p>Creio que o primeiro mandamento do guardeiro é ter uma guarda intransponível, daquelas que o pessoal comenta: “Ih, aquela guarda é duríssima”. Aí os passadores e os adversários já ficam com aquele frio na barriga. Uma pegada forte e afiada e um arsenal de ataques fazem o grande guardeiro, e isso que eu buscava aos poucos. Na roxa não lembro de ninguém que tenha passado minha guarda. Na marrom chegaram a pegar minhas costas, umas situações que me montaram, caíram montado… Mas eu dava trabalho aos passadores já (risos). Mas agora estou ficando velho.</p>
<p><strong>Sua guarda era uma das que parecia dar mais trabalho ao Roger Gracie, tanto em treinos como nos campeonatos, inclusive em finais memoráveis nos Mundiais. O que aprendeu ao lutar contra ele?</strong></p>
<p>Acho que aprendi muita coisa. Aprendi a ter calma, por exemplo: o Roger é um cara muito calmo e determinado durante as lutas, nas boas e más situações. Aprendi também, na final do Mundial 2009, que não se deve demorar tanto a atacar. Fico feliz de ter chegado em três finais do absoluto em Mundiais com ele, que foi o melhor de todos os tempos.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/romulo-barral-e-os-segredos-da-sua-guarda-blindada-no-jiu-jitsu/">Exclusivo: Romulo Barral revela segredos de sua guarda blindada</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Do baú: a origem do &#8220;oss&#8221; nas academias de Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2020 16:04:23 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/goku-1.png"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-184680" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/goku-1.png" alt="" width="990" height="938" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/goku-1.png 990w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/goku-1-300x284.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/goku-1-768x728.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/goku-1-150x142.png 150w" sizes="(max-width: 990px) 100vw, 990px" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em>Por: Willian von Söhsten *</em></p>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br"><em><strong>* Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Entre as coisas que mais me divertem certamente está assistir ao anime ou desenho animado “Dragonball”. Como de costume, dou preferência para ver com legendas em português e áudio original em japonês. Quem gosta de ver dublado certamente vai se lembrar de umas das frases emblemáticas do guerreiro mais forte do mundo, “Oi, eu sou Goku”. Porém, você pode não saber, em japonês a frase dita é “Ossu, ora Goku”.</p>
<p>Para quem é praticante do Jiu-Jitsu esta apresentação do sayajin soa muito familiar, uma vez que tornou-se popular o uso da expressão “oss” dentro dos dojôs.</p>
<p>Há anos me preocupo em entender as origens desta expressão, e tenho pesquisado um bom material. Sem querer me alongar demais na parte gramatical, os kanjis (os desenhos que formam as palavras em japonês) para “ossu” são formados pelas representações das palavras “campo”, “mão”, “coração”, “faca” e outras coisas mais, que somados dão ao todo um significado de suportar, ser resistente e ter compromisso com o que faz.</p>
<p>Ou seja, quando você diz ossu, está se comprometendo a suportar, dar o melhor de si, superar desafios, assim como Son Goku em suas muitas batalhas. Mas como isso foi entrar nas academias de Jiu-Jitsu? Minha pesquisa me levou a três teorias.</p>
<p>A primeira teoria remete à expressão ossu como herança do karatê tradicional, mesmo não sendo falado em Okinawa, o berço desta arte marcial. Alguns sustentam que a palavra teria se perdido na exportação do karatê, originário na dinastia chinesa Tang, para o Japão, mas isso carece de certificação.</p>
<p>A segunda teoria, a qual eu acredito ter mais embasamento, é que o ossu se tornou a forma retraída de Ohaiyo Gozaimasu, que literalmente significa “é cedo”, mas é comumente usada para se dar “bom dia” no Japão.</p>
<p>Dentro desta linha de pensamento, um importante linguista japonês de nome Mizutani Osamu, da Universidade de Nagoya, fez um interessante experimento. Ele saiu cumprimentando pessoas aleatoriamente nas ruas com a frase Ohaiyo Gozaimasu e ouvia como resposta a mesma frase das pessoas que aparentavam estar mais tranquilas. Porém, os mais apressados retribuíam com a frase resumida “ohaiyo” e outros apenas com “oh-su”. Se pensarmos que Goku usa a expressão para se apresentar, me parece esta a teoria mais adequada.</p>
<p>Por fim, a terceira teoria tem como base o militarismo japonês durante a Segunda Guerra Mundial. A ideia era ter uma espécie de grito de guerra, como os Marines americanos, que tinham o “Oorah!”. Essa introdução no militarismo japonês provavelmente se deu com a influência de artistas marciais que já utilizavam a expressão “Ossu!” em seus treinos. Com o fim da guerra e a desmilitarização japonesa, muitos desses ex-combatentes passaram a ensinar artes marciais em faculdades, escolas e academias, o que teria popularizado a expressão.</p>
<p>Dessa forma o ossu é parte integrante de algumas artes marciais japonesas e Goku é um desses adeptos. Mas no Ocidente a expressão começou a perder um pouco do seu caráter original, sendo usada nas academias para dizer “olá”, “adeus”, “entendido”, “sim”, “obrigado” e “desculpe”.</p>
<p>O porquê do ossu ser tão falado dentro das academias de Jiu-Jitsu hoje é uma missão ainda mais difícil de se descobrir. Sabemos que no judô esse costume não é tradicional. Teria um karateca adepto do MMA ou outro japonês levado a saudação para as academias de Jiu-Jitsu? Pode ser.</p>
<p>Seja como for, goste você ou não o oss está aí, presente em quase todas as academias da nossa arte. Alguns mestres são contra, outros são a favor e muitos não ligam. Fato é que a coisa mais tradicional do Jiu-Jitsu brasileiro é justamente a renovação constante nessa maravilhosa arte marcial.</p>
<p>E você amigo leitor fala ou não fala “oss” em sua academia?</p>
<p style="text-align: right;"><em>* Willian von Söhsten é faixa-preta de Jiu-Jitsu,<br />
formado em jornalismo e direito,<br />
com pós-graduação em semiótica.</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/artigo-a-origem-do-oss-nas-academias-de-jiu-jitsu/">Do baú: a origem do “oss” nas academias de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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