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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Buchecha, Preguiça, Jacaré: uma breve história dos apelidos no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Sep 2023 09:02:45 +0000</pubDate>
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<div id="attachment_156994" style="width: 1114px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-156994" class="wp-image-156994 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/06/roleta99_2-1.jpg" alt="" width="1104" height="696" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/06/roleta99_2-1.jpg 1104w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/06/roleta99_2-1-300x189.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/06/roleta99_2-1-768x484.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/06/roleta99_2-1-1024x646.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/06/roleta99_2-1-150x95.jpg 150w" sizes="(max-width: 1104px) 100vw, 1104px" /><p id="caption-attachment-156994" class="wp-caption-text">Rodrigo Minotauro contra Roberto Roleta, durante o Mundial de 1998.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Exatos 130 anos antes de Conor McGregor nascer, um americano de sangue irlandês já sacudia o cenário de lutas nos EUA, e já era conhecido pelos fãs por um singelo apelido: “The Boston Strong Boy”.</p>
<p>Eram tempos do pugilato de mãos nuas, sem luvas, em que um boxeador chegava a lutar 75 assaltos para garantir um título mundial. Foi o que o peso pesado John L. Sullivan (1858–1918), o tal “garoto fortão de Boston”, precisou fazer em 1889 – numa época, aliás, que McGregor não era nome de craque, e sim de bola de futebol.</p>
<p>Como se vê, vem de longe a história dos apelidos nas artes marciais. Ao pesquisar as razões de tantos apelidos, tratamos de conversar com uma dezena de especialistas e jornalistas, e as respostas foram bem parecidas: “Não faço ideia”. O que nos animou, então, a investigar mais o tema, já que desistir é para os fracos.</p>
<p>Apelidos sempre foram um modo universal de demonstrar intimidade e carinho, em todas as línguas. Normalmente, encurtamos ou repetimos uma sílaba do nome para formar a alcunha, e assim um senador Robert é chamado de Bob nos EUA, um Roberto vira Bebeto no Brasil e, mesmo na peculiar língua alemã, um doutor Friedrich pode virar Fritz, para os companheiros de mesa.</p>
<p>As modalidades esportivas são recheadas de “nomes de guerra” marcantes, de “Minotauro” a “Maguila”, e aí entra um outro aspecto: o fator promocional. Aquele velho empresário de boxe já entendia que “Boston Strong Boy” vendia bem mais ingressos do que John L. Sullivan, assim como Conor McGregor tratou rapidamente de popularizar o apelido “Notorious” para faturar mais no UFC.</p>
<p>No Brasil, em especial nas academias de luta, a multiplicação de apelidos parece ter raízes um pouco diferentes: vão de um meio singelo de ajudar o mestre a identificar o aluno no meio da multidão até origens ligadas à capoeira, que cruzou seus caminhos com o Jiu-Jitsu nas primeiras lutas de vale-tudo.</p>
<div id="attachment_203608" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-203608" class="wp-image-203608 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/John_L._Sullivan_1898-692x1024.jpg" alt="O peso pesado John Sullivan, o &quot;Boston Strong Boy&quot;, lutava sem luvas, mas já com um nome de guerra. " width="650" height="962" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/John_L._Sullivan_1898-692x1024.jpg 692w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/John_L._Sullivan_1898-203x300.jpg 203w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/John_L._Sullivan_1898-768x1137.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/John_L._Sullivan_1898-101x150.jpg 101w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/John_L._Sullivan_1898.jpg 800w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-203608" class="wp-caption-text">John Sullivan, o &#8220;Boston Strong Boy&#8221;, lutava sem luvas, mas já com seu nome de guerra.</p></div>
<p>O historiador Joel Rufino dos Santos, por exemplo, sugeria que a tradição brasileira de se colocar apelidos em atletas de futebol vinha provavelmente das rodas de capoeira. Na época em que a capoeiragem era vista como vadiagem, os praticantes usavam apelidos para esconder a verdadeira identidade dos bambas, que tinham outros empregos quando não estavam treinando. Daí a tradição que se mantém até hoje, de cada capoeirista ganhar um apelido ao se formar. Segundo Rufino, com a entrada do negro no mundo do futebol – quando muitos clubes de várzea surgiram de grupos de capoeiras – a profusão de apelidos ganhou os gramados.</p>
<p>Nas academias de Jiu-Jitsu, o tal &#8220;nome de guerra&#8221; também pode ter ajudado lutadores com vidas duplas. Caso do primeiro deles, o japonês Conde Koma. E também de campeões mundiais mais recentes, caso de Roberto Magalhães, por exemplo. Medalhista de ouro do primeiro Mundial de Jiu-Jitsu em 1996, Roberto era um respeitável engenheiro durante o dia; de noite, quando vestia o kimono, transmutava-se no popular &#8220;Roleta&#8221;.</p>
<p>Seja como for, a invenção de apelidos marcantes segue sendo um charme do boxe e do Jiu-Jitsu, e é útil tanto para valorizar a “marca”, casos de “Notorious” ou “Money”, ou para fazer graça, como nos casos de “Buchecha” ou “Pé de Pano”. Na maioria das vezes, contudo, é uma soma da autoconfiança com bom humor, como no caso da lenda Muhammad Ali, para quem apenas um nome não foi suficiente: ele teve dois (nasceu Cassius Clay). E, quando precisou de um apelido, criou ele mesmo um para si: “The Greatest”, o maior de todos. Pouca marra?</p>
<p>Um apelido criativo não é garantia de sucesso nas artes marciais, mas no Jiu-Jitsu até que costuma dar sorte. Se você duvida, vá perguntar a Preguiça, Pé de Pano, Cobrinha, Margarida, e Carcará; Comprido, Roleta, Cara de Sapato e Tererê; Buchecha e Jacaré. Eles talvez possam responder melhor.</p>
<div id="attachment_190416" style="width: 805px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-190416" class="wp-image-190416 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/06/Marcus-Buchecha-x-Felipe-Preguica-no-absoluto-Foto-Luca-Atalla-1.jpg" alt="Marcus Buchecha x Felipe Preguica no absoluto Foto Luca Atalla" width="795" height="597" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/06/Marcus-Buchecha-x-Felipe-Preguica-no-absoluto-Foto-Luca-Atalla-1.jpg 795w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/06/Marcus-Buchecha-x-Felipe-Preguica-no-absoluto-Foto-Luca-Atalla-1-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/06/Marcus-Buchecha-x-Felipe-Preguica-no-absoluto-Foto-Luca-Atalla-1-768x577.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/06/Marcus-Buchecha-x-Felipe-Preguica-no-absoluto-Foto-Luca-Atalla-1-150x113.jpg 150w" sizes="(max-width: 795px) 100vw, 795px" /><p id="caption-attachment-190416" class="wp-caption-text">Buchecha x Preguiça no absoluto do Mundial 2016: batalha dos apelidos e um clássico do Jiu-Jitsu. Foto: Luca Atalla/GALLERR</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/money-notorious-buchecha-uma-breve-historia-dos-apelidos-nas-artes-marciais-e-no-jiu-jitsu/">Buchecha, Preguiça, Jacaré: uma breve história dos apelidos no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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