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	<title>motivacional | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Alex Martins e a determinação para alcançar o ouro no Pan de Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Sep 2021 13:39:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Alex Martins A preparação foi intensa rumo ao ouro no Pan 2021, mas nada diferente dos outros campeonatos. Mantive uma dieta regrada, sempre focado e, o mais importante, treinando com o meu time. Desde os faixas-brancas até os mais graduados, todos me ajudaram nesse preparo e me puxaram para dar o melhor de mim.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_234722" style="width: 596px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234722" class="size-full wp-image-234722" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Alex.png" alt="" width="586" height="534" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Alex.png 586w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Alex-300x273.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Alex-150x137.png 150w" sizes="(max-width: 586px) 100vw, 586px" /><p id="caption-attachment-234722" class="wp-caption-text">Foto: Reprodução</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Texto: Alex Martins</em></p>
<p>A preparação foi intensa rumo ao ouro no Pan 2021, mas nada diferente dos outros campeonatos. Mantive uma dieta regrada, sempre focado e, o mais importante, treinando com o meu time. Desde os faixas-brancas até os mais graduados, todos me ajudaram nesse preparo e me puxaram para dar o melhor de mim.</p>
<p>O resultado foi bom, mas a trajetória certamente não foi fácil. Dentro e fora da academia, passei por momentos estressantes que me afetaram diariamente. Fiquei cerca de duas semanas dormindo mal, totalizando apenas 3 ou 4 horas de sono por noite, e isso contribuiu ainda mais para derrubar meu humor e minha motivação. Diante desse nível de estresse e preocupação, as coisas pareciam estar encaminhadas para dar errado.</p>
<p>O Jiu-Jitsu, no entanto, me ajudou a superar as dificuldades e me restabelecer. Através do meu treino, consegui manter o foco e o entusiasmo que sinto pelo esporte, em especial pela competição que se aproximava. A arte suave me amparou e me manteve calmo, impedindo que as energias negativas, nascidas das dificuldades e do estresse diário, me sobrecarregassem.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gmi"><em><strong>* Entre para o time GMI! *</strong></em></a></p>
<p>Ao pisar no tatame da competição, as preocupações perderam a ênfase. Já na primeira luta, tive um bom desempenho e passei a acreditar que poderia ser campeão. Como disse anteriormente, não foi fácil. Cada uma das quatro lutas que fiz neste campeonato pareciam finais e precisei me focar completamente para executar o meu jogo de forma efetiva, e assim alcançar o título.</p>
<p>Olhando para trás, vejo que essa experiência foi importante para mim. Através dela, consegui enxergar a força do Jiu-Jitsu, que me guiou em meio às dificuldades, e a minha própria capacidade de seguir com a cabeça erguida em direção a um novo desafio. Com essa experiência, eu agora entendo o poder da positividade, de acreditar no meu potencial e de manter a motivação em face das dificuldades. Essa determinação inabalável é apenas mais um dos ensinamentos que o Jiu-Jitsu me trouxe.</p>
<p><em>*Alex Martins é um faixa-preta, atleta e líder da academia AMBJJ. O GMI conquistou a medalha de ouro na divisão dos médios da categoria master 3 no Pan de Jiu-Jitsu 2021.</em></p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="(max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/alex-martins-e-a-determinacao-para-alcancar-o-ouro-no-pan-de-jiu-jitsu/">Alex Martins e a determinação para alcançar o ouro no Pan de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Cavaca e suas reflexões sobre autoconhecimento e Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2021 21:47:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Rodrigo Cavaca O mundo atual é muito carente de cuidado, respeito e outros valores que a arte marcial oferece às pessoas. Obviamente, eu me refiro aos valores que são demonstrados e ensinados quando nos atemos a essência dessa arte marcial. O Jiu-Jitsu, por exemplo, agrega esses valores e princípios, mas não são todos os&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_234497" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/cavaca2.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234497" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/cavaca2-1024x719.jpg" alt="" width="650" height="456" class="size-large wp-image-234497" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/cavaca2-1024x719.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/cavaca2-300x211.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/cavaca2-768x539.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/cavaca2-150x105.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/cavaca2.jpg 1118w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-234497" class="wp-caption-text">Rodrigo Cavaca na famosa Pirâmide de Long Beach. Foto: Reprodução</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Texto: Rodrigo Cavaca</em></p>
<p>O mundo atual é muito carente de cuidado, respeito e outros valores que a arte marcial oferece às pessoas. Obviamente, eu me refiro aos valores que são demonstrados e ensinados quando nos atemos a essência dessa arte marcial. O Jiu-Jitsu, por exemplo, agrega esses valores e princípios, mas não são todos os lugares que promovem tais ensinamentos. Esse aprendizado ocorre do tatame pra vida e vice-versa, ou seja, existe uma troca de experiência e energia, além de estabelecer uma conexão com outras pessoas.</p>
<p>O nosso procedimento na Zenith é apenas atender bem as pessoas e oferecer o que nós temos de melhor, que por sua vez não é apenas a melhor forma de dar uma aula ou ensinar uma técnica, e sim aquilo que temos de melhor em nossos corações. A nossa ideia é guiar essas pessoas por um processo que eu passei sozinho, que é a jornada do autoconhecimento, e colocar em prática todos os meus quarenta anos de experiência para gerar a essas pessoas muitas conquistas em seus futuros. Para isso, buscamos trabalhar diariamente com paciência e tentando fazer a coisa certa em momentos fáceis e difíceis. Errar e sofrer derrotas momentâneas é algo inevitável na construção da história de um indivíduo, mas devemos tentar aprender com esses erros, de forma a fortalecer a nossa base e enriquecer as nossas futuras vitórias.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gmi"><em><strong>* Entre para o time GMI! *</strong></em></a></p>
<p>A vida fora do tatame influencia muito quem nós somos. Temos a criação dentro das nossas casas, nossas características, nossos traumas. Para auxiliar nessa jornada de autoconhecimento, é necessário ter lugares e amizades estratégicas, para que estas nos deem forças e bons exemplos. É isso que fazemos na nossa escola. Não consumo nenhum conteúdo informativo nas redes sociais, sigo apenas pessoas que são melhores do que eu, que possuem algo positivo para comunicar. Nós devemos buscar e seguir pessoas que são melhores do que nós, porque elas estão sempre nos ensinando, mesmo sem se dar conta. Hoje, eu tenho referência de pessoas boas, e consequentemente, academias e iniciativas de boa natureza.</p>
<p>Assim como em nossas casas, onde nós abaixamos a guarda e nos permitimos relaxar, a nossa escola oferece essa descontração através de um ambiente seguro e familiar. Quando uma pessoa traz sua família para a nossa escola, é sinal de que estamos no caminho certo. É um sucesso para nós, pois nós almejamos que nossos alunos se sintam felizes da mesma forma que estamos por estar lá.</p>
<p>Obviamente uma academia não se faz apenas de um ambiente ideal, então nós oferecemos uma boa metodologia, atendimento atencioso aos clientes e diversas medidas tomadas para oferecer o nosso melhor, mas o grande segredo é ser a nossa melhor versão e transmitir essa energia positiva, conquistando cada vez mais, um dia após o outro.</p>
<p><em>*Rodrigo Cavaca é faixa-preta de Jiu-Jitsu, líder da Zenith e formador de grandes campeões de Jiu-Jitsu</em></p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rodrigo-cavaca-e-suas-reflexoes-sobre-jiu-jitsu-e-autoconhecimento/">Cavaca e suas reflexões sobre autoconhecimento e Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A arte de dar a volta por cima, com o campeão Michael Jordan</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 14:07:49 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_233983" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233983" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan.jpg" alt="" width="1200" height="675" class="size-full wp-image-233983" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan.jpg 1200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-300x169.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-1024x576.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-768x432.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><p id="caption-attachment-233983" class="wp-caption-text">Por que grandes ícones do UFC não conseguem reconquistar seus títulos ou dar a tão famosa “volta por cima”? Documentário campeão de audiência com Michael Jordan pode oferecer as pistas. Foto: Reprodução</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #274. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Num dos muitos momentos emocionantes da série “Arremesso final” (“The Last Dance”, no original da Netflix), o espectador depara-se com o supercampeão Michael Jordan chorando copiosamente no chão do vestiário. Era o ano de 1996, e o Chicago Bulls acabara de conquistar seu quarto título da NBA.</p>
<p>Cerca de dois anos antes, Jordan sentira que não tinha mais o que provar após o tricampeonato consecutivo da NBA (1991/92/93). Estava cansado da perseguição da mídia e muito abalado pelo assassinato de seu pai. Por isso, havia decidido se aposentar, procurar novos desafios, jogar beisebol. Contudo, como manter um dos atletas mais competitivos e obcecados de todos os esportes no sofá, a assistir em casa outros times e novos jogadores serem coroados, enquanto ainda tinha talento incomparável e vigor físico suficiente para superá-los?</p>
<p>Michael não conseguiu se conter e voltou à NBA no fim da temporada 1994-95. Sentiu a falta de ritmo de jogo, a dificuldade de entrosamento com o novo elenco e a diferença da preparação física do basquete para a que vinha fazendo no beisebol. Os Bulls foram derrotados nos playoffs pelo Orlando Magic e muitos já diziam que a Era Jordan já havia passado. Subestimaram a incomparável capacidade de motivação e dedicação do maior de todos os tempos.</p>
<p>Jordan iniciou sua preparação no dia seguinte à eliminação, treinou obsessivamente por três períodos diários, dedicou-se ao que determinavam seus técnicos e cobrou o mesmo comprometimento dos colegas de equipe. Daí nasceu um time espetacular, por anos o recordista de mais vitórias numa só temporada da NBA (72, com apenas dez derrotas), com Michael eleito o jogador do ano e o Chicago Bulls conquistando o quarto campeonato. O título veio justamente no Dia dos Pais, dando um significado ainda maior para Jordan, que havia parado justamente após a perda de seu genitor. Impossível não se emocionar.</p>
<p>O que possibilita um retorno triunfal como esse após um longo afastamento do esporte? A justificativa mais fácil e impensada para explicar o caso de Michael seria atribuir tudo ao talento inigualável do “Air Jordan”. Então por que grandes ícones do UFC como Anderson Silva e Conor McGregor não conseguiram reconquistar seus títulos? Por que alguns poucos conseguem e tantos falham em empreitadas desse tipo no MMA?</p>
<div id="attachment_233990" style="width: 935px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233990" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture.png" alt="" width="925" height="591" class="size-full wp-image-233990" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture.png 925w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture-300x192.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture-768x491.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture-150x96.png 150w" sizes="auto, (max-width: 925px) 100vw, 925px" /><p id="caption-attachment-233990" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação/Zuffa LLC</p></div>
<p>É lógico que não podemos descartar a habilidade como um fator importante. Ninguém medíocre chega a se tornar um campeão do UFC e se manter por um tempo razoável. E é preciso ainda mais talento e inteligência para compensar o declínio físico que inevitavelmente vem com a idade e a inatividade. Foi graças a um nível técnico elevadíssimo que Dominick Cruz conseguiu recuperar seu cinturão peso-galo em 2016 depois de cerca de cinco anos de inatividade em razão de lesões gravíssimas nos joelhos.</p>
<p>Todavia, se talento e dominância garantissem grandes retornos, Anderson Silva, o maior gênio da história do MMA, teria conseguido voltar a reinar. Não foi o que ocorreu. Após sua fatídica derrota e a impressionante lesão sofrida contra Chris Weidman, Anderson nunca mais foi o mesmo. Não existe “perda de talento”. Não era tampouco a idade apenas que começava a afetá-lo. Faltava a motivação.</p>
<p>Como visto acima, Michael Jordan soube transformar a tragédia da morte do pai e a desconfiança da imprensa em motivação. Aliás, Jordan era um mestre em se automotivar. Bastava que alguém o provocasse, que um colunista na imprensa duvidasse dele ou mesmo que um oponente se destacasse, para que Michael usasse isso como razão pela qual precisava treinar o triplo e vencer. Ele se desafiava a provar para todos e para si mesmo que ainda era o melhor, que ainda podia vencer qualquer um. E assim o fazia.</p>
<p>No MMA, quem mais soube se motivar e retornar em triunfo foi Randy Couture. Cinco vezes campeão do UFC, o “Natural” já não era jovem quando começou a lutar MMA. Na estreia no UFC, tinha 33 anos. Durante toda a carreira, conviveu com constantes questionamentos da imprensa e de parte do público. Toda vez que ia enfrentar algum lutador mais jovem como Vítor Belfort (“Fenômeno” então com apenas 20 anos de idade), com mais recursos como Pedro Rizzo ou mais rápido como Chuck Liddell, Randy Couture era visto como carta fora do baralho. Isso o motivava a surpreender, a calar os críticos, a nunca parar. A cada luta em que era tido como azarão, ele sempre parecia querer mais a vitória do que os rivais.</p>
<p>Seu último retorno ao trono foi o mais sensacional e emblemático. Com 43 anos e vindo de mais de um ano de inatividade, Randy enfrentou o bem mais alto, mais jovem e nocauteador Tim Sylvia. A imprensa previa uma derrota constrangedora para o “coroa”, naquele UFC 68. Couture transformou essas críticas pesadas e a desconfiança em combustível para uma chama que parecia inesgotável. Durante cinco rounds, Randy foi uma locomotiva. Com labaredas saindo de seus olhos, derrubou seguidamente Sylvia e usou um jogo de wrestling extremamente desgastante para miná-lo. Couture era quem parecia ser o jovem ali. Após ter seu braço levantado por decisão unânime, o ídolo americano sorriu e declarou: “Nada mal para um cara velho! ”</p>
<p>A série “Arremesso final” comprova que só talento e vontade não são suficientes se não houver dedicação. Jordan era extremamente disciplinado e treinava mais do que qualquer um no time. Não é fácil manter essa rotina quando já se alcançou as maiores honrarias de seu esporte. É preciso uma combinação de autoconhecimento, determinação e engajamento. Aquele velho adágio de que não basta a inspiração sem a transpiração. Quando tratamos de UFC, nenhum campeão representa melhor essa dedicação do que Georges St-Pierre.</p>
<p>Durante toda sua gloriosa carreira no peso meio-médio, o faixa-preta canadense sempre buscou treinar, aprimorar-se, preencher lacunas, desenvolver novas habilidades. Procurava os melhores treinadores no mundo em áreas onde precisava desenvolver habilidades específicas. Pupilo da lenda Freddie Roach no boxe e faixa-preta do professor Bruno Fernandes na GB Montreal, St-Pierre já foi a Londres aprender algumas técnicas da arte suave com Roger Gracie, foi à Tailândia aprimorar muay thai, treinou wrestling com a equipe do Canadá, fez treinos de força e flexibilidade com equipes de ginástica olímpica. A cada luta, esse empenho constante de St-Pierre gerava algo novo para dificultar a vida de seus adversários.</p>
<p>Ao se aposentar após sua nona defesa consecutiva do cinturão meio-médio, Georges continuou se mantendo em forma. Quatro anos depois, motivado por se tornar campeão de mais uma categoria e enfrentar outro veterano do esporte, GSP aceitou disputar o cinturão peso médio contra Michael Bisping, no UFC 217. Para isso, voltou a se dedicar com afinco único e profissional aos treinamentos. Era preciso ganhar mais musculatura e, ainda assim, continuar ágil para poder ganhar de um oponente maior e naturalmente mais pesado.</p>
<p>A disciplina do canadense o levou a praticamente morar na academia e mudar sua preparação para dar mais ênfase em finalizações e em poder de nocaute. Árdua dedicação que trouxe dividendos. Durante os dois primeiros minutos da luta no Madison Square Garden, St-Pierre ainda recebia muitos golpes, mas gradativamente se adaptava à nova dinâmica e conseguia encaixar o que havia treinado. Até que, no terceiro round, quando se esperava que os anos de aposentadoria cobrariam o preço de um atleta menos comprometido, GSP cresceu na luta, acertou um potente cruzado de esquerda, seguiu com socos no chão até pegar as costas de Bisping e finalizá-lo no mata-leão. Tudo que treinara à exaustão fora devidamente aplicado e Georges St-Pierre era novamente campeão do UFC.</p>
<p>Deveríamos nos inspirar nos exemplos desses retornos gloriosos para superarmos os desafios que a vida nos traz, amigo leitor. Não é preciso ser um Michael Jordan ou um Georges St-Pierre. Todos temos nossas próprias habilidades, limitações e dificuldades. Se soubermos combinar nossos talentos com muita motivação e dedicação, haveremos de triunfar.</p>
<div id="attachment_233992" style="width: 995px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233992" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva.png" alt="" width="985" height="649" class="size-full wp-image-233992" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva.png 985w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva-300x198.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva-768x506.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva-150x99.png 150w" sizes="auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px" /><p id="caption-attachment-233992" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação/Zuffa LLC</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-arte-de-dar-a-volta-por-cima-com-o-campeao-michael-jordan/">A arte de dar a volta por cima, com o campeão Michael Jordan</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Bráulio Estima e sua inabalável persistência no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2021 21:16:00 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_233380" style="width: 521px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233380" class=" wp-image-233380" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Braulio-Estima-ADCC-2006-1.jpg" alt="" width="511" height="546" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Braulio-Estima-ADCC-2006-1.jpg 377w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Braulio-Estima-ADCC-2006-1-281x300.jpg 281w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Braulio-Estima-ADCC-2006-1-140x150.jpg 140w" sizes="auto, (max-width: 511px) 100vw, 511px" /><p id="caption-attachment-233380" class="wp-caption-text">Foto: Pedro Stabile</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #266. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Em seus primeiros campeonatos da IBJJF, ainda nas faixas coloridas, Bráulio Estima sofreu uma série de derrotas logo na luta inicial. “Era uma frustração enorme, mas acho que se eu continuasse perdendo até hoje, eu estaria treinando e tentando de novo. A determinação está acima dos resultados e das medalhas”, diz o professor da Gracie Barra Birmingham, na Inglaterra.</p>
<p>“Eu ia de Recife ao Rio para perder logo de cara. Era terrível, mas se você, mesmo derrotado, usar o mau resultado para corrigir o seu jogo, no fundo você está sendo bem sucedido. Bate a tristeza, vem a incerteza se você está treinando certo, mas o principal é voltar para o tatame com vontade de melhorar. Cada lição que tomei naqueles primeiros anos me fez um lutador campeão anos depois. Como grande mestre Carlos Gracie sempre ensinou: ‘No Jiu-Jitsu não se perde, ou você ganha ou você aprende’”, ensina Bráulio, que, já com a faixa-preta na cintura, passou a saborear muitas glórias como consequência de sua inabalável persistência.</p>
<p>Na foto acima, Estima (também conhecido pela alcunha “Carcará”) recorre à guarda fechada para vencer o impávido Delson Heleno, o Pé de Chumbo, na final da categoria meio-pesado do Mundial 2006, a última edição do evento realizada no Rio de Janeiro, no ginásio do Tijuca Tênis Clube.</p>
<p>“Sempre adotei o tema ‘devagar e sempre’, mas sempre pra frente”, analisa Bráulio, revelando mais uma ótima dica aos leitores da GRACIEMAG. “Acredito que quando o lutador aponta objetivos mais alcançáveis, ele se mantém o tempo todo motivado e combate a frustração. Há muitas metas a buscar: perder peso, aprender a não ser amassado, aprender a se defender, afiar determinado golpe, vencer um colega de treinos… Se eu fico martelando na minha cabeça objetivos como, por exemplo, ser o próximo campeão do UFC, a coisa está tão distante e traz tanta pressão que não chego nem no próximo degrau.”</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/braulio-estima-e-sua-inabalavel-persistencia-no-jiu-jitsu/">Bráulio Estima e sua inabalável persistência no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Lições Olímpicas: 20 dicas de Usain Bolt, Phelps e outros mitos do esporte</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2016 17:00:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Mais uma edição dos Jogos Olímpicos chegou ao fim. Desta vez, com gosto especial, a maior festa do esporte mundial foi realizada no Brasil, na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro, e certamente vai deixar saudade pelos feitos históricos de grandes atletas, seja em suas respectivas modalidades, ou na mensagem de perseverança desses monstros.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-233808 aligncenter" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Usain-Bolt-credito-Wikipedia.jpg" alt="" width="1280" height="857" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Usain-Bolt-credito-Wikipedia.jpg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Usain-Bolt-credito-Wikipedia-300x201.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Usain-Bolt-credito-Wikipedia-1024x686.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Usain-Bolt-credito-Wikipedia-768x514.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Usain-Bolt-credito-Wikipedia-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais uma edição dos Jogos Olímpicos chegou ao fim.</p>
<p>Desta vez, com gosto especial, a maior festa do esporte mundial foi realizada no Brasil, na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro, e certamente vai deixar saudade pelos feitos históricos de grandes atletas, seja em suas respectivas modalidades, ou na mensagem de perseverança desses monstros.</p>
<p>Alguns heróis mitológicos do esporte mundial sequer vestiram um kimono de Jiu-Jitsu. Seus ensinamentos, porém, hão de inspirar você e seus treininhos. Confira abaixo nossa seleção de grandes frases de heróis do esporte e siga o exemplo dos seus ídolos!</p>
<p>1.“Nunca diga nunca, pois limites são como medos: são sempre apenas uma ilusão.” (Michael Jordan, astro do basquete)</p>
<p>2. “Imagino que alguns devam ter presumido que eu era uma espécie de mascote, especialmente quando comparado com a massa física dos russos, todos imensos. Lembro-me de olhar para eles e pensar: ‘Eles são grandes, mas as árvores grandes também podem ser abatidas’” (Pelé, rei do futebol, relembrando a Copa de 1958)</p>
<p>3.“É mais fácil fazer seu trabalho de forma certa do que depois ficar explicando por que você não conseguiu.” (Martina Navratilova, campeã de tênis)</p>
<p>4.“Se você sonha que pode me vencer, é melhor acordar rápido e me pedir desculpas.” (Muhammad Ali, pugilista)</p>
<p>5.“A traiçoeira armadilha do sucesso é um alçapão em que costumamos cair quando, embriagados pelos êxitos, passamos a nos achar melhores que os outros, ou mesmo invencíveis; e então nos afastamos da essência do sucesso: a preparação.” (Bernardinho Rezende, treinador de voleibol)</p>
<p>6.“Eu queria agradecer aos meus fãs pelo incentivo. E aos que duvidaram de mim, muito obrigado também, porque vocês me empurraram até aqui.” (Usain Bolt, velocista)</p>
<p>7.“O primeiro tempo é vencido pelo melhor técnico. O segundo tempo é vencido pelo garoto com a melhor forma. O terceiro tempo é vencido pelo garoto com o maior coração.” (Dan Gable, wrestler e treinador)</p>
<p>8. “Eu tento executar a coisa certa no momento certo. Podem ser pequenas coisas, mas frequentemente são essas que fazem a diferença entre vencer e perder.” (Kareem Abdul-Jabbar, basquete)</p>
<p>9. “A estratégia minha e do meu treinador era juntar fotos de todos os melhores saltadores do planeta. A gente imaginava qual era a principal habilidade de cada um deles, e assim criava em nossa cabeça um atleta que nunca existiu. Então, a gente começava a trabalhar para me transformar naquele cara.” (Sergei Bubka, salto com vara)</p>
<p>10. “Não force seus filhos nos esportes. Eu nunca fui forçado. Até hoje, meu pai jamais me levou para jogar golpe. Eu pedia a ele. É o desejo da criança de brincar que importa, não a vontade dos pais de ver o filho jogar. É o divertimento. Mantenha o esporte divertido sempre.” (Tiger Woods, golfista)</p>
<p>11. “Adiar as coisas é uma das mais comuns e mortais doenças no mundo, e seu preço no sucesso e na felicidade das pessoas é pesado demais.” (Wayne Gretzky, jogador de hóquei no gelo)</p>
<p>12. “Um time é onde a criança pode provar sua coragem para os outros. Uma gangue é onde um covarde vai para se esconder.” (Mickey Mantle, ás do beisebol)</p>
<p>13. “O importante é aprender uma lição a cada vez que você perde. A vida é um aprendizado constante, e você precisa tentar aprender o que funciona melhor para você. Deixe-me dizer, a vida não é divertida quando você fica o tempo inteiro batendo com a cabeça contra uma parede de tijolos.” (John McEnroe, tenista)</p>
<p>14. “O que une uma equipe é quando um cobre as fraquezas do outro.” (Phil Jackson, técnico de basquete)</p>
<p>15. “Uma vez que algo vira uma paixão, a motivação está ali.” (Michael Schumacher, piloto)</p>
<p>16. “Algumas pessoas gostariam que algo acontecesse. Algumas desejam que aconteça. E outras fazem acontecer.” (Michael Jordan)</p>
<p>17. “Ter qualquer tipo de dúvida dentro de você é a maior fraqueza que um atleta pode ter.” (Shawn Johnson, ginasta)</p>
<p>18. “Eu não consigo lembrar o último dia em que deixei de treinar.” (Michael Phelps, nadador)</p>
<p>19. “Ninguém jamais se afogou em suor.” (Dan Gable, wrestler)</p>
<p>20. “Aprendi ao longo da minha carreira a gostar do sofrimento.” (Rafael Nadal, tenista)</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/licoes-olimpicas-20-dicas-de-usain-bolt-phelps-e-outros-mitos-do-esporte/">Lições Olímpicas: 20 dicas de Usain Bolt, Phelps e outros mitos do esporte</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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