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	<title>Márcio Feitosa | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Márcio Feitosa | Graciemag</title>
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		<title>Nas internas: a lenda do casca-grossa Zé Beto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2024 15:48:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Curte as histórias das internas do mundo do Jiu-Jitsu? Essa também vem do nosso baú. Na vida dos competidores, é comum a expectativa para ver as chaves dos campeonatos. Imagine que você vai competir e a semana do evento se aproxima. Como você reagiria ao notar no seu lado das chaves um poderoso competidor de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_149847" style="width: 601px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-149847" class="size-full wp-image-149847" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1.jpg" alt="Quem será o misterioso atleta do quebra-cabeças? Foto: Divulgação" width="591" height="826" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1.jpg 591w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1-215x300.jpg 215w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1-107x150.jpg 107w" sizes="(max-width: 591px) 100vw, 591px" /><p id="caption-attachment-149847" class="wp-caption-text">O lendário Zé Beto assombrou muitas gerações de competidores&#8230; Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>Curte as <a href="https://www.amazon.com.br/Jiu-Jitsu-nas-internas-hist%C3%B3rias-bastidores-ebook/dp/B09X25RDG9" target="_blank" rel="noopener">histórias das internas do mundo do Jiu-Jitsu?</a></p>
<p>Essa também vem do nosso baú.</p>
<p>Na vida dos competidores, é comum a expectativa para ver as chaves dos campeonatos.</p>
<p>Imagine que você vai competir e a semana do evento se aproxima. Como você reagiria ao notar no seu lado das chaves um poderoso competidor de Jiu-Jitsu, capaz de amassar qualquer um com um jogo completo e justo?</p>
<p>Convocamos Marcio Feitosa, tricampeão mundial pela IBJJF e tarimbado professor da Gracie Barra, para relembrar uma história clássica, que envolve um famigerado lutador chamado Zé Beto.</p>
<p>Conta aí, Feitosa:</p>
<p>“Zé Beto já fez muita gente trocar de categoria, fazer e desfazer dieta, tirar nome de campeonato, ou simplesmente não aparecer para lutar. Espalhou terror e pânico por várias e várias gerações de competidores”, conta o faixa-preta.</p>
<p>“Sua origem é um pouco incerta, ninguém conhece direito de onde Zé Beto surgiu. Lembro de ter ouvido falar dele a primeira vez há muitas décadas, em rodas de conversa com o mestre Carlos Gracie Jr. Para dar uma ideia de como Zé Beto era respeitado, vou contar uma história de um amigo nosso, cujo nome vou manter em sigilo para preservá-lo. Ele morava comigo em Lake Forest, na Califórnia, na época em que dividíamos um apartamento com Marco Joca ‘Piu-Piu’, Marcio Pé de Pano, André Fernandes da IBJJF, Kayron e mestre Carlinhos. Era época do Pan-Americano, e essa figura, então de faixa-roxa, estava altamente preparado para o campeonato.</p>
<p>“No auge da preparação dele, um dos companheiros então propôs: ‘É chegada a hora de introduzi-lo ao Zé Beto’. Numa noite, todos na jacuzzi da academia de musculação, relaxando após um dia de treinos duros, alguém soltou:</p>
<p>&#8220;‘Ih, fera… Eu acho que você vai cair de cara com o Zé Beto’. Um outro devolveu de lá: ‘Ih rapá… Zé Beto gosta de jogar sujo, dar cabeçada, adora arrumar confusão… Agora, eu não acho que ele tenha nada demais não, o problema é que o pessoal já começa a luta se entregando, só porque o cara tem um nome famosinho no Jiu-Jitsu. Ele tem aquelas quedas dele, fica por cima amassando, mas é só fazer seu jogo’.</p>
<p>&#8220;Um terceiro emendou: ‘Meu irmão, eu não acho o jogo de queda dele nada demais, sabia? Ele é muito mais perigoso com aquela guarda, sabe dar bons botes de braço na fechada, perna grande e forte…’ Nosso amigo faixa-roxa já estava demonstrando uma mudança no olhar.</p>
<p>“No dia seguinte, ele já começou a fazer sua própria pesquisa. Quem afinal seria esse tal de Zé Beto? De que equipe viria? ‘Não quero saber não, vou cair para dentro dele!’. Só que pelo olhar você percebia que os pensamentos não estavam confirmando aquelas palavras. Dois ou três dias depois, veio o anúncio: ‘Vou baixar de peso, sabia? Estou leve para a categoria, faltam só uns quilinhos’. E tome de dieta e passar fome.</p>
<p>“No auge da magreza do rapaz, a pilha ressurge: ‘Meu irmão, não tem jeito, tu vai ter de encarar o Zé Beto mesmo, tem de subir de categoria. Tá afrouxando para ele não, né? Tu és duro em pé também, vamos trocar em pé com ele e passar com tudo’. Foi suficiente: fim de dieta e toma de subir de peso novamente.</p>
<p>“Depois de uma semana de estresse, pilha, Zé Beto para lá e para cá, o pessoal se reuniu e revelou a verdade: ‘Meu irmão, Zé Beto não existe, é pegadinha. Nem saiu sua chave ainda’. Nosso amigo perigou não levar na esportiva, mas no fim se acalmou e sorriu. Só restou a ele uma reação: manter o legado vivo e continuar passando para a frente, para os jovens companheiros de luta, o folclore do temido Zé Beto”.</p>
<p>E você, já ouviu ou vivenciou alguma clássica pegadinha do mundo do Jiu-Jitsu? Divida conosco&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>Artigo publicado originamente na GRACIEMAG edição #216. Para assinar sua revista de Jiu-Jitsu favorita, clique aqui!</strong></em></a></li>
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		<title>Do baú: o Jiu-Jitsu e a guarda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Aug 2023 11:13:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Antes das finalizações consagradoras de Fabricio Werdum (sobre o poderoso Fedor) e de Anderson Silva (sobre o "poderosão" Sonnen), sua revista mais completa sobre Jiu-Jitsu já reforçava a importância da guarda. Confira, estude e aprenda!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em fevereiro de 2009, GRACIEMAG publicou uma reportagem de capa sobre a história e os mistérios da arte de fazer guarda, destrinchando os aspectos mais importantes desta posição essencial do Jiu-Jitsu. Confira, reveja e assine logo sua GRACIEMAG para mais reportagens como essa, capazes de levar seu Jiu-Jitsu, e sua leitura, a um outro patamar.<br />
</em></p>
<div id="attachment_17374" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Rilion-senta1.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17374" class="size-full wp-image-17374 " title="Rilion Gracie faz guarda durante o treino" alt="Rilion Gracie faz guarda durante o treino" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Rilion-senta1.jpg" width="580" height="386" /></a><p id="caption-attachment-17374" class="wp-caption-text">Rilion ensinando guarda aos alunos em Miami. Foto: Ray Santana.</p></div>
<p>Sim, você nem lembra, mas já nasceu fazendo guardinha. Se parou de treinar por uns tempos o vacilo foi seu. Afinal, a posição, eterna salva-vidas dos lutadores de Jiu-Jitsu nos ringues, já estava consagrada há tempos. Anos. Séculos.</p>
<p>Quem olhar a obra-prima “Riña en el Mesón del Gallo”, tela de um dos melhores pintores de todos os tempos, se não o melhor, Francisco Goya, pode observar a seguinte cena: uma briga de bar, espanhóis dando pauladas para todos os lados. No centro da tela, um cara em posição superior parece&#8230; estar passando a guarda! Bem, deve-se ter um pouco de imaginação para ver isso.</p>
<p>Mas a criatividade esteve sempre ligada à guarda. Num livro obscuro, encontrado nas prateleiras do estudioso Márcio Feitosa, professor da Gracie Barra, pode-se ler uma teoria de que pigmeus africanos já valorizavam, no combate corpo-a-corpo, a técnica de manter as pernas entre o feroz agressor e o seu nariz. Espernear, portanto, sempre foi a salvação.</p>
<div id="attachment_17375" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Goya-site4.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17375" class="size-full wp-image-17375" title="Goya site" alt="" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Goya-site4.jpg" width="580" height="362" /></a><p id="caption-attachment-17375" class="wp-caption-text">O quadro de Goya, pintado em 1777, está hoje no Museu do Prado, em Madri.</p></div>
<p>Foi o Jiu-Jitsu brasileiro, no entanto, que melhor explorou e valorizou a guarda, como a arte de se defender no chão e equalizar os pesos do agressor e do agredido. Mais do que o judô, sambo ou qualquer outra.</p>
<p>Mas, e os japoneses? Não foram eles que criaram a técnica? Não existem escolas até hoje que priorizam a parte de grappling no judô, parte esta chamada por eles de newaza? Sim, é verdade. Perguntemos, então, a um especialista como o carioca Flávio Canto, o chão mais ofensivo do judô mundial, como ele vê a questão.</p>
<p>“Acho o Jiu-Jitsu brasileiro excepcional. Sua grande contribuição para o newaza mundial, e para o jogo de guarda, foi aliar uma quantidade tão grande de praticantes com a criatividade do brasileiro. Daí surgiu toda a gama de posições e situações inéditas, consagradas hoje”, diz o medalhista olímpico em Atenas-2004. “Guarda-aranha, por exemplo, eu nunca vi antes em lugar nenhum, é coisa do Jiu-Jitsu brasileiro. Outro aspecto positivo da arte é cair fazendo guarda e virando-se sempre de frente para o adversário, afinal ninguém tem olho na nuca. É este reflexo que falta a muitos judocas e wrestlers.”<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>De pedra em pedra, a muralha</strong></p>
<p>Quando aportou no Brasil no início do século XX, o japonês Conde Koma não trouxe apenas um eficaz jogo de pernas, aprendido com afinco pelo jovem Carlos Gracie. Passou também lições orientais de disciplina, saúde e honra que permeariam a história da família para sempre. Buscando espalhar a arte que lhe dava tantos benefícios, Carlos começou a fazer história – e a escrever também a história da guarda. “Ele foi o primeiro ocidental a superar um campeão oriental, em 1924, numa época em que os japoneses achavam os ocidentais uns degenerados”, lembra o filho Rilion Gracie, considerado a melhor guarda da família. Foi contra Geo Omori, quando o grande mestre puxou para a guarda e aplicou um tomoe-nage, o popular “balão”, e caiu montado. O Gracie então estalou o braço do valente japonês, que mandou a luta seguir com as veias saltadas.</p>
<p>Mais tarde, em 1951, quando o irmão Helio Gracie fechou a guarda e, com seus pulsos (fortes até hoje), pôs o exímio judoca Jukio Kato para dormir, num estrangulamento de gola, a arte da guarda estava consagrada. E pronta para continuar sendo desenvolvida, graças à criatividade e suor de outros Gracies, Barretos, Hemetérios, Machados, Vigios, Alves, Virgílios, Gomes, Behrings, Duartes, Penhas, Jucás, Castello Brancos, Góes, Vieiras, Santos e Silvas. E até um Stambowsky. Cada novo fiel adepto da guarda ia dando sua contribuição, depositando uma pedra aqui, cimentando ali, e ajudando a erguer a reputação da guarda como essência do Jiu-Jitsu.</p>
<p>A metáfora de construção, na verdade, não é gratuita. Para Carlos Gracie Jr., a posição de guarda é como a fortaleza que dá segurança ao lutador. Você não perde necessariamente a guerra se não tem uma muralha sólida, mas que ajuda, ajuda. Inclusive para, do alto dela, postar seu arsenal ofensivo: “A guarda é a fortaleza do lutador de Jiu-Jitsu. Você escolhe se prefere lutar com ela aberta ou fechada”, ensina.</p>
<p>“Numa guerra, o mais inteligente é o quê?&#8221;, indaga Carlinhos. &#8220;Começar a guerra de portões fechados. Na guarda fechada, você está guerreando com o inimigo fora dos seus muros. Se o cara abre sua guarda, ele derruba sua porta levadiça. É a posição limítrofe, que obviamente exige nova estratégia. Se ele invadir, ou seja, passar sua guarda e chegar do lado, a batalha começa a se desenrolar dentro dos seus domínios, com você muito mais exposto. Complicou, vai exigir o triplo de força para você se defender, mas não quer dizer que não haja saída.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Helio Gracie vs Kato" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/HMAu0A-vQm8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>O escudo vira arma</strong></p>
<p>No Rio dos anos 1950, o Jiu-Jitsu já era famoso por dar a qualquer magrinho a chance de ser sua própria fortaleza. Foi, então, a vez de Carlson Gracie dar sua contribuição à guarda – primeiro em seus tempos de lutador, depois com seus alunos. Competitivo ao extremo, Carlson começou a especializar seus alunos, para ganhar os campeonatos. Era quando bradava: “Ou és guardeiro, ou és passador”. Se o leitor perguntar quem foram seus melhores pupilos, quatro bons guardeiros estarão certamente na lista: Cássio Cardoso, Ricardo de la Riva, Sergio Bolão e Murilo Bustamante.</p>
<p>“Há o mito de que o Carlson só treinava passadores de guarda. Mas além do De la Riva, ele tinha outro aluno, Marcelo Duque Estrada, o Homem-Polvo, hoje juiz, que tinha uma guarda incrivelmente elástica”, comenta o mestre faixa-coral Redley Vigio. “Cássio Cardoso, por exemplo, era completo. Mas a guarda dele de fato marcou: todo estudante de Jiu-Jitsu devia assistir à sua luta de uma hora de duração contra Marcelo Behring, em 1988. Marcelo também tinha uma senhora guarda, e o final é sensacional. Está toda no Youtube.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Cassio Cardoso vs Marcelo Behring - Parte 01" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/sy-hSzyEoFU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Grandes para a época, com cerca de 76kg, Cássio tinha no aluno de Rickson Gracie seu maior rival, e a luta de uma hora foi o tira-teima entre os dois, realizado na Lagoa, na casa de shows Jardim Babilônia, ex-Roxy Roller. “Carlson me disse para puxar para a guarda e cansá-lo. Usei até uma raspagem que aprendi com Marcio Macarrão, mas na época não valia ponto. No fim, passei a guarda três vezes e ele passou uma, 6 a 2, na pontuação da época. Hoje, seria algo como 21 a 5”, comenta Cássio, de 46 anos.</p>
<p>Até 1994, não bastava o lutador de baixo inverter a luta e cair por cima para ganhar os pontos de raspagem – tinha de fazê-lo usando apenas golpes reconhecidos, como o tomoe-nage, ou o pé na virilha, ou a tesoura clássica, entre outros poucos. Com a reforma de regras, proposta pela recém-inaugurada Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, bastava aos guardeiros passar a ficar por cima para faturar dois pontos. Eles agora estavam prestigiados. E prontos para surpreender.</p>
<p>“A guarda, que até 1994 era mais um escudo, passou a ser a arma que podia decidir a luta. Lembro de ter visto na academia, em 1987, Renzo Gracie fazer guarda-aranha pela primeira vez. Como ele era um cara com muitos recursos, usava pouco nas competições. Eu, magrinho, adorei a invenção e surpreendi muita gente”, lembra Vinicius Magalhães, o Draculino, de 37 anos. O show dos guardeiros começava. No mesmo ano, com o gancho de fora enrolado pelo seu pé largo e mole, Ricardo de la Riva conseguiu parar o ímpeto do praticamente imbatível Royler Gracie, e ganhou uma guarda com seu nome.</p>
<p>Com um “joelho morto”, como lembra, Roberto “Gordo” Corrêa foi obrigado a improvisar e também deixou sua marca na arte. “A meia-guarda, que até então podia ser considerada uma posição favorável ao atleta de cima, quase tão boa para atacar como do cem-quilos, é hoje uma posição perfeita para o cara de baixo contra-atacar. Não tem jeito, o Jiu-Jitsu segue em franca evolução”, observa Carlinhos Gracie.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rilion Gracie now teaching in Miami Florida" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/dHLdu6iF64Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Perna dura? Ok, você ainda pode ser um ótimo guardião</strong></p>
<p>Difícil falar na evolução da posição sem citar dois outros foras-de-série. Roberto “Roleta” Magalhães, o engenheiro das raspagens, influenciou uma geração com golpes novos, armadilhas improváveis que superaram, nos Mundiais, craques de diversas gerações – de Wallid Ismail (1996) a Zé Mario Sperry (1998), de Amaury Bitetti (1999) a Fernando Margarida (2000). Não à toa, os três donos das guardas mais admiradas da atualidade – Rubens Cobrinha, Bráulio Estima e Roger Gracie – consideram a ele, Roleta, o melhor que já viram lutar. Outro exímio guardeiro, com finalizações surreais, foi Antonio “Nino” Schembri, que também deu novo ritmo ao Jiu-Jitsu ofensivo – no caso, o rock de seu ídolo Elvis Presley.</p>
<p>Alongados, de pernas fortes e flexíveis, os dois ases da Gracie Barra ajudaram a solidificar o mito de que guarda eficiente é guarda elástica, quase mágica. Não necessariamente. Árbitro da batalha entre Roleta e Wallid, no Mundial 1996, o policial Sergio Ignácio cansou de treinar com as melhores guardas da Gracie Barra. Passador dos bons, forte, adepto daquele jogo de amassar, viu-se num dilema na faixa-marrom: “Ou eu aprendia a fazer guarda, ou Carlinhos não me graduaria faixa-preta. Foi quando expus meu problema para Renzo, e ele me deu o pulo do gato que acabaria com meu temor de fazer guarda: a boa reposição não exige elasticidade, abertura de pernas – basta você não deixar o cara passar da linha do seu joelho. Essa lição facilita muito para repor”.</p>
<p>A partir daí, seu jogo de guarda pode ganhar asas. Como o “Carcará” Bráulio Estima revela: “Quando eu ataco, faço de trás para a frente. Primeiro, bloqueio a defesa do adversário para o meu ataque, e só depois busco o golpe fatal. São ajustes mínimos. A primeira coisa a fazer é quebrar a postura do adversário. Aí trabalho e tento anular sua defesa, antes mesmo de atacar. Assim, se eu ataco um triângulo mas o cara defende, acaba sobrando um braço. Hoje, o bom guardeiro não é aquele que defende a melhor passagem do adversário, e sim aquele que não deixa o adversário começar a aplicar sua melhor passagem. Não se pode deixá-lo desenvolver seu melhor jogo. É o famoso ‘passo à frente’”.</p>
<p>Para você chegar a um estágio avançado, porém, jamais se esqueça de construir uma base sólida, para sua muralha não ruir: “Quem quer ter uma boa guarda deve aprender e treinar todas as etapas da guarda”, diz Fabio Gurgel, líder da Alliance. “Primeiro fechada, com o adversário de joelhos; depois com o mesmo em pé; depois a guarda clássica com pé na virilha e suas variações. Insista no básico, que depois seu biótipo e seu tipo de jogo vão certamente definir o que é ideal para você.” Pronto, agora você está pronto para espernear – desta vez, com toda a classe.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="O treino de Paulo Miyao para aquecer a guarda no Jiu-Jitsu" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/dSMdod38Nh4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-jiu-jitsu-brasileiro-e-a-guarda/">Do baú: o Jiu-Jitsu e a guarda</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Uma viagem no tempo no Jiu-Jitsu, com Rigan, Roleta, Jamelão e Rolles</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jan 2022 17:03:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nos anos 1990, os campeonatos de Jiu-Jitsu mudaram de patamar. O Pan de Jiu-Jitsu da IBJJF, por exemplo, nasceu em 1994, mas foi em 1996 que virou História com H grande, e quando a imprensa foi atrás para fotografar, registrar e contar o que se passou. Foram batalhas memoráveis, entre alguns dos lutadores mais cascas-grossas&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_150402" style="width: 826px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/02/rigan.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-150402" class="size-full wp-image-150402" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/02/rigan.jpg" alt="Rigan passando a guarda de Roleta. Foto: Arquivo de Rigan Machado" width="816" height="488" /></a><p id="caption-attachment-150402" class="wp-caption-text">Rigan Machado passando a guarda de Roleta. Foto: Arquivo de Rigan Machado</p></div>
<p>Nos anos 1990, os campeonatos de Jiu-Jitsu mudaram de patamar.</p>
<p>O Pan de Jiu-Jitsu da IBJJF, por exemplo, nasceu em 1994, mas foi em 1996 que virou História com H grande, e quando a imprensa foi atrás para fotografar, registrar e contar o que se passou.</p>
<p>Foram batalhas memoráveis, entre alguns dos lutadores mais cascas-grossas da época. Até nas divisões de faixas coloridas, já surgiam nomes que deixariam sua marca no Jiu-Jitsu.</p>
<p>Como exemplo, lá estavam Robson Moura e Vitor Shaolin, na faixa-marrom, quando ganharam a divisão de plumas e penas, respectivamente. Outro professor de renome é Amal Easton, hoje líder da Easton BJJ, no Colorado, que na época era um faixa-azul de 26 anos.</p>
<div id="attachment_150404" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/02/poster.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-150404" class="size-full wp-image-150404" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/02/poster.jpg" alt="Uma reportagem de GRACIEMAG sobre o Pan de 1996. Foto: Arquivos GRACIEMAG" width="303" height="300" /></a><p id="caption-attachment-150404" class="wp-caption-text">Reportagem de GRACIEMAG sobre o Pan 1996.</p></div>
<p>&#8220;Lembro que a pesagem demorou seis horas, foi brutal. Esperei desde 8 da manhã, já que não havia o horário certo de entrar. Sentei lá e esperei o dia todo até chamarem o meu nome&#8221;, conta Amal.</p>
<p>&#8220;Minha primeira luta foi no fim da tarde apenas, e a última lá para a meia-noite, contra Rolles Gracie Jr. Acho que finalizei umas três lutas antes da final. Achei que a final seria no dia seguinte, já estava saindo quando encontrei o Carlinhos [Carlos Gracie Jr.] e ele me perguntou se eu não ia lutar a final. Pus meu kimono de novo e voltei para lutar.</p>
<p>&#8220;Acho que ele estava com 17 ou 18 anos na época e cheguei a treinar com ele antes, em Florianópolis, quando visitei a academia do Rilion Gracie. Todo mundo que eu considerava como meus professores estava torcendo para o Rolles. Eu tinha apenas o Carlos Machado do meu lado. Nunca vou me esquecer dele por aquele dia.</p>
<p>&#8220;Foi uma batalha acirrada, com o Rolles tendo a vantagem o tempo todo. Fiquei preso por baixo, na meia-guarda, e ele passou ou quase passou a luta toda. Mas fiquei feliz com o combate&#8221;, recorda o professor.</p>
<div id="attachment_150406" style="width: 622px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/02/rolles.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-150406" class="size-full wp-image-150406" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/02/rolles.jpg" alt="Pódio do meio-pesado azul: Amal, Rolles e Max Araujo. Foto: Arquivos de Rolles Gracie" width="612" height="612" /></a><p id="caption-attachment-150406" class="wp-caption-text">Pódio do meio-pesado azul: Amal, Rolls e Max Araujo. Foto: Arquivo Rolls Gracie</p></div>
<p>Marcio Feitosa, recém promovido faixa-preta em 1996, teve a chance de dar um troco particular na divisão de pesos leves. Em 1995, Feitosa havia sido derrotado por Bob Bass, aluno de Joe Moreira, e esta tinha sido sua primeira derrota desde a faixa-amarela. Em 1996, Marcinho conseguiu fazer do seu jeito, como ele conta:</p>
<p>&#8220;As chaves estavam duras. Minha luta com Bass foi bem no início e consegui lutar com o que ele tinha de melhor. Depois disso, enfrentei Renato Barreto na final. Foi uma luta complicada, como sempre. Ele é um guardeiro muito flexível. No final, tudo correu bem e eu fiquei em primeiro lugar&#8221;.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Marcio Feitosa vs Bob Bass 1996 BJJ Pan Am" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/7Kii9qrQ7KE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Outro ótimo duelo ocorrido em 1996, em Los Angeles, foi na final do meio-médio faixa-preta, entre Roberto Roleta e Saulo Ribeiro.</p>
<p>Essa foi a segunda de três memoráveis batalhas entre eles. Desta vez, Roleta ficou por cima na maior parte do tempo e saiu vitorioso na decisão do árbitro Joe Moreira.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Roleta X Saulo II Panamericano" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/Un3OY60mnI0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Porém, o grande nome do evento foi Rigan Machado. Hoje treinador de muitas estrelas de Hollywood, Rigan estava começando sua vida nos EUA. Ele nos conta como fez para chegar ao topo do absoluto faixa-preta, com destaque para a batalha contra Roleta:</p>
<p>&#8220;Eu queria ir para o Brasil competir no Mundial, mas estava no meio do processo de imigração e não pude deixar os EUA. O Carlinhos (Gracie Jr) disse para eu não me preocupar, porque teríamos alguns nomes de peso no Pan. Estava trabalhando muito na época e tive apenas duas semanas para treinar, por isso optei em atuar com muita estratégia. Lembro bem da luta com o Roleta. Era o oponente que mais me preocupava. Ele era conhecido por ter uma guarda perigosa, e se eu deixasse ele fazer as pegadas da guarda-aranha eu estaria enrascado. Mas reparei que ele tinha uma brecha que eu poderia explorar. Decidi misturar um pouco de wrestling no início do combate, e com isso consegui arrancar três pontos ao chegar do lado. Depois fui trabalhando no erro dele para garantir a vitória. Gosto de competir assim, com menos força e mais estratégia&#8221;, rememora Rigan.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Roleta vs Rigan Machado at the 1996 Pan Am BJJ" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/cNsZtFvOl0A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Depois de vencer Roleta, Machado ainda tinha a final, contra Eduardo &#8220;Jamelão&#8221; Conceição:</p>
<p>&#8220;Contra o Jamelão foi mais na pressão. Pressionei para passar e montar, mas não tive tempo de finalizar.&#8221;</p>
<p>E você, tem algum campeonato inesquecível de Jiu-Jitsu? Comente com a gente.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/uma-viagem-no-tempo-no-jiu-jitsu-com-rigan-roleta-jamelao-e-rolles-gracie/">Uma viagem no tempo no Jiu-Jitsu, com Rigan, Roleta, Jamelão e Rolles</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Marcio Feitosa ensina você a abrir guarda com segurança e o mínimo esforço no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2020 12:09:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fotos & Vídeos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>* Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Capa de GRACIEMAG #212, em 2014, professor Marcio Feitosa trouxe alguns detalhes para superar a guarda fechada, levantando e passando com ótima técnica e pressão permanente. No estúdio azul de GRACIEMAG, o faixa-preta&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_166706" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/11/Feitosa-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-166706" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/11/Feitosa-1.jpg" alt="" width="640" height="436" class="size-full wp-image-166706" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/11/Feitosa-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/11/Feitosa-1-300x204.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/11/Feitosa-1-150x102.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><p id="caption-attachment-166706" class="wp-caption-text">O controle de Feitosa por cima. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br"><em><strong>* Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Capa de GRACIEMAG #212, em 2014, professor Marcio Feitosa trouxe alguns detalhes para superar a guarda fechada, levantando e passando com ótima técnica e pressão permanente. No estúdio azul de GRACIEMAG, o faixa-preta da GB fala dos conceitos principais para você passar a guarda em pé.</p>
<p>“O macete da posição é nunca ficar com os pés paralelos”, alertou Feitosa. A aula, que serviu como aperitivo para a sessão de fotos publicada nas páginas da GRACIEMAG, você relembra no vídeo abaixo. Estude os detalhes e não fique preso na guarda fechada!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Aprenda Jiu-Jitsu: abra a guarda com as dicas de Marcinho Feitosa" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/bPgbTpNtZtQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/video-marcio-feitosa-ensina-a-abrir-guarda-com-seguranca-e-o-minimo-esforco-no-jiu-jitsu/">Marcio Feitosa ensina você a abrir guarda com segurança e o mínimo esforço no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O dia em que o homem da capa de GRACIEMAG finalizou a estrela do UFC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2014 17:58:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Article]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ADCC]]></category>
		<category><![CDATA[California]]></category>
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		<category><![CDATA[Márcio Feitosa]]></category>
		<category><![CDATA[Passagem de guarda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A GRACIEMAG #212 traz uma aula didática sobre passagem de guarda e outros conceitos de Jiu-Jitsu com Marcio Feitosa, professor e uma das cabeças pensantes da Gracie Barra. O faixa-preta tricampeão mundial conta como virou um passador de elite, detalha os segredos para você transpor guarda elásticas e complexas, e ainda relembra fatos e histórias&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a title="site da GRACIEMAG" href="https://www.graciemag.com/pt/2014/10/abra-qualquer-guarda-no-jiu-jitsu-e-passe-com-sabedoria/" target="_blank" rel="noopener">A GRACIEMAG #21</a>2 traz uma aula didática sobre passagem de guarda e outros conceitos de Jiu-Jitsu com Marcio Feitosa, professor e uma das cabeças pensantes da Gracie Barra. O faixa-preta tricampeão mundial conta como virou um passador de elite, detalha os segredos para você transpor guarda elásticas e complexas, e ainda relembra fatos e histórias marcantes do esporte.</p>
<p>O aluno de Carlinhos Gracie também brilhava sem o paletó, e chegou a finalizar muitas feras, como, por exemplo, o hoje astro do UFC Urijah Faber.</p>
<p>No ADCC 2005 em Long Beach, na Califórnia, Feitosa e Faber mediram forças nas quartas da categoria até 66kg. A luta começou acelerada com o californiano ditando o ritmo por cima.</p>
<p>Num detalhe estratégico, Marcinho girou por baixo e parou nas costas de Faber. Ele enfiou os ganchos e laçou o pescoço do californiano. Três tapinhas e o grito do juiz: “Parou!”.</p>
<p>Naquele ano, Marcio Feitosa ficou com a medalha de bronze. Relembre o duelo!</p>
<p><iframe loading="lazy" src="http://www.youtube.com/embed/s-LbCgDdRS4" height="529" width="940" frameborder="0"></iframe></p>
<p><a title="site da GRACIEMAG" href="http://graciemagshop.com.br/?utm_source=Mundial%20Sem%20Kimono&amp;utm_medium=Paulinho%20Bara%C3%BAna&amp;utm_campaign=Dicas" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-165088" alt="banner_rodape_campanha_GB_lancamento" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/banner_rodape_campanha_GB_lancamento.jpg" width="1064" height="350" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-dia-em-que-o-homem-da-capa-de-graciemag-finalizou-a-estrela-do-ufc/">O dia em que o homem da capa de GRACIEMAG finalizou a estrela do UFC</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Lágrimas, luta na cozinha e uma faixa rubro-negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 14:37:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gracie Barra]]></category>
		<category><![CDATA[GRACIEMAG DIGITAL]]></category>
		<category><![CDATA[History]]></category>
		<category><![CDATA[2008]]></category>
		<category><![CDATA[California]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Gracie Jr]]></category>
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		<category><![CDATA[Família Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Flavio Almeida]]></category>
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		<category><![CDATA[Renzo Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Rickson Gracie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Observado por 50 faixas-pretas, o primo Rickson e o público que lota a academia Gracie Barra America em Irvine, Renzo discursa em inglês antes de entregar a faixa vermelha-e-preta ao seu mestre, Carlos Gracie Junior.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Observado por outros 50 faixas-pretas, o primo Rickson e uma quantidade de pessoas capaz de lotar a espaçosa nova sede da Gracie Barra America em Irvine, Califórnia, Renzo Gracie segura a faixa vermelha-e-preta do seu mestre, Carlos Gracie Junior.</p>
<p>Todos esperam a última piada do discurso (em inglês), e, surpreendentemente, o bem-humorado mito das lutas começa a chorar copiosamente. &#8220;Não riam&#8221;, ele ainda descontrai, antes de enxugar as lágrimas e abraçar Carlinhos, amarrando a pomposa nova faixa na cintura do professor.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Renzo Gracie Gives Carlos Gracie Jr Red &amp; Black Belt" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/LrGNF_pLhzY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A cerimônia de graduação, realizada na noite de 3 de junho de 2008, foi aberta pelo fiel pupilo Márcio Feitosa, que, emocionado, entregou o comando para o faixa-preta e economista Flávio Cachorrinho, que apresentou os convidados para discursar, começando por Rickson Gracie.</p>
<p>&#8220;Nós, Gracie, temos uma missão muito maior do que o MMA. O MMA foi usado para mostrarmos a eficiência do Jiu-Jitsu, mas nosso verdadeiro papel é o de fortalecer as boas qualidades do ser humano, através do Jiu-Jitsu. E, por tudo o que ele construiu, eu me orgulho de ser seu parente&#8221;, disse Rickson.</p>
<p>Ainda falaram o contemporâneo de Carlinhos e pioneiro do Jiu-Jitsu no Reino Unido, Maurício Gomes, seu filho e atual detentor do título mais importante do Jiu-Jitsu, o campeão mundial absoluto Roger Gracie.</p>
<p>E o responsável pela introdução do Jiu-Jitsu para o xeque Tahnoon (e portanto pela criação do ADCC), Nelson Monteiro; o graduado de Carlinhos com mais faixas-pretas formados (60), Vinicius Draculino; o pernambucano Bráulio Estima; e o também faixa-preta de Carlinhos e vice-presidente de GRACIEMAG, Luca Atalla. E, representando uma nova geração de alunos, o faixa-azul Kenny Epstein.</p>
<blockquote><p>O MMA foi usado para mostrarmos a eficiência do Jiu-Jitsu, mas nosso verdadeiro papel é o de fortalecer as boas qualidades do ser humano&#8221; Rickson</p></blockquote>
<p>Apresentado simplesmente como o melhor aluno formado por Carlinhos, e autor do discurso final antes da graduação, Renzo destacou a importância do ambiente que Carlinhos criou para o desenvolvimento da arte.</p>
<p>&#8220;Ficar casca-grossa, ser um campeão, isso tudo passa. Acho que a coisa mais importante que encontrei dentro da academia dele foi amor&#8221;, disse, chorando, antes de abraçar o mestre.</p>
<p>Renzo contou uma passagem que ilustra como seu tio usa uma psiocologia inversa para estimular:</p>
<p>&#8220;Ele olhou para mim [quando Renzo era um jovem menos graduado, e treinava entre a família], e disse na frente de todo mundo: &#8216;Renzo, o que eu vou fazer contigo? Você está horrível!&#8217; Ele só precisou falar daquele jeito para eu provar para ele que eu podia ficar bom.&#8221;</p>
<p>Carlinhos envergou a faixa nova amarrada por Renzo sem pompa:</p>
<p>&#8220;Não dou importância à faixa. Somos nós que damos personalidade à faixa, e não ela que nos dá. Mas me orgulha ter vocês todos aqui reunidos. Isso é o que eu amo e nunca vou mudar. No futuro, posso ter uma casa melhor, um carro melhor, mas vou continuar vindo para a academia diariamente, treinando com minha família.</p>
<blockquote><p>Quem mira a lua e erra o alvo ainda estará entre as estrelas. Por isso prego uma vida saudável e espero ter vocês reunidos aqui por muito tempo&#8221; Carlos Gracie Jr.</p></blockquote>
<p>&#8220;Tenho 52 anos, e me espelho no exemplo do meu pai, que, quando eu nasci, tinha 56, e ainda teve mais cinco filhos depois. Portanto, quando alguém chega com 40, 50 anos para treinar e acha que está velho para isso, eu explico que nunca é tarde para fazer o que sonhamos.</p>
<p>&#8220;Meu pai nos estimulava a sonhar. Como li outro dia quem mira a lua e erra o alvo ainda estará entre as estrelas. Por isso prego uma vida saudável, e espero ter vocês todos reunidos, muitos faixas-brancas e azuis, já como faixas-pretas, daqui a 18 anos, quando eu receber a faixa-vermelha. E tudo isso vai estar dez vezes maior&#8221;.</p>
<p>Carlinhos, cujas realizações são do calibre da Gracie Barra, da Federação Internacional de Jiu-Jitsu e de GRACIEMAG, promete:</p>
<p>&#8220;Isso é só o início&#8221;.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/lagrimas-luta-na-cozinha-e-uma-faixa-rubro-negra/">Lágrimas, luta na cozinha e uma faixa rubro-negra</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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