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	<title>intelectual | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Do baú: o curioso encontro do guerreiro Minotauro com o filósofo Leandro Konder</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Nov 2014 12:31:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em algum dia de janeiro de 2003, GRACIEMAG tanto perturbou o assessor de imprensa Fernando Flores que conseguiu: Rodrigo &#8220;Minotauro&#8221; Nogueira arrumou uma brecha entre um treino e outro na BTT para encontrar, logo ali perto, no Leblon, o seu fã mais insuspeito: o filósofo e então intelectual do ano Leandro Konder, falecido esta semana,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_167472" style="width: 1508px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-167472" class="size-full wp-image-167472" alt="Rodrigo Minotauro e Leandro Konder em foto de Luca Atalla GRACIEMAG 2003" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/11/Rodrigo-Minotauro-e-Leandro-Konder-em-foto-de-Luca-Atalla-GRACIEMAG-2003.jpg" width="1498" height="996" /><p id="caption-attachment-167472" class="wp-caption-text">Leandro Konder se emocionou com o cinturão do Pride levado por Rodrigo Minotauro: &#8220;É a quintessência da glória&#8221;. Foto: Luca Atalla / 2003</p></div>
<p>Em algum dia de janeiro de 2003, GRACIEMAG tanto perturbou o assessor de imprensa Fernando Flores que conseguiu: Rodrigo &#8220;Minotauro&#8221; Nogueira arrumou uma brecha entre um treino e outro na BTT para encontrar, logo ali perto, no Leblon, o seu fã mais insuspeito: o filósofo e então intelectual do ano <a title="Morre Leandro Konder" href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/11/1547270-morre-o-filosofo-marxista-leandro-konder.shtml" target="_blank">Leandro Konder, falecido esta semana</a>, na quarta-feira 12 de novembro.</p>
<p>Konder se confessou apaixonado pelo estilo do campeão do Pride, tão valente quanto inteligente, suave mesmo em meio à brutalidade. Sem jamais entrar num kimono, Konder compreendeu o espírito do Jiu-Jitsu, arte da qual Minota se revelava um mestre.</p>
<p>O bate-papo curioso foi acompanhado pelos jornalistas do &#8220;Jornal do Brasil&#8221; Cid Benjamin, também fã do peso pesado baiano, e Danielle Chevrand, e gerou um artigo marcante na história de 20 anos de GRACIEMAG, recheado de momentos divertidos. Como o instante em que os olhos do professor da PUC brilharam ao tocar o cinturão de Rodrigo: &#8220;Descobri enfim o que os gregos chamavam de a quintessência. Isto é a quintessência da glória&#8221;.</p>
<p>Relembramos, a seguir, algumas das melhores passagens do intercâmbio entre o filósofo e o guerreiro, extraídas das páginas de <a title="Revista GRACIEMAG de Jiu-Jitsu" href="https://www.graciemag.com/pt/2014/10/abra-qualquer-guarda-no-jiu-jitsu-e-passe-com-sabedoria/" target="_blank">GRACIEMAG</a>, edição 73.</p>
<p><em><strong>LEANDRO KONDER:  </strong></em><strong>Por que o apelido &#8220;Minotauro&#8221;?</strong></p>
<p><em><strong>RODRIGO MINOTAURO:</strong> </em>Bem, o apelido vem da época em que eu treinava boxe em Salvador com o Luiz Dórea, o mesmo treinador do Popó. Cheguei um dia na academia e fui fazer luva com um cara bem mais coroa. Aí o cara pegou o telefone e ligou para a mulher: &#8220;Meu amor, hoje vai ficar difícil de te ver, porque vou começar a treinar agora com um cara aqui que é um monstro! Mais parece um Minotauro!&#8221;. Todo mundo riu e o negócio pegou. Isso já faz alguns anos.<strong><br />
</strong></p>
<p><strong><em>KONDER:</em> </strong>Eu fiquei fã do Rodrigo vendo várias de suas lutas. E o que mais me impressiona, ainda mais que sua técnica, é a sua inteligência. Que fica mais visível se comparamos você a, por exemplo, àquele grandão do Tank Abbott. Esse sujeito não parece que calcula muita coisa antes de lutar, estou certo?</p>
<p><strong><em>MINOTAURO:</em></strong> Ele não tem nenhuma estratégia ali no UFC. Vai na agressividade e na força mesmo&#8230;</p>
<blockquote><p>Meu fascínio é tentar detectar, nesse universo violento, onde está a inteligência. E ela existe: o Rodrigo é a prova</p></blockquote>
<p><em><strong>GRACIEMAG: </strong></em><strong>O que levou um filósofo conhecido por sua doçura e gentileza a se apaixonar por vale-tudo?</strong></p>
<p><strong><em>KONDER:</em></strong><em> </em>Acho que tem muito preconceito contra esse tipo de luta. Primeiro que não vale mais tudo, existem regras e limites. Em segundo lugar, essa violência faz parte da sociedade humana. Meu fascínio é tentar detectar, nesse universo violento, onde está a inteligência. E ela existe, ela existe. O Rodrigo aqui é a maior prova. E isso me fascina. É com esse tipo de argumento que tento justificar para os outros esse meu gosto pelo esporte. Mas a minha mulher, por exemplo, não engole (risos). Mas é de fato um espetáculo bonito, que envolve muita paixão, uma coisa humana muito grande.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Se o capitalismo prega a competição, como é para um socialista admirar um esporte que leva ao extremo esse exemplo, mostrando duas pessoas se batendo para ser a melhor?</strong></p>
<p><strong><em>KONDER:</em> <em> </em></strong>A ideia de competição é inerente ao homem. O que acontece no capitalismo é que ele exaspera essa questão, tudo gira em torno do mercado. Então a competição chega a todos os níveis. E isso passa a ser ilimitado; você pode ficar procurando os limites da competição entre os homens que não vai encontrar. Mas a competição é da raça humana, como eu dizia. Acho importante tentar impor limites à violência bem como em relação à competição, mas não adianta alimentar ilusões de que a gente vai acabar com essa disputa, um dia. A luta é uma forma de competição na qual um lutador se põe diante de outro lutador em condições de igualdade – a contradição explode, mas é um problema que envolve duas pessoas num ambiente com regras. Me incomoda muito mais quando vai para o campo político: um Bush ameaçando invadir o Iraque, por exemplo, e arrastando 500 mil pessoas para essa briga. Não é mais um contra um.</p>
<p>http://www.youtube.com/watch?v=JLYfrKEyYP4</p>
<p><em><strong>CID BENJAMIN: </strong></em><strong>Ô Rodrigo, apanhar não cansa mais do que bater não?</strong></p>
<p><strong><em>MINOTAURO: </em></strong>De certa forma eu acho que cansa menos. Tem horas na luta em que eu deixo o cara bater para ele cansar, porque apanhar não cansa, se você sabe bloquear&#8230; Se você apanha parado, vai sofrer. Mas eu aprendi a lutar por baixo me movimentando muito, e assim os golpes geralmente não ficam em mim. O cara vai me arranhar, mas não vai me machucar. E o cara de cima cansa do mesmo jeito. Toda vez que ele está me batendo eu procuro empurrar a virilha dele com meus pés, mexendo sempre minha cabeça para evitar os socos, me mover para ele não ter um alvo fixo.</p>
<p><em><strong>CID BENJAMIN: </strong></em><strong>O Bob Sapp tinha técnica e inteligência ou era só brutalidade?</strong></p>
<p><strong><em>MINOTAURO:</em></strong><em> </em>O cara é inteligente. Fora do ringue principalmente. Na luta mesmo ele conversava comigo: &#8220;E aí, você está bem, tudo tranquilo?&#8221;. É um cara agressivo mas consciente. Na coletiva ele falava: &#8220;Quero te bater muito&#8221;. Aí a câmera baixava e ele cochichava: &#8220;Não leva a mal não, é marketing, OK?&#8221;. Tudo para atrair a audiência japonesa.</p>
<p><em><strong>GRACIEMAG: </strong></em><strong>Konder, que pontos de identificação você enxergou no <a title="Twitter do campeão de Jiu-Jitsu e MMA Rodrigo Minotauro" href="http://twitter.com/minotauromma" target="_blank">Minotauro</a>, agora que ficaram amigos?</strong></p>
<p><em><strong>KONDER:</strong> </em>Eu me identifico com essa ideia que o Minotauro leva adiante, que é a de lutar com inteligência. A força é fundamental, a técnica é essencial, mas a inteligência é um negócio fascinante. Perceber que o lutador tem uma estratégia, está fazendo aquilo como planejou , e improvisando na medida que o improviso é necessário, tudo isso impressiona muito.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/bau-de-graciemag-o-marcante-encontro-do-guerreiro-minotauro-com-o-filosofo-leandro-konder/">Do baú: o curioso encontro do guerreiro Minotauro com o filósofo Leandro Konder</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Jonathan Gottschall, o intelectual que abraçou o MMA e saiu na porrada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 May 2012 22:33:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Americano de 39 anos, Jonathan Gottschall ensina literatura inglesa na Pensilvânia, lançou seis livros e tem diversas teorias interessantes. Algumas talvez sejam revolucionárias, como a importância das obras de ficção no desenvolvimento da raça humana, tese que expõe em seu último livro, &#8220;The Storytelling Animal: How Stories Make Us Human&#8221;, ainda sem edição em português&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60394" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-60394" class="size-full wp-image-60394" title="Jonathan GottschallFoto WashjeffEdu" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/05/Jonathan-GottschallFoto-WashjeffEdu.jpg" alt="Jonathan GottschallFoto WashjeffEdu" width="640" height="357" /><p id="caption-attachment-60394" class="wp-caption-text">O professor e dublê de lutador de MMA Jonathan Gottschall, em foto na Universidade Washington e Jefferson, onde ensina, na Pensilvânia. Foto: Site da WashjeffEdu.com / Divulgação.</p></div>
<p>Americano de 39 anos, Jonathan Gottschall ensina literatura inglesa na Pensilvânia, lançou seis livros e tem diversas teorias interessantes. Algumas talvez sejam revolucionárias, como a importância das obras de ficção no desenvolvimento da raça humana, tese que expõe em seu último livro, <em>&#8220;The Storytelling Animal: How Stories Make Us Human&#8221;</em>, ainda sem edição em português (algo como &#8220;O animal contador de histórias: como as histórias nos fazem humanos&#8221;).</p>
<p>Ou seja, um intelectual maluco como outro qualquer, não fosse por um detalhe: sua fixação pelo MMA, esporte que começou a praticar há um ano e meio, e cuja curiosidade brutal o levou a&#8230; lutar num ringue, coisa de poucas semanas atrás.</p>
<p>&#8220;Ao treinar MMA, aprendi, acima de tudo, que sou um homem contraditório. Não fiz isso por razões pessoais, mas por motivos intelectuais. Queria entender por que os homens lutam em combates rituais e quais as razões que levam um cara gentil como eu a se deleitar com esses espetáculos de barbrárie&#8221;, disse o escritor.</p>
<p>Gottschall foi o entrevistado das &#8220;páginas amarelas&#8221; da última edição da <a title="Twitter da &quot;Veja&quot;" href="http://twitter.com/veja" target="_blank">Revista &#8220;Veja&#8221;</a>, e o que aprendemos de melhor com a entrevista está a seguir.</p>
<h3>Por que os homens brigam</h3>
<p>&#8220;Tanto a literatura quanto as ciências sociais mostram que nos combates os homens estão em busca de status. Pode parecer um motivo fútil, mas o status é determinante para posicionar um indivíduo nas hierarquias. Estar no fim da fila hierárquica, tanto para o homem quanto para os animais, é muito ruim – e, claro, um óbvio risco à sobrevivência.&#8221;</p>
<h3><a title="Twitter do UFC no Brasil" href="http://twitter.com/ufc_brasil" target="_blank">UFC</a>, MMA e evolução</h3>
<p>&#8220;Quando comecei a assistir, nos anos 1990, fiquei impressionado com a violência do esporte. Não pude acreditar que essa era uma forma de luta legalizada. Honestamente, os combates me reviravam o estômago. Ainda fico enojado em algumas situações. O MMA não impõe limites para a agressividade. Além de ser a expressão máxima da brutalidade humana, tem-se ali uma modalidade muito eclética, que aceita modificações e está em constante evolução. Outras categorias, como o karatê e o judô, possuem regras fixas, não incorporam novos golpes. Arrisco-me a dizer que o MMA é a mais evoluída forma de arte marcial.&#8221;</p>
<h3>A luta e a decepção</h3>
<p>&#8220;Foi a primeira e última. Não quero fazer isso de novo, Fui derrotado por uma chave de braço, mas não foi esse o problema. O pior foi o anticlímax do final. Não estava suado nem cansado. Depois de um ano e meio de treinos, dietas e um mês de ansiedade para entrar no octógono, fiquei decepcionado. Foi tudo muito rápido. Esperava algo mais épico, prolongado e brutal. Como na &#8216;Odisseia&#8217;, ou na &#8216;Ilíada&#8217;, de Homero.&#8221;</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/jonathan-gottschall-o-intelectual-que-abracou-o-mma-e-saiu-na-porrada/">Jonathan Gottschall, o intelectual que abraçou o MMA e saiu na porrada</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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