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	<title>historiador | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Você conhece a história da faixa que você ostenta na cintura?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2021 13:00:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Colaborador de sua revista de Jiu-Jitsu favorita, o pesquisador Willian von Söhsten remontou a saga das faixas no nosso esporte, numa recente edição de GRACIEMAG. Para ler artigos como este todo mês, assine logo nossa revista, aqui. Confira a seguir o artigo de Willian, que é formado em jornalismo e direito, com pós-graduação em semiótica,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Colaborador de sua revista de Jiu-Jitsu favorita, o pesquisador Willian von Söhsten remontou a saga das faixas no nosso esporte, numa recente edição de GRACIEMAG. Para ler artigos como este todo mês, <a title="Assinatura de GRACIEMAG" href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">assine logo nossa revista, aqui.</a></em></p>
<p>Confira a seguir o artigo de Willian, que é formado em jornalismo e direito, com pós-graduação em semiótica, além de ser faixa-preta do professor Cícero Costha.</p>
<p>********</p>
<div id="attachment_62976" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-62976" class="size-full wp-image-62976" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/06/Faixa-preta-Mundial-2012.jpg" alt="Você sabe como nasceu o uso das faixas? Foto: GRACIEMAG" width="800" height="533" /><p id="caption-attachment-62976" class="wp-caption-text">Você sabe como nasceu o uso das faixas? Foto: GRACIEMAG</p></div>
<p>Quem nunca ouviu dizer que faixa só serve para amarrar o kimono? Pois, a princípio, é verdade. O obi (faixa) é acessório milenar usado para ajustar o keikogi (vestimenta de treino), também chamado simplesmente dogi (vestimenta do caminho, escolhido) ou mais especificamente jiujitsu-gi (vestimenta do Jiu-Jitsu).</p>
<p>Porém quando se fala em faixa com o sentido de atribuir qualidade técnica aos artistas marciais, através do uso de kyu (a famosa graduação colorida da faixa) ou dos dans (atribuídos aos que atingiram a faixa preta), a prática tem pouco mais de um século.</p>
<p>Cabe lembrar que o Jiu-Jitsu brasileiro utiliza nomenclaturas diferentes em certos casos, como o grau ao invés de dan. Interessante é observar que foi com Jigoro Kano, fundador do estilo Kodokan, que por volta de 1883 o obi passou a diferenciar os mais graduados. No início havia o faixa-branca e o faixa-preta e por muito tempo foi assim. Artes orientais tradicionais como o aikido até hoje mantêm este padrão de graduação.</p>
<p>Foi com a influência ocidental e a necessidade de equiparar lutadores competitivos na organização de torneios que a graduação por cor se tornou habitual. Cada modalidade marcial difere nas cores adotadas e no número de faixas que o aluno deve perseguir até conquistar a faixa-preta.</p>
<p>Visualmente percebe-se que a faixa tende a escurecer, demonstrando que com o tempo o branco ganha pigmentação, experiência, técnica e destreza.</p>
<p>No Jiu-Jitsu foram adotas as cores branca, azul, roxa e marrom, com prazo indeterminado para a primeira troca de faixa, mas devendo ser respeitado o tempo mínimo de permanência nas demais (dois anos, um ano e meio, e um ano, respectivamente). Há também a utilização de outras cores para os mais novos, como o cinza, amarelo, laranja e verde.</p>
<p>Concluído o ciclo de aprendizagem inicial, pois passamos a vida toda aprendendo, o artista marcial ingressa na faixa preta onde passará a ser consagrado com graus em sua faixa. Como é costume na maioria das modalidades de luta oriental o último dan, o décimo em geral, é reservado aos fundadores da arte. No Jiu-Jitsu o décimo grau segue a mesma tradição, sendo destinado a pioneiros da arte, como os grandes mestres Gracie e o japonês Conde Koma.</p>
<p>Para os reles mortais está ao alcance o nono grau, alcançado por aqueles com 48 anos de faixa-preta, passando antes pela coral (vermelha e preta) seguido pela vermelha e branca.</p>
<p>Por fim, duas tradições estão sempre em pauta nos dojôs afora: a ponteira deve ficar para o lado esquerdo e a faixa jamais deve ser lavada.</p>
<p>Sobre a primeira, cabe explicar que nem todas as artes marciais fazem o uso de ponteira em todas as faixas. No Jiu-Jitsu, desde a branca até a vermelha, prega-se o uso de uma ponteira. Nos obi coloridos é comum o uso de até quatro graus, que servem, principalmente, para o professor se orientar sobre o período em que o aluno está naquele estágio. A ponteira para o lado esquerdo está associada a uma antiga tradição oriental do século 10, quando os samurais posicionavam suas katana e wakisahi do lado esquerdo do corpo para desembainhá-las com a mão direita.</p>
<p>A polêmica mesmo está no ato de lavar ou não a faixa. Com o treino ela fica suja, encardida, rasgada, mas ao mesmo tempo aumenta a relação afetiva que o lutador tem por sua obi. O samurai atribuía às suas armas de combate uma forte relação espiritual de modo a acreditar que parte de sua alma e técnica estavam depositadas no seu instrumento de guerra. Muitos, por perceberem sua evolução técnica atrelada a sua faixa, depositam nela um carinho muito grande, como se fosse uma extensão de sua alma. Assim, quando se lava a faixa, para alguns, é como enxaguar seu conhecimento.</p>
<p>E você amigo leitor, lava ou não lava sua faixa?</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/uma-breve-historia-das-faixas-no-jiu-jitsu/">Você conhece a história da faixa que você ostenta na cintura?</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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