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	<title>Georges St.-Pierre | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Georges St.-Pierre | Graciemag</title>
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		<title>Vídeo: O dia em que Roger Gracie treinou com Georges St-Pierre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 May 2022 15:20:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dois nomes de grande expressão no Jiu-Jitsu e no MMA tiveram a chance de treinar juntos, e você, atento leitor de GRACIEMAG pode tirar  proveito disso. Os faixas-pretas Roger Gracie e Georges St-Pierre, ambos formados pela Gracie Barra, estiveram juntos em meados de 2011, na academia de Roger, em Londres. Algumas feras passaram por lá&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_220749" style="width: 910px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-220749" class="size-full wp-image-220749" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4.jpg" alt="" width="900" height="758" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4.jpg 900w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4-300x253.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4-768x647.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4-150x126.jpg 150w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></a><p id="caption-attachment-220749" class="wp-caption-text">Roger Gracie com St-Pierre em Londres. Foto: Reprodução/Twitter</p></div>
<p>Dois nomes de grande expressão no Jiu-Jitsu e no MMA tiveram a chance de treinar juntos, e você, atento leitor de GRACIEMAG pode tirar  proveito disso.</p>
<p>Os faixas-pretas Roger Gracie e Georges St-Pierre, ambos formados pela Gracie Barra, estiveram juntos em meados de 2011, na academia de Roger, em Londres. Algumas feras passaram por lá em preparação rumo ao ADCC, enquanto GSP afiava suas armas para encarar Nick Diaz.</p>
<p>O treino sem kimono foi recheado de detalhes de movimentação e pegadas, prato cheio para qualquer estudioso competidor.</p>
<p>Confira o treininho no vídeo abaixo, em nosso TBT de hoje.</p>
<p><iframe title="THE 2 GOATS GEORGE ST. PIERRE AND ROGER GRACIE ROLLING JIUJITSU" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/ZFH88t8T-ZY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/video-o-dia-em-que-roger-gracie-treinou-com-georges-st-pierre/">Vídeo: O dia em que Roger Gracie treinou com Georges St-Pierre</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A arte de dar a volta por cima, com o campeão Michael Jordan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 14:07:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #274. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Num dos muitos momentos emocionantes da série “Arremesso final” (“The Last Dance”, no original da Netflix), o espectador depara-se com o supercampeão Michael Jordan chorando&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_233983" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233983" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan.jpg" alt="" width="1200" height="675" class="size-full wp-image-233983" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan.jpg 1200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-300x169.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-1024x576.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-768x432.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-150x84.jpg 150w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><p id="caption-attachment-233983" class="wp-caption-text">Por que grandes ícones do UFC não conseguem reconquistar seus títulos ou dar a tão famosa “volta por cima”? Documentário campeão de audiência com Michael Jordan pode oferecer as pistas. Foto: Reprodução</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #274. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Num dos muitos momentos emocionantes da série “Arremesso final” (“The Last Dance”, no original da Netflix), o espectador depara-se com o supercampeão Michael Jordan chorando copiosamente no chão do vestiário. Era o ano de 1996, e o Chicago Bulls acabara de conquistar seu quarto título da NBA.</p>
<p>Cerca de dois anos antes, Jordan sentira que não tinha mais o que provar após o tricampeonato consecutivo da NBA (1991/92/93). Estava cansado da perseguição da mídia e muito abalado pelo assassinato de seu pai. Por isso, havia decidido se aposentar, procurar novos desafios, jogar beisebol. Contudo, como manter um dos atletas mais competitivos e obcecados de todos os esportes no sofá, a assistir em casa outros times e novos jogadores serem coroados, enquanto ainda tinha talento incomparável e vigor físico suficiente para superá-los?</p>
<p>Michael não conseguiu se conter e voltou à NBA no fim da temporada 1994-95. Sentiu a falta de ritmo de jogo, a dificuldade de entrosamento com o novo elenco e a diferença da preparação física do basquete para a que vinha fazendo no beisebol. Os Bulls foram derrotados nos playoffs pelo Orlando Magic e muitos já diziam que a Era Jordan já havia passado. Subestimaram a incomparável capacidade de motivação e dedicação do maior de todos os tempos.</p>
<p>Jordan iniciou sua preparação no dia seguinte à eliminação, treinou obsessivamente por três períodos diários, dedicou-se ao que determinavam seus técnicos e cobrou o mesmo comprometimento dos colegas de equipe. Daí nasceu um time espetacular, por anos o recordista de mais vitórias numa só temporada da NBA (72, com apenas dez derrotas), com Michael eleito o jogador do ano e o Chicago Bulls conquistando o quarto campeonato. O título veio justamente no Dia dos Pais, dando um significado ainda maior para Jordan, que havia parado justamente após a perda de seu genitor. Impossível não se emocionar.</p>
<p>O que possibilita um retorno triunfal como esse após um longo afastamento do esporte? A justificativa mais fácil e impensada para explicar o caso de Michael seria atribuir tudo ao talento inigualável do “Air Jordan”. Então por que grandes ícones do UFC como Anderson Silva e Conor McGregor não conseguiram reconquistar seus títulos? Por que alguns poucos conseguem e tantos falham em empreitadas desse tipo no MMA?</p>
<div id="attachment_233990" style="width: 935px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233990" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture.png" alt="" width="925" height="591" class="size-full wp-image-233990" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture.png 925w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture-300x192.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture-768x491.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture-150x96.png 150w" sizes="auto, (max-width: 925px) 100vw, 925px" /><p id="caption-attachment-233990" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação/Zuffa LLC</p></div>
<p>É lógico que não podemos descartar a habilidade como um fator importante. Ninguém medíocre chega a se tornar um campeão do UFC e se manter por um tempo razoável. E é preciso ainda mais talento e inteligência para compensar o declínio físico que inevitavelmente vem com a idade e a inatividade. Foi graças a um nível técnico elevadíssimo que Dominick Cruz conseguiu recuperar seu cinturão peso-galo em 2016 depois de cerca de cinco anos de inatividade em razão de lesões gravíssimas nos joelhos.</p>
<p>Todavia, se talento e dominância garantissem grandes retornos, Anderson Silva, o maior gênio da história do MMA, teria conseguido voltar a reinar. Não foi o que ocorreu. Após sua fatídica derrota e a impressionante lesão sofrida contra Chris Weidman, Anderson nunca mais foi o mesmo. Não existe “perda de talento”. Não era tampouco a idade apenas que começava a afetá-lo. Faltava a motivação.</p>
<p>Como visto acima, Michael Jordan soube transformar a tragédia da morte do pai e a desconfiança da imprensa em motivação. Aliás, Jordan era um mestre em se automotivar. Bastava que alguém o provocasse, que um colunista na imprensa duvidasse dele ou mesmo que um oponente se destacasse, para que Michael usasse isso como razão pela qual precisava treinar o triplo e vencer. Ele se desafiava a provar para todos e para si mesmo que ainda era o melhor, que ainda podia vencer qualquer um. E assim o fazia.</p>
<p>No MMA, quem mais soube se motivar e retornar em triunfo foi Randy Couture. Cinco vezes campeão do UFC, o “Natural” já não era jovem quando começou a lutar MMA. Na estreia no UFC, tinha 33 anos. Durante toda a carreira, conviveu com constantes questionamentos da imprensa e de parte do público. Toda vez que ia enfrentar algum lutador mais jovem como Vítor Belfort (“Fenômeno” então com apenas 20 anos de idade), com mais recursos como Pedro Rizzo ou mais rápido como Chuck Liddell, Randy Couture era visto como carta fora do baralho. Isso o motivava a surpreender, a calar os críticos, a nunca parar. A cada luta em que era tido como azarão, ele sempre parecia querer mais a vitória do que os rivais.</p>
<p>Seu último retorno ao trono foi o mais sensacional e emblemático. Com 43 anos e vindo de mais de um ano de inatividade, Randy enfrentou o bem mais alto, mais jovem e nocauteador Tim Sylvia. A imprensa previa uma derrota constrangedora para o “coroa”, naquele UFC 68. Couture transformou essas críticas pesadas e a desconfiança em combustível para uma chama que parecia inesgotável. Durante cinco rounds, Randy foi uma locomotiva. Com labaredas saindo de seus olhos, derrubou seguidamente Sylvia e usou um jogo de wrestling extremamente desgastante para miná-lo. Couture era quem parecia ser o jovem ali. Após ter seu braço levantado por decisão unânime, o ídolo americano sorriu e declarou: “Nada mal para um cara velho! ”</p>
<p>A série “Arremesso final” comprova que só talento e vontade não são suficientes se não houver dedicação. Jordan era extremamente disciplinado e treinava mais do que qualquer um no time. Não é fácil manter essa rotina quando já se alcançou as maiores honrarias de seu esporte. É preciso uma combinação de autoconhecimento, determinação e engajamento. Aquele velho adágio de que não basta a inspiração sem a transpiração. Quando tratamos de UFC, nenhum campeão representa melhor essa dedicação do que Georges St-Pierre.</p>
<p>Durante toda sua gloriosa carreira no peso meio-médio, o faixa-preta canadense sempre buscou treinar, aprimorar-se, preencher lacunas, desenvolver novas habilidades. Procurava os melhores treinadores no mundo em áreas onde precisava desenvolver habilidades específicas. Pupilo da lenda Freddie Roach no boxe e faixa-preta do professor Bruno Fernandes na GB Montreal, St-Pierre já foi a Londres aprender algumas técnicas da arte suave com Roger Gracie, foi à Tailândia aprimorar muay thai, treinou wrestling com a equipe do Canadá, fez treinos de força e flexibilidade com equipes de ginástica olímpica. A cada luta, esse empenho constante de St-Pierre gerava algo novo para dificultar a vida de seus adversários.</p>
<p>Ao se aposentar após sua nona defesa consecutiva do cinturão meio-médio, Georges continuou se mantendo em forma. Quatro anos depois, motivado por se tornar campeão de mais uma categoria e enfrentar outro veterano do esporte, GSP aceitou disputar o cinturão peso médio contra Michael Bisping, no UFC 217. Para isso, voltou a se dedicar com afinco único e profissional aos treinamentos. Era preciso ganhar mais musculatura e, ainda assim, continuar ágil para poder ganhar de um oponente maior e naturalmente mais pesado.</p>
<p>A disciplina do canadense o levou a praticamente morar na academia e mudar sua preparação para dar mais ênfase em finalizações e em poder de nocaute. Árdua dedicação que trouxe dividendos. Durante os dois primeiros minutos da luta no Madison Square Garden, St-Pierre ainda recebia muitos golpes, mas gradativamente se adaptava à nova dinâmica e conseguia encaixar o que havia treinado. Até que, no terceiro round, quando se esperava que os anos de aposentadoria cobrariam o preço de um atleta menos comprometido, GSP cresceu na luta, acertou um potente cruzado de esquerda, seguiu com socos no chão até pegar as costas de Bisping e finalizá-lo no mata-leão. Tudo que treinara à exaustão fora devidamente aplicado e Georges St-Pierre era novamente campeão do UFC.</p>
<p>Deveríamos nos inspirar nos exemplos desses retornos gloriosos para superarmos os desafios que a vida nos traz, amigo leitor. Não é preciso ser um Michael Jordan ou um Georges St-Pierre. Todos temos nossas próprias habilidades, limitações e dificuldades. Se soubermos combinar nossos talentos com muita motivação e dedicação, haveremos de triunfar.</p>
<div id="attachment_233992" style="width: 995px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233992" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva.png" alt="" width="985" height="649" class="size-full wp-image-233992" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva.png 985w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva-300x198.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva-768x506.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva-150x99.png 150w" sizes="auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px" /><p id="caption-attachment-233992" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação/Zuffa LLC</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-arte-de-dar-a-volta-por-cima-com-o-campeao-michael-jordan/">A arte de dar a volta por cima, com o campeão Michael Jordan</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Os melhores de todos os tempos no MMA? Confira a lista</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2021 17:16:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quer arrumar confusão entre seus familiares e amigos mais chegados, sem falar de política? Vai aí uma sugestão infalível. Reúna todos em volta de uma inofensiva mesa de bar, ou de uma casa de sucos, e pense num tópico apreciado por todos – pode ser MMA, futebol, automobilismo, cinema, música ou cuspe à distância. Em&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_143896" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-143896" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/12/0503-1.jpg" alt="" width="640" height="427" class="size-full wp-image-143896" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/12/0503-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/12/0503-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/12/0503-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-143896" class="wp-caption-text">Fedor vs. Zuluzinho at Pride Shockwave 2005. Photo: Susumu Nagao/GRACIEMAG</p></div>
<p>Quer arrumar confusão entre seus familiares e amigos mais chegados, sem falar de política? Vai aí uma sugestão infalível. Reúna todos em volta de uma inofensiva mesa de bar, ou de uma casa de sucos, e pense num tópico apreciado por todos – pode ser MMA, futebol, automobilismo, cinema, música ou cuspe à distância. Em seguida, introduza o assunto: quem é o melhor de todos os tempos? Pronto. O furdunço está armado.</p>
<p>Tal tipo de discussão é marcado pelo subjetivismo e, seja qual for o tema, dificilmente haverá consenso. Pelé, Maradona ou Messi? Bill Russell, Michael Jordan ou LeBron James? Fellini, Kubric ou Tarantino? Jimi Hendrix, Jimmy Page ou Eric Clapton? Tudo vai sempre depender do critério e do gosto de quem escolhe. Os fãs mais clássicos hão de defender o legado dos que fizeram história no passado e assim foram consagrados; vão falar da dificuldade em ser original e pavimentar o caminho para as novas gerações. Sequer vão se mostrar abertos a discutir as realizações de novos expoentes, minimizando-as diante da importância dos feitos de seus ídolos. Para estes, Pelé será sempre o Rei, independentemente do que aconteça nos próximos 2 mil anos de futebol.</p>
<p>Os mais novos e impressionáveis costumam votar em seus contemporâneos. Exaltam a superioridade física, técnica ou tecnológica atual e são capazes de desprezar o contexto histórico em que os antigos ícones atuavam. Para estes, Pelé não teria velocidade e preparo físico para competir com o ritmo do futebol atual e ficaria à sombra do argentino Messi se jogassem no mesmo time.</p>
<p>Há, ainda, os que foquem em números absolutos para defender seu ponto de vista. Apegando-se a critérios puramente objetivos, fica difícil questionar Michael Schumacher e seus sete títulos mundiais de automobilismo, ainda que os oponentes do alemão fossem inferiores ao nível de competição que enfrentavam Senna, Prost, Mansell e Piquet.</p>
<p>Outros, por fim, ainda vão se concentrar na beleza ou no grau de dificuldade das conquistas. Para estes, o elemento qualitativo (difícil de definir) superaria o raso quantitativo. Vale muito mais o trabalho imortal de Alfred Hitchcock do que os dois Oscar de melhor diretor de Alejandro González Iñárritu.</p>
<p>Percebeu o nível da dificuldade, caro leitor? Por isso evito cair nessa pilha de apontar o melhor de todos, como a mídia apressou-se a fazer novamente após o UFC 214, quando Jon Jones sobrou contra Dan Cormier, com um lindo nocaute. O feito deu-se no fim de julho. Em agosto, surgiu a notícia de que Jon Jones lutara dopado, e os analistas se recolheram, assobiando. Quem estava certo, contudo, era o grande estudioso Albert Einstein, que provou que tudo é relativo. De fato, não dá para falarmos em melhor lutador da história do esporte sem, ao menos, ponderarmos as virtudes e defeitos dos principais mitos da modalidade. E aí sim poderemos aprender com eles, a quem eu chamo de “Os quatro grandes”. Ei-los, a seguir.</p>
<p><strong>Fedor, o imperador combalido</strong></p>
<p>O russo Fedor Emelianenko, conhecido como “O Último Imperador”, foi o maior campeão do Pride Fighting Championship e é o atleta mais dominante da categoria peso pesado da história do MMA. Numa divisão de peso onde até um golpe de raspão é capaz de abrir rombo em parede, é um feito homérico permanecer invicto durante mais de nove anos. Se formos falar em números, Emelianenko venceu 27 lutas durante este período (mais lutas do que Jon Jones tem em sua carreira, por sinal).</p>
<p>Se formos avaliar a magnitude dos combates, precisamos considerar que Fedor é pequeno e gordinho se comparado aos gigantes que abateu. Estamos falando de uma época em que os anabolizantes eram consumidos sem qualquer controle, tornando os pneus proeminentes do russo uma verdadeira medalha de valor. Emelianenko encarou e superou todas as ameaças que ousaram atravessar seu caminho: os chutes mortais de Mirko “Cro Cop” Filipovic, o então invencível Jiu-Jitsu de Rodrigo “Minotauro”, o suplê inacreditável de Kevin Randleman e o ground and pound do campeão do Pride GP Mark Coleman, entre outros riscos. E ainda mostrou queixo e coração, no duelo em que recuperou-se após quase ser nocauteado em pé pelo japonês Fujita.</p>
<p>Em seu desfavor, contudo, pesam o fato de não ter lutado no UFC e não ter avaliado quando encerrar a carreira. No início dos anos 2000, os desafios no Pride eram superiores aos da organização americana. Todavia, com o fim do evento japonês, muitos acreditam que Fedor deveria ter se provado e conquistado o cinturão do UFC para se garantir indiscutivelmente como o melhor da história. Essa impressão só piorou quando, em 2010, Fabricio Werdum tirou a invencibilidade do Imperador com aquela chave de braço do triângulo que chocou o planeta – sua primeira derrota desde 2000.</p>
<p>Seguiu-se então uma sequência de derrotas pungente, para o limitado Antonio “Pezão” e para o bem menor Dan Henderson; um punhado de vitórias sem brilho, contra oponentes como Fábio Maldonado, e por fim o nocaute sofrido em pouco mais de um minuto contra o simplório Matt Mitrione. O crepúsculo da carreira de Fedor tende a manchar seu legado e cada derrota desnecessária o coloca um passo mais longe do trono, na visão de seus detratores.</p>
<div id="attachment_95406" style="width: 695px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-95406" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Screen-shot-2013-08-20-at-10.09.11-AM-1.png" alt="" width="685" height="455" class="size-full wp-image-95406" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Screen-shot-2013-08-20-at-10.09.11-AM-1.png 685w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Screen-shot-2013-08-20-at-10.09.11-AM-1-300x199.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Screen-shot-2013-08-20-at-10.09.11-AM-1-150x100.png 150w" sizes="auto, (max-width: 685px) 100vw, 685px" /><p id="caption-attachment-95406" class="wp-caption-text">O chute mais famoso de Anderson Silva, no UFC 126. Foto: James Law</p></div>
<p><strong>Anderson, o gênio dançarino</strong></p>
<p>Se o critério for beleza e ineditismo dos feitos, Anderson Silva é de fato o maioral. O brasileiro é o mais inventivo gênio a calçar as luvas de duas onças. Fintas e esquivas cinematográficas, socos e chutes precisos, movimentos arriscadíssimos e impensáveis. Anderson trouxe tudo isso ao octógono como jamais foi feito. Um verdadeiro artista, o Da Vinci da pancadaria.</p>
<p>Além de ainda ser o lutador com maior número de vitórias consecutivas (16) e o campeão com o maior número de defesas de cinturão consecutivas (11) no UFC, Anderson não se contentava em apenas vencer. Ele verdadeiramente dava espetáculo. Cada vez que o “Aranha” baixava os braços e se esquivava dos socos inimigos, o coração do público disparava. Quando contragolpeava com precisão e vencia, os espectadores deliravam. E ainda por cima, 14 de suas 17 vitórias no UFC foram por nocaute ou finalização, estabelecendo mais um recorde que permanece. Ele dava aos fãs o que eles queriam e os surpreendia com algo que nem sabiam que queriam. Momentos como o chute frontal contra Vitor Belfort e as esquivas contra Forrest Griffin serão eternamente contados em prosa e verso nas antologias do esporte.</p>
<p>Muito do que gera argumentos para não tê-lo como o maior atleta de todos os tempos advém do jeito difícil e egocêntrico com que Anderson se portou, especialmente no auge de sua carreira. Com o tempo, Silva passou a escolher demais seus oponentes, criar dificuldades para fechar contratos, atuar de maneira excessivamente desdenhosa, lutar parecendo estar desmotivado. Nas vitórias contra Patrick Coté, Thales Leites, Demian Maia e Nick Diaz, Anderson parecia estar deliberadamente com o freio de mão puxado, a ponto de exasperar o público e a organização do evento. Na derrota para Chris Weidman, o brasileiro exagerou na autoconfiança e nas provocações, a ponto de errar em sua especialidade e ser nocauteado. A confiança o engrandecera e a soberba o derrubara.</p>
<p>Outra crítica recorrente é acerca da fragilidade de seu jogo de wrestling. Anderson era excepcional em manter a distância de seus oponentes usando esquivas e sua envergadura. Mas não se pode dizer que tinha um jogo completo em todos os aspectos do MMA, sofrendo grandes dificuldades para se defender e levantar das quedas aplicadas pelos bons wrestlers que enfrentou (casos de Henderson, Sonnen e Cormier). Estariam os críticos se excedendo ao exigir perfeição de um lutador que já era sobrenatural em seus pontos fortes?</p>
<div id="attachment_148672" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-148672" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/georges-st-pierre-1.jpg" alt="" width="400" height="267" class="size-full wp-image-148672" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/georges-st-pierre-1.jpg 400w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/georges-st-pierre-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/georges-st-pierre-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><p id="caption-attachment-148672" class="wp-caption-text">Georges st-Pierre em foto de Josh Hedges.</p></div>
<p><strong>GSP, o completo estrategista</strong></p>
<p>Se o melhor lutador do mundo for aquele com o jogo mais completo e equilibrado em todos os aspectos do MMA, teríamos de coroar Georges St-Pierre. Aprimorando-se visivelmente durante o decorrer de sua carreira, o peso meio-médio canadense alcançou um patamar em que não se via falhas no seu jogo.</p>
<p>Tal polivalência permitiu que Georges se tornasse o supremo estrategista do esporte. Se o oponente era um wrestler, St-Pierre mantinha a luta em pé e jabeava intensamente. Se o oponente era um striker, ele encurtava a distância, derrubava e anulava o pobre desafiante. Com isso, conseguiu a impressionante marca de 19 vitórias no UFC (ele é o segundo em quantidade de vitórias na organização). Tudo muito planejado, quase matemático. GSP vingou com autoridade as únicas duas derrotas que sofreu (para Matt Hughes e Matt Serra) e venceu os maiores nomes da categoria meio-médio, incluindo lendas como Hughes e BJ Penn (em seu auge).</p>
<p>Apesar de tudo isso, já vinha sendo notada em St-Pierre uma falta de gana em assumir riscos em nome do espetáculo. Desde a vitória contra BJ Penn em 2007, suas lutas estavam cada vez mais metódicas e monótonas. Esse estilo burocrático afastou alguns fãs e a falta de gana quase lhe custou a vitória contra Jonny Hendricks. Como dizia o poeta, que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental. Para seus críticos, as lutas feias e pragmáticas impedem que o faixa-preta canadense use a coroa com a realeza que o posto exige.</p>
<div id="attachment_221233" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-221233" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/IMG-20200209-WA0003-1024x759.jpg" alt="" width="650" height="482" class="size-large wp-image-221233" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/IMG-20200209-WA0003-1024x759.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/IMG-20200209-WA0003-300x223.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/IMG-20200209-WA0003-768x570.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/IMG-20200209-WA0003-150x111.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/IMG-20200209-WA0003.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-221233" class="wp-caption-text">Jon Jones com o cinturão meio-pesado do UFC. Foto: Reprodução/Instagram</p></div>
<p><strong>Jones, o destruidor autodestrutivo</strong></p>
<p>E enfim chegamos a ele, o craque invicto que bem poderia ser o favorito absoluto ao título de soberano do MMA. Jon “Bones” Jones é, apesar de tudo, o campeão mais jovem e assustador da história do UFC. Jones parece não ser humano, mas algo construído para ser o lutador perfeito: alto, forte, veloz, dono de reflexos impecáveis e da maior envergadura do UFC; e além de tudo pronto para disparar socos e chutes eficientes, um excelente wrestling, finalizações justas e um QI de luta elevado.</p>
<p>No Octagon, Jones não se afoba, não se assusta, não se arrisca desnecessariamente e, salvo raras oportunidades, jamais foi verdadeiramente ameaçado pelos seus adversários. OK, isso ficou parecendo a descrição do Chuck Norris, mas é verdade. Ele realmente “limpou” a categoria meio-pesado do UFC, transformando-a de uma das mais disputadas no esporte para uma terra arrasada onde poucos se arriscam.</p>
<p>Perto de completar dez anos como profissional, Jones conta uma única “derrota” em sua carreira, na verdade uma desclassificação por golpe ilegal contra Matt Hamill. Portanto, podemos dizer que Jones jamais foi vencido por outro atleta. De fato, o grande inimigo de Jon Jones é ele mesmo.</p>
<p>O campeão que podia ser incontestável se envolveu em lamentáveis escândalos com drogas, dopings e crimes dignos das páginas dos tabloides mais sórdidos. Jones, sob influência de drogas, bateu no veículo de uma mulher grávida e fugiu sem prestar socorro. Teve problemas recorrentes no antidoping por uso de cocaína e de substâncias proibidas. Desastres que lhe acarretaram longos períodos de suspensão, a perda do título e dúvidas constantes acerca da influência do doping em suas performances. Por fim, ainda é visto por muitos como um lutador desleal, devido a golpes direcionados aos joelhos e dedadas nos olhos.</p>
<p>Os próprios atributos de Jones também o afastam da preferência como melhor de todos. Primeiro, por não colecionar desafios emblemáticos, nos quais sofreu riscos reais e os superou – o único duelo tenso foi contra Alexander Gustafsson. Segundo, por sua disciplina extrema, o que o impediu de se arriscar em lutas monótonas que poderia ter definido com autoridade (casos das lutas com Rashad Evans, Ovince St-Preux e Glover Teixeira). Sempre parecia faltar aquele algo a mais, aquilo que anima o esporte, aquilo de que são feitas as lendas.</p>
<p>Em seu retorno ao UFC, no último dia 29 de julho, Jones parecia estar querendo vencer até mesmo esses últimos questionamentos. Enfrentou o duríssimo Dan Cormier, contra quem tinha uma verdadeira animosidade e que vinha motivado, fazendo contra Jones a melhor luta de sua carreira – até o momento em que Jones despertou. Aproveitando-se de um rápido instante em que Dan abaixou-se para golpear, Jones desferiu uma estrondosa canelada na cabeça de seu oponente. Ao ver Cormier cambaleando, “Bones” avançou como um tubarão que sente o cheiro de sangue, atacando até a interrupção do juiz. Uma vitória aparentemente incontestável, contra um oponente perigoso, definida com um lance de genialidade. E ainda com direito a uma cereja no bolo: o belo discurso da vitória, exaltando os méritos do adversário, mostrando enfim a maturidade nunca antes vista, e até sinalizando uma possível mudança para o peso pesado – onde poderia provar ser o mito inconteste do esporte.</p>
<p>Mas teria Jones vencido mesmo seu “passageiro sombrio”, como o personagem Dexter define seu lado tenebroso? Eis que, menos de um mês depois, a Usada anunciou que o campeão teria sido flagrado em teste antidoping para o UFC 214. Novamente uma enorme mancha se coloca entre Jon Jones e a supremacia do MMA. Quem sabe pela última e definitiva vez.</p>
<p>Como vimos, existem argumentos a favor e contra cada um dos postulantes. Entretanto, ao contrário do velho artilheiro mineiro Dadá Maravilha, viemos com a problemática, mas não com a “solucionática”. Cabe a você, amigo leitor, definir quem é o melhor de todos os tempos e defender com luvas e dentes sua escolha, na próxima confraternização com os amigos e em emails para nossa redação, no endereço enquete@graciemag.com. Afinal, quem foi o “cara” no MMA? Com a palavra, o sábio leitor.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/os-melhores-de-todos-os-tempos-no-mma-confira-a-lista/">Os melhores de todos os tempos no MMA? Confira a lista</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>“Preciso treinar com gente melhor que eu para me aprimorar”, ensina GSP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2021 18:12:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #168. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Fora das competições desde 2017, Georges St-Pierre é um dos maiores nomes do mundo do MMA. O sucesso do campeão do UFC, garantem os professores&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_114138" style="width: 651px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-114138" class="size-full wp-image-114138" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/georges-st-pierre-1.jpg" alt="" width="641" height="457" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/georges-st-pierre-1.jpg 641w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/georges-st-pierre-1-300x214.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/georges-st-pierre-1-150x107.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 641px) 100vw, 641px" /><p id="caption-attachment-114138" class="wp-caption-text">Relembre parte da trajetória do canadense que fez história no UFC. Foto: Divulgação</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #168. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Fora das competições desde 2017, Georges St-Pierre é um dos maiores nomes do mundo do MMA. O sucesso do campeão do UFC, garantem os professores de Jiu-Jitsu mais próximos, não está em sua carcaça, e sim no seu espírito de lutador.</p>
<p>Como diz o velho ditado repetido no mundo do MMA, “Meu irmão, ou o adversário protege as pernas, ou protege a cara”. O ensinamento explica em boa parte o sucesso do canadense Georges St-Pierre. Afinal, o que você faria se estivesse ali, frente a frente com ele? O que você protegeria? Karateca desde os sete anos e dono de jabs e chutes imprevisíveis, o ex-campeão dos meio-médios do UFC obrigava qualquer um a prestar atenção para não levar uma bifa na cara. Enquanto isso, seu lado wrestler olímpico fazia o adversário tombar na lona.</p>
<p>Mas todo esse aparato pouco adiantava quando a luta ia ao chão, e em 99% das ocasiões ela ia, seja por vontade dos envolvidos ou por puro acidente. Foi assim que St-Pierre percebeu rápido que era vital vestir o kimono e afiar seu Jiu-Jitsu para reinar no MMA. “O Georges apareceu na minha academia em 1999, começou de kimoninho e faixa-branca. Sempre foi um atleta, era muito explosivo e pegava as posições bem rápido. Lembro que a primeira sapatilha de wrestling dele quem comprou fui eu, quando o convenci a irmos dar uns treinos no time olímpico em Montreal. Hoje ele é esse monstro, um grande astro, mas ainda somos bons amigos”, recorda Wagnney Fabiano, seu primeiro professor de Jiu-Jitsu, com quem GSP conquistou a faixa-azul e o primeiro cinturão, na organização Ultimate Cage Championships (UCC), em 2001.</p>
<p>Já aposentado, St-Pierre não foi apenas um mestre no chão. Foi uma das mais azeitadas máquinas de lutar MMA, sabia como poucos anular o poderio ofensivo de qualquer rival. Dono de um fôlego monstruoso e uma mente tática, ficou invicto desde 7 de abril de 2007 até o fim de sua carreira. Em sua última atuação nas artes marciais mistas, o canadense utilizou seu Jiu-Jitsu e botou o americano Michael Bisping para dormir com um duro mata-leão no evento principal do UFC 217.</p>
<div id="attachment_220749" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-220749" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4.jpg" alt="" width="900" height="758" class="size-full wp-image-220749" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4.jpg 900w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4-300x253.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4-768x647.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4-150x126.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /><p id="caption-attachment-220749" class="wp-caption-text">Roger Gracie com St-Pierre em Londres. Foto: Reprodução/Twitter</p></div>
<p>Nativo de Saint-Isidore, estado de Quebec, o ex-campeão até 77kg do UFC só gostava de medir distâncias dentro do ringue. Fora dele, ia aonde os melhores estavam para se aperfeiçoar. Já rodou o mundo em busca de treinos, disputou o ADCC 2007 em Nova Jersey, visitou o Rio de Janeiro um punhado de vezes e pegou a faixa-marrom com Renzo Gracie em Manhattan.</p>
<p>No início de 2011, zarpou para Londres com o objetivo de trocar conhecimentos com o fenômeno do pano Roger Gracie e com o tetracampeão mundial de Jiu-Jitsu Bráulio “Carcará” Estima. Para seu professor na Gracie Barra Montreal, Bruno Fernandes, esse é um dos principais aspectos para GSP estar invicto há tanto tempo. “Um dos motivos que ele quase não perde é esse constante aprimoramento de todos os aspectos da luta, seja em pé ou no chão. Apesar de ser considerado por muitos o melhor lutador da história, ele ainda mantém o espírito de faixa-branca, sempre interessado em aprender”, destaca Bruno.</p>
<p>Conversamos com GSP sobre Jiu-Jitsu certa vez, em junho de 2008, e o campeão explicou o que o motivava a sair do Canadá para buscar conhecimento. “Em Montreal não tem muita gente que me faça dar os três tapinhas… Já no Rio de Janeiro eu bato o tempo todo e sei que preciso treinar com gente melhor do que eu para me aprimorar. Considero viajar um grande investimento”, ensina.</p>
<p>Para o parceiro de treinos Bráulio Estima, o canadense reúne diversos ingredientes capazes de formar um exímio lutador, além do espírito de faixa-branca. “GSP possui o discernimento de escolher bem e aplicar efetivamente o que é válido para o seu próprio jogo. Ele é um cara que sabe colocar todos os aspectos do MMA em sintonia de uma forma ímpar e por isso é um fenômeno. Um exemplo? Com seu Jiu-Jitsu, ele sabe combinar muito bem os socos e cotoveladas e as movimentações de chão. E são duas coisas bem difíceis de encaixar, pois requerem uma coordenação motora elevada. Mas o timing dele é perfeito, fora do comum”.</p>
<p>Se os lutadores do UFC hoje são vistos como “super-heróis para adultos”, GSP reforçou isso com pelo menos um superpoder: o de enfraquecer o adversário. Bráulio concorda. “O GSP aplica muito bem um dos fundamentos do Jiu-Jitsu que eu considero um dos mais importantes para um lutador dominante: a capacidade de manipular bem o oponente durante a luta, não deixando que o mesmo consiga desenvolver o seu jogo mais forte. Tático e inteligente ao extremo, ele nunca se choca com o que o rival tem de melhor, e inteligentemente se posiciona em situações onde o oponente não se ajeita para desenvolver sua potência”.</p>
<p>Na realidade, GSP apresentava um jogo simples e eficiente, com boas transições – tudo o que um praticante de Jiu-Jitsu esperto almeja. E, como seus companheiros e professores são unânimes em dizer, sim, o canadense poderia surpreender muita gente de kimono no peso leve ou no médio, caso ele se dedicasse somente ao Jiu-Jitsu esportivo. Mas aí já fica difícil saber. Ao menos técnica, corpo e (especialmente) alma para isso ele tem.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/preciso-treinar-com-gente-melhor-que-eu-para-me-aprimorar-ensina-georges-st-pierre/">“Preciso treinar com gente melhor que eu para me aprimorar”, ensina GSP</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>GRACIEMAG #266 &#8211; 25 lições desbravadas no UFC</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Apr 2019 17:34:45 +0000</pubDate>
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<p>Boa leitura e bons treinos!</p>
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