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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Melqui Galvão: Da garagem da vizinha pro mundo</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2021 13:25:41 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_230800" style="width: 1290px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-230800" class="size-full wp-image-230800" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/Melqui.jpg" alt="" width="1280" height="853" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/Melqui.jpg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/Melqui-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/Melqui-1024x682.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/Melqui-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/Melqui-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-230800" class="wp-caption-text">Melqui Galvão prepara uma nova geração de atletas. Foto: Marcio Melo Fotografia</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dez anos como professor separam o início de Melqui Galvão como formador de atletas até o destaque no cenário do Jiu-Jitsu. Natural de Manaus, o faixa-preta formado por Ronnie Melo seguiu a linhagem Gracie no seu método de ensino, adicionando lições que teve como investigador  de polícia. O resultado veio nos tatames, com ascensões meteóricas de nomes como Fabrício Takaka, Diogo Reis e do filhão Mica Galvão, que vem dominando sua categoria nos principais eventos desde os anos de juvenil. Mica, hoje faixa-marrom, promete sacudir o peso pesado como faixa-preta em breve.</p>
<p>Para entender melhor a fórmula de sucesso de Melqui, conversamos com a fera sobre sua abordagem mental e física nos treinamentos, e sobre os desafios constantes que impõe aos alunos. O professor, claro, não esqueceu de contar sobre a garagem em Manaus que abrigou, nos primeiros anos, o seu peculiar “laboratório” esportivo de Jiu-Jitsu. Confira, nas linhas a seguir.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: De onde você crê que surgiu essa vocação de formar campeões? É alguma coisa na água de Manaus?</strong></p>
<p>MELQUI GALVÃO: Olha, creio que as coisas aconteceram meio por acaso. Sou investigador de polícia, e a própria polícia civil me destacou como professor de um projeto social de Jiu-Jitsu. Comecei a dar aulas em 2011. Já em 2013, reparei que tinha afinidade com o ensino, que poderia ajudar alguns garotos da cidade – e não só ajudar a distrair a mente deles mas talvez até fornecer uma profissão a eles no futuro. Comecei a estudar e me empenhar para trabalhar da melhor forma possível e levar meus atletas aos pontos mais altos da arte suave, e as competições foram importantes nesse trabalho.</p>
<p><strong>Que pilares do Jiu-Jitsu você costumava ensinar na polícia?</strong></p>
<p>Disciplina, superação, calma e paciência. É o que o Jiu-Jitsu nos ensina. No dia a dia, em situações de risco, é preciso saber respirar e procurar uma saída. Esses são os melhores ensinamentos que se pode levar para a vida profissional. O trabalho policial traz altas cargas de estresse e, se não houver controle emocional, acidentes podem acontecer. No meio dos policiais e no grupo de operações especiais, vi que as pessoas que se destacavam não eram aquelas que tinham o melhor porte físico, e sim as que possuíam a melhor mentalidade. Vi muitos casos assim em cursos, nos quais os caras são levados ao extremo do sacrifício. Um cara por vezes está bem condicionado fisicamente, mas não aguenta tanto quanto outro que não tem o mesmo porte, mas é muito forte e bem treinado mentalmente. Trabalho muito essa parte mental com os meus atletas e vejo isso como um diferencial.</p>
<p><strong>Como você vê a mudança de atletas, que migram para outras academias em busca de mais profissionalismo?</strong></p>
<p>É uma coisa cada vez mais comum, as pessoas querem ter resultados, condições de tocar uma carreira sólida. Depende muito do ambiente. Comecei a ensinar numa academia muito pequena, na garagem de uma vizinha, mas todos tinham o mesmo objetivo. Eu queria fazer meus alunos campeões, eles queriam se tornar atletas profissionais, viver do esporte, e nós conseguimos bastante coisa, mesmo partindo do nada. Agora, se você vai a uma escola em que as pessoas não têm essa mentalidade, independentemente de ser grande ou pequena, não acredito que aquele ambiente seja capaz de instigar o aluno a ser um atleta de sucesso, que vence campeonatos de grande importância. É uma atitude normal, portanto, você troca o que está insuficiente. Mas também não deve ser uma desculpa. Devemos fazer nossa parte e se, apesar disso, não estiver sendo suficiente, podemos pensar em migrar para outra equipe para buscar melhorar, sim.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/melqui-galvao-da-garagem-da-vizinha-pro-mundo/">Melqui Galvão: Da garagem da vizinha pro mundo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Lições do craque: Royce Gracie analisa o Jiu-Jitsu nas primeiras edições do UFC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jan 2019 11:26:03 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_79224" style="width: 710px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/susumu26-3.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-79224" class="wp-image-79224" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/susumu26-3.jpg" alt="" width="700" height="507" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/susumu26-3.jpg 414w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/susumu26-3-300x217.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/susumu26-3-150x109.jpg 150w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a><p id="caption-attachment-79224" class="wp-caption-text">Royce Gracie contra Ken Shamrock no UFC 1. Foto: Susumu Nagao.</p></div>
<p>Aos 51 anos, Royce Gracie segue altamente requisitado para seminários em todas as partes do planeta, 25 anos após a apoteótica vitória no UFC 1, em 12 de novembro de 1993. O lendário lutador, que ensinou o Jiu-Jitsu para o mundo mesmo sem dizer uma palavra sequer, pelas imagens das TVs americanas ou das vitas VHS passadas de mão em mão, começou sua caminhada na Califórnia, onde reside até hoje.</p>
<p>Anos antes de ir a Denver, se trancar numa jaula com campeões de diversas outras artes marciais, Royce era o instrutor de confiança do irmão Rorion, na academia montada na garagem de sua casa. Por dezenas de vezes, a fera foi o linha de frente escalado para amansar os valentes desafiantes do Jiu-Jitsu nos tradicionais tatames verdes do espaço. O fato de estar sempre em boa forma para qualquer parada dura moldaria Royce de vez, e influenciaria milhares de seres humanos ao redor do planeta, para sempre.</p>
<p>Nossa equipe conversou recentemente com o professor e atleta, que estampou a capa da GRACIEMAG #259, e desvendou algumas curiosidades dos bastidores dos primeiros UFC, além de entender como o Jiu-Jitsu foi essencial para o sucesso do temido lutador de kimono nos cages. Confira!</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Desde que você chegou na Califórnia em 1984, fez dezenas de “conferes” na academia, com praticantes de outras artes. Imaginava que algum dia aquilo lhe daria fama? </strong></p>
<p><strong>ROYCE GRACIE:</strong> Foram tantos que nem lembro… Mas tem uma diferença: na época da garagem, os conferes eram mais com a intenção de fazer o adversário virar aluno, e não de ganhar dele como numa luta do UFC. Era bem diferente.</p>
<p><strong>Não acha então que o fato de precisar estar pronto para tantos “visitantes” o ajudou a se tornar naturalmente aquela máquina de lutar que vimos no UFC 1? Em termos de frieza, raciocínio etc?</strong></p>
<p>Não, não bastava estar naturalmente afiado para os desafios na garagem. Acho que foi uma coisa além. Isso se chama ser um artista marcial, com disposição para provar que a minha arte funciona, e querer muito servir de exemplo para os alunos, e que se alguma coisa acontecer na rua você tem de estar pronto para reagir. Afinal, não vai haver tempo de ir para casa se preparar…</p>
<p><strong>Você fez combates épicos, como naquela hora e meia contra o Kazushi Sakuraba no Japão, em 2000 pelo Pride FC. Como funcionava sua mente numa luta?</strong></p>
<p>A cabeça não tem tempo para pensar em nada, é só o reflexo do treino reagindo. Treinei muito para isso.</p>
<p><strong>Há alguma técnica de Jiu-Jitsu e defesa pessoal mais importante que as demais?</strong></p>
<p>Todas são importantes. É o conjunto delas que faz o Jiu-Jitsu ser tão eficiente, não apenas uma.</p>
<p><strong>Você chegou a tomar uma mordida no UFC… Como lidou com a surpresa?</strong></p>
<p>Foi na final do primeiro UFC (contra o Gerard Gordeau), quando derrubei o adversário e montei. Ele então mordeu a minha orelha, uma das poucas coisas que não valia, aliás – a outra era dedo no olho. Ignorei quando ele deu os três tapinhas (risos).</p>
<p><strong>Você já pensou no que teria ocorrido se você fosse consumido pela adrenalina, errasse algo e perdesse no primeiro UFC? Como fez para tirar tal responsabilidade dos ombros?</strong></p>
<p>Nunca pensei nisso. Tirar o peso foi responsabilidade da minha família. Mas eu acredito totalmente no Jiu-Jitsu, treinei para ganhar e a minha família me deu total confiança – a começar, pois provara o valor das nossas técnicas bem antes de mim.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/licoes-do-craque-royce-gracie-analisa-o-jiu-jitsu-nas-primeiras-edicoes-do-ufc/">Lições do craque: Royce Gracie analisa o Jiu-Jitsu nas primeiras edições do UFC</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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