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	<title>Flavio Cachorrinho | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
	<lastBuildDate>Fri, 30 Aug 2024 14:43:48 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Flavio Cachorrinho | Graciemag</title>
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		<title>Como trabalha a mente de um competidor, por Saulo Ribeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Aug 2024 14:27:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A espera pelas lutas, a análise dos adversários, o relato dos combates. O texto a seguir, produzido e editado para a GRACIEMAG #67, conta o Mundial de Jiu-Jitsu de 2002 na visão de Saulo Ribeiro, maior recordista em títulos até então, com seis medalhas de ouro e duas de prata acumuladas em sete anos de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A espera pelas lutas, a análise dos adversários, o relato dos combates. O texto a seguir, produzido e editado para a GRACIEMAG #67, conta o Mundial de Jiu-Jitsu de 2002 na visão de Saulo Ribeiro, maior recordista em títulos até então, com seis medalhas de ouro e duas de prata acumuladas em sete anos de competição.</em></p>
<p>Aprenda com ele. E assine nossa <a href="http://www.graciemagshop.com.br" target="_blank" rel="noopener">revista digital para ler artigos como este. Oss!</a></p>
<p><em><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-e-pai-site.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-7271 aligncenter" title="Saulo e pai site" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-e-pai-site.jpg" alt="" width="480" height="312"></a><br />
</em></p>
<p>Todo dolorido. Foi assim que eu acordei no domingo, 28, último dia do sétimo Mundial de Jiu-Jitsu.</p>
<p>Peguei o meu kimono para ir para o Tijuca Tênis Clube pensando o seguinte: se hoje fosse um dia normal, a possibilidade de eu ir treinar era zero. Ia fazer um rango no restaurante Guaranamania, deitar e descansar. Tava na maior lombra.</p>
<p>Ao mesmo tempo, eu tinha de ir trabalhar, correr atrás do título que ainda não possuía, o de campeão absoluto. Fiz a minha parte ontem, venci três lutas e estou classificado para a final, mas não foi fácil.</p>
<p>Na verdade, depois da minha segunda luta, contra o [Roberto Corrêa] Gordo, sentei no chão ao lado do tatame muito puto. Fiz preparação física nos últimos meses, achava que estava numa forma ótima, mas no meio da luta eu tava morto.</p>
<p>Eu sabia que a minha luta com o “Careca” ia ser difícil, sempre é. Ao contrário da garotada nova que tem por aí, ele não erra, não dá esgrima e a gente se equivale tecnicamente. Mas quando eu abri vantagem no início, e quando ele me deu a perna direita e tomou um kouchi-gari, achei que a luta tava ganha. De repente, ele tinha trancado as pernas nos meus joelhos, e eu fui raspado. Puxei o ar e não veio nada, e me segurei para não transparecer meu desespero. Fechei a guarda e, antes do fim, quando fui para a minha raspagem, ele cresceu o olho no crucifixo, como sempre, e fiz mais dois pontos.</p>
<blockquote><p>Não adianta se preparar, você só sabe o que vai acontecer com o seu corpo ali dentro se você esteve ali antes&#8221; Saulo Ribeiro</p></blockquote>
<p>Tinha vencido, mas estava revoltado com o meu mau condicionamento. E fiquei me perguntando o porquê. Remoí isso durante o resto do dia, e só hoje de manhã achei a explicação: falta de ritmo de competição. No meu melhor ano, 98, eu lutava campeonato quase todos os finais de semana. De Jiu-Jitsu ou judô, pequeno ou grande, não queria saber. Desde 99, só tenho lutado o Mundial e o ADCC. É isso. Não adianta se preparar, você só sabe o que vai acontecer com o seu corpo ali dentro se você tiver estado ali antes. E quanto mais você competir, mais você vai conhecer o seu corpo.</p>
<p>Chegar no ginásio do Tijuca é sempre bom. Foi lá que, desde 96, venci cinco campeonatos mundiais. Claro que é problemático lembrar que ano passado – único ano em que fui derrotado –, nessa mesma hora, eu estava na mesma situação: tinha chegado à final do absoluto, mas ia tentar lutar o meio-pesado para ser campeão. A experiência tinha me ensinado que eu não podia cair no mesmo erro, partir para dentro dos caras do peso feito um louco e ficar no bagaço para as finais.</p>
<p>Até hoje ainda acho que eu não perdi o campeonato para o [Fernando Pontes] Margarida, durante a final. Eu perdi antes. Para o [Flávio Almeida] Cachorrinho, na semifinal. Apesar de ter vencido a luta, ele me matou. Que cara forte! Se ele não desse a esgrima, ia ser o cara mais difícil de ser vencido de todos. Eu não sei como ele perde para o Margarida, se ele é muito mais forte.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0076.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-7277 aligncenter" title="DSC_0076" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0076-e1268508289939.jpg" alt="" width="312" height="480"></a></p>
<p>Esse ano, meu plano era outro: vencer o peso sem me cansar muito. E, na área de aquecimento, como tava de baia, ia poder ver todo mundo antes de eu lutar. O Erik [Wanderley] foi chamado. Era hora de olhar o inimigo contra um cara mais fraco. Ele certamente vai usar todas as suas armas mais fortes para acabar logo o serviço. No meio da luta, alguém chega e pergunta: “Vai de moto para casa?”. “Claro, trouxe até o capacete”, brinco, sem deixar claro que, na verdade, aquela Honda Biz de prêmio para o campeão era o que menos importava.</p>
<p>Continuo prestando atenção. Ele mete a mão direita por cima, é candidato a tomar um ipon-seoi. Tomou uma queda. É outro cara bom e forte, mas, por baixo, dá a esgrima. Eu sei que ele vai vencer, provavelmente chegar à final, então reparo mais. Em pé, outro trejeito. Ele finge que vai puxar para a guarda e coloca a perna direita na frente para atacar. Pode tomar um ouchi-gari. Essa vai ser a estratégia.</p>
<p>11:00. Já estou há quase uma hora esperando, e minha luta se aproxima. De repente, noto um movimento na entrada do ginásio. Corro os olhos à procura do motivo e me surpreendo. É o Rickson. Veio fazer uma visita surpresa. A responsabilidade aumentou. O homem vai ver se tenho feito direito o dever de casa. Acompanho o bicho e penso alto: “O cara é foda. Dá para sentir a sua energia”.</p>
<p>A presença de Rickson, Royler, Renzo no estádio e alguns erros que vejo os caras cometendo nas lutas me faz refletir no suporte que esses caras me deram, me poupando de muitos desses erros. A versatilidade do Royler, sempre apto a fazer qualquer tipo de jogo; por cima, por baixo, em pé, no chão. O Renzo, que mesmo quando morre no gás nas lutas, ninguém consegue fazer nada com ele, o que prova ainda mais a sua técnica. E o Rickson, que quando treina contigo parece que tem 200kg. Procuro aprender o que cada um deles tem de melhor, adaptar isso no meu jogo.</p>
<p>Volto a prestar atenção nas disputas. No ringue mais próximo, o da esquerda, [Ricardo] De la Riva vai lutar. É uma incógnita. Só dará para saber como ele vai se sair depois da primeira bufada. Voltar após nove anos é complicado. Depois de um [ano] já é foda. Uma torcida grande grita para ele. Maneiro o cara ter um carisma assim. Ele vence bem, e volta para a área de aquecimento. Vou cumprimentá-lo, e ele me parabeniza, aproveitando para elogiar o Royler. Dá para sentir que não é falsidade, esse cara é gente fina mesmo. Tem uma humildade muito grande. Mesmo se perder, continua sendo campeão.</p>
<p>Vejo a luta do Fábio Nascimento, o cara que vou enfrentar de primeira. Ele raspa o outro na meia-guarda. Ontem, na primeira luta do absoluto, ele me levantou assim. Mas eu pensei: “Me recuso a ir nessa”, e atochei o peso.</p>
<p>A minha hora não chega e por mais que queira me concentrar, fiquei mais é vendo as outras categorias, analisando os caras que estão aparecendo. Não sei porque, penso numa luta do Pé de Chumbo com o “Jaca”. Essa ia ser boa de ver. Os caras são muito preparados e fazem força sem cerimônia&#8230; No ringue que o De la Riva lutou, agora o [Marcelo] Pupo tava vencendo uma luta da categoria leve. Reparo como ele melhorou. Antigamente ele era fraco, mas agora, não perde posição, distribui o peso melhor. Pode surpreender e ser campeão.</p>
<blockquote><p>Ele me deu a esgrima já no início da luta. Pensei: &#8216;Assim ele facilita o trabalho da diretoria'&#8221;</p></blockquote>
<p>Fiz a minha primeira luta, e venci por pontos. Ele me deu a esgrima já no início da luta. Pensei: “Assim ele facilita o trabalho da diretoria”. Com esse erro, eu sabia que ia ser difícil perder. E venci. No meio da luta, ele fez uma pegadinha chata na minha perna, me prendeu na meia-guarda. Depois eu estudo isso melhor, penso. Vou lá cumprimentar meu pai, minha mulher, o pessoal que veio torcer por mim. Por mais que eu esteja focado na competição, tenho que dar uma atenção para quem tá sempre comigo.</p>
<p>Voltei então para a área de aquecimento, mas agora o tempo passava mais rápido. Quando Frédson e De la Riva se preparavam para lutar a semifinal do pena, eu já estava voltando para o outro lado, onde ia lutar a semifinal. Pensei na luta deles: meu coração está com o Frédson, que é de Manaus e da Gracie Barra, mas acredito na vitória do De la Riva. É mais técnico. E, nessa hora, se eu não acreditar mais na técnica, vou acreditar em quê?</p>
<p>Na espera para a semifinal, vejo o Pé de Pano – meu adversário na decisão do absoluto – chegando na área de luta. Com um tamanho desse, um peso desse e umas pernas dessas, não dá para pensar boa coisa. Ele vem falar comigo, porque a gente tinha meio que se comprometido de não lutar. Mas em um caso desses não tem jeito, e eu sei disso. É o título que os dois tão querendo, e qualquer pacto agora fica de lado. Os dois vão dar tudo, sem cerimônia.</p>
<p>Entro para lutar com o [Marcel] Louzado, do Godói. No início da luta, eu faço os dois pontos que vão me garantir a vitória, com uma ida para as costas em pé. Novamente, minha tática funciona. Eu tinha visto na luta anterior, contra o [mineiro Vinícius Antunes] Wallid, que ele entra de o-chi-gari. Deixei então minha perna direita na frente, de isca, e quando ele entrou, tirei a perna, agarrei na dele e fui para as costas. Ele tentou correr atrás, mas eu tava na final, e sabia disso. E a situação dele foi piorando no decorrer da luta.</p>
<p>Mal o juiz levanta o meu braço, uma surpresa de merda. Enquanto eu tava lutando, meu irmão tinha se machucado no ringue ao lado, e me avisaram. Chorando, ele era atendido pelos médicos e tava fora da briga.</p>
<p>Faltavam três horas para o início das finais. A única coisa que vinha na minha cabeça era o seguinte: comer ou não comer?</p>
<p><strong>Intermissão</strong><br />
17:00. Chegou a hora. Eles anunciam a ordem das finais. O absoluto primeiro. Pensei bem, coloquei a realidade na balança e pedi para trocar. Era arriscado demais. Posso cansar muito, perder para o Pé e fazer uma luta ruim no meio-pesado, perigando ficar sem os dois títulos. Lutando o meio-pesado primeiro eu teria mais chances de garantir ao menos um título. E podia ganhar mais confiança para a final do absoluto.</p>
<p>A luta contra o Erik foi dentro do previsto. Ele colocou a perna na frente, eu usei o ouchi-gari. Saí na frente, e era o que eu precisava. Lá para as tantas, ele me deu a esgrima. Cheguei na meia e consegui mais uma vantagem. Ele ainda tentou um ezequiel, mas eu sabia que não existia ângulo para apertar, já que eu tava jogando o meu peso para frente. Passei a guarda e garanti o título. Mas depois da força que eu fiz, deu até fraqueza pensar que ainda tinha o Pé de Pano.</p>
<p>Descansei enquanto rolaram as finais de todos os outros pesos. E entrei com uma tática definida na luta contra o Pé de Pano. O negócio era jogar por cima mesmo. Essa história de que ele não sabe passar [a guarda] é besteira, ele é pesado e passou a guarda de todo o mundo por aí. Eu ia obrigar o cara a mudar o tipo de guarda, jogar com os ganchos por dentro. Conseguir umas vantagens e quem sabe uma passagem e vencer. O plano foi indo bem, mas ele é tão longo que até a guarda de gancho me complicou, e eu acabei sendo raspado. Ainda dava para correr atrás, mas me descuidei e ele botou na [guarda] fechada. Foi quando eu senti o seu peso. Não dava para abrir de qualquer jeito, era capaz de ele cair montado. Tentei abrir sem ficar em pé, mas ele levantava o quadril e, com aquelas pernas longas, minha mão ia da canela para o joelho. Não tinha jeito, aquela era dele.</p>
<p>Após a premiação, enquanto dava uma entrevista, meu pai me jogou uma latinha da gelada. Era tudo que eu precisava, fazia um mês que não tomava uma cerveja. Mas a análise dos meus erros não saía da cabeça. E pensei em duas resoluções. Número um: tenho que competir tudo, Jiu-Jitsu e Judô, e estar em um ritmo bem melhor. Número dois: no fim das contas, disputar o meio-pesado novamente diminuiu minhas chances no absoluto. Ano que vem vou arriscar só o aberto. “Ano que vem”, eu pensei, e essa é a melhor parte: a vontade de estar aqui de novo. Isso eu ainda não perdi.</p>
<div id="attachment_7275" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-Napao-20021.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7275" class="size-full wp-image-7275" title="Saulo Napao 2002" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-Napao-20021.jpg" alt="" width="312" height="480"></a><p id="caption-attachment-7275" class="wp-caption-text">Saulo Ribeiro por cima de Gabriel Napão. Fotos: Gustavo Aragão/GRACIEMAG</p></div>
<p><strong>O card de Saulo até 2002: 26-4<br />
</strong></p>
<p><strong>2002<br />
absoluto</strong><br />
Márcio Cruz (d)<br />
Gabriel Gonzaga (v)<br />
Roberto Corrêa (v)<br />
Fábio Nascimento (v)</p>
<p><strong>meio-pesado</strong><br />
Erik Wanderlei (v)<br />
Marcel Louzado (v)<br />
Fábio Nascimento (v)</p>
<p><strong>2001<br />
absoluto</strong><br />
Fernando Pontes (d)<br />
Márcio Cruz (vc)<br />
Leandro Borgo (v)<br />
Marcos Scheffer (v)</p>
<p><strong>meio-pesado</strong><br />
Fernando Pontes (d)<br />
Flávio Almeida (v)<br />
Murilo Rupp (v)<br />
Roger Coelho (v)</p>
<p><strong>2000<br />
super-pesado</strong><br />
Daniel Simões (v)<br />
Gabriel Gonzaga (v)<br />
Adílson Lima (v)<br />
Roberto Ferreira (v)</p>
<p><strong>1999<br />
meio-pesado</strong><br />
Roberto Magalhães (v)<br />
José Marcelo (v)<br />
Givanildo Santana (v)<br />
Marcelo Hertz (v)</p>
<p><strong>1998<br />
pesado</strong><br />
Fabio Gurgel (v)<br />
Murilo Bustamante (v)<br />
Anderson Xavier (v)</p>
<p><strong>1997<br />
médio</strong><br />
José Mario Sperry (d)<br />
Antônio Schembri (v)<br />
Rony Rústico (v)<br />
Guilherme Santos (v)</p>
<p><strong>1996</strong><br />
leve<br />
Marcio Feitosa (v)</p>
<p>*v – vitória; d – derrota; vc – vitória por contusão</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/saulo-ribeiro-ensinou-as-dores-e-sufocos-de-ser-um-campeao-de-jiu-jitsu/">Como trabalha a mente de um competidor, por Saulo Ribeiro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8220;Na pressão das competições descobrimos o melhor em nós mesmos&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2020 19:16:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BjJ]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos GracieJr]]></category>
		<category><![CDATA[Competições]]></category>
		<category><![CDATA[faixa-preta]]></category>
		<category><![CDATA[Flavio Cachorrinho]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Flávio “Cachorrinho” Almeida, professor da Gracie Barra, bateu um papo com GRACIEMAG sobre os conselhos de Carlinhos Gracie para melhorar seu Jiu-Jitsu e sua vida com a ajuda dos campeonatos. &#8220;Meu foco sempre naquilo que posso controlar&#8221;, disse Flávio. &#8220;Na pressão das competições, muitas vezes descobrimos o melhor em nós mesmos e saímos fortalecidos, independentemente&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60816" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/pt/2012/05/judo-jiu-jitsu-e-um-intercambio-recheado-de-tecnicas-e-medalhas-de-ouro/flavio-almeida-locks-in-his-grips/" rel="attachment wp-att-60816"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-60816" class="size-full wp-image-60816" title="Flavio Almeida locks in his grips.Flavio Almeida, o Cachorrinho, com as pegadas em dia. Foto: John Cooper/2010." src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/05/Flavio-Almeida-Cachorrinho-em-acao-no-Las-Vegas-Open-2010-Foto-por-JCooper.jpg" alt="Flavio Almeida, o Cachorrinho, com as pegadas em dia. Foto: John Cooper/2010." width="640" height="606" /></a><p id="caption-attachment-60816" class="wp-caption-text">Flavio Almeida, o Cachorrinho, armando as pegadas. Foto: John Cooper</p></div>
<p>Flávio “Cachorrinho” Almeida, professor da Gracie Barra, bateu um papo com GRACIEMAG sobre os conselhos de Carlinhos Gracie para melhorar seu Jiu-Jitsu e sua vida com a ajuda dos campeonatos.</p>
<p>&#8220;Meu foco sempre naquilo que posso controlar&#8221;, disse Flávio. &#8220;Na pressão das competições, muitas vezes descobrimos o melhor em nós mesmos e saímos fortalecidos, independentemente do resultado. </p>
<p>&#8220;O objetivo sempre é vencer, mas devemos estar cientes da possibilidade da derrota. É preciso enxergar na competição uma experiência única de aprendizado e uma atitude mental positiva, e isso geralmente melhora o desempenho.</p>
<p>&#8220;Mestre Carlinhos está sempre nos estimulando a estar em forma e nos mantermos conectado com o Jiu-Jitsu esportivo. Acho que na visão dele isso é muito importante para continuarmos conduzindo o trabalho de expansão da GB com equilíbrio e sabedoria. A competição me deixa mais em forma e mais atento aos detalhes e desenvolvimento do Jiu-Jitsu e isso melhora muito meu desempenho como executivo da Gracie Barra.&#8221;</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/na-pressao-das-competicoes-descobrimos-o-melhor-em-nos-mesmos/">“Na pressão das competições descobrimos o melhor em nós mesmos”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“Na pressão das competições de Jiu-Jitsu, descobrimos o melhor em nós”</title>
		<link>https://www.graciemag.com/flavio-cachorrinho-na-pressao-das-competicoes-de-jiu-jitsu-descobrimos-o-melhor-em-nos-mesmos/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=flavio-cachorrinho-na-pressao-das-competicoes-de-jiu-jitsu-descobrimos-o-melhor-em-nos-mesmos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Sep 2013 11:39:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[50-50]]></category>
		<category><![CDATA[berimbolo]]></category>
		<category><![CDATA[Carlinhos Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Flavio Cachorrinho]]></category>
		<category><![CDATA[Gracie Barra]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de ficar dois anos sem competir, Flávio “Cachorrinho” Almeida, professor e um dos cabeças da Gracie Barra, optou por se testar novamente, no Las Vegas Open de 2013, no estado de Nevada. Professor que leva a vida como um executivo da Gracie Barra, ele reservou um tempo para um bate-papo com GRACIEMAG. Na conversa,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60816-2" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/pt/2012/05/judo-jiu-jitsu-e-um-intercambio-recheado-de-tecnicas-e-medalhas-de-ouro/flavio-almeida-locks-in-his-grips/" rel="attachment wp-att-60816"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-60816-2" class="size-full wp-image-60816" title="Flavio Almeida locks in his grips.Flavio Almeida, o Cachorrinho, com as pegadas em dia. Foto: John Cooper/2010." src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/05/Flavio-Almeida-Cachorrinho-em-acao-no-Las-Vegas-Open-2010-Foto-por-JCooper.jpg" alt="Flavio Almeida, o Cachorrinho, com as pegadas em dia. Foto: John Cooper/2010." width="640" height="606" /></a><p id="caption-attachment-60816-2" class="wp-caption-text">Flavio Almeida, o Cachorrinho, armando as pegadas. Foto: John Cooper</p></div>
<p>Depois de ficar dois anos sem competir, Flávio “Cachorrinho” Almeida, professor e um dos cabeças da Gracie Barra, optou por se testar novamente, no Las Vegas Open de 2013, no estado de Nevada. </p>
<p>Professor que leva a vida como um executivo da Gracie Barra, ele reservou um tempo para um bate-papo com GRACIEMAG. Na conversa, falou sobre os treinos, os conselhos de Carlinhos Gracie, evolução técnica do Jiu-Jitsu e distribuiu lições instrutivas.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Como conciliar as viagens e atividades na Gracie Barra com os treinos para o Las Vegas Open?</strong></p>
<p><strong>FLÁVIO CACHORRINHO:</strong> Estou sem lutar há dois anos, então tenho muito a fazer para chegar na ponta dos cascos. Porém, estou confiante. É sempre um desafio encontrar tempo para os treinos. Mas com um bom planejamento, organização e foco no que é mais importante, é possível combinar legal.</p>
<p><strong>De que forma voltar a competir estimula você?</strong></p>
<p>Mestre Carlinhos está sempre nos estimulando a estar em forma e nos mantermos conectado com o Jiu-Jitsu esportivo. Acho que na visão dele isso é muito importante para continuarmos conduzindo o trabalho de expansão da GB com equilíbrio e sabedoria. A competição me deixa mais em forma e mais atento aos detalhes e desenvolvimento do Jiu-Jitsu e isso melhora muito meu desempenho como executivo da Gracie Barra.</p>
<p><strong>Você está há dois anos afastado das competições. Como pretende dosar os dez minutos de luta, na divisão dos pesados?</strong></p>
<p>Não vai ser mole, não [risos]! Mas estou rendendo bem nos treinos e apesar de não ter mais a disposição dos 20 anos, tenho a experiência dos 30. Vou com essa garra defender minha bandeira. Isso me dá uma motivação enorme.</p>
<p><strong>O que mais você tira de proveito durante um campeonato de Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Foco sempre naquilo que posso controlar. Não estou indo para matar ou morrer, e sim para mais uma vez participar dessa festa linda que são as competições de Jiu-Jitsu, e de quebra me testar contra oponentes de alto nível. Na pressão das competições, muitas vezes descobrimos o melhor em nós mesmos e saímos fortalecidos, independentemente do resultado. O objetivo sempre é vencer, mas devemos estar cientes da possibilidade da derrota. É preciso enxergar na competição uma experiência única de aprendizado e uma atitude mental positiva, e isso geralmente melhora o desempenho.</p>
<p><strong>O Jiu-Jitsu de dez anos atrás mudou em relação ao atual, em termos de competição?</strong></p>
<p>Cara, mudou muito. A guarda hoje em dia é outra, principalmente dos atletas mais leves. É impressionante o que a guarda 50/50 e o berimbolo fizeram com o jogo de pano no chão. O Jiu-Jitsu de hoje é mais complexo do que nunca, e quem não estiver estudando vai ficar para trás. O legal é que até hoje não vi nenhuma posição mirabolante a ponto de, após alguns dias estudando, não conseguir entender sua lógica. Isso mostra que o que mudou mesmo foi a velocidade da inovação técnica. Outra coisa é a forma física dos atletas. Essa galera está treinando como atletas profissionais. Por isso prefiro mesmo é lutar no master [risos].</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/flavio-cachorrinho-na-pressao-das-competicoes-de-jiu-jitsu-descobrimos-o-melhor-em-nos-mesmos/">“Na pressão das competições de Jiu-Jitsu, descobrimos o melhor em nós”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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