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	<title>Especial | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
	<lastBuildDate>Sun, 17 Dec 2017 01:24:21 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Especial | Graciemag</title>
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		<title>Especial: 10 anos sem Ryan Gracie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Dec 2017 05:02:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Se estivesse entre nós, o professor Ryan Gracie estaria com 43 anos, e muito mais histórias no Jiu-Jitsu e no MMA. Filho de Robson Gracie e irmão de Renzo Gracie, Ryan nos deixou num triste dia 15 de dezembro de 2007, após uma série de acontecimentos. Em homenagem ao lutador, o GRACIEMAG.com republica um artigo&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Se estivesse entre nós, o professor Ryan Gracie estaria com 43 anos, e muito mais histórias no Jiu-Jitsu e no MMA. Filho de Robson Gracie e irmão de Renzo Gracie, Ryan nos deixou num triste dia 15 de dezembro de 2007, após uma série de acontecimentos.</p>
<p>Em homenagem ao lutador, o GRACIEMAG.com republica um artigo especial, originalmente veiculado na edição #131 da GRACIEMAG, de janeiro de 2008, escrito por Luca Atalla. Relembre algumas histórias do Gracie contadas por quem as viveu bem de perto.</p>
<p>***</p>
<div id="attachment_90196" style="width: 572px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-90196" class="size-full wp-image-90196" title="Ryan Gracie por Tiago Molinos" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Ryan-Gracie-por-Tiago-Molinos.jpg" alt="Ryan Gracie por Tiago Molinos" width="562" height="640" /><p id="caption-attachment-90196" class="wp-caption-text">Ryan Gracie (14 de agosto de 1974 – 15 de dezembro de 2007). Retrato feito por Tiago Molinos para GRACIEMAG</p></div>
<p>Desde pequeno, ele dizia aos amigos que ia morrer aos 33 anos.</p>
<p>Vivia em intensidade máxima, saboreando prazeres extremos, despertando emoções extremas, equilibrando-se no desfiladeiro de perigos extremos.</p>
<p>Ainda assim, fomos todos pegos no contrapé quando chegou a notícia: Ryan Gracie morreu dormindo, sozinho numa cela da 91<sup>o</sup> DP de São Paulo, na madrugada do sábado, 15 de dezembro.</p>
<p>O mundo será diferente sem ele.</p>
<p>Afinal, o “Fera” era onipresente.</p>
<p>Bastava falar o nome dele, que, feito mágica, ele aparecia. Estivéssemos no Japão, no Rio, em NY, ou no Havaí.</p>
<p>E chegava causando alvoroço.</p>
<p>Me lembro em 1997, no Pan de Jiu-Jitsu em Honolulu. Ainda ia demorar muito para ele estrear no Pride, mas ele já era o Ryan há muito mais tempo.</p>
<p>A ilha de Oahu era pequena demais. Então ele foi para o mar. Pegou uma prancha e entrou na raivosa baía de Waimea.</p>
<p>Tudo bem, os entendidos de surfe vão dizer. Surfar nas ondas gigantes de Waimea não é para qualquer um, mas muita gente surfa. OK, respondo eu. Só que o Ryan NÃO sabia surfar.</p>
<p>Entrou lá, tentou descer três ondas, e, claro, caiu nelas. Disse que quase se afogou, mas saiu ileso. Na mesma viagem, capotou de carro e nocauteou dois havaianos de uma vez só com sua certeira cotovelada, mas sobre essas duas práticas (cotoveladas e capotadas), existem histórias mais marcantes.</p>
<h3>Aportando em São Paulo</h3>
<p>O seu primeiro carro, um Escort XR-3 preto, durou uma viagem. Foi uma viagem inacreditável, mas apenas uma.</p>
<p>Acompanhado do amigo Alexandre Soca, Ryan saiu do Rio de manhã, em direção a São Paulo. Ele não tinha nem 17 anos, mas carteira de motorista era detalhe.</p>
<p>Acontece que os pneus do carro furaram mais de 20 vezes. Parece mentira, mas tudo na vida dele parecia mentira. Começou pagando os consertos. O dinheiro acabou, e ele então usou as roupas da patrocinadora High-Level como moeda de troca. Acabaram as roupas, furou de novo. Então só restou consertar e fugir, o borracheiro disparado atrás. Só que logo à frente, furaria de novo, e eles teriam de voltar ao mesmo borracheiro para se desculpar e convencê-lo a fazer mais um conserto. Tarefa fácil para quem já nasceu carismático.</p>
<p>O percurso, na velocidade dele, duraria no máximo três horas (quatro para pessoas normais), mas já era noite adentro e a capital paulista não se aproximava. Quis parar para descansar, mas “estamos quase chegando”, insistiu Soca.</p>
<p>“Beleza, então faz o seguinte, me acorda na curva”, combinaram.</p>
<p>O insano plano funcionou por um tempo, até que Soca também dormiu.</p>
<p>Desceram a ribanceira, capotando inúmeras vezes, ele gritando no meio do acidente: “Eu te avisei, Magrinho, eu te avisei”.</p>
<p>“Eu só queria que aquilo acabasse para eu pegar ele”, lembrava Ryan quando contava a história: “Só que acabei com pena, porque ele estourou o joelho no acidente”.</p>
<p>A chegada a São Paulo, onde Ryan a partir de então fincaria raízes, teria a sua própria academia, legião de alunos e rivais, foi triunfal: de carona no reboque.</p>
<p><iframe title="Renzo and Ryan Gracie Grappling" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/ybILETMlNXc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3><strong>A arma</strong> secreta</h3>
<p>Muitas histórias poderiam ilustrar a cotovelada, seu golpe predileto, sistematizado através da prática reiterada fora do laboratório. Ou, de lado a linguagem da ciência, aperfeiçoado à vera, nas brigas de rua.</p>
<p>Que o diga o faixa-preta Jorge Pereira.</p>
<p>Ryan era muito amigo do meu cunhado, Paulo Guillobel, e chegou a morar na casa dele quando garoto. Mas um dia, em 1998, os dois se estranharam por conta de uma garota, e marcaram uma briga, a portas fechadas na academia, para resolver as diferenças.</p>
<p>Seria dentro da Gracie Barra, mas na hora prevista o Carlinhos, tio e professor de Ryan e do professor de Guillobel, Jorge Pereira, estava comigo e com Vitor Belfort, subindo a Pedra da Gávea.</p>
<p>Chegamos atrasados, e o duelo dos dois já se desenrolava na rua, em frente à academia. Amigos que eram, parecia uma briga de comadres, onde nada acontecia, Ryan por cima, dentro da guarda de Guillobel. Brigaram porque acertaram publicamente que iam fazer. O ritmo era tão tranquilo que, no meio da confusão, Ryan já estava discutindo com Jorge.</p>
<p>Carlinhos chegou apaziguando. Para não intervir e alguém sair no prejuízo na hora do “aparte”, ele sugeriu: “Se os dois ficarem em pé, acaba, tudo bem?” Ambos concordaram. Guillobel então esperneou e ficou em pé.</p>
<p>Jorge então foi conversar com Ryan, tomar satisfação do que o Fera tinha dito para ele durante a briga. Não houve conversa. Tomou uma cotovelada, caiu de joelhos grogue.</p>
<p>Uma hora depois, Ryan já tinha ido embora, Jorge voltou para conversar com Carlinhos. Queria resolver aquilo. Os dois acabaram se entendendo e o episódio não teve sequência. Mas, ali, na garagem da casa do mestre, e ainda sem ter passado a raiva, Jorge deu de ombros, coçou o queixo e admitiu:</p>
<p>“Temos de tirar o chapéu para a cotovelada do garoto”.</p>
<h3>Estreia com bolsa de 150 mil dólares</h3>
<p>Foi em 2000 o grande marco da vida de Ryan.</p>
<p>Envolvido numa confusão na Ilha dos Pescadores, casa de festas no Rio, ele passou 17 dias preso, acusado de esfaquear um valentão da noite, apelidado de “Chuck Norris”.</p>
<p>Em entrevista publicada na edição #39 de GRACIEMAG, ele me contou que não comia direito e que ficava junto com 35 presos. Apesar disso, a convivência foi boa:</p>
<p>&#8220;Eles não me perturbavam, eu ficava quieto num canto da sala. Todos me tratavam bem, dei autógrafos e umas camisas, tanto para os presos como para os policiais.&#8221;</p>
<p>No entanto, aquilo o assustou:</p>
<p>“Não quero nunca mais voltar e tenho fé que não vou mais parar num lugar como aquele”, ele disse.</p>
<p>Diante da resposta, perguntei se ele ia mudar de atitude:</p>
<p>“Não, mudar minha atitude não, mas vou parar de aceitar provocações, para não me meter mais em encrenca”.</p>
<p>Até aí, Ryan tinha alguns resultados no Jiu-Jitsu esportivo, centenas de brigas, e era conhecido no meio. Mas sua carreira profissional não existia.</p>
<p>Ele então pediu para eu arrumar uma luta para ele no Pride. O japonês Koichi Kawasaki, agente de Renzo, gostou da ideia. O irmão não. Achou que ele não estava preparado ainda, quis esperar um pouco. Mas Ryan insistiu, e Renzo acabou cedendo.</p>
<p>Sem nenhum cartel, e duas semanas após completar 26 anos, ele estreou em agosto de 2000 com uma bolsa de 150 mil dólares, valor cerca de cinco vezes maior que os lutadores brasileiros de nome recebiam para se apresentar no maior evento de vale-tudo do mundo, à época.</p>
<p>Enquanto caminhava para o ringue, o locutor japonês o apresentava como o maior brigador de rua da família Gracie. Não era exagero. Ao microfone, contava que em uma briga ele mordeu a orelha do adversário. Também não era mentira.</p>
<p>A briga citada, dele ainda garoto contra o amazonense Tico, é um clássico do <a title="Video com Ryan Gracie" href="http://www.youtube.com/watch?v=MSRqGhKmsM8" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a>. No meio dela, ele reclamou que seu adversário estava puxando seus dedos. Disseram que valia tudo. Então ele obedeceu a sua torcida: “Arranca a orelha dele”. Não chegou a tanto, mas a mordida virou parte do currículo.</p>
<p>Imediatamente, a juventude rebelde japonesa se identificou com Ryan. Nos eventos, ele fazia questão de ir cumprimentar os fãs, mesmo antes de suas lutas. Era então cercado por milhares deles, em busca de autógrafos, fotos, lembranças. Virou ídolo.</p>
<p>Os compromissos profissionais obrigaram Ryan a se dedicar mais aos treinos. Sua vida de festas, viagens e mulheres teve que conciliar uma agenda de treinos. Não tinha outro jeito. Se não treinasse, não tinha como lutar.</p>
<p>Talvez o lutador mais habilidoso que já conheci, nessa fase ele melhorou tecnicamente, e conseguiu potencializar ao menos um pequeno percentual de seu generoso talento.</p>
<p>Se seguisse nessa trajetória, a Via Láctea era o limite.</p>
<p>Mas as lutas trouxeram muito dinheiro, e o dinheiro mais facilidades. Mais festas, mais mulheres, mais prazer. E o espaço dos treinamentos na agenda ficou mais reduzido. Antes de ele perceber e tentar sossegar, ele ainda ia pisar fundo no acelerador. Fundo a ponto de não ter mais como frear.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Finalizações Ryan Gracie JR" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/a8IoFD66o2E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>Ryan Gracie não morreu</h3>
<p>De agosto de 2000 a dezembro de 2004, Ryan fez sete lutas, todas no Pride, todas contra ídolos locais.</p>
<p>Os pontos altos foram a estreia avassaladora, derrubando e nocauteando uma estrela do wrestling local, a luta contra Sakuraba, em que perdeu por decisão dos jurados mas galgou mais alguns metros na montanha da fama, e as ocasiões em que decidiu a favor dos Gracies nos confrontos de equipes do Pride Bushido.</p>
<p>Outro destaque foi a chave que envergou o braço de Shungo Oyama, judoca que o tinha desrespeitado na coletiva de imprensa. Quis (mas não foi atendido) enfrentar Hidehiko Yoshida, o campeão olímpico de judô. Sabia que a luta lhe renderia ainda maior projeção.</p>
<p>Seguramente o maior desafeto de Ryan, o faixa-preta Jorge Patino, o Macaco, declarou ao jornal &#8220;Diário de São Paulo&#8221;, alguns dias após a morte do rival:</p>
<p>&#8220;Mesmo não sendo um lutador de ponta, Ryan tinha um desejo de vitória muito grande, não tinha medo e não aceitava desaforos, requisitos admirados pelos japoneses”. Ainda para o jornal, Macaco reconheceu que o respeito e o fanatismo pelo estilo de Ryan no Japão foram marcantes.</p>
<p>Ryan e Macaco brigaram umas dez vezes, em 15 anos. Em restaurantes, em eventos de vale-tudo, dentro da Federação Paulista, na rua. Chegaram a passar alguns anos em armistício, mas voltaram a se estranhar, e chegaram às vias de fato.</p>
<p>Ainda assim, embora procure diminuir o valor como lutador, Macaco reconhece a popularidade do inimigo.</p>
<p>De fato, os resultados de Ryan foram pequenos comparados ao que ele representa. Das sete lutas que fez no Pride, cinco foram lutas principais (como termo de comparação, Rodrigo Minotauro foi a estrela maior em cinco eventos do Pride – sendo que, diferentemente, o baiano lutou 21 vezes na organização).</p>
<p>Não foi à toa que Ryan figurou em nove capas de GRACIE Magazine e da Revista &#8220;Nocaute&#8221;.</p>
<p>Elvis Presley pode não ter sido o mais virtuoso dos músicos, mas não deixou de ser o mais popular.</p>
<p>Em 2005, Ryan praticamente rasgou um cheque de um milhão de dólares, valor oferecido pelo Pride pelas atividades naquele ano do Gracie, que jamais voltaria a lutar.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="ADCC 2003 - Jacare vs Ryan Gracie" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/ijAR28HTRqs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3><strong>Agarre-me se for capaz</strong></h3>
<p>Com as glórias, vieram mais dinheiro, mais compromissos, mais tensão, mais obrigação, e a droga parecia ser a válvula de escape. Talvez o maior problema nem tenha sido os tóxicos, mas os remédios e principalmente o álcool.</p>
<p>Fato é que ele começou a dar sinais de que precisava de ajuda. E a família, os amigos, a mulher, os alunos, todos tentaram ajudá-lo. Ele próprio tentou, com todas as forças. Passava dias, às vezes semanas sem usar nada, mas vinha a crise de abstinência, e era mais forte do que ele.</p>
<p>Ryan não estava acostumado a ser domado, e não aceitou ser controlado. Quando seu subconsciente eclodia, ele fazia o que queria. Sempre foi assim.</p>
<p>Tinha o corpo fechado, fazia questão de desafiar o sistema, criar uma situação adversa, e enfim escapar por um triz. Sempre.</p>
<p>No carnaval de 2002, numa rave em Ibiraquera, sul do Brasil, ele estava tomando uma junta e entrei no meio de meia dúzia de curitibanos menos graduados da Chute Boxe para afrouxar a gravata que Ryan tomava. Em fração de segundos, a primeira reação quando saiu do sufoco foi angariar para o seu lado, com gestos, dois seguranças da festa: “Tá comigo, tá comigo”. Seus alunos chegaram em seguida e a situação piorou muito antes de melhorar. Mas ele saiu ileso.</p>
<p>Perto dele, o Frank Abganale Jr, interpretado por Leonardo DiCaprio em “Prenda-me se for capaz”, parecia uma criança de castigo fugindo do quarto.</p>
<p>Ryan era o mestre das escapadas.</p>
<p>Ele era capaz de analisar todos os aspectos antes de piscar os olhos, e rapidamente tomar a decisão que o levasse à saída mais inteligente.</p>
<p>No auge da paranoia, do pânico que lhe afligia mais e mais com o passar do tempo, Ryan saiu de casa, na sexta-feira, dia 14 de dezembro, e, na sua cabeça, perseguido por uma facção criminosa paulista, roubou um carro para fugir. Ás no volante, a encalhada no banco da praça que virou foto nos jornais mostra que ele não era mais ele. Tentou pegar outro carro, não conseguiu, abordou um motoboy, e tentou tomar-lhe a moto. Foi dominado e preso em flagrante.</p>
<p>O psiquiatra contratado pela família então administrou uma dose cavalar de remédios, que provou ser um coquetel fatal misturado com outras drogas. Ryan, aos 33 anos e 2 meses, não acordaria no dia seguinte.</p>
<p>Barbeiragem médica à parte, ele tinha prometido que não ficaria mais trancafiado. A dor corrói, Mas talvez, nesse momento, o descanso tenha sido a melhor saída para o Fera.</p>
<p>Lendas de feitos imortalizaram cowboys como Billy The Kid e Jesse James.</p>
<p>Ryan Gracie, diferentemente, foi a própria lenda.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/especial-10-anos-sem-ryan-gracie1/">Especial: 10 anos sem Ryan Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Efeito Paolla Oliveira: Jiu-Jitsu na novela atraiu mais mulheres às academias</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Oct 2017 17:28:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A popularização dos esportes de combate nas séries, filmes e telenovelas há décadas estimula a procura por academias, e este ano as escolas de Jiu-Jitsu puderam experimentar semelhante fenômeno. Na novela &#8220;A força do querer&#8221;, de Glória Perez, a personagem principal foi uma faixa-preta de Jiu-Jitsu e atleta de MMA, vivida pela atriz Paolla Oliveira&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_204840" style="width: 970px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-204840" class="size-full wp-image-204840" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-10-16-at-14.28.05.jpeg" alt="" width="960" height="960" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-10-16-at-14.28.05.jpeg 960w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-10-16-at-14.28.05-150x150.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-10-16-at-14.28.05-300x300.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-10-16-at-14.28.05-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p id="caption-attachment-204840" class="wp-caption-text">Rafael BBzão com sua turma feminina no CT Rio Fight. Foto: Arquivo pessoal.</p></div>
<p>A popularização dos esportes de combate nas séries, filmes e telenovelas há décadas estimula a procura por academias, e este ano as escolas de Jiu-Jitsu puderam experimentar semelhante fenômeno.</p>
<p>Na novela &#8220;A força do querer&#8221;, de Glória Perez, a personagem principal foi uma faixa-preta de Jiu-Jitsu e atleta de MMA, vivida pela atriz Paolla Oliveira e inspirada na lutadora Érica Paes. Graças à personagem Jeiza, muitas mulheres perderam o medo de ingressar na arte suave – a começar pela própria Paolla, que começou a treinar em outubro de 2016 para o papel e se apaixonou pela arte suave.</p>
<p>O crescimento do Jiu-Jitsu feminino foi tamanho este ano que muitas academias decidiram criar novas turmas apenas para mulheres. Caso do nosso <a href="https://www.graciemag.com/gmi/" target="_blank" rel="noopener">GMI</a> Rafael BBzão, professor da GFTeam Pechincha:</p>
<p>&#8220;Abrimos recentemente uma turma só para mulheres&#8221;, diz Rafael. &#8220;Além das aulas mistas todos os dias, garantimos um horário apenas para o público feminino terças e quintas, às 19h30. Tivemos um aumento bom na procura por parte das mulheres, e penso que as turmas femininas ajudam muito no crescimento do nosso esporte.&#8221;</p>
<p>O professor e lutador da GFTeam destaca a vontade do mulheril nos treinos:</p>
<p>&#8220;Elas são muito aguerridas, não gostam de perder nem no treino. Existe uma vaidade e um espírito de disputa muito forte, mas só na hora do treino. A união da equipe é muito boa.&#8221;</p>
<p>E na sua academia, amigo leitor? Já há turmas apenas femininas? Poste nos comentários!</p>
<p><strong>Chegou a revista digital GRACIEMAG. Clique abaixo e leia no seu celular!</strong></p>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br/revista-digital" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-203426 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista.jpg" alt="Assine GRACIEMAG já, no seu celular!" width="800" height="428" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista-300x161.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista-768x411.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista-150x80.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/efeito-paolla-oliveira-jiu-jitsu-na-novela-atraiu-mais-mulheres-as-academias/">Efeito Paolla Oliveira: Jiu-Jitsu na novela atraiu mais mulheres às academias</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Categoria para lutadores com necessidades especiais tem 12 atletas em Gramado</title>
		<link>https://www.graciemag.com/categoria-para-lutadores-de-jiu-jitsu-com-necessidades-especiais-ja-tem-12-atletas-em-gramado/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=categoria-para-lutadores-de-jiu-jitsu-com-necessidades-especiais-ja-tem-12-atletas-em-gramado</link>
		
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		<pubDate>Sat, 01 Feb 2014 11:00:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com o encerramento das inscrições marcado para o próximo dia 7 de fevereiro, a seletiva de Gramado para Abu Dhabi conta com 1.200 atletas confirmados. A novidade é a criação da categoria 4, com 12 competidores garantidos, destinada a lutadores com necessidades especiais. Os inscritos passarão por uma avaliação de classificação funcional. &#8220;O principal objetivo&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_126572" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/Seletiva-de-Gramado-de-Jiu-Jitsu-para-Abu-Dhabi-Foto-Divulgacao.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-126572" class="size-full wp-image-126572" alt="O ginásio em Gramado, sede da seletiva do WPJJC. Foto: Divulgação" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/Seletiva-de-Gramado-de-Jiu-Jitsu-para-Abu-Dhabi-Foto-Divulgacao.jpg" width="640" height="405" /></a><p id="caption-attachment-126572" class="wp-caption-text">O ginásio em Gramado, sede da seletiva do WPJJC. Foto: Divulgação</p></div>
<p>Com o encerramento das inscrições marcado para o próximo dia 7 de fevereiro, a seletiva de Gramado para Abu Dhabi conta com 1.200 atletas confirmados. A novidade é a criação da categoria 4, com 12 competidores garantidos, destinada a lutadores com necessidades especiais. Os inscritos passarão por uma avaliação de classificação funcional.</p>
<p>&#8220;O principal objetivo dessa classificação funcional é nivelar os atletas de acordo com suas capacidades, colocando os que possuem necessidades semelhantes em um mesmo grupo, levando em consideração idade, graduação e categoria de peso. Acreditamos que assim o equilíbrio será maior&#8221;, explica Luciana Rangel, sócia e diretora administrativa da Pro Sports, empresa que organiza a competição.</p>
<p>No ano passado, a seletiva de Gramado ao WPJJC trouxe um exemplo de superação que ajudou diretamente no desenvolvimento da nova categoria. Tiago Santos Silva perdeu parte da perna direita num acidente de trem quando tinha 14 anos. Desde lá, encontrou no esporte uma maneira de superar o trauma. Há dois anos e meio, foi incentivado por um amigo a praticar Jiu-Jitsu. O paulista de Cubatão, então com 28 anos, disputou a seletiva e, ao entrar para lutar, ficou em situação de desvantagem no início, mas resistiu até o fim do combate. Perdeu por pontos, mas teve a força de vontade reconhecida pelo adversário, que levantou seu braço. O ginásio inteiro aplaudiu de pé.</p>
<p>&#8220;O Jiu-Jitsu é uma ferramenta de inclusão, não somente em relação a classes sociais, mas também em relação a condições físicas. Estamos criando essa oportunidade como forma de incentivo aos diversos atletas com necessidades especiais que superam seus limites nos treinamentos e até mesmo no dia a dia e que gostariam de participar de competições&#8221;, incentiva o faixa-preta Fernando Paradeda, sócio da Pro Sports.</p>
<p>As inscrições para todas as categorias devem ser feitas através do site da Pro Sports, empresa que organiza as seletivas ao WPJJC 2014 na América Latina: www.prosportsbjj.com . O evento vai distribuir 23 pacotes aéreos aos Emirados Árabes, e as lutas serão de 14 a 16 de fevereiro no ginásio do Centro Municipal de Esportes José Francisco Perini, na turística cidade da serra gaúcha. Há menos de um mês, mais de 10 mil espectadores presenciaram a acirrada disputa de 1.600 atletas na seletiva de São Paulo, em Osasco.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/categoria-para-lutadores-de-jiu-jitsu-com-necessidades-especiais-ja-tem-12-atletas-em-gramado/">Categoria para lutadores com necessidades especiais tem 12 atletas em Gramado</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Nesta Páscoa, relembre alguns dos &#8220;ovos&#8221; que marcaram o mundo do MMA</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Mar 2013 17:06:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo de páscoa. Família reunida, bacalhau na mesa e ovos de páscoa. Neste dia tão feliz, GracieMag mostra aos seus leitores que também existe a troca de presentes em forma de ovos no MMA. Três nomes foram escolhidos para este especial: Wanderlei Silva, que recebeu o ovo de Dan Henderson, BJ Penn, após castigo aplicado&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo de páscoa. Família reunida, bacalhau na mesa e ovos de páscoa. Neste dia tão feliz, GracieMag mostra aos seus leitores que também existe a troca de presentes em forma de ovos no MMA. Três nomes foram escolhidos para este especial: Wanderlei Silva, que recebeu o ovo de Dan Henderson, BJ Penn, após castigo aplicado pelo badboy Nick Diaz, e Mark Hominick, ao tentar passar a mão no título dos pesos penas de José Aldo.</p>
<h3>Wanderlei Silva</h3>
<div id="attachment_107514" style="width: 194px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-107514" class=" wp-image-107514 " title="Resultado do embate entre Wand e Henderson. Foto: Reprodução" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/03/wand-eye1.jpeg" alt="Resultado do embate entre Wand e Henderson. Foto: Reprodução" width="184" height="240" /><p id="caption-attachment-107514" class="wp-caption-text">Resultado do embate entre Wand e Henderson. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Nem só de vitórias foi forjada uma das mais conhecidas figuras do MMA mundial. Wand entrava no ringue para defender seu título dos médios do Pride, no evento de número 33 da extinta organização, em 2007. Seu adversário, o duríssimo Dan Henderson.</p>
<p>Wanderlei não se intimidou com a fera de duros punhos, e lutou de forma valente até o terceiro assalto, quando sucumbiu ao nocaute que daria a Henderson o título do evento. Como saldo da luta, Wand ficou com um inchaço enorme no olho esquerdo.</p>
<h3>BJ Penn</h3>
<div id="attachment_107520" style="width: 253px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-107520" class=" wp-image-107520 " title="BJ Penn e seu olho roxo, cortesia da direita de Nick Diaz. Foto: UFC/Divulgação" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/03/bj-penn-137.jpg" alt="BJ Penn e seu olho roxo, cortesia da direita de Nick Diaz. Foto: UFC/Divulgação" width="243" height="295" /><p id="caption-attachment-107520" class="wp-caption-text">BJ Penn e seu olho roxo, cortesia da direita de Nick Diaz. Foto: UFC/Divulgação</p></div>
<p>Casca-grossa no chão, BJ recebeu seu ovo ao enfrentar o falastrão Nick Diaz no UFC 137, em 2011.</p>
<p>O havaiano, ex campeão do UFC no leves e nos meio-médios, fez essa luta na categoria até 77kg parecendo que queria provar alguma coisa ao público, ou a ele mesmo, ou a alguém que não sabemos. Isso porque ao enfrentar o aluno de Cezar Gracie, BJ ignorou seu ótimo jogo de solo e insistiu em trocar murros com o boxer de mão cheia Nick.</p>
<p>Resultado? Um olho roxo de dar inveja a qualquer maquiador de hollywood.</p>
<h3></h3>
<h3>Mark Hominick</h3>
<div id="attachment_107526" style="width: 246px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-107526" class="size-full wp-image-107526" title="Mark Hominick e seu galo, que não era de estimação. Foto: UFC/Divulgação" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/03/hominick-galo.jpg" alt="Mark Hominick e seu galo, que não era de estimação. Foto: UFC/Divulgação" width="236" height="198" /><p id="caption-attachment-107526" class="wp-caption-text">Mark Hominick e seu galo, que não era de estimação. Foto: UFC/Divulgação</p></div>
<p>O canadense Hominick chegou ao UFC após o extinto evento WEC ser incorporado a organização maior do MMA no mundo. De olho no recém criado título dos pesos-pena do Ultimate, Mark tinha apenas uma obstaculo pela frente, e esse obstáculo era José Aldo.</p>
<p>O evento, de número 129 do Ultimate, mostrou ao mundo quem era o brasileiro José Aldo, e Mark Hominick foi quem sofreu com a apresentação. Mesmo fazendo uma luta bastante parelha, a superioridade do brasileiro aparecia claramente em momentos da luta.</p>
<p>Mas o que marcou a cabeça dos expectadores do combate (e também a de Hominick) foi o galo que se formou na testa do atleta, tão protuberante que parecia que iria explodir a qualquer momento. Aldo venceu Hominick na decisão unânime dos jurados.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/ufc-nesta-pascoa-relembre-alguns-dos-ovos-que-marcaram-o-mundo-do-mma/">Nesta Páscoa, relembre alguns dos “ovos” que marcaram o mundo do MMA</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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