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	<title>Esforço | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Esforço | Graciemag</title>
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		<title>Rodrigo Boroski e a recompensa do trabalho duro no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Oct 2021 15:02:34 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_235222" style="width: 1294px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235222" class="size-full wp-image-235222" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.36.jpeg" alt="" width="1284" height="1275" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.36.jpeg 1284w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.36-300x298.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.36-1024x1017.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.36-150x150.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.36-768x763.jpeg 768w" sizes="(max-width: 1284px) 100vw, 1284px" /><p id="caption-attachment-235222" class="wp-caption-text">Rodrigo exibe suas medalhas. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Em meio a treinos de competição e horas de preparação física, é fácil para um atleta deixar a essência do Jiu-Jitsu em segundo plano, focando apenas nos resultados e medalhas que disputará em seu próximo evento. Ciente do prejuízo que tal mentalidade representa para um praticante da arte suave, nosso GMI Rodrigo Boroski prepara seus alunos e reforça que a vitória não é um objetivo, mas sim consequência de um trabalho bem feito nos tatames.</p>
<p>Com uma história incrível de superação, Rodrigo papeou com GRACIEMAG para contar sobre a empreitada de formar novos campeões, além de falar sobre seu duelo contra um câncer e como o mesmo influenciou seu método de ensino. Confira nas linhas abaixo!</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gmi"><em><strong>* Entre para o time GMI! *</strong></em></a></p>
<p><strong>GRACIEMAG: Como você conheceu o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>RODRIGO BOROSKI: Aos 14 anos, estudava em um colégio militar que era ligado à universidade Gama Filho. Por conta disso, eu tinha muitos amigos que já praticavam Jiu-Jitsu e não demorou para que o professor me convidasse para conhecer o esporte. Nessa época, eu já era faixa-roxa de judô, esporte que praticava desde os 4 anos de idade, então no meu primeiro rola consegui dar uma boa queda no meu adversário. O problema é que esse adversário era um faixa-amarela, ou seja, levei uma surra no chão (risos). Me interessei pelo Jiu-Jitsu, mas no mesmo ano descobri que estava com câncer e fiquei tratando até os 17 anos. No fim do tratamento, decidi treinar Jiu-Jitsu e me matriculei na Chute Boxe, onde tive a oportunidade de treinar com grandes nomes como Anderson Silva, Murilo Ninja e Kazushi Sakuraba.</p>
<div id="attachment_235226" style="width: 1294px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235226" class="size-full wp-image-235226" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.24-1.jpeg" alt="" width="1284" height="1271" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.24-1.jpeg 1284w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.24-1-300x297.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.24-1-1024x1014.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.24-1-768x760.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.24-1-150x148.jpeg 150w" sizes="(max-width: 1284px) 100vw, 1284px" /><p id="caption-attachment-235226" class="wp-caption-text">&#8220;A vida não é sobre a espera pelo fim de tempestade, mas sim o aprendizado de como dançar na chuva&#8221;. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Como foram seus primeiros anos nas faixas coloridas?</strong></p>
<p>Sempre gostei de competir, mas como o Jiu-Jitsu não era tão difundido nessa época, lutava em campeonatos regionais. Lutei muito nos campeonatos paranaenses, que era filiados a CBJJ, e visitava outros municípios para participar de outras competições. Apesar de sempre estar no pódio desses eventos, ainda tinha limitações por conta do câncer e dos medicamentos que eu precisava tomar, então eu não consegui evoluir muito como atleta. Apesar disso, o meu amor pela arte suave nunca diminuiu.</p>
<p><strong>Qual foi o seu maior aprendizado ao ser graduado como faixa-preta?</strong></p>
<p>Recebi a minha faixa-preta em 2013 e em um momento difícil. Pouco antes de ser graduado, meu câncer voltou e os médicos me deram uma previsão de apenas treze meses de vida. Após um tratamento experimental com células-tronco, eu fiquei um tempo fazendo tratamentos para combater o câncer. Apesar desse problema, só faltava os treinos caso estivesse internado ou fazendo quimioterapia. Não conseguia fazer sparring por conta do mal estar proveniente dos tratamentos, mas essa situação ampliou a minha visão do que é ser um faixa-preta. A faixa não vem apenas porque você é um bom atleta, o que realmente é importante é a sua dedicação à arte marcial.</p>
<p><strong>Apesar das limitações, você não se deixou abalar e seguiu seu caminho na arte suave. Como o ensino modificou a sua percepção do Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Posso dizer que tenho mais talento para ser professor do que atleta. Apesar do meu empenho, jamais pude me dedicar da forma que gostaria às competições. No entanto, não deixei de continuar treinando e aprendendo, mesmo quando o câncer voltou. Os conhecimentos que eu absorvi através desses anos me ajudaram a desenvolver uma análise crítica e focada. Sempre me voltei mais para a defesa pessoal, tendo em vista que ela exige menos do corpo, e frequentei seminários de grandes nomes do esporte, como Renzo Gracie, Fabio Gurgel e André Galvão. Além disso, tive a oportunidade de treinar por quinze dias com o grande mestre Hélio Gracie. Busquei todo esse conhecimento porque sabia que eu não teria uma carreira bem-sucedida como atleta, então estava focado em ensinar bem os meus alunos. Por conta disso, pude me tornar o primeiro professor na Irlanda com um atleta local que foi campeão mundial.</p>
<div id="attachment_235230" style="width: 1294px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235230" class="size-full wp-image-235230" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.34.jpeg" alt="" width="1284" height="1268" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.34.jpeg 1284w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.34-300x296.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.34-1024x1011.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.34-768x758.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.34-150x148.jpeg 150w" sizes="(max-width: 1284px) 100vw, 1284px" /><p id="caption-attachment-235230" class="wp-caption-text">Rodrigo junto a uma de suas alunas. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Qual é o melhor ensinamento da sua época de atleta que você sempre passa aos seus alunos?</strong></p>
<p>Meus professores sempre me disseram que eu não tinha nada a provar pra ninguém, que era um vencedor por natureza e que deveria me divertir nas competições. Sempre passo esse mesmo ensinamento para os meus alunos, que a prioridade é estar feliz, o resultado é apenas uma consequência. Não me importo que meus alunos percam desde que eles deem o melhor deles. Medalhas vem e vão, mas o campeão de hoje pode ser esquecido amanhã. A verdadeira vitória é mostrar o seu melhor desempenho, algo que te faça feliz e que contribua para sua evolução como ser humano.</p>
<p><strong>Você mencionou a sua preferência pelos treinos de defesa pessoal na sua época de aluno. Hoje, como professor, esse gosto é algo que influencia o seu ensino?</strong></p>
<p>Eu sou um professor à moda antiga, ou seja, prezo muito pela defesa pessoal. Todos os meus alunos sabem se defender de socos, chutes e puxões de cabelo. A ideia é que se você consegue se defender na rua, uma competição não será nada assustador, tendo em vista que temos regras. Mas, acima de tudo, valorizo o trabalho de base. Não importa quanto o Jiu-Jitsu evolua ou se modernize, uma base sólida faz a diferença no currículo de um competidor.</p>
<p><strong> Apesar da importância do treino e do preparo físico, o lado psicológico do atleta pode ser um divisor de águas em um duelo. Como blindar seus alunos para as pressões de um campeonato?</strong></p>
<p>Mantenho uma disciplina muito rígida nos tatames. É uma reclamação recorrente dos meus alunos, mas eu não comemoro as vitórias ou sofro pelas derrotas. É importante que eles lembrem que o resultado da luta é uma consequência, um reflexo de um trabalho que você executou bem ou mal. Além disso, eu busco alimentar em cada um deles o instinto de coletividade, de que as vitórias e derrotas não são individuais, mas sim da equipe. Se eu tenho um aluno que é campeão, o mérito é de toda a equipe que treinou com ele e o acompanhou no campeonato. Ninguém vence sozinho ou perde sozinho.</p>
<div id="attachment_235228" style="width: 1294px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235228" class="size-full wp-image-235228" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.24.jpeg" alt="" width="1284" height="1264" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.24.jpeg 1284w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.24-300x295.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.24-1024x1008.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.24-768x756.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-12.45.24-150x148.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 1284px) 100vw, 1284px" /><p id="caption-attachment-235228" class="wp-caption-text">No pódio do Dublin Open 2018. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Quais são as metas do professor para forjar uma equipe ainda mais forte e se destacar como referência no ensino do Jiu-Jitsu e formação de campeões?</strong></p>
<p>Ao meu ver, não há uma receita para o sucesso. O caminho para ser bem-sucedido, tanto dentro quanto fora do Jiu-Jitsu, é o trabalho duro e, principalmente, a disposição para nunca desistir. Independentemente da habilidade do seu oponente ou de como a luta está progredindo, você não pode se entregar. Se eu tivesse desistido na minha luta contra o câncer, hoje estaria morto. Procuro sempre firmar isso com os meus alunos, especialmente quando eles reclamam que estão cansados. Quanto mais cansado estiver, mais você vai favorecer a técnica ao invés da força e isso é o Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>Estabelecido como um professor de sucesso na Irlanda, quais são os planos para seu futuro no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Além de continuar guiando e ensinando meus alunos, estou ganhando peso e me preparando fisicamente para voltar a competir. Devido aos meus altos e baixos com o câncer, nunca me senti tão forte quanto estou agora e pretendo aproveitar isso. Minha meta é participar do Campeonato Europeu e do Mundial no ano que vem.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rodrigo-boroski-e-a-recompensa-do-trabalho-duro-no-jiu-jitsu/">Rodrigo Boroski e a recompensa do trabalho duro no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>A chave para uma consciência tranquila no Jiu-Jitsu, por Thiago Andrade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Sep 2021 16:38:33 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_234736" style="width: 608px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234736" class="size-full wp-image-234736" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Thiago-Andrade.png" alt="" width="598" height="366" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Thiago-Andrade.png 598w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Thiago-Andrade-300x184.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Thiago-Andrade-150x92.png 150w" sizes="auto, (max-width: 598px) 100vw, 598px" /><p id="caption-attachment-234736" class="wp-caption-text">Thiago em ação. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Na busca por uma carreira de sucesso no Jiu-Jitsu, é fácil sucumbir às pressões que tal estilo de vida carrega e focar apenas em resultados e títulos conquistados em campeonatos. Familiar com a esfera competitiva e seus desafios, nosso GMI Thiago Andrade, líder da GFTeam Porto, em Portugal, gosta de reforçar a seus alunos que mais importante que uma medalha é o esforço de quem sabe que deu o seu melhor, independentemente do resultado.</p>
<p>Em papo com GRACIEMAG, o faixa-preta explica como um bom treino contribui para o psicológico do atleta, além de falar sobre suas origens na arte suave e seus planos para um futuro próspero no Jiu-Jitsu. Confira nas linhas abaixo!</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gmi"><em><strong>* Entre para o time GMI! *</strong></em></a></p>
<p><strong>GRACIEMAG: Como você conheceu o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>THIAGO ANDRADE: Iniciei a prática do Jiu-Jitsu aos 14 anos, no ano de 1998. Conheci o esporte através de uns amigos, que já treinavam e sugeriram que eu experimentasse. Junto com meu primo e mais três amigos, fizemos a aula experimental e acabei me apaixonando pelo Jiu-Jitsu. Iniciei com o professor Marcos Bastos, mas fiquei apenas dois anos com ele e ingressei no famoso tatame da Universidade Gama Filho, sob os cuidados do mestre Julio Cesar.</p>
<div id="attachment_234738" style="width: 605px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234738" class="size-full wp-image-234738" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Thiago-Andrade-Julio-Cesar.png" alt="" width="595" height="553" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Thiago-Andrade-Julio-Cesar.png 595w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Thiago-Andrade-Julio-Cesar-300x279.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Thiago-Andrade-Julio-Cesar-150x139.png 150w" sizes="auto, (max-width: 595px) 100vw, 595px" /><p id="caption-attachment-234738" class="wp-caption-text">Thiago e mestre Julio Cesar. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Como foram seus primeiros anos nas faixas coloridas?</strong></p>
<p>Naquela época, os treinos não eram separados por turmas e graduações, ou seja, as aulas eram bem duras desde o início. Meus colegas de treino que já competiam, então essa transição para a rotina de atleta foi feita de forma bem natural. Tive um ótimo desempenho nas coloridas, especialmente na faixa-azul, na qual quase não perdi. No entanto, uma lesão na faixa-roxa acabou por me afastar das competições por alguns anos, só retornando aos tatames competitivos na marrom.</p>
<p><strong>Como foi sua graduação para faixa-preta?</strong></p>
<p>Em 2018, vinte anos após o meu primeiro contato com o Jiu-Jitsu, eu recebi a faixa-preta pelas mãos do mestre Julio Cesar. Havia ficado 10 anos fora do Jiu-Jitsu por conta da lesão, mas consegui me recuperar, retornar aos tatames e, através de muito trabalho duro, alcançar a preta. O fato da graduação ter sido realizada em Las Vegas e junto a todos os meus amigos e irmãos da GFTeam consolidou essa data como um dos dias mais especiais da minha vida.  </p>
<p><strong>Como separar a cabeça de competidor para se tornar um grande professor?</strong></p>
<p>Apesar de desafiadora no início, essa separação foi se tornando mais natural na medida em que amadureci em ambas as funções. Além disso, com o crescimento da equipe, os alunos passaram a precisar cada vez mais da minha atenção, então adaptei minha visão e mentalidade no Jiu-Jitsu para suprir essa crescente demanda.</p>
<div id="attachment_234740" style="width: 608px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234740" class="size-full wp-image-234740" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Thiago-Andrade-equipe.png" alt="" width="598" height="370" /><p id="caption-attachment-234740" class="wp-caption-text">Nos tatames de sua academia em Portugal, a GFTeam Porto. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Qual o melhor ensinamento da sua época de atleta, aquele que você sempre repassa aos alunos?</strong></p>
<p>Treino é para treinar! É o momento que todo praticante tem para tentar coisas novas, errar e se corrigir, repetir movimentos para melhorar seu domínio e descobrir os limites de seu jogo. É importante que o aluno dê o seu melhor para se desenvolver e preparar durante os treinos, de forma que chegue à competição e possa mostrar seu potencial. O importante não é o resultado, mas sim a consciência tranquila de quem sabe que fez um bom trabalho.</p>
<p><strong>Quais são suas meteas para forjar uma equipe ainda mais forte?</strong></p>
<p>Acredito que toda equipe forte se inicia de dentro pra fora. Por isso, trabalhamos para construir relações fortes de união e zelamos por um bom ambiente dentro da escola, de forma a fomentar o desenvolvimento dos alunos a nível individual e em grupo. A meta é consolidar nosso sistema de ensino desde as bases do aprendizado, focando na contribuição para os objetivos de nossos praticantes. Desta forma, acredito que nossa equipe se tornará ainda mais forte e nossos atletas serão cada vez mais vitoriosos.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-chave-para-uma-consciencia-tranquila-no-jiu-jitsu-por-thiago-andrade/">A chave para uma consciência tranquila no Jiu-Jitsu, por Thiago Andrade</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Alex Martins e a determinação para alcançar o ouro no Pan de Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Sep 2021 13:39:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Alex Martins A preparação foi intensa rumo ao ouro no Pan 2021, mas nada diferente dos outros campeonatos. Mantive uma dieta regrada, sempre focado e, o mais importante, treinando com o meu time. Desde os faixas-brancas até os mais graduados, todos me ajudaram nesse preparo e me puxaram para dar o melhor de mim.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_234722" style="width: 596px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234722" class="size-full wp-image-234722" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Alex.png" alt="" width="586" height="534" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Alex.png 586w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Alex-300x273.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Alex-150x137.png 150w" sizes="auto, (max-width: 586px) 100vw, 586px" /><p id="caption-attachment-234722" class="wp-caption-text">Foto: Reprodução</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Texto: Alex Martins</em></p>
<p>A preparação foi intensa rumo ao ouro no Pan 2021, mas nada diferente dos outros campeonatos. Mantive uma dieta regrada, sempre focado e, o mais importante, treinando com o meu time. Desde os faixas-brancas até os mais graduados, todos me ajudaram nesse preparo e me puxaram para dar o melhor de mim.</p>
<p>O resultado foi bom, mas a trajetória certamente não foi fácil. Dentro e fora da academia, passei por momentos estressantes que me afetaram diariamente. Fiquei cerca de duas semanas dormindo mal, totalizando apenas 3 ou 4 horas de sono por noite, e isso contribuiu ainda mais para derrubar meu humor e minha motivação. Diante desse nível de estresse e preocupação, as coisas pareciam estar encaminhadas para dar errado.</p>
<p>O Jiu-Jitsu, no entanto, me ajudou a superar as dificuldades e me restabelecer. Através do meu treino, consegui manter o foco e o entusiasmo que sinto pelo esporte, em especial pela competição que se aproximava. A arte suave me amparou e me manteve calmo, impedindo que as energias negativas, nascidas das dificuldades e do estresse diário, me sobrecarregassem.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gmi"><em><strong>* Entre para o time GMI! *</strong></em></a></p>
<p>Ao pisar no tatame da competição, as preocupações perderam a ênfase. Já na primeira luta, tive um bom desempenho e passei a acreditar que poderia ser campeão. Como disse anteriormente, não foi fácil. Cada uma das quatro lutas que fiz neste campeonato pareciam finais e precisei me focar completamente para executar o meu jogo de forma efetiva, e assim alcançar o título.</p>
<p>Olhando para trás, vejo que essa experiência foi importante para mim. Através dela, consegui enxergar a força do Jiu-Jitsu, que me guiou em meio às dificuldades, e a minha própria capacidade de seguir com a cabeça erguida em direção a um novo desafio. Com essa experiência, eu agora entendo o poder da positividade, de acreditar no meu potencial e de manter a motivação em face das dificuldades. Essa determinação inabalável é apenas mais um dos ensinamentos que o Jiu-Jitsu me trouxe.</p>
<p><em>*Alex Martins é um faixa-preta, atleta e líder da academia AMBJJ. O GMI conquistou a medalha de ouro na divisão dos médios da categoria master 3 no Pan de Jiu-Jitsu 2021.</em></p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/alex-martins-e-a-determinacao-para-alcancar-o-ouro-no-pan-de-jiu-jitsu/">Alex Martins e a determinação para alcançar o ouro no Pan de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A arte de dar a volta por cima, com o campeão Michael Jordan</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 14:07:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #274. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Num dos muitos momentos emocionantes da série “Arremesso final” (“The Last Dance”, no original da Netflix), o espectador depara-se com o supercampeão Michael Jordan chorando&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_233983" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233983" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan.jpg" alt="" width="1200" height="675" class="size-full wp-image-233983" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan.jpg 1200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-300x169.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-1024x576.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-768x432.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/michael-jordan-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><p id="caption-attachment-233983" class="wp-caption-text">Por que grandes ícones do UFC não conseguem reconquistar seus títulos ou dar a tão famosa “volta por cima”? Documentário campeão de audiência com Michael Jordan pode oferecer as pistas. Foto: Reprodução</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #274. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Num dos muitos momentos emocionantes da série “Arremesso final” (“The Last Dance”, no original da Netflix), o espectador depara-se com o supercampeão Michael Jordan chorando copiosamente no chão do vestiário. Era o ano de 1996, e o Chicago Bulls acabara de conquistar seu quarto título da NBA.</p>
<p>Cerca de dois anos antes, Jordan sentira que não tinha mais o que provar após o tricampeonato consecutivo da NBA (1991/92/93). Estava cansado da perseguição da mídia e muito abalado pelo assassinato de seu pai. Por isso, havia decidido se aposentar, procurar novos desafios, jogar beisebol. Contudo, como manter um dos atletas mais competitivos e obcecados de todos os esportes no sofá, a assistir em casa outros times e novos jogadores serem coroados, enquanto ainda tinha talento incomparável e vigor físico suficiente para superá-los?</p>
<p>Michael não conseguiu se conter e voltou à NBA no fim da temporada 1994-95. Sentiu a falta de ritmo de jogo, a dificuldade de entrosamento com o novo elenco e a diferença da preparação física do basquete para a que vinha fazendo no beisebol. Os Bulls foram derrotados nos playoffs pelo Orlando Magic e muitos já diziam que a Era Jordan já havia passado. Subestimaram a incomparável capacidade de motivação e dedicação do maior de todos os tempos.</p>
<p>Jordan iniciou sua preparação no dia seguinte à eliminação, treinou obsessivamente por três períodos diários, dedicou-se ao que determinavam seus técnicos e cobrou o mesmo comprometimento dos colegas de equipe. Daí nasceu um time espetacular, por anos o recordista de mais vitórias numa só temporada da NBA (72, com apenas dez derrotas), com Michael eleito o jogador do ano e o Chicago Bulls conquistando o quarto campeonato. O título veio justamente no Dia dos Pais, dando um significado ainda maior para Jordan, que havia parado justamente após a perda de seu genitor. Impossível não se emocionar.</p>
<p>O que possibilita um retorno triunfal como esse após um longo afastamento do esporte? A justificativa mais fácil e impensada para explicar o caso de Michael seria atribuir tudo ao talento inigualável do “Air Jordan”. Então por que grandes ícones do UFC como Anderson Silva e Conor McGregor não conseguiram reconquistar seus títulos? Por que alguns poucos conseguem e tantos falham em empreitadas desse tipo no MMA?</p>
<div id="attachment_233990" style="width: 935px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233990" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture.png" alt="" width="925" height="591" class="size-full wp-image-233990" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture.png 925w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture-300x192.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture-768x491.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Couture-150x96.png 150w" sizes="auto, (max-width: 925px) 100vw, 925px" /><p id="caption-attachment-233990" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação/Zuffa LLC</p></div>
<p>É lógico que não podemos descartar a habilidade como um fator importante. Ninguém medíocre chega a se tornar um campeão do UFC e se manter por um tempo razoável. E é preciso ainda mais talento e inteligência para compensar o declínio físico que inevitavelmente vem com a idade e a inatividade. Foi graças a um nível técnico elevadíssimo que Dominick Cruz conseguiu recuperar seu cinturão peso-galo em 2016 depois de cerca de cinco anos de inatividade em razão de lesões gravíssimas nos joelhos.</p>
<p>Todavia, se talento e dominância garantissem grandes retornos, Anderson Silva, o maior gênio da história do MMA, teria conseguido voltar a reinar. Não foi o que ocorreu. Após sua fatídica derrota e a impressionante lesão sofrida contra Chris Weidman, Anderson nunca mais foi o mesmo. Não existe “perda de talento”. Não era tampouco a idade apenas que começava a afetá-lo. Faltava a motivação.</p>
<p>Como visto acima, Michael Jordan soube transformar a tragédia da morte do pai e a desconfiança da imprensa em motivação. Aliás, Jordan era um mestre em se automotivar. Bastava que alguém o provocasse, que um colunista na imprensa duvidasse dele ou mesmo que um oponente se destacasse, para que Michael usasse isso como razão pela qual precisava treinar o triplo e vencer. Ele se desafiava a provar para todos e para si mesmo que ainda era o melhor, que ainda podia vencer qualquer um. E assim o fazia.</p>
<p>No MMA, quem mais soube se motivar e retornar em triunfo foi Randy Couture. Cinco vezes campeão do UFC, o “Natural” já não era jovem quando começou a lutar MMA. Na estreia no UFC, tinha 33 anos. Durante toda a carreira, conviveu com constantes questionamentos da imprensa e de parte do público. Toda vez que ia enfrentar algum lutador mais jovem como Vítor Belfort (“Fenômeno” então com apenas 20 anos de idade), com mais recursos como Pedro Rizzo ou mais rápido como Chuck Liddell, Randy Couture era visto como carta fora do baralho. Isso o motivava a surpreender, a calar os críticos, a nunca parar. A cada luta em que era tido como azarão, ele sempre parecia querer mais a vitória do que os rivais.</p>
<p>Seu último retorno ao trono foi o mais sensacional e emblemático. Com 43 anos e vindo de mais de um ano de inatividade, Randy enfrentou o bem mais alto, mais jovem e nocauteador Tim Sylvia. A imprensa previa uma derrota constrangedora para o “coroa”, naquele UFC 68. Couture transformou essas críticas pesadas e a desconfiança em combustível para uma chama que parecia inesgotável. Durante cinco rounds, Randy foi uma locomotiva. Com labaredas saindo de seus olhos, derrubou seguidamente Sylvia e usou um jogo de wrestling extremamente desgastante para miná-lo. Couture era quem parecia ser o jovem ali. Após ter seu braço levantado por decisão unânime, o ídolo americano sorriu e declarou: “Nada mal para um cara velho! ”</p>
<p>A série “Arremesso final” comprova que só talento e vontade não são suficientes se não houver dedicação. Jordan era extremamente disciplinado e treinava mais do que qualquer um no time. Não é fácil manter essa rotina quando já se alcançou as maiores honrarias de seu esporte. É preciso uma combinação de autoconhecimento, determinação e engajamento. Aquele velho adágio de que não basta a inspiração sem a transpiração. Quando tratamos de UFC, nenhum campeão representa melhor essa dedicação do que Georges St-Pierre.</p>
<p>Durante toda sua gloriosa carreira no peso meio-médio, o faixa-preta canadense sempre buscou treinar, aprimorar-se, preencher lacunas, desenvolver novas habilidades. Procurava os melhores treinadores no mundo em áreas onde precisava desenvolver habilidades específicas. Pupilo da lenda Freddie Roach no boxe e faixa-preta do professor Bruno Fernandes na GB Montreal, St-Pierre já foi a Londres aprender algumas técnicas da arte suave com Roger Gracie, foi à Tailândia aprimorar muay thai, treinou wrestling com a equipe do Canadá, fez treinos de força e flexibilidade com equipes de ginástica olímpica. A cada luta, esse empenho constante de St-Pierre gerava algo novo para dificultar a vida de seus adversários.</p>
<p>Ao se aposentar após sua nona defesa consecutiva do cinturão meio-médio, Georges continuou se mantendo em forma. Quatro anos depois, motivado por se tornar campeão de mais uma categoria e enfrentar outro veterano do esporte, GSP aceitou disputar o cinturão peso médio contra Michael Bisping, no UFC 217. Para isso, voltou a se dedicar com afinco único e profissional aos treinamentos. Era preciso ganhar mais musculatura e, ainda assim, continuar ágil para poder ganhar de um oponente maior e naturalmente mais pesado.</p>
<p>A disciplina do canadense o levou a praticamente morar na academia e mudar sua preparação para dar mais ênfase em finalizações e em poder de nocaute. Árdua dedicação que trouxe dividendos. Durante os dois primeiros minutos da luta no Madison Square Garden, St-Pierre ainda recebia muitos golpes, mas gradativamente se adaptava à nova dinâmica e conseguia encaixar o que havia treinado. Até que, no terceiro round, quando se esperava que os anos de aposentadoria cobrariam o preço de um atleta menos comprometido, GSP cresceu na luta, acertou um potente cruzado de esquerda, seguiu com socos no chão até pegar as costas de Bisping e finalizá-lo no mata-leão. Tudo que treinara à exaustão fora devidamente aplicado e Georges St-Pierre era novamente campeão do UFC.</p>
<p>Deveríamos nos inspirar nos exemplos desses retornos gloriosos para superarmos os desafios que a vida nos traz, amigo leitor. Não é preciso ser um Michael Jordan ou um Georges St-Pierre. Todos temos nossas próprias habilidades, limitações e dificuldades. Se soubermos combinar nossos talentos com muita motivação e dedicação, haveremos de triunfar.</p>
<div id="attachment_233992" style="width: 995px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233992" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva.png" alt="" width="985" height="649" class="size-full wp-image-233992" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva.png 985w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva-300x198.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva-768x506.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Anderson-Silva-150x99.png 150w" sizes="auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px" /><p id="caption-attachment-233992" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação/Zuffa LLC</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-arte-de-dar-a-volta-por-cima-com-o-campeao-michael-jordan/">A arte de dar a volta por cima, com o campeão Michael Jordan</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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