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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Vinicius Draculino, Jiu-Jitsu e os vagalumes no breu</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Aug 2024 13:10:03 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_235793" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235793" class="wp-image-235793 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla.jpg" alt="Draculino conquistou o ouro na divisão master &amp; sênior no Mundial Sem Kimono 2008. Mas tirou muitas outras lições. Foto: Luca Atalla" width="1024" height="604" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla-300x177.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla-768x453.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla-150x88.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-235793" class="wp-caption-text">Draculino conquistou o ouro na antiga divisão master &amp; sênior no Mundial Sem Kimono 2008. Mas tirou muitas outras lições. Foto: Luca Atalla</p></div>
<p><em>Do baú de GRACIEMAG, um célebre artigo de 2008, assinado pelo professor <a href="https://www.instagram.com/draculinojj/" target="_blank" rel="noopener">Vinicius “Draculino” Magalhães</a>, em nossa edição #139. Confira, aprenda com ele e assine GRACIEMAG para ler matérias similares. Oss!</em></p>
<p>“Já fiz três lutas de MMA, no Brasil e nos Estados Unidos, e posso afirmar: lutar Jiu-Jitsu é muito mais tenso e complexo. Eu já sabia disso, e repeti essa constatação em voz alta, no ginásio da Califórnia State University Dominguez Hills, no sábado, bem antes de tudo acontecer. Eu ainda não podia saber, claro. Mas, umas 24 horas depois, naquele domingo fatídico, eu acordaria na maior tranquilidade, pensando que era a manhã da luta – até ver que ao meu lado estava o Wellington Megaton, com os trajes de árbitro do <a href="https://ibjjf.com/events/results/2008-world-jiu-jitsu-no-gi-ibjjf-championship" target="_blank" rel="noopener">2º Mundial de Jiu-Jitsu Sem Kimono</a>. Caí numa tocaia. Mas deixemos isso para o fim.</p>
<p>A história começou no sábado, 9 de agosto de 2008. Não, na real começou antes, no mês de maio. Foi quando aceitei a missão de estabelecer nos EUA e comandar a <a href="https://www.graciemag.com/2011/12/03/draculino-mostra-54-tecnicas-em-menos-de-12-minutos/" target="_blank" rel="noopener">Gracie Barra Texas</a>, na cidade de Houston. Após um período totalmente voltado para o MMA e para o desenvolvimento dos meus alunos, achei que era a hora de voltar a botar a cara nos torneios e sentir a adrenalina de competir entre a garotada.</p>
<p>Estou com 37 anos. Não lutava um campeonato na categoria adulto desde 2002, no Pan da IBJJF. Com as coisas mais mansas, e com 150 alunos em Houston, quis mostrar a eles que o Jiu-Jitsu é para todos, e que mais vale cair dentro e lutar do que ficar pensando em desculpas ou se esconder atrás da fama.</p>
<p>A merda de ficar afastado é que você perde muito a tarimba, as manhas de competição – o ritmo da luta, a malandragem, coisas assim. Estranhei até como bater o peso para o campeonato, depois de tanto tempo sem enfrentar as balanças. O segredo é saber quantos quilos você perde ao dormir, e assim calcular certinho quanto você precisa bater pela manhã, para não ficar nem muito acima nem muito abaixo do seu peso ideal. Por isso passei aqueles dias carregando minha balança a tiracolo pelo ginásio, enquanto o pessoal brincava comigo.</p>
<p>A melhor sensação para mim foi na hora de aquecer, aquele frio na barriga antes da primeira luta. Não se trata de medo, você sabe. É pura adrenalina nas veias. Como eu estava dizendo, o vale-tudo e o MMA são extremos, claro, e podem ter lances brutais. Mas por outro lado você conhece o adversário, estuda o estilo do rival com antecedência, ganha uma bolsa boa, passagens aéreas para você e seu time – e faz uma luta só e a missão está cumprida. Praticamente o oposto do Jiu-Jitsu, em que lutamos por amor ao esporte, não faz ideia sobre quem vai encarar e o que pode acontecer.</p>
<p>A única coisa certa em todos os torneios de Jiu-Jitsu, por exemplo, é que vai haver ao menos uma grande surpresa, uma zebra a galopar nos tatames. O negócio é fazer tudo certinho para que não seja contra você.</p>
<p>Preparei meu Ipod com 4 mil músicas. Nada de hip-hop, que sou da antiga, mas acabei não escutando meu rock favorito antes da hora da verdade – “Angel of death”, da banda Slayer. Olha aí, vai ver que foi isso que fez a diferença, que causou aquele lance com os vagalumes. Tremendo papelão, foi o que pensei na hora. Mas claro que não me envergonho agora. Vergonha eu teria caso eu mutucasse, fugisse da luta ou agisse como um frouxo.</p>
<p>Em campeonatos de Jiu-Jitsu, e aí vale com ou sem kimono, já vi o certo dar errado, o errado dar certo, a técnica perder para ignorância e vice-versa. Depende do dia de cada um, e de outra série de fatores. Essa é a magia do esporte. E é essa magia que me faz estar lá sempre no ginásio, mesmo quando eu não vou lutar, e encarar calor ou frio nos ginásios da Califórnia.</p>
<p>Naquele fim de semana, o calorão estava especial, e o clima dentro da área de lutas não era mais ameno. Afinal, não é sempre que podemos ver em ação Saulo Ribeiro, Roberto Godói, Baret Yoshida, Jorge Pereira e tantos outros nomes da minha época. Tanto que a divisão de masters tinha mais astros que na categoria adulto.</p>
<p>Porém, formado por uma nova geração de astros, faixas-pretas cascas-grossíssimas, o adulto foi um espetáculo para os torcedores. Acostumado a um tempo em que víamos um mar de caras feias e lutadores cheios de marra, me impressionou ver como a molecada atual é educada, cordial e respeitosa com a gente e entre eles. Todos se cumprimentavam, trocavam reverências, numa clara demonstração que lutam para se divertir e evoluir, antes de tudo. Alguns, inclusive, me disseram que eu era um grande exemplo, por estar ali inscrito entre eles após faturar o ouro na minha divisão de 37 anos. Foi muito legal ouvir isso.</p>
<p>Eu sabia que não precisava provar nada a ninguém – exceto a você mesmo, todos os dias da vida. Por isso eu cheguei a rir ao ver uma luta da garotada. Percebi que para chegar perto da explosão, timing e pujança dos garotos, eu precisaria de uns cinco campeonatos em sequência. Foi o ritmo forte da maioria, mais do que a técnica, que me chamou a atenção. O que dizer de Rubens Cobrinha? A luta dele pelo ouro dos leves, contra Jeff Glover, foi a luta que mais me impressionou no evento. Um verdadeiro jogo de xadrez, vencido por Cobrinha por uma vantagem ao quase chegar do lado e dar um bote nas costas.</p>
<p><iframe title="Time Travel Tuesdays - Rubens Cobrinha Charles vs Jeff Glover   Nogi Worlds 08" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/h6cNbCw6pkU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Na minha divisão, o peso-pena, Bruno Frazatto venceu Denilson Pimenta na final. Pimenta luta desde a minha época também, e é um cara bem forte e completo. Bruninho usou sua guarda para raspar e virar a luta no finzinho, quando perdia por 2 a 4. Um lutão de duas, com o perdão da expressão chula, “putas velhas de tatame”.</p>
<p>O grande nome do evento, claro, foi Antonio Braga Neto, campeão absoluto após vencer Gabriel Vella numa final sensacional, no cair da tarde de domingo. Braga Neto surpreendeu ao, com segundos de luta, ir para cima e derrubar Vella, caindo por cima.</p>
<p>No feminino, a mesma coisa, vi muita técnica e humildade. Além da campeã absoluta, a faixa-marrom Ana Laura Cordeiro, campeã após vencer Ana Carolina e Penny Thomas, ainda vi Letícia Ribeiro finalizando bonito no peso-pluma.</p>
<p>E, para coroar, ainda teve o Saulo Ribeiro, campeão meio-pesado numa divisão cheia de garotos, como Gregor e Igor Gracie, que estavam cheios de fome de vitória.</p>
<p>Campeonatos são assim, uma grande festa, em que mesclam-se estilos e experiências. No meu caso, senti falta de ritmo, acredito. Admito que, mesmo após vencer o peso-pena entre os veteranos, não fiquei completamente satisfeito com minha exibição. Achei minhas duas lutas truncadas.</p>
<p>Até que chegou a hora de lutar entre os adultos. E eu, que quase não cometia erros tolos quando era competidor assíduo, acabei cometendo aquele erro primário, logo em minha primeira luta no adulto.</p>
<p>Era cerca de uma e meia da tarde de domingo. Eu sabia que meu oponente, Johnny Ramirez, era um aluno do Rodrigo Medeiros e um cara bem duro. Afinal, ele tinha feito uma luta boa com meu aluno Samuel Braga, em que o Samuel venceu por dois ou três pontos. Fiz minha tática, então: pus na guarda, raspei como manda o figurino e fiquei ali por cima fazendo minhas vantagens na meia-guarda.</p>
<p>Quando a luta parou e voltou no meio, tentei dar uma movimentada maior. Fui fazer uma passagem de guarda um pouco arriscada quando não há o kimono, em que se bota a mão no joelho para pressionar e passar por cima da perna. Deu no que deu.</p>
<p>Ao ver a gravação depois, eu não sabia se ria ou chorava. Meu braço escorregou certinho e caiu dentro do triângulo dele. Eu pulei para dentro do golpe!</p>
<p>Rapidamente, tentei fazer a defesa tradicional do triângulo, no que ele laçou minha perna. Golpe arrochado, vi então voltar aquela poderosidade da antiga, dos tempos em que minha geração foi criada a ferro e fogo. Eram tempos duros, quando incutiam na gente que devíamos ir até o fim para não ser finalizado. E, com os três tapinhas, não poderíamos testar de fato onde era o fim, certo?</p>
<p>Dormir ou bater? Eu, que nunca tinha batido na minha vida num campeonato, decidi que não seria logo agora, aos 37 anos. Não, eu não desistiria depois de velho, naquele Mundial Sem Kimono da IBJJF.</p>
<p>Naquele instante, com meu pescoço imprensado dentro do triângulo, cinco reflexões cruzaram minha mente na velocidade do pensamento:</p>
<p><em>1. Puta merda, que erro! Caí dentro do triângulo feito um idiota.</em></p>
<p><em>2. Preciso me defender.</em></p>
<p><em>3. Ih, não vai dar para defender. Caramba, agora eu sei exatamente como o Royler se sentiu no ADCC 2003. O que faço?</em></p>
<p><em>4. Ferrou. E agora: bater ou não bater?</em></p>
<p><em>5. Bater é o caralho. Vou ficar aqui mesmo.</em></p>
<p>Cheguei até a sonhar. Dormir num golpe é uma sensação estranha, porque é um lance suave. Não é nada traumático, como um nocautaço no vale-tudo. Primeiro, aparecem umas luzes piscando, como um bando de vaga-lumes. Quando você não espera mais, dorme.</p>
<p>Jiu-Jitsu, portanto, é isso: errou, já era, apagou. Deixo claro, primeiro, que meu jovem oponente teve todos os méritos. Segundo: batucar e desistir em campeonato não é demérito para ninguém, pelo contrário. Isso é loucura minha que ninguém deve pensar em seguir, não.</p>
<p><em>The end.</em>&#8221;</p>
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		<title>Dos Anjos e a receita para ser campeão mesmo contundido: &#8220;Oração e coração&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2015 22:55:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O que você faria se, a um mês da luta da sua vida, você sentisse uma contusão apavorante no seu joelho, a primeira lesão nessa área de sua vida, e tão forte a ponto de você ouvir um estouro no joelho, seguida de dor, muita dor? Se você fosse Rafael dos Anjos (24v, 7d), você&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_174416" style="width: 604px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-174416" class="size-full wp-image-174416" alt="Rafael dos Anjos agradece aos céus ao ganhar o sofrido cinturão, no UFC 185, em março de 2015. Foto: UFC/Divulgação" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/03/466363958.jpg" width="594" height="395" /><p id="caption-attachment-174416" class="wp-caption-text">Rafael dos Anjos agradece aos céus ao ganhar o sofrido cinturão, no UFC 185, em março de 2015. Foto: UFC/Divulgação</p></div>
<p>O que você faria se, a um mês da luta da sua vida, você sentisse uma contusão apavorante no seu joelho, a primeira lesão nessa área de sua vida, e tão forte a ponto de você ouvir um estouro no joelho, seguida de dor, muita dor?</p>
<p>Se você fosse Rafael dos Anjos (24v, 7d), você manteria a calma e, um mês depois, desembarcaria no Rio de Janeiro com o cinturão peso leve do UFC, um prêmio ao esforço e à persistência de um campeão que não liga para contusões, pois sua motivação era maior.</p>
<p>Apesar do treino debilitado neste mês antes da batalha contra Anthony Pettis, ex-campeão que não perdia no UFC desde 2011, a preparação de Rafa já estava mais do que cumprida. E não começara em março, tampouco neste ano.</p>
<p>Rafael dos Anjos, 30 anos, começou a ser campeão do UFC muito antes. Em 2003, também como peso leve, foi <a title="Resultados do Mundial de Jiu-Jitsu 2003" href="http://ibjjf.org/results/world-jiu-jitsu-championship-2003-results/" target="_blank">campeão mundial de Jiu-Jitsu, como faixa-roxa</a>, após seis lutas duríssimas – a final contra Lucas Leite, hoje um competidor consagrado também, mas de kimono.</p>
<p>Com a mente forte de quem se acostumara a vencer, cumpriu uma estrada de 12 anos nos ringues até o amadurecimento técnico, e o cinturão.</p>
<p>No último dia 14 de março, Rafa atingiu o topo do mundo do MMA, no UFC 185. Mas chegou a pensar em não lutar no sábado, devido a dor.</p>
<p>&#8220;Quando me machuquei, não conseguia fazer nada nos treinos na primeira semana. Comecei levemente a voltar treinando boxe, mas plantado, com as pernas totalmente imóveis, só usava as mãos. Na segunda semana voltei um pouco melhor, mas nada de wrestling, nada de quedar ou tomar queda. Fiz só um pouco de Jiu-Jitsu para soltar. Não foi fácil não&#8221;, recordou, em papo com o GRACIEMAG.com.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="UFC 185: Rafael dos Anjos and Anthony Pettis Octagon Interview" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/iHsm_atmzbM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&#8220;No dia em que machuquei passou pela minha cabeça adiar a luta, como é o normal nessa situação. Antes de decidir se cancelava ou mantinha a disputa, porém, a primeira coisa que fiz foi orar e abrir a Bíblia. Abri em Ezequiel 37, versículo 6, e Deus falou comigo. Estava escrito:</p>
<p><em>&#8216;E porei nervos sobre vós e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou o Senhor.'&#8221;</em></p>
<p>Ao interpretar com isso que a empreitada daria certo, Rafa seguiu em frente. &#8220;Na hora da luta estava com o ligamento colateral medial de um dos joelhos ferrados, mas não doeu em momento nenhum, e não incomodou em hora nenhuma da batalha. Isso sem injeção nenhuma, só oração. Lutei com muita garra e coração, e aconteceu aquilo que vocês viram aí. Graças a Deus&#8221;, agradeceu.</p>
<p>Rafael agora vai ficar três meses afastado do Octagon, por conta do machucado no joelho e outros tantos no rosto. Na volta, deve reencontrar um velho conhecido: ou o cowboy americano Donald Cerrone, a quem venceu em 2013, ou o russo Khabib Nurmagomedov, de quem perdeu por decisão unânime em 2014. Os dois brigam pelo posto de desafiante no UFC 187, dia 23 de maio.</p>
<p>Seja quem for, Rafael será a partir de agora um lutador diferente. Ainda mais confiante em sua tática de não dar espaços e sufocar os rivais. E com o joelho capaz de sustentar um belo cinturão pelo qual lutou a vida toda.</p>
<p><strong>UFC 185<br />
Dallas, Texas<br />
14 de março de 2015</strong></p>
<p>Rafael dos Anjos venceu Anthony Pettis na decisão unânime dos jurados<br />
Joanna Jedrzejczyk venceu Carla Esparza por nocaute técnico aos 4min17s do R2<br />
Johny Hendricks venceu Matt Brown na decisão unânime dos jurados<br />
Alistair Overeem venceu Roy Nelson na decisão unânime dos jurados<br />
Henry Cejudo venceu Chris Cariaso na decisão unânime dos jurados</p>
<p><strong>Card preliminar</strong></p>
<p>Ross Pearson nocauteou Sam Stout a 1min33s do R2<br />
Elias Theodorou venceu Roger Narvaez por nocaute técnico aos 4min07s do R2<br />
Beneil Dariush finalizou Daron Cruickshank no mata-leão aos 2min48s do R2<br />
Jared Rosholt venceu Josh Copeland por nocute técnico aos 3min12s do R3<br />
Ryan Benoit venceu Sergio Pettis por nocaute técnico a 1min34s do R1<br />
Joseph Duffy venceu Jake Lindsey por nocaute técnico a 1min47s do R1<br />
Germaine de Randamie venceu Larissa Pacheco por nocaute técnico aos 2min2s do R2</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rafael-dos-anjos-e-a-receita-para-ser-campeao-do-ufc-mesmo-contundido-oracao-e-coracao/">Dos Anjos e a receita para ser campeão mesmo contundido: “Oração e coração”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Dos Anjos, a disputa do cinturão e a lição número 1 do Jiu-Jitsu: não desistir</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Mar 2015 05:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Esse cara vai ser nocauteado amanhã. Ele não tem nenhuma chance contra mim”, disparou o campeão Anthony Pettis (18v, 2d), 28 anos, tão logo desceu da balança oficial do UFC, em Dallas, Texas, para a luta pelo cinturão até 70kg contra o niteroiense Rafael dos Anjos, de 30 anos. A confiança do americano se justifica,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_174296" style="width: 1690px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/03/178307191.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-174296" class=" wp-image-174296  " alt="Rafael dos Anjos encara Anthony Pettis neste sábado, pelo cinturão do UFC. Foto: Zuffa LLC via Getty Images" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/03/178307191.jpg" width="1680" height="1121" /></a><p id="caption-attachment-174296" class="wp-caption-text">Rafael dos Anjos encara Anthony Pettis neste sábado, pelo cinturão do UFC. Foto: Zuffa LLC via Getty Images</p></div>
<p>“Esse cara vai ser nocauteado amanhã. Ele não tem nenhuma chance contra mim”, disparou o campeão Anthony Pettis (18v, 2d), 28 anos, tão logo desceu da balança oficial do UFC, em Dallas, Texas, para a luta pelo cinturão até 70kg contra o niteroiense Rafael dos Anjos, de 30 anos.</p>
<p>A confiança do americano se justifica, afinal sua invencibilidade dura desde 2011. Contudo, o desafiante está acostumado a quebrar a banca e inverter expectativas.</p>
<p>“O que mais me impressiona no Rafa hoje é a absoluta segurança no seu jogo. Ele, apesar da arrogância zero, tem 100% de confiança no que vai fazer lá em cima. E isso é meio caminho andado para tomar aquele cinturão”, explica o amigo Rafael Correa, o Gordinho, um de seus treinadores e professor na academia Start BJJ, na Flórida.</p>
<p>Dos Anjos, como é conhecido pelos fãs lá fora, já viveu todo tipo de experiência ao longo de suas 23 vitórias e sete derrotas. Antes de embalar no UFC (de 2011 para cá, só tem um revés, por decisão, para o russo Khabib Nurmagomedov), ele alimentou uma ideia que volta e meia assombra a mente de um lutador: parar com a carreira e deixar o sonho do cinturão para lá.</p>
<p>O pensamento surgiu em 2010, quando Rafa quebrou o maxilar na derrota sofrida para Clay Guida – atleta que também superou Pettis, por sinal. É Gordinho quem lembra a história:</p>
<p>“Acho que quase todo lutador vive um dia assim na carreira. Estávamos lá em Singapura e ele estava se recuperando da fratura. Senti que era da boca para fora, mas ele chegou a dizer: ‘Acho que vou parar. É muito difícil essa p&#8230;. Se eu largar o MMA, posso ter uma vida mais estável, dar aulas aqui e sustentar melhor minha família, ver meus filhos numa escola legal, sem sobressaltos&#8230;’ Mas todos sabíamos que o Rafa possui, e já possuía, todas as características para ser o dono do cinturão, e eu lembrei isso a ele. Respondi: ‘Nada disso, bicho. Você vai ser campeão do UFC, você vai ganhar essa p&#8230; um dia’”, recorda Gordinho.</p>
<p>De fato, o brasileiro recuperou-se fisicamente, afastou os fantasmas da desistência e tem, cinco anos depois, neste sábado 14 de março, a chance de cumprir a profecia do amigo e se tornar mais um brasileiro campeão do UFC.</p>
<p>O atleta formado por Roberto Gordo, irmão de Gordinho, treina muay thai com Rafael Cordeiro, da Kings MMA. Cada vez mais perigoso em pé, ele não se descuida do Jiu-Jitsu, como repara Gordinho:</p>
<p>“Ele está sinistro, numa forma física, técnica e mental perfeita. No chão, ele é um cara muito explosivo, muito bom naquele Jiu-Jitsu voltado para o MMA. Ele no chão é tão bom na defesa quanto no ataque, com muita movimentação o tempo todo”, analisa o faixa-preta.</p>
<p>O amigo cita outro aspecto que deixa a todos que cercam Dos Anjos mais confiantes para o duelo no UFC 185, logo mais: “Foi o corte de peso mais fácil que eu já vi na vida. Ele acordou no sábado com apenas um quilo e pouco acima dos 70kg. Ele está há três meses com um nutricionista excelente”, conclui.</p>
<h3>UFC 185<br />
Dallas, Texas<br />
14 de março de 2015</h3>
<p>Anthony Pettis x Rafael dos Anjos<br />
Carla Esparza x Joanna Jędrzejczyk<br />
Johny Hendricks x Matt Brown<br />
Roy Nelson x Alistair Overeem<br />
Chris Cariaso x Henry Cejudo</p>
<p>Card preliminar</p>
<p>Ross Pearson x Sam Stout<br />
Elias Theodorou x Roger Narvaez<br />
Daron Cruickshank x Beneil Dariush<br />
Jared Rosholt x Josh Copeland<br />
Sergio Pettis x Ryan Benoit<br />
Jake Lindsey x Joseph Duffy<br />
Larissa Pacheco x Germaine de Randamie</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rafael-dos-anjos-a-disputa-pelo-cinturao-e-a-licao-numero-1-do-jiu-jitsu-nao-desistir/">Dos Anjos, a disputa do cinturão e a lição número 1 do Jiu-Jitsu: não desistir</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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