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	<title>Copa do Mundo 1950 | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>A teoria da &#8220;fruta madura&#8221; e o que pode dar errado no Rio</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 23:47:18 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_42994" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-42994" class="size-full wp-image-42994" title="UFCRioAnderson" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/08/UFCRioAnderson.jpg" alt="" width="640" height="397" /><p id="caption-attachment-42994" class="wp-caption-text">Anderson bota o cinturão na linha, literalmente, diante de Yushin Okami e Dana White (atrás). Foto: Wander Roberto/UFC.</p></div>
<p>Nunca a festa do UFC teve um cenário tão bonito. O Rio de Janeiro não é para principiantes, mas os convidados estrangeiros estão se virando bem. Visita ao Cristo Redentor, tigelas de açaí, molecada de luvinhas na favela e a beleza das praias e montanhas fizeram astros, treinadores, jornalistas estrangeiros e membros da organização do Ultimate se entreterem enquanto as brigas não começam.</p>
<p>Um ou outro escorregão, como o do colega Ben Fowlkes, que se perdeu na tradução e informou seus leitores que um canto da torcida do Flamengo, “Eu sempre te amarei” (ou <em>“I will always love you”</em>, pode confirmar com José Aldo, Ben) queria dizer algo como “Vocês nunca sairão da Maré (a favela)”.  Ou de outro que perguntou a Dana White se ele teme um quebra-quebra pelas ruas caso Anderson Silva e Rodrigo Minotauro percam amanhã, nas duas lutas principais e mais aguardadas pelos fãs cariocas.</p>
<p>Não, não há chance de quebra-quebra por aqui em caso de derrotas. Talvez o povão pudesse chamar um pessoal de Vancouver ou Chicago, mas relaxem, nem assim. O risco, porém, das derrotas de Anderson e Rodrigo existe, e o choque poderia ser grande.</p>
<p>“Uma derrota dos dois poderia prejudicar um esporte que busca se firmar no país”, prevê Eduardo Alonso, manager de Mauricio Shogun, espantando a ideia de um “Maracanazo&#8221; de 1950 para os jovens fãs do MMA. “Não acredito. Claro que o japonês pode surpreender, mas acho que vai depender principalmente do primeiro assalto, se ele não impuser o jogo dele, o Anderson domina”.</p>
<p>Para um outro brasileiro, ligado à outra equipe, há porém o temor pelo pior. “Estou torcendo pelo Anderson, mas temo que a fruta está madura demais, alguma hora cai. Acho que vai ser em breve”.</p>
<blockquote>
<p><em><strong>&#8220;Uma derrota marcante seria prejudicial a um esporte que busca se firmar no país” Eduardo Alonso, manager</strong></em></p>
</blockquote>
<p>Curioso que Anderson Silva tenha se referido a sua luta com “Okamikaze”, no feliz apelido dado pelo jornal “O Globo”, como uma final de Copa do Mundo de futebol no Maracanã, “contra a Argentina”. Mesmo o confiante campeão invicto do UFC, que não perde desde 2006, sagazmente evitou citar o Uruguai, este sim o rival responsável pelo grande trauma esportivo do Rio, e do Brasil.</p>
<p>Aqui, vale relembrar o que foi a derrota conhecida como “Maracanazo”. Foi no dia 16 de julho de 1950, com o Maracanã, maior estádio do mundo, cheirando a novo, incompleto até, e abarrotado com o maior público de sua existência. Como escreveu o jornalista Lúcio de Castro, da ESPN, um estudioso do assunto, “Nunca houve história maior e jamais existirá em nosso futebol. Uma das maiores da história da nação, transcendendo as quatro linhas. Brasil x Uruguai, final da Copa de 1950 é incomparável com qualquer outra coisa em nosso futebol”.</p>
<p>O Brasil jogava pelo empate, goleara todos os oponentes sem dó até a final, mas aos 34 minutos do segundo tempo, Alcides Gigghia calou o estádio. Todos os ingredientes de uma tragédia grega estavam lá, como lembra o jornalista. “A maior plateia da história de uma partida de futebol (que também jamais se repetirá), uma cidade e um país em festa desde a véspera, o título ganho antes da bola rolar, o oportunismo de políticos e cartolas&#8230;”</p>
<p>Descontando o tamanho da tristeza de uma nação que já amava o futebol, um final infeliz para o UFC Rio poderia gerar algo parecido? Para a imprensa japonesa no Rio, a chance é remota.</p>
<p>“Yushin Okami é guerreiro, mas ainda não é nem um ídolo no próprio Japão, onde o MMA declinou depois do Pride”, disse-me um observador da emissora de TV paga japonesa WOWOW. “Os japoneses esperam apenas que ele faça o seu melhor e honre a oportunidade que teve, com uma luta bonita. Mas todos sabemos que Anderson é o melhor de todos. Se Okami vencer, será ótimo para ele, e ainda mais para o UFC Japão que se aproxima”.</p>
<blockquote><p><em><strong>&#8220;A única luz que vejo para o japonês é derrubar e amarrar desde o primeiro assalto&#8221; Rafael Cordeiro, treinador</strong></em></p></blockquote>
<p>Para a equipe de Anderson, Okami deve ser respeitado, mas sua consagração vai ter de esperar. E uma das razões principais é que, diferentemente do Brasil de 1950, não houve oba-oba nos treinos. “O Anderson está pronto para mostrar algumas surpresas, tanto no chão quanto em pé”, piscou o treinador da Atos Jiu-Jitsu, Ramon Lemos. Para Rafael Cordeiro, ex-treinador do Silva na Chute Boxe, o brasileiro vai confirmar seu valor. “A única luz que vejo para o japonês é derrubar e amarrar desde o primeiro assalto. Se soltar o jogo e vier para trocar em pé, será destroçado pelo Anderson”.</p>
<p>A festa está armada, portanto. Mas e se der zebra no sábado? Será o MMA (e os 15 mil fãs na Arena) capaz de sentir um baque similar ao do Maracanã, com suas mais de 210 mil testemunhas?</p>
<p>Para o especialista Lúcio de Castro, não:</p>
<p>&#8220;Existiria um sentimento de Maracanazo, mas só ali na hora, na arena. Além da proporção, do significado do futebol para o brasileiro, existe uma questão básica que diferencia e faz com que uma eventual derrota não tenha tanto desdobramento. No gol do uruguaio Gigghia, o Brasil vivia um momento ainda sem vitórias. Era o tal &#8216;Complexo de Vira-Latas&#8217;, termo cunhado pelo Nelson Rodrigues, que as vitórias sepultariam no futuro. Nossa inserção no mundo das lutas foi, e é, totalmente distinta. Já entramos por cima, desde os primórdios, desde os desbravadores, com um brasileiro menor do que os gringos ganhando deles – o Royce. Portanto, nem uma eventual derrota abalaria essa certeza do mundo das lutas, a certeza de que o Brasil é a maior potência nesse universo. No futebol, a coisa não foi tão fácil, e essa afirmação só viria quase uma década depois do fatídico gol&#8221;.</p>
<p>E para você, leitor? A fruta está madura ou não? Para o GRACIEMAG.com, pode estar, sim. Mas, quem tentar arrancá-la do pé, muito provavelmente vai levar uma picada de Aranha.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-teoria-da-fruta-madura-e-o-que-pode-dar-errado-no-ufc-rio/">A teoria da “fruta madura” e o que pode dar errado no Rio</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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