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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Jiu-Jitsu como escudo anti-abuso para as mulheres</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2018 21:21:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Willian von Söhsten* O termo sororidade pode parecer estranho ao nobre leitor, mas vem ganhando cada vez mais força entre as mulheres do Jiu-Jitsu. Essa palavra incomum tem se espalhado, nos últimos anos, por um motivo cruel: o aumento de casos de estupro de mulheres e meninas. O significado por trás do termo é a&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_208121" style="width: 1004px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/bruna.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-208121" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/bruna.jpg" alt="" width="994" height="668" class="size-full wp-image-208121" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/bruna.jpg 994w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/bruna-300x202.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/bruna-768x516.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/bruna-150x101.jpg 150w" sizes="(max-width: 994px) 100vw, 994px" /></a><p id="caption-attachment-208121" class="wp-caption-text">Turma feminina recheada de atletas. Foto: Reprodução</p></div>
<p style="text-align: right;">Por: Willian von Söhsten*</p>
<p>O termo sororidade pode parecer estranho ao nobre leitor, mas vem ganhando cada vez mais força entre as mulheres do Jiu-Jitsu. Essa palavra incomum tem se espalhado, nos últimos anos, por um motivo cruel: o aumento de casos de estupro de mulheres e meninas. </p>
<p>O significado por trás do termo é a empatia e companheirismo entre o sexo feminino como forma de combater a ideia enraizada na sociedade de que as mulheres devem ser rivais entre si, ao passo que os homens são companheiros leais uns dos outros. A mulher que veste kimono e vive no tatame sabe a importância de uma aliada mais do que ninguém; afinal, os treinos apenas com homens não são nada fáceis. Haja sororidade.</p>
<p>Antigamente, de fato, o preconceito era muito maior com a mulherada que procurava uma academia de Jiu-Jitsu – eram vistas em sua maioria como “mulher-macho” ou, talvez pior, “marias-tatames” em busca de namorados. Hoje, em tempos onde a preocupação com o corpo e uma vida saudável se torna a principal meta para muitas mulheres, a preocupação com os casos de violência de gênero fizeram do Jiu-Jitsu a escolha ideal para as meninas. Primeiro, por que praticar e/ou competir na arte suave é um dos modos mais eficazes de cuidar do físico a curto, médio e longo prazo. Além do mais, o Jiu-Jitsu é uma luta que alimenta nossa autoconfiança, aspecto essencial para coibir abusos sem a necessidade de se chegar às vias de fato – a mulher confiante e sempre alerta foge do estereótipo de vítima, e evita o agressor sem precisar dar um soco.</p>
<p>Portanto, o que se vê em quase todas as academias do mundo, e não apenas no Brasil, é um Jiu-Jitsu feminino em franca expansão.</p>
<p>“É normal minhas aulas terem entre 12 e 18 alunas rolando no dojô. É um número expressivo até mesmo se compararmos com os Estados Unidos”, diz Bruna Ribeiro, de Ribeirão Preto, uma das primeiras mulheres a ser dona de sua própria academia de Jiu-Jitsu no Brasil.</p>
<p>Bruna participa de um “clube da Luluzinha” virtual e curioso: a professora e campeã de Jiu-Jitsu faz parte de um grupo de Whatsapp com mais de 50 praticantes da arte suave, amigas de mais de dez cidades diferentes de São Paulo – muitas de equipe diversas. “Nessa hora não tem bandeira. Somos apenas mulheres apaixonadas pela arte suave querendo disseminar o Jiu-Jitsu feminino”, diz a faixa-preta.</p>
<p>O resultado dessa amizade ocorreu em fins de setembro: reunidas, organizaram um treinão com 25 mulheres, em seus kimonos branco, preto, azul e até rosa. “Esse foi o primeiro intercâmbio e elas já estão empolgadas para o segundo. Tenho certeza de que passaremos de 30 ou 40 lutadoras nos próximos, todas se apoiando e fortalecendo o Jiu-Jitsu feminino”, afirma Bruna.</p>
<p>E você, leitor ou leitora, conhece uma academia apinhada de meninas e mulheres que treinam? Comente com a gente.</p>
<p style="text-align: right;"><em><span style="font-size: 10pt;">* Willian von Söhsten é jornalista e faixa-preta da equipe Cícero Costha.</span></em></p>
<p style="text-align: right;"><em><span style="font-size: 10pt;"> Atualmente é professor da Strong Inside Jiu-Jitsu Studio.</span></em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/jiu-jitsu-como-escudo-anti-abuso-para-as-mulheres/">Jiu-Jitsu como escudo anti-abuso para as mulheres</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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