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	<title>Chicão Bueno | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Faixa-coral de Jiu-Jitsu, Chicão Bueno relembra época do Vale-Tudo e luta contra Vovchanchyn no Pride</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 21:05:47 +0000</pubDate>
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<div id="attachment_246813" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246813" class="wp-image-246813 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/chicao-bueno1.jpg" alt="" width="800" height="600" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/chicao-bueno1.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/chicao-bueno1-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/chicao-bueno1-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/chicao-bueno1-150x113.jpg 150w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246813" class="wp-caption-text">Chicão Bueno começou a lutar Vale-Tudo nos anos 90 – Foto: arquivo pessoal</p></div>
<p>A relação de Francisco “Chicão” Bueno com as artes marciais começou muito antes de ele pensar em se tornar lutador profissional. Aos três anos de idade, o Judô foi a porta de entrada para uma trajetória que já dura cinco décadas e passou por diferentes modalidades, países e algumas das principais organizações do MMA em sua época. Para Chicão, porém, a luta sempre representou algo maior do que a competição.</p>
<p>Ainda criança, Chicão também teve contato com o Taekwondo. A experiência, no entanto, durou pouco. Por ser muito novo, acabou não podendo continuar na academia do renomado mestre Kim. Mais tarde, vieram o Karatê, o Boxe, o Muay Thai e, posteriormente, o Jiu-Jitsu e o Wrestling. O contato com diferentes estilos teve papel fundamental em sua formação. Em vez de enxergar as modalidades de maneira isolada, Chicão passou a absorver características de cada uma delas e, com o tempo, desenvolveu uma maneira própria de trabalhar.</p>
<p>“Cada modalidade acrescentou demais à minha formação como ser humano. O Judô é uma disciplina incrível, o Karate, o Boxe, o Muay Thai, o Jiu-Jitsu, o Wrestling também. Acho que tudo fez parte da minha formação e, criei também, junto com isso tudo, um sistema meu”, explica.</p>
<p><strong>Dos Estados Unidos ao início do Vale-Tudo profissional</strong></p>
<p>A busca por novas experiências levou Chicão aos Estados Unidos em 1997, quando recebeu um convite de um empresário. Na Califórnia, passou a participar de diversos eventos de Vale-Tudo, em uma época em que o esporte ainda estava distante da estrutura e da popularidade que o MMA alcançaria nos anos seguintes.</p>
<p>“Cheguei nos Estados Unidos em 97, a convite do empresário, e aí fiz várias lutas. Tinham muitas lutas naquela época que não são mencionadas hoje. São os eventos que tinham em San Pedro, na Califórnia. Eu lutei muitas, muitas vezes. Era Vale-Tudo, na verdade, não era nem o MMA, nem o No Holds Barred, era Vale-Tudo mesmo, real”, relembra.</p>
<div id="attachment_246814" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246814" class="wp-image-246814 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/chicao-bueno2.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/chicao-bueno2.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/chicao-bueno2-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/chicao-bueno2-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/chicao-bueno2-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246814" class="wp-caption-text">Atualmente Chicão treina lutadores de alto nível como Carlos Mota Tizil, ex-campeão da LFA – Foto: arquivo pessoal</p></div>
<p>Um ano depois, em 1998, Chicão recebeu o convite para participar da primeira edição do ADCC. Ele chegou à final, mas uma lesão o impediu de disputar o combate decisivo. A estreia no MMA profissional só aconteceria em 1999, no IVC, quando teve pela frente o lutador americano Jason Godsey. A partir dali, Chicão passou a buscar definitivamente uma carreira como atleta de alto rendimento.</p>
<p>“Eu buscava realmente ali uma carreira como atleta de alto rendimento. E, depois do IVC, tive oportunidade de lutar em grandes organizações da época como o Meca, o Cage Warriors, o WVC e o maior deles, o Pride. Aí começou um outro nível de competição”.</p>
<p>Foi justamente nessa fase que Chicão passou a integrar uma geração histórica do esporte. O peso-pesado brasileiro teve a oportunidade de competir em diferentes organizações e chegou ao Pride, então uma das maiores vitrines do MMA mundial. Entre suas experiências mais marcantes está o confronto com o ucraniano Igor Vovchanchyn no Pride 8, que ocorreu em 1999. Para Chicão, a luta teve um impacto que ultrapassou o resultado esportivo.</p>
<p>“O período mais marcante realmente foi a vitória contra o Satoshi Honma, que me botaram de escada, e também a derrota para o Igor Vovchanchyn, que, enfim, me congelou um pouco. Eu não estava emocionalmente pronto naquele momento. Mas a vida não é só feita de vitória. E as derrotas, às vezes, podem ser vitórias também. E vice-versa, dependendo de como você olha para a coisa.”</p>
<div id="attachment_246815" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246815" class="wp-image-246815 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/chicao-bueno3.jpg" alt="" width="800" height="820" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/chicao-bueno3.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/chicao-bueno3-293x300.jpg 293w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/chicao-bueno3-768x787.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/chicao-bueno3-146x150.jpg 146w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246815" class="wp-caption-text">Chicão foi formado por André Pederneiras e hoje é faixa coral de Jiu-Jitsu – Foto: arquivo pessoal</p></div>
<p>A formação construída desde a infância também ganhou reconhecimento dentro do Jiu-Jitsu. Faixa-preta formado por André Pederneiras, Chicão recebeu a graduação à faixa-coral, um marco que, para ele, representa muito mais do que uma faixa.</p>
<p>“Para mim, a faixa nunca foi uma coisa muito importante. É o que você carrega dentro, o que realmente vale. Mas, enfim, para o mundo, uma faixa-coral representa o tempo, o que você realizou no esporte, o que você conquistou dentro dos tatames, dos ringues, dos octógonos. Então a faixa-coral passou a ser um marco da minha história.”</p>
<p>Hoje, depois de décadas dedicadas às artes marciais, Chicão olha para trás e entende que todas as etapas fizeram parte de uma mesma formação. Para o faixa-coral, a maior conquista dessa jornada não está necessariamente nos títulos, cinturões ou graduações, mas na capacidade de continuar aprendendo e evoluindo.</p>
<p>“A arte marcial, realmente, é uma escola de vida. Acho que é uma oportunidade para você se reconectar com você mesmo. No final do dia, a coisa mais importante é a evolução. 1% a cada dia, ou 1% a cada ano, cada um no seu tempo. A arte marcial, realmente, é o autoconhecimento, é o maior tesouro que temos”, concluiu.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/faixa-coral-de-jiu-jitsu-chicao-bueno-relembra-epoca-do-vale-tudo-e-luta-contra-vovchanchyn-no-pride/">Faixa-coral de Jiu-Jitsu, Chicão Bueno relembra época do Vale-Tudo e luta contra Vovchanchyn no Pride</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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