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	<title>Carlos Rosado | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Carlos Rosado | Graciemag</title>
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		<title>Libório se prepara para receber faixa-coral das mãos de Rosado, em março</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Feb 2024 15:41:50 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_239458" style="width: 492px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-239458" class="wp-image-239458 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/WhatsApp-Image-2022-12-23-at-09.28.12.jpeg" alt="Ricardo Libório ao lado de grande mestre Carlson Gracie. Foto: Reprodução" width="482" height="321" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/WhatsApp-Image-2022-12-23-at-09.28.12.jpeg 482w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/WhatsApp-Image-2022-12-23-at-09.28.12-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/WhatsApp-Image-2022-12-23-at-09.28.12-150x100.jpeg 150w" sizes="(max-width: 482px) 100vw, 482px" /><p id="caption-attachment-239458" class="wp-caption-text">Ricardo Libório ao lado de grande mestre Carlson Gracie. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Primeiro campeão mundial dos superpesados (1996), professor Ricardo Libório prepara-se para receber os amigos numa tarde que promete ser marcante para os alunos da equipe Carlson Gracie.</p>
<p>O aluno prodígio de Carlson está nos preparativos finais para sua festa de graduação a faixa-coral, no Rio de Janeiro, dia 17 de março.</p>
<p>Para amarrar a nova faixa, Libório convidou o velho amigo e ídolo <a href="https://www.rosadojiujitsu.com.br/" rel="noopener" target="_blank">Carlos Rosado</a>; o mestre faixa-vermelha de Carlson foi quem conveceu o jovem Libório a começar a treinar, no início dos anos 1980.</p>
<p>Para participar da festa e do aulão gratuito de Libório com seus convidados é simples: <a href="https://linktr.ee/liboriobjj?fbclid=PAAaYZtb12CHlQ69a25jsEMPB2aQxrK3-1Xw22F2gzyYOYPjdXonZ-9U8cZ1o_aem_AYuqvQvm2LTQMdwGAM-MjU-cmJQPqNjF4pqP1FhDqN6tsOMxSg8csrDqNPo4Q3ki1sg" target="_blank" rel="noopener">basta clicar no link de inscrição do evento, aqui.</a></p>
<p>Em contrapartida para a comunidade da arte suave, o novo mestre e sua equipe vão arrecadar kimonos antigos, calças que ficaram pequenas e faixas que você não usa mais, para alegria de variados projetos sociais e da criançada que quer começar a treinar. Registrem-se para fazer parte desta festa, a ser realizada na AABB na Lagoa.</p>
<p>Oss!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/liborio-se-prepara-para-receber-faixa-coral-das-maos-de-rosado-em-marco/">Libório se prepara para receber faixa-coral das mãos de Rosado, em março</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Qual é o tempo correto de um aluno até a faixa-preta? Professores debatem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Dec 2023 14:17:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[ Texto: Alexandre Fernandes Dantas, o Café – Professor de Jiu-Jitsu, veterano do UFC e líder da academia Black Team Jiu-Jitsu, no Leblon, RJ. É doutor em Ciência Política e Relações Internacionais e mestre em Direito.] O Jiu-Jitsu brasileiro (BJJ) é organizado pela hierarquia, que se apresenta através das cores e graus da faixa que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>[ Texto: Alexandre Fernandes Dantas, o Café – Professor de Jiu-Jitsu, veterano do UFC e líder da academia Black Team Jiu-Jitsu, no Leblon, RJ. É doutor em Ciência Política e Relações Internacionais e mestre em Direito.]</em></strong></p>
<p>O Jiu-Jitsu brasileiro (BJJ) é organizado pela hierarquia, que se apresenta através das cores e graus da faixa que amarra o kimono.</p>
<p>Quanto mais escura for sua faixa, mais “privilégios” você terá na academia. Porém, esse status extrapola os limites do tatame. A moral, ou honra da faixa, acompanha o lutador na sua vida social, no seu trabalho etc. É uma marca indelével que o praticante de Jiu-Jitsu carrega consigo, mesmo que seja inconsciente.</p>
<p>E nessa longa e árdua escadaria, o último degrau é a faixa-preta – daí em diante o critério do merecimento desaparece e o critério da antiguidade é o único a valer.</p>
<p>Um professor de Jiu-Jitsu possui uma grande responsabilidade, já que ele, sozinho, avalia e avaliza o momento da graduação. Mas que critérios o mestre deve utilizar para averiguar quando o aluno deve passar de faixa?</p>
<div id="attachment_202133" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-202133" class="size-full wp-image-202133" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Brasileiro-2002-Alexandre-Cafe.jpg" alt="Especialista em Jiu-Jitsu e Direito, Alexandre &quot;Café&quot; Dantas cita até Aristóteles para debater o tempo de treino até a faixa-preta. Foto: Gustavo Aragão/GRACIEMAG (2002)" width="1024" height="738" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Brasileiro-2002-Alexandre-Cafe.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Brasileiro-2002-Alexandre-Cafe-300x216.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Brasileiro-2002-Alexandre-Cafe-768x554.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Brasileiro-2002-Alexandre-Cafe-150x108.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-202133" class="wp-caption-text">Especialista em Jiu-Jitsu e Direito, Alexandre &#8220;Café&#8221; Dantas cita até Aristóteles para debater o tempo de treino até a faixa-preta. Foto: Gustavo Aragão/GRACIEMAG (2002)</p></div>
<p>A regra temporal utilizada sozinha pode, ao que parece, gerar iniquidade, pois estabelecer um tempo mínimo ou máximo para a graduação deixa de lado as aptidões e o esforço de cada um. Como dizia Aristóteles, em seu livro “Ética a Nicômaco”: “O justo é, por conseguinte, uma espécie de termo proporcional” ao mérito individual. Para o filósofo grego, “é origem de disputas e queixas quando iguais têm e recebem partes desiguais, ou quando desiguais recebem partes iguais”. O importante para o aluno, portanto, é não faltar.</p>
<p>Há, em muitas academias, a ocorrência de alunos conhecidos como “eternos faixas-azuis”, aqueles que vão e voltam, perdendo boa parte da motivação no caminho. São praticantes que muitas vezes não percebem que estão apenas adiando seu progresso. Ficam longe um bom tempo, e quando retornam, têm enorme dificuldade – perdem no gás, no timing das posições e até na questão da confiança no próprio jogo. Nesse caso, o professor precisa que o aluno atente para o quesito assiduidade, que é muito valioso para quem quer passar de faixa.</p>
<p>Outro aspecto importante no assunto refere-se aos campeonatos de Jiu-Jitsu. De fato, o aluno competidor evolui mais rapidamente que o aluno que pratica apenas na academia. Isso ocorre pelos seguintes motivos: a preparação e busca por melhores resultados faz com que o atleta treine mais forte; a adrenalina da competição e o ato de se testar contra adversários de outras academias leva, naturalmente, à melhora técnica e à pujança. Se o caro leitor tiver a oportunidade, não deixe de experimentar a sensação de se testar num campeonato. Comece com um pequeno, na sua cidade.</p>
<div id="attachment_17707" style="width: 522px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/cafe_02-1.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17707" class="size-full wp-image-17707" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/cafe_02-1.jpg" alt="" width="512" height="335" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/cafe_02-1.jpg 512w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/cafe_02-1-300x196.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/cafe_02-1-150x98.jpg 150w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /></a><p id="caption-attachment-17707" class="wp-caption-text">Alexandre Café em ação. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>A faixa-preta, no fim, vem por puro merecimento do praticante. Existe, claro, uma grande variação de avaliação entre as diversas escolas de Jiu-Jitsu ao redor do mundo, mas os professores têm critérios semelhantes como base para graduar um pupilo, como por exemplo: lealdade; assiduidade; conhecimentos técnicos específicos para a faixa; domínio da defesa pessoal; modo de se portar dentro da academia; higiene pessoal; honrar o nome da academia e do Jiu-Jitsu; ser um bom cidadão, etc. Esses critérios adotados pelo professor são de suma importância, afinal, aquele que recebe uma graduação, seja ela qual for, carrega de maneira indireta o nome de seu mestre.</p>
<p>Sendo assim, por se tratar de uma graduação máxima, a faixa-preta deve ser uma condecoração advinda não somente do preenchimento de requisitos objetivos, como tempo ou medalhas, mas também da conquista de alguns requisitos subjetivos, que variam de acordo com a academia. Um faixa-preta, acima de tudo, deve ser um exemplo a ser seguido, daí a grande responsabilidade daquele que promove uma graduação, seja ela qual for – afinal, mesmo o faixa-branca está, a cada grau alcançado, cada vez mais próximo de se tornar faixa-preta.</p>
<p>É preciso lembrar, porém, que alguns praticantes vêm protagonizando episódios lamentáveis para a nossa amada arte marcial, graduando a si próprios ou colocando graus na faixa-preta antes do tempo necessário. Tal atitude pode ser classificada como absurda, vergonhosa e imoral, que nos remete ao clássico “Crítica da razão prática”, de Kant, onde o filósofo nos lembra que “a lei moral, acessível a todos os seres racionais, possui uma dignidade em si e nos dá simplesmente um mandamento”. Quem não consegue aguardar a hora da faixa, portanto, não está roubando apenas tempo, está roubando sua dignidade.</p>
<p>Portanto, a mensagem ao aluno novato ou ao aluno mais antigo é idêntica: saiba valorizar sua caminhada. Não se aflija, não peça faixa e, a mais importante, jamais use uma faixa ou grau sem merecer de fato e de direito. Tudo tem seu tempo, evite ser aquele praticante angustiado, que já começa a treinar querendo saber quando vai &#8220;se formar&#8221;. Divirta-se aprendendo.</p>
<p>E fica o conselho: busque saber a procedência da faixa que seu professor ostenta na cintura e pesquise no site da IBJJF se ele é matriculado. Seu aprendizado está diretamente ligado a quem é seu mestre, qual é sua índole e, principalmente, qual é o caráter dele. Se ele caminhou corretamente e lutou pela faixa-preta dele do jeito que deve ser, há uma grande probabilidade de que seus alunos recebam as devidas graduações nos momentos apropriados. Agora, se ele é um fanfarrão, aí, meu amigo, você acabará visto como uma classe inferior de faixa-preta.</p>
<p>Comece no caminho certo. Pois, no dia glorioso em que você for enfim graduado e alguém perguntar, “Quem lhe deu a faixa-preta?”, você poderá estufar o peito e responder com orgulho.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Aprenda a finalizar no relógio de 2 maneiras, com Alexandre Café" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/jdJcQTvsk4k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em><strong>&gt;&gt;&gt;&gt; Com quantos anos de treino o aluno deve ganhar a faixa-preta? GRACIEMAG perguntou e mestres e professores opinaram:</strong></em></p>
<div id="attachment_147110" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie1-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-147110" class="size-full wp-image-147110" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie1-1.jpg" alt="" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie1-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie1-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie1-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><p id="caption-attachment-147110" class="wp-caption-text">Carlos Gracie Jr. Foto:Luca Atalla</p></div>
<p><em><strong>Mestre Carlos Gracie Jr:</strong></em><br />
“No fim isso sempre vai depender da assiduidade do aluno, mas a IBJJF tem um tempo mínimo para o praticante poder tornar-se faixa-preta. Se for um camarada que treina sempre, com consistência, sem faltar aulas, ele pode pegar a faixa-preta depois de cinco anos e meio, seis. Pelas regras da IBJJF, o tempo mínimo para ficar na faixa-azul é de dois anos, na roxa mais um ano e meio, e mais um ano na faixa-marrom. Com mais um ano e pouco de faixa-branca em média, esse tempo somado seria de cinco anos e meio, seis anos. Já se ele começar a treinar Jiu-Jitsu quando criança, ele só pode conquistar a faixa-preta depois dos 19 anos e meio de idade.”</p>
<p><em><strong>Mestre Carlos Rosado:</strong></em><br />
“Acredito que cada aluno tem seu tempo. Uns vão aprender mais rápido, outros podem demorar um pouco mais a pegar o jeito, mas todos vão chegar lá, se não desistirem. O maior trunfo do Jiu-Jitsu é que não requer talento, como o futebol. Basta treinar para evoluir. Costumo dizer que não é o aluno que pede a faixa, e sim a faixa que pede o aluno. E a faixa só requisita o aluno quando ele está dando conta plenamente da graduação. Já uma faixa dada prematuramente acaba se tornando um fardo: todo praticante de Jiu-Jitsu que ganha uma faixa da qual não dá conta está fadado a nunca mais aparecer na academia, e parar de treinar de vez.”</p>
<div id="attachment_211624" style="width: 1514px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-211624" class="size-full wp-image-211624" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089.jpg" alt="" width="1504" height="1000" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089.jpg 1504w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089-768x511.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089-1024x681.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1504px) 100vw, 1504px" /></a><p id="caption-attachment-211624" class="wp-caption-text">Fernando Tererê em foto de Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p><em><strong>Professor Fernando Tererê:</strong></em><br />
“No meu ponto de vista, a média geral para pegar a faixa-preta é de uns nove, dez anos de treino. Acho que com uns dez anos o praticante aprendeu bem e pode ser um bom faixa-preta. Porém, alguns competidores de ponta, aqueles que vencem campeonatos ano a ano, podem conquistar a faixa em seis, sete anos.”</p>
<p><em><strong>Mestre Júlio Cesar Pereira:</strong></em><br />
“O tempo de um praticante até a faixa-preta é uma trajetória individual, e tem a ver com os próprios objetivos pessoais de cada um. Tem praticante que sonha em ser campeão mundial e treina o triplo que os colegas, há outros que só buscam qualidade de vida e aparecem semanalmente, e até quem sonha em aprender tudo detalhadamente para um dia ser professor, ter sua academia. A meu ver, não dá para dizer ao aluno que daqui a cinco ou seis anos ele vai se tornar faixa-preta.”</p>
<p><em><strong>Professor Muzio De Angelis:</strong></em><br />
“Na minha academia no Rio, o tempo médio até a faixa-preta costuma ser de cerca de sete anos, se o aluno for assíduo, obviamente. Um ano na branca, dois na azul, dois anos na roxa e dois anos na marrom, em média. Acho que sete anos é um bom prazo mínimo. Inclusive gosto de numerologia e vejo o número 7 cercado de simbolismos. São sete os dias da semana, sete as notas musicais, sete as cores do arco-íris e Deus teria feito o mundo em sete dias com o descanso, segundo a Bíblia, além de diversas outras ocorrências. Se de acordo com os sábios o 7 é o número da perfeição, sete anos até a faixa-preta me parece um prazo adequado.”</p>
<div id="attachment_200740" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-200740" class="size-full wp-image-200740" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/Rilion-Gracie.jpg" alt="" width="1024" height="550" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/Rilion-Gracie.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/Rilion-Gracie-300x161.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/Rilion-Gracie-768x413.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/Rilion-Gracie-150x81.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-200740" class="wp-caption-text">Rilion Gracie: &#8220;É preciso paciência, quem burla o tempo está se enganando&#8221;. Foto: Ray Santana/GRACIEMAG.</p></div>
<p><em><strong>Mestre Rilion Gracie:</strong></em><br />
“Tudo na vida é questão de empenho, você não pode ganhar um diploma sem ir à faculdade. A faixa-preta depende das horas de treino e da intensidade que aquele aluno será capaz de dedicar ao dojô. Os chamados ‘ratos de academia’ certamente vão chegar à graduação mais rapidamente. Ou seja, não é uma questão de tempo desde o dia em que você se matricula, mas uma questão de tempo dedicado. Em dezembro passado, graduei meu filho Roggan como faixa-preta. Foi uma conquista puramente dele. Se dependesse só do rendimento nos treinos, eu já poderia ter dado a faixa há dois anos, mas acho que a faixa-preta não depende apenas da vontade do professor, há outros aspectos. No caso dele, os próprios colegas de treino e demais professores da academia começaram a cobrar a faixa pelo que ele demonstrava diariamente. Eu apenas a amarrei na cintura dele, juntamente com o Renzo, mas estava todo mundo aferindo o nível dele e pleiteando a graduação. A pior coisa é o aluno burlar o tempo, por falta de paciência, e pegar faixa antes da hora. Não adianta eu aparentar ser uma coisa que na verdade eu não sou – essas pessoas estão enganando a si mesmas.”</p>
<p>*** Este artigo foi publicado originalmente nas páginas de GRACIEMAG #239. Assine já a revista para não perder os melhores artigos sobre sua <a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">arte marcial favorita, aqui.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/qual-e-o-tempo-correto-de-um-aluno-ate-a-faixa-preta-de-jiu-jitsu-professores-debatem/">Qual é o tempo correto de um aluno até a faixa-preta? Professores debatem</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Artigo: Proteja-se dos males invisíveis no Jiu-Jitsu</title>
		<link>https://www.graciemag.com/higiene-proteja-se-dos-males-invisiveis-nos-treinos-de-jiujitsu/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=higiene-proteja-se-dos-males-invisiveis-nos-treinos-de-jiujitsu</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Feb 2022 15:08:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Antonino Eduardo Neto* * Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #248 . Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Por que treinamos Jiu-Jitsu? Muitas serão as respostas: para aprendermos a nos defender, para melhorar a autoconfiança, para satisfação pessoal,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_222967" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/rorion.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222967" class="size-full wp-image-222967" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/rorion.jpg" alt="" width="490" height="321" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/rorion.jpg 490w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/rorion-300x197.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/rorion-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 490px) 100vw, 490px" /></a><p id="caption-attachment-222967" class="wp-caption-text">Mestre Rorion Gracie sempre exigente com a higiene dos seus kimonos. Foto: Gustavo Aragão</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Por: Antonino Eduardo Neto*</em></p>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #248 . Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Por que treinamos Jiu-Jitsu? Muitas serão as respostas: para aprendermos a nos defender, para melhorar a autoconfiança, para satisfação pessoal, para competir. Entretanto, o pano de fundo da prática esportiva e item comum a todas as motivações para se exercitar está relacionado à saúde do organismo.</p>
<p>Praticamos esportes em busca de saúde, do corpo perfeito e dos demais benefícios relacionados ao Jiu-Jitsu. Porém, é preciso observar algumas boas práticas de higiene para que o espaço dedicado à saúde não se transforme num local que nos ofereça nenhum tipo de perigo, em especial os que não vemos a olho nu. A seguir, dez medidas preventivas para você esbanjar saúde nos tatames.</p>
<p><strong>1.</strong> Manter o kimono limpo não é apenas uma questão de apresentação. Há bactérias resistentes que se multiplicam nos kimonos mal lavados. Lave o seu kimono após todo treino, e mantenha secando em lugar arejado, de preferência com alguma luz do sol (mas lembre-se: se você deixar sua armadura sob o sol todos os dias, o kimono vai perder a cor.)</p>
<p><strong>2.</strong> Unhas cortadas sempre: no Jiu-Jitsu como em outros esportes de contato, é frequente o contato das unhas com a pele. Mantenha suas unhas limpas e bem cortadas para não ferir nem passar sujeira para seus amigos de academia.</p>
<p><strong>3.</strong> Pouco adianta você lavar bem o kimono e não cuidar de seu próprio asseio. Tome seu banho e mantenha a higiene sempre, antes e depois da prática de artes marciais.</p>
<p><strong>4.</strong> Lembre-se que o indivíduo contagia e influencia o ambiente à sua volta, ainda mais quando o indivíduo é o faixa-preta: se você prezar pelo seu kimono, o resto da equipe vai segui-lo. Trajar kimonos rasgados e sujos, por outro lado, vai atrair colegas com os trajes mal cuidados também.</p>
<p><strong>5.</strong> Quem já não foi derrotado, antes mesmo do treino começar, por aquele kimono fedido ou por aquele bafo de afugentar satanás? Procure evitar e recusar os rolas com estes tipos, tentando orientar com relação aos riscos envolvidos.</p>
<p><strong>6.</strong> O aluno deve procurar observar o ambiente onde treina. As condições gerais de higiene da academia, as dependências como banheiros e vestiários e as condições de limpeza do tatame, sem deixar de reparar até mesmo na indumentária e nas práticas de higiene dos mestres e instrutores.</p>
<p><strong>7.</strong> Fuja também dos males visíveis: jamais vá treinar se você estiver com ferimentos na pele, nem role com um colega que tenha algum ferimento aberto.</p>
<p><strong>8.</strong> Em caso de orelha inchada, evite a drenagem com material não esterilizado ou sem uso de luvas. Jamais compartilhe seringas usadas para este fim.</p>
<p><strong>9.</strong> Lembre-se da necessidade de exames médicos anuais, mesmo para os mais jovens. Afinal, a prevenção é sempre mais valiosa e menos custosa para conquistarmos uma saúde perfeita.</p>
<p><strong>10.</strong> Concluo com um ensinamento de Bruce Lee, que não era médico mas sabia das coisas: “O que você sabe não tem valor; o valor está no que você faz com o que sabe”. Treine com sabedoria, sempre em mente que boas práticas de saúde e higiene são demonstrações de respeito ao oponente e de ética no esporte. Oss!</p>
<p><em>* Antonino Eduardo Neto é chefe do serviço de terapia intensiva do Hospital Badim – Rede D’or São Luiz, no Rio de Janeiro, e faixa-preta da academia Rosado, em Copacabana.<br />
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		<title>A Covid-19 e o Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2020 18:35:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Carlos Rosado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>[ Por Dr. Antonino Eduardo *, faixa-marrom na Academia Rosado, em Copacabana ] &#160; Todo dia que entro no CTI, que abriga pacientes portadores da Covid-19, percebo como a técnica e a coragem são atributos necessários também aos médicos. O coronavírus é um adversário forte – decidido a matar, sorrateiro e feroz. Ele desconhece o medo&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>[ Por Dr. Antonino Eduardo *, faixa-marrom na Academia Rosado, em Copacabana ]</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todo dia que entro no CTI, que abriga pacientes portadores da Covid-19, percebo como a técnica e a coragem são atributos necessários também aos médicos.</p>
<p>O coronavírus é um adversário forte – decidido a matar, sorrateiro e feroz.</p>
<p>Ele desconhece o medo e interfere em todos os processos vitais, de forma variada, não demonstrando um padrão claro, o chamado “modus operandi”.</p>
<p>Poderosíssimo, trata-se de um vírus forte e destemido, que não escolhe treino e só faz jogo solto com adversários que não pode finalizar.</p>
<p>Sou um médico das antigas, forjado nas trincheiras da clínica médica, na solidão dos plantões e nas emergências pesadas, nas quais o conhecimento e o treino fazem a diferença entre a vida e a morte.</p>
<p>Ao atuar no combate ao coronavírus, percebi como o Jiu-Jitsu me fortaleceu para o enfrentamento desta pandemia, assim como me dá forças para encarar qualquer que seja a adversidade. Com ou sem jaleco.</p>
<div id="attachment_228328" style="width: 730px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-228328" class="wp-image-228328 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Dr-Antonino-treina-sob-supervisao-de-Carlos-Rosado-Foto-Divulgacao.jpg" alt="" width="720" height="960" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Dr-Antonino-treina-sob-supervisao-de-Carlos-Rosado-Foto-Divulgacao.jpg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Dr-Antonino-treina-sob-supervisao-de-Carlos-Rosado-Foto-Divulgacao-225x300.jpg 225w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Dr-Antonino-treina-sob-supervisao-de-Carlos-Rosado-Foto-Divulgacao-113x150.jpg 113w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-228328" class="wp-caption-text">Antonino (de branco) treina com professor Marcelo Maia sob supervisão de mestre Rosado. Foto: Acervo Pessoal.</p></div>
<p>A arte suave me deu destemor para lidar com um adversário ao mesmo tempo minúsculo e imenso. Trouxe-me a capacidade de saber que a técnica é vital e decisiva para situações extremas. Como meu mestre Carlos Rosado sempre repete na academia: “Confie na técnica”. Ensinou-me as ferramentas para manter a calma e assimilar o cenário, e reagir com precisão. Fez-me entender que é preciso preparo para manter o foco no combate à doença e, que devemos acreditar no nosso conhecimento técnico. E que a destreza, aliada a um olhar agudo, é fundamental para entender o comportamento do vírus.</p>
<p>O Jiu-Jitsu me proporciona, ainda, cargas e cargas de humildade para entender cada derrota, percebendo que elas são oportunidades de uma melhora interior, compreendendo os erros e reverenciando os acertos.</p>
<p>No Jiu-Jitsu, como na medicina, a repetição salva. É a prática, o estudo, a assimilação, que fazem toda a diferença. A cada luta, ficamos mais fortes – comemorando as vitórias e aprendendo com as derrotas, que machucam mas nos fazem mais sábios. Afinal, a luta sempre continua.</p>
<p>Saúde e Jiu-Jitsu a todos. Oss!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-228330 aligncenter" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Antonino-1.jpg" alt="" width="512" height="512" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Antonino-1.jpg 512w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Antonino-1-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Antonino-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></p>
<p><em>* Dr. Antonino é médico intensivista no Rio de Janeiro, gerente médico do Hospital Badim Rede D’Or São Luiz e faixa-marrom da Academia Rosado Jiu-Jitsu.</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-covid-19-e-o-jiu-jitsu/">A Covid-19 e o Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Rosado: &#8220;O Jiu-Jitsu ajuda até a manter os laços familiares e os relacionamentos&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Atendimento HostWP]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jan 2020 14:21:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BjJ]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Rosado]]></category>
		<category><![CDATA[faixa-preta]]></category>
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		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[Rosado]]></category>
		<category><![CDATA[união]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entrevista original publicada nas páginas da GRACIEMAG número #259, de 2018. Para ler outros artigos clássicos sobre o melhor do Jiu-Jitsu, assine a GRACIEMAG digital! Antes de iniciar sua entrevista com GRACIEMAG, mestre Carlos Antonio Rosado pede um instantinho e mede como está a glicose no seu sangue. “A taxa está boa, 127. Podemos começar&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_220565" style="width: 777px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/rosado.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-220565" class="wp-image-220565 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/rosado.jpg" alt="" width="767" height="520" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/rosado.jpg 767w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/rosado-300x203.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/rosado-150x102.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 767px) 100vw, 767px" /></a><p id="caption-attachment-220565" class="wp-caption-text">Mestre Rosado e a força do seu laço com a família. Foto: Arquivo pessoal</p></div>
<p><em>Entrevista original publicada nas páginas da GRACIEMAG número #259, de 2018. Para ler outros artigos clássicos sobre o melhor do Jiu-Jitsu, <a href="http://graciemagshop.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">assine a GRACIEMAG digital</a>!</em></p>
<p>Antes de iniciar sua entrevista com GRACIEMAG, mestre Carlos Antonio Rosado pede um instantinho e mede como está a glicose no seu sangue. “A taxa está boa, 127. Podemos começar a conversa”, pisca o <a href="https://www.rosadojiujitsu.com.br/" rel="noopener" target="_blank">faixa-vermelha</a>. </p>
<p>De fato, o famigerado aluno de Carlson Gracie está um doce: num papo raro, franco e exclusivo, realizado numa noite de agosto, o mestre recorda como a filosofia do Jiu-Jitsu foi importante até mesmo quando ele se apaixonou à primeira vista por uma certa moça que passava por Copacabana, e que há 50 anos se tornou sua mulher. </p>
<p>“Eu vi a Gracinha (dona Maria das Graças) pela primeira vez, estava atravessando a rua, e pensei com a cabeça de lutador: se eu não aproveitar agora eu não vou ter outra chance. E fui lá”, recorda o professor. Rosado, que continua vestindo o kimono toda semana para ensinar, lembrou de várias histórias, como a vez que precisou se consultar com grande mestre Carlos Gracie, e outros episódios memoráveis.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Fala-se muito no poder do Jiu-Jitsu na formação dos indivíduos, e pouco em como a arte ajuda a fortalecer famílias e os relacionamentos. Qual para você é a grande força do Jiu-Jitsu, mestre?</strong></p>
<p><strong>CARLOS ROSADO:</strong> O Jiu-Jitsu tem um papel fundamental que é o de deixar a pessoa segura. Os anos de treino, a luta contra outro indivíduo, passam segurança para você enfrentar qualquer situação, e isso serve para crianças, adultos e senhores. Eu, por exemplo, era um rapaz extremamente introvertido, tímido mesmo. Anos depois, graças ao Jiu-Jitsu, era um empresário que precisava conversar com donos de banco, políticos e outros poderosos, e fazia isso sem qualquer tipo de acanhamento, olho no olho, mão firme ao cumprimentar qualquer um. Com o Jiu-Jitsu o sujeito perde suas inseguranças, e nada mais o intimida.</p>
<p><strong>Como essa firmeza ajuda em casa?</strong></p>
<p>Para você ter uma ideia, quando o Carlson abriu em Copacabana uma turma feminina, minha esposa foi uma das primeiras a aparecer. E o pessoal não acredita, mas ela sempre arrumava um modo de me ganhar! Era a única na academia que me vencia com facilidade. Jamais consegui vencê-la, e o pior é que é verdade. A partir daí, com o casal treinando, nossos três filhos passaram a seguir o exemplo e também iam para a academia em vez de ficar fazendo besteira na esquina. Hoje meu filho (Carlos “Massa”) é faixa-preta e meus três netos também já treinam. Como a família Gracie sempre demonstrou, nada melhor que pais e filhos treinando, isso estreita a relação em casa, facilita as conversas sérias. Em casa, na vida a dois, é preciso paciência, perseverança, e o Jiu-Jitsu ajuda nisso também: você aprende que há sempre os dias bons e dias ruins, e não desiste nas primeiras brigas. Você pensa: eu vou domar essa fera! Ela não vai me convencer a desistir! (Risos).</p>
<p><strong>E você acha que o Jiu-Jitsu também o ajudou a conquistar sua esposa, há 50 anos?</strong></p>
<p>Não tenho a menor dúvida disso. Pelo seguinte, eu estava dirigindo pela Nossa Senhora de Copacabana e ela atravessou a rua na minha frente, aquela garota linda. Pensei como lutador: é agora, se eu não aproveitar agora eu não vou ter outra chance. E fui lá. A maior ilusão que a gente tem na vida é que as oportunidades vão voltar a aparecer. Na luta a gente percebe que em 99% das vezes aquelas chances são únicas. Não existe “a próxima vez”.</p>
<p><strong>O que mais você aprendeu na arena de mestre Carlson, na Figueiredo Magalhães?</strong></p>
<p>Tenho mais de 50 anos de Jiu-Jitsu e creio que a grande lição é: treine, treine e treine que você vai chegar lá, como eu cheguei. Uns vão chegar mais rapidamente que os outros, mas basta voltar no dia seguinte que o camarada vai chegar lá. Acho que nunca tive o dom, mas fiquei à vontade para a coisa. Tanto que comecei a me destacar na maior arena de lutas da minha época, uma sala em que só entrava lutador gabaritado. Era sobrevivência na selva. Tinha faixa-azul, roxa, marrom, preta e vermelha, a cor da faixa não interessava que o Carlson nem ligava muito para isso, o que importava era que ali só tinha fera. Tanto que o professor Carlos adorava ficar ali, sentadinho de pernas cruzadas espiando a gente. Ele curtia me ver lutar, eu passando o cerol e ele sentado ali e sorrindo.</p>
<div id="attachment_220567" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/carlos.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-220567" class="wp-image-220567 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/carlos.jpg" alt="" width="618" height="519" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/carlos.jpg 618w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/carlos-300x252.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/carlos-150x126.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px" /></a><p id="caption-attachment-220567" class="wp-caption-text">Mestre Rosado faz guarda para o filho faixa-preta, Carlos &#8220;Massa&#8221; Rosado. Foto: Marcelo Dunlop</p></div>
<p><strong>E como eram os clássicos desafios, com o pessoal de outras academias aparecendo?</strong></p>
<p>Aquilo era um imprevisto que cada dia mais se tornava rotineiro, de tanto que ocorria. Vinha lutador de todos os cantos do país e até do Japão para nos “visitar”, e o Carlson me convocava na hora. Juntava gente para assistir, e eu não tinha escolha: eu precisava estar pronto física e tecnicamente, era necessário treinar cada vez mais para não desapontar o Carlson. E quando um surgia eu não tinha como dizer que estava gripado, com o dedo machucado, ou que já tinha dado tantos treinos, que você não podia correr do pau. Meu orgulho é que sempre que apareceu um visitante, eu fiz bonito, para alegria do mestre Carlson. Isso é o maior prazer que tenho, poder ter dado alegrias a ele. E se eu pudesse, agradeceria a cada um dos meus oponentes. Foram esses camaradas que me fizeram ser como sou hoje. Teve vezes em que eu pensava ter crescido confiante e seguro naturalmente, que era algo que brotara com os anos. Só depois, observando o comportamento dos meus alunos, pude enfim perceber como o Jiu-Jitsu modifica a pessoa. O jeito de ser, a maneira de apertar a mão, como eles olham nos olhos. O sujeito entra na academia de um jeito e sai outro. Foi o Jiu-Jitsu, meus parceiros de treinos e rivais que me fizeram assim.</p>
<p><strong>Muita gente ainda crê que o Jiu-Jitsu requer um dom, uma habilidade natural. Como foi para você?</strong></p>
<p>Olha, eu não tinha jeito para nenhum esporte, nada. Tentei basquete, futebol, sinuca, pingue-pongue, e eu era terrível. Me escondia na praia quando era garoto para que ninguém me chamasse para jogar nada. Quando jogava vôlei, rezava para a bola não vir na minha direção! Até que fui parar no Jiu-Jitsu com 16 anos e percebi que tinha um biótipo bom para a coisa. E se não fosse o Jiu-Jitsu, eu talvez fosse hoje um camarada frustrado, que juraria que não sabe fazer nada, com zero habilidade atlética. Por isso quando cruzo com um conhecido sedentário, o convido para conhecer o Jiu-Jitsu. E quando o sujeito diz que está sem tempo mas vai aparecer, eu respondo: “Se você não conseguir aparecer, não vai mudar em nada a minha vida. Mas se você começar a treinar Jiu-Jitsu, eu sim vou mudar a sua”.</p>
<p><strong>Como foi seu caso com a diabetes, e como o grande mestre Carlos o ajudou?</strong></p>
<p>Isso já tem uns 40 anos, começou quando eu tinha 30. De um dia para o outro, eu que tinha mais de 85kg comecei a emagrecer e percebi que algo estava errado. Numa semana, perdi dez quilos. Quando descobri o que era e me disseram que a diabetes não tinha cura, tentei de tudo. Até que o Carlson me levou para ver seu pai, que me atendeu. Ele me receitou um chá, dieta à base de queijos e figo, o espaçamento de horas entre as refeições e me disse o que eu não podia misturar. Eu tratei a doença com a Dieta Gracie por um ano. Me ajudou muito a conviver com a doença no início, mas depois precisei mesmo tomar insulina, porque meu diabetes é do tipo 1, mais agressivo. O curioso é que a doença podia ter me feito desistir de treinar e competir, mas foi o contrário: eu passei a malhar mais, comecei na ginástica forte e me tornei um lutador ainda mais casca-grossa, pois malhava de noite e fazia Jiu-Jitsu de manhã, quando isso ainda não era comum.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rosado-o-jiu-jitsu-ajuda-ate-a-manter-os-lacos-familiares-e-os-relacionamentos/">Rosado: “O Jiu-Jitsu ajuda até a manter os laços familiares e os relacionamentos”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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