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	<title>Carlos Gracie Junior | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Carlos Gracie Junior | Graciemag</title>
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		<title>Mestre Ricardo Libório revê a evolução técnica nos Mundiais de Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2026 17:45:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há 30 anos, no primeiro Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu organizado pela IBJJF, no Rio, o lutador Ricardo Libório foi eleito o faixa-preta mais técnico do torneio numa escolha por um comitê de notáveis responsáveis pela idealização do evento, em 1996. Além do casca-grossa formado por Carlson Gracie, foram eleitos JP Salgado (GB, faixa-marrom), Roberto Atalla&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_239459" style="width: 492px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-239459" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/WhatsApp-Image-2022-12-23-at-09.28.12.jpeg" alt="" width="482" height="321" class="size-full wp-image-239459" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/WhatsApp-Image-2022-12-23-at-09.28.12.jpeg 482w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/WhatsApp-Image-2022-12-23-at-09.28.12-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/WhatsApp-Image-2022-12-23-at-09.28.12-150x100.jpeg 150w" sizes="(max-width: 482px) 100vw, 482px" /><p id="caption-attachment-239459" class="wp-caption-text">Ricardo Libório ao lado do mestre Carlson Gracie. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Há 30 anos, no primeiro Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu organizado pela IBJJF, no Rio, o lutador Ricardo Libório foi eleito o faixa-preta mais técnico do torneio numa escolha por um comitê de notáveis responsáveis pela idealização do evento, em 1996. Além do casca-grossa formado por Carlson Gracie, foram eleitos JP Salgado (GB, faixa-marrom), Roberto Atalla (GB, roxa) e Luca Atalla (GB, azul).</p>
<p>Curiosamente, Libório seguia carreira numa gerência do Banco do Brasil, e era até patrocinado pelo banco estatal. Ele poderia ter seguido carreira no mundo administrativo e financeiro, mas o Mundial ajudou a mudar sua trajetória.</p>
<p>O campeonato, realizado no primeiro fim de semana de fevereiro de 1996, no ginásio do Tijuca Tênis Clube, foi prestigiado por nove países: França, Holanda, Suíça, Emirados Árabes, Itália e Cuba, além de Brasil, Japão e EUA.</p>
<p>Libório, diante de cerca de 4 mil espectadores, sobressaiu por alguns fatores. Finalizou quase todos os seus oponentes, com exceção da semifinal do absoluto, contra Léo Castello Branco. Com 83kg, ele venceu caras bem mais pesados – como o judoca holandês Remco Pardoel, via chave de braço da guarda fechada, ele que era famoso por suas aparições no UFC. E o judoca brasileiro Marcelo Figueiredo.</p>
<p>Voltou para casa com o ouro no peso e a prata no absoluto, ao ceder o título ao colega Amaury Bitetti, de sua escuderia.</p>
<p>Trinta anos depois daquela vistosa atuação no Tijuca, Libório analisa para o GRACIEMAG.com como o leque tático e técnico do Jiu-Jitsu esportivo envelheceu – ou amadureceu – de lá para cá.</p>
<p>Confira os melhores momentos da conversa, com o repórter Marcelo Dunlop. Oss!</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Nestes 30 anos do Mundial, que técnicas você crê que envelheceram bem, e que posições parecem superadas ou esquecidas? </strong></p>
<p><strong><em>RICARDO LIBÓRIO:</em></strong> Ao meu ver, o que envelheceu melhor no nosso esporte não foram as técnicas – mas, principalmente, os princípios do Jiu-Jitsu. Há três conceitos fundamentais para aprender a “ler” o adversário: distância, postura e ângulos. Esses princípios nunca envelhecem e continuam sendo a base de qualquer grande atleta. Tecnicamente, claro, o Jiu-Jitsu evoluiu muito. Hoje vemos um jogo muito mais sofisticado, com lapelas, inversões e inúmeras variações de guarda.</p>
<p><strong>E as finalizações, mudaram?</strong></p>
<p>Creio que as finalizações clássicas, como o armlock, triângulo e o controle das costas, continuam decidindo campeonatos. Isso mostra que, por mais que o esporte siga evoluindo, os fundamentos permanecem. Acredito que toda evolução é bem-vinda, desde que o Jiu-Jitsu continue sendo eficiente não apenas como esporte, mas também como uma arte capaz de preparar a pessoa para uma situação real de defesa pessoal. No fim, tudo é Jiu-Jitsu. Os detalhes mudam, mas os princípios permanecem.</p>
<p><iframe title="Ricardo Liborio 1996 world jiu jitsu" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/ThpYSwLLAEk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>E que detalhe técnico foi crucial para sua campanha triunfal, em 1996? </strong></p>
<p>O que mais me marcou não foi uma técnica específica, mas a voz de mestre Carlson Gracie. Eu ouço até hoje o Carlson gritando na grade: “Finaliza, Libório!”. Essa é uma lembrança que nunca saiu da minha cabeça. Aquele Mundial mudou a minha vida. Foi ali que tive a certeza de que era esse o caminho que eu queria seguir. Pouco tempo depois, tomei uma das decisões mais importantes da minha vida: deixar a segurança do emprego no Banco do Brasil para me dedicar integralmente ao Jiu-Jitsu. Não foi uma decisão fácil. Exigiu sacrifícios, incertezas e muito trabalho. Mas, olhando para trás, eu faria tudo de novo. Não tenho um único arrependimento. O Jiu-Jitsu me deu muito mais do que títulos; me deu um propósito, e uma missão na vida.</p>
<p><strong>Acha que alguma técnica deu uma sumida, de lá para cá? </strong></p>
<p>Naquela época, a guarda fechada era uma posição temida no Jiu-Jitsu. Muitos atletas baseavam seu jogo nela. E o armlock era uma das finalizações mais destacadas. Hoje, o esporte evoluiu, o jogo ficou mais dinâmico, com novas guardas e transições. Vale afirmar que a regra ajudou o jogo a mudar. Com isso, algumas posições clássicas perderam espaço nas competições, mas acredito que continuam eficientes. Creio que as técnicas clássicas nunca serão superadas. Elas apenas evoluíram no esporte. O bom feijão-com-arroz segue funcionando, e vai salvar campeões de qualquer geração.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/mestre-ricardo-liborio-reve-a-evolucao-tecnica-nos-30-anos-dos-mundiais-de-jiu-jitsu/">Mestre Ricardo Libório revê a evolução técnica nos Mundiais de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Tributo, medalhas e saudade: o professor Ulpiano Malachias por ele mesmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 21:25:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Em tudo na vida é preciso ter sorte. Quando eu ralava como segurança, en 2004, fiquei amigo da atendente do bar. Quem era? A filha de Rorion, Riane Gracie. Logo ela me apresentou para a família, eu passei a treinar com Royce e ajudá-lo na academia, no início dos anos 2000. Por três anos, como faixa-roxa, viajei pelo mundo todo com meu herói, ajudando-o em suas últimas lutas, em aulas e seminários.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-246297" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/Ulpiano-GRaciemag-divulgacao-luto-1024x781.jpg" alt="" width="650" height="496" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/Ulpiano-GRaciemag-divulgacao-luto-1024x781.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/Ulpiano-GRaciemag-divulgacao-luto-300x229.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/Ulpiano-GRaciemag-divulgacao-luto-768x586.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/Ulpiano-GRaciemag-divulgacao-luto-150x114.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/Ulpiano-GRaciemag-divulgacao-luto.jpg 1280w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>Após a partida doída e repentina do professor Ulpiano Malachias, falecido em maio após desistir da vida, centenas e centenas de brasileiros, californianos, texanos, colegas e adversários o homenagearam com belas histórias nas redes sociais.</p>
<p>Mas como era o Piano na opinião dele próprio?</p>
<p>A equipe GRACIEMAG.com colheu algumas das melhores frases do já saudoso professor, pai e amigo, em entrevistas concedidas à revista e ao nosso portal, de 2010 até 2026.</p>
<p>Vá na paz, grande fera.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>*** *** *** ****</strong></p>
<p>“Eu tinha 17 anos em Belo Horizonte, e fui treinar na academia do Erik Wanderley. No primeiro mês de Jiu-Jitsu, em 1998, um cara me finalizou na chave de braço e eu bati. Ele simplesmente ignorou meus tapinhas e me machucou sério. Um mês depois, tirei o gesso e voltei para a academia transformado. Eu era outra pessoa, mais casca-grossa do que nunca. Era assim que as coisas funcionavam então no Brasil.”</p>
<p>“As pessoas não gostavam de mim. Eu sou tão competitivo que achavam que eu era mau. Precisei modificar minhas atitudes. Mestre Carlinhos, Marcio Feitosa e Flavio Almeida mostraram para mim como eu devia tratar as pessoas, me dirigir a elas. E assim passei a ganhar o respeito de todos. Com eles três, aprendi enfim que o Jiu-Jitsu é a arte da gentileza, uma arte suave de fato.”</p>
<p>“Me mudei para os Estados Unidos em 20002. Queria tentar viver fora do Brasil. Eu sabia que não seria nada fácil. Eu tenho diploma em administração e tudo que eu precisava eu tinha no Brasil. Mas optei por deixar tudo para trás e recomeçar, sem conhecidos, sem apoio e sem facilidades.”</p>
<p>“Trabalhei nos Estados Unidos como lavador de pratos. Consegui depois uma vaga de leão de chácara num bar brasileiro, aquela confusão. Era o modo que eu tinha de fazer algum dinheiro e seguir malhando e treinando.”</p>
<p>“Em tudo na vida é preciso ter sorte. Quando eu ralava como segurança, en 2004, fiquei amigo da atendente do bar. Quem era? A filha de Rorion, Riane Gracie. Logo ela me apresentou para a família, eu passei a treinar com Royce e ajudá-lo na academia, no início dos anos 2000. Por três anos, como faixa-roxa, viajei pelo mundo todo com meu herói, ajudando-o em suas últimas lutas, em aulas e seminários.”</p>
<div id="attachment_221167" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-221167" class="size-large wp-image-221167" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-1024x682.jpeg" alt="" width="650" height="433" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-1024x682.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-1536x1023.jpeg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-150x100.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-221167" class="wp-caption-text">Professor Ulpiano com Jon Jones e Tussa. Foto: Reprodução</p></div>
<p>“Comecei a morar com meus velhos amigos da GB, e em 2006 fui surpreendido com a faixa-preta pelos mestres Carlos Gracie Junior e Draculino. Eu estava pronto para lutar o Campeonato Asiático de marrom. Quando eu mesmo não acreditava muito em mim, eles acreditaram. Voltei do Japão com a medalha de ouro.”</p>
<p>“Ao decidir abrir minha academia, escolhi uma região onde o aluguel era mais barato. Abri a GB Santa Ana em dezembro de 2007. Amo aquela escola e sua gente, sempre leal e dedicada. Como meu início no Brasil, conheci pessoas que trabalhavam duro e não tinham dinheiro sobrando. O pouco que eles ganhavam, eles valorizavam muito, e eu entendia que eles estavam investindo quase tudo que possuíam no Jiu-Jitsu, em meus ensinamentos. Então eu fazia tudo para retribuir nos tatames.”</p>
<p>“Quando abri minha primeira academia GB, eu era proprietário, administrador, faxineiro, cobrador e instrutor. Em dois anos, passei a ter mais de 200 alunos matriculados. Quase chorava ao ver os tatames cheios, e perceber quantas vidas consegui mudar.”</p>
<p>“Gosto de ir nas escolas dos alunos, fazer demonstração de Jiu-Jitsu. Outro dia na Califórnia, cruzei com um cara na rua. Ele parecia bem acima do peso, então eu o convidei para fazer uma aula na academia. Ele apareceu, e no mesmo dia recebi uma mensagem dele. Dizia que, após aquele único dia de Jiu-Jitsu, eu havia mudado sua vida para sempre. Minha vida é isso. Eu cuido das pessoas, dos meus alunos. Eles são todos parte da minha família.”</p>
<p>“Com mestre Carlinhos, na Califórnia, aprendi a principal lição que ele sempre nos passou. Sobre a importância de ajudar quem estiver ao nosso lado.”</p>
<p>“Em novembro de 2010, abri minha primeira GB no Texas. Eu não conhecia ninguém e o Draculino estava a milhas e milhas de distância. Aprendi muito, sobre gestão inclusive.”</p>
<p>“Aprendi na GB que campeonatos têm seu lugar no ambiente do Jiu-Jitsu, mas devemos enxergar a arte como uma ferramenta vital para todos os caminhos da vida, e para alunos de todos os perfis e idades. O professor pode e deve incentivar quem tem a flama da competição nos olhos, mas os campeonatos não devem ser o foco exclusivo de uma academia de Jiu-Jitsu. Pois isso há de espantar 80% de seus alunos e clientes em potencial.”</p>
<p>“Minha maior meta como professor é a de contusão zero entre os alunos. Quem se machuca larga os treinos por meses, isso se não largar o Jiu-Jitsu para sempre. É preciso organizar as turmas e horários com inteligência. Sempre cuidem bem de seus alunos e alunas.”</p>
<p><em>Também aprendeu alguma lição inestimável com o professor Piano? Deixe nos comentários.</em></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Kimura from Half Guard with Ulpiano Malachias" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/_j8zE0usxAA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/tributos-medalhas-e-saudade-o-professor-ulpiano-malachias-gb-west-chase-por-ele-mesmo-no-jiu-jitsu/">Tributo, medalhas e saudade: o professor Ulpiano Malachias por ele mesmo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Exclusivo: a aula particular de Jiu-Jitsu de mestre Carlos Gracie Jr.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Feb 2026 16:13:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Conteúdo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG número #200. Para ter acesso a outros artigos especiais sobre o melhor do Jiu-Jitsu e do MMA, assine a nossa edição digital e leia antes!&#160;Clique aqui e confira! São dez e vinte da noite. Carlos Gracie Jr. quer jantar. Enquanto conversa com o repórter e o fotógrafo de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_147111" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie2-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-147111" class="size-full wp-image-147111" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie2-1.jpg" alt="" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie2-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie2-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie2-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><p id="caption-attachment-147111" class="wp-caption-text">Carlos Gracie Jr. em foto de Luca Atalla.</p></div>
<p><em>Conteúdo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG número #200. Para ter acesso a outros artigos especiais sobre o melhor do Jiu-Jitsu e do MMA, assine a nossa edição digital e leia antes!&nbsp;<a href="https://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Clique aqui e confira</a>!</em></p>
<p>São dez e vinte da noite. Carlos Gracie Jr. quer jantar. Enquanto conversa com o repórter e o fotógrafo de GRACIEMAG, o mestre, 57 anos, examina os mamões sobre a bancada da cozinha americana de sua casa em Florianópolis, Santa Catarina. Aperta as frutas, sente a maciez, leva uma por uma ao nariz para certificar-se de que estão realmente maduras. E segue falando. Fatia os mamões, usa uma colher para se livrar das sementes e retirar a polpa das frutas. Em momento algum perde o tom professoral ao lidar com as perguntas arremessadas pelo repórter. São questões técnicas sobre Jiu-Jitsu, minúcias sobre “guarda aberta com mão na gola”, uma das posições preferidas de Carlinhos.</p>
<p>“É a verdadeira guarda aberta do Jiu-Jitsu”, diz o faixa-coral. “Todas as outras são meras consequências dessa posição: uma mão firme na gola cruzada do kimono do adversário, a outra mão dominando a manga, e os pés vivos sobre os quadris do oponente. Essa é a essência, a guarda aberta básica. Todo mundo tem que saber isso, é obrigatório.”</p>
<p>Carlinhos enche o recipiente do liquidificador com as fatias de mamão. Depois acrescenta água de coco. Só então ele se põe em silêncio. Aciona o ruidoso liquidificador, espera alguns segundos. Desliga o aparelho e o barulho cessa. Pronto, Carlinhos volta a falar.</p>
<p>“Ao longo dos anos desenvolvi uma pegada muito forte– essa é uma das virtudes da minha guarda. Eu puxo a gola do adversário e ele sente a pressão no mesmo instante, sofre para se manter posturado, as costas dele começam a queimar. Enquanto isso eu estou com as costas descansadas, apoiadas no chão. No ciclo de vezes em que o adversário tenta passar a minha guarda, ele vai se desgastar muito mais do que eu. Vai sucumbir no final. É que nem amansar um cavalo xucro. A gente impõe controle aos poucos, progredindo gradativamente, tirando o ímpeto do bicho até ele se exaurir. E é aí que eu puxo o chicote e começo a atacar o oponente.”</p>
<p>O repórter e o fotógrafo dão risadas, acham graça da metáfora utilizada pelo faixa-coral. Carlinhos também ri. Enquanto isso, despeja o creme de mamão numa cumbuca de plástico. Acrescenta um pouco de aveia, e mel de agave. Mexe com a colher. Eis a janta do Gracie. Entre uma e outra colherada, Carlinhos segue a falar sobre sua experiência como guardeiro.</p>
<p>“O que me complica às vezes são os adversários que sabem estourar pegadas. Contra eles, tenho que agir muito rápido. No momento em que eles usam as duas mãos para libertar a gola do kimono, eu afundo o pé na virilha e arrisco, por exemplo, um balão. Quando o adversário resolve ficar em pé na marra, fazendo força com a coluna para trás, eu me utilizo da força que ele mesmo produz e vou para cima. Fica até fácil de raspar.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Carlos Gracie Jr. revela como aprendeu Jiu-Jitsu e criou o método Gracie Barra" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/3hy1dmBFlSg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O creme de mamão não demora muito a acabar. O mestre, no entanto, continua a raspar a cumbuca com a colher, dando mostras de que ainda está com fome. Trata-se de um momento interessante da refeição de Carlinhos. Apesar da fome, ele não quer se empanturrar. Há uma preocupação em não passar do ponto, um verdadeiro rigor em relação à quantidade de comida ingerida e, consequentemente, à qualidade da digestão que está por vir. O Gracie se levanta, vai até a cozinha e lava a cumbuca de plástico na pia. Depois abre a geladeira e retira três ovos da embalagem. Põe os ovos numa leiteira com água e deixa cozer por alguns minutos. Enquanto a água ferve, Carlinhos fala sobre as guardas que vêm chamando atenção do público nos últimos campeonatos.</p>
<p>“Não entendo essa obsessão toda pelas guardas acrobáticas. Elas são eficientes, claro. Mas são passageiras. O corpo tem dificuldades para suportá-las por muito tempo. Digo isso por experiência própria. A região lombar, por exemplo, por mais poderosa que seja, jamais será blindada à passagem do tempo. Jiu-Jitsu é para a vida toda, e por essa linha de pensamento vocês podem ter certeza de que técnicas básicas, como é o caso da guarda fechada ou dessa guarda aberta que gosto de fazer, jamais vão nos abandonar. Aos 70 anos ainda seremos capazes de executá-las com bastante mobilidade. O mesmo não se pode falar da guarda-tornado ou do berimbolo.”</p>
<p>Os ovos já estão no ponto. Carlinhos despeja a água fervente na pia da cozinha, deixa os ovos esfriarem por alguns segundos sob a água da bica, e começa a descascálos. Então retira a gema de cada um deles e come apenas os pedaços de clara. Sem sal, sem torradas. Apenas as claras. Pronto. Agora está saciado. E leve. Sem aquela sensação de moleza pelo corpo, muito comum durante a digestão daqueles que optam por refeições pesadas e misturas desaconselháveis. O mestre aponta para os mamões que restaram sobre a bancada da cozinha e pergunta ao repórter e ao fotógrafo (hospedados por três dias na casa do Gracie): “Vocês não querem jantar também?”. Carlinhos sobe os degraus da ampla escada que leva até o segundo andar da casa – quer brincar um pouco com o filho mais novo, o levado Kyan, antes de dormir. “Só não façam muita bagunça na cozinha”, previne o mestre. “Durmam bem. Amanhã vou levar vocês para conhecerem as dunas.”</p>
<div id="attachment_216933" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/07/carlinhos.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-216933" class="size-full wp-image-216933" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/07/carlinhos.jpg" alt="" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/07/carlinhos.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/07/carlinhos-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/07/carlinhos-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><p id="caption-attachment-216933" class="wp-caption-text">Carlos Gracie Jr. durante a entrevista com nosso editor-chefe Raphael Nogueira. Foto: Gustavo Aragão</p></div>
<p>Desde a juventude, Carlinhos Gracie se impõe uma rotina diária de exercícios físicos. Além de treinar Jiu-Jitsu, o mestre malha numa academia de musculação e eventualmente pratica seus cultuados treinos a céu aberto. Quando está no Rio de Janeiro, gosta de subir a trilha da Pedra da Gávea. Na Califórnia, onde também tem residência, o Gracie recorre aos tiros nas escadarias de Thousand Steps, em Laguna Beach. Já em Florianópolis, o faixa-coral vai às dunas que cercam a praia da Joaquina. Em meio aos imensos montes de areia, onde turistas praticam sandboard, Carlinhos faz circuitos de subidas e descidas a pé. São dunas de 25m, às vezes 30m de altura. A areia é fina e quente, os pés afundam a cada passo. Quanto mais alto, mais difícil fica. O sol castiga a resistência do corpo e o coração acelera. No auge da fadiga, vem à mente a metáfora do cavalo xucro, o animal feroz que vai perdendo o ímpeto aos poucos, até ser dominado pelo domador. Nas dunas, o desafio é justamente esse: não se deixar vencer pela força selvagem da areia. Não desistir. Mesmo em passos lentos, é preciso chegar até o topo e depois descer para recomeçar uma nova jornada rumo ao cume, repetindo a tarefa por no mínimo sete vezes, como indica o circuito elaborado pelo mestre.</p>
<p>“Se um dia eu fizer um camp aqui em Floripa, vou transformar os garotos da academia em máquinas incansáveis de combate. Essas dunas são poderosíssimas”, diz Carlinhos, protegido por chapéu, óculos escuros, camisa, bermudão e filtro solar fator 50. O Gracie não gosta de se expor excessivamente ao sol – um de seus vários e rigorosos (às vezes até folclóricos) cuidados com a saúde. De fato, a saúde que Carlinhos deixa transbordar hoje, aos 57, é um grande tesouro. Poucos homens na mesma idade revelam tamanho vigor físico e disposição. Faz sentido, portanto, o Gracie ter o máximo zelo com o próprio corpo.</p>
<p>“Acordo todos os dias querendo viver da melhor forma possível. Quero aproveitar ao máximo os meus momentos. Meu pai, Carlos Gracie, foi um exemplo disso. Teve lucidez e saúde até o seu último dia, viveu mais de noventa anos. Cuidar da saúde do corpo – o que inclui a nossa mente e o nosso espírito – é o segredo para uma vida como a dele.”</p>
<p>Após a malhação nas dunas, um mergulho nas águas geladas da praia da Joaquina se faz obrigatório. Conforme se aproxima do mar, Carlinhos é reconhecido por alunos que estão em rodas de bate-papo pela areia. Gritam o nome do mestre, acenam de longe. O Gracie desfruta de grande prestígio em Floripa. Há sempre um aluno ou fã que se aproxima para apertar a mão do faixa-coral, exibindo um misto de admiração e agradecimento. Claro, como todo mundo (ainda mais aqueles que ocupam cargos de liderança), Carlinhos também tem opositores. Mas os tempos são tão favoráveis ao prestígio do Gracie, que até mesmo Wallid Ismail, um notório questionador no que diz respeito aos rumos da CBJJ e da IBJJF (entidades presididas por Carlinhos), fez recentemente declarações elogiosas ao faixa-coral. Na página 16 desta edição, por exemplo, Wallid diz: “Já critiquei muito, eu não reconhecia o ótimo trabalho que o Carlinhos fazia. Não me arrependo – brigava pelos meus ideais –, mas hoje reconheço que o trabalho de organização do Jiu-Jitsu foi muito bem feito. Os precursores merecem estar no comando”.</p>
<div id="attachment_14676" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/07/99-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14676" class="size-full wp-image-14676" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/07/99-1.jpg" alt="" width="580" height="389" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/07/99-1.jpg 580w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/07/99-1-300x201.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/07/99-1-150x101.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px" /></a><p id="caption-attachment-14676" class="wp-caption-text">Sementes da evolução: no 1º Pan de Jiu-Jitsu nos EUA, em 1995, a equipe do campeonato contava com o médico José Alfredo Padilha, o preparador físico Alvaro Romano, Márcio Macarrão, Carlos Gracie Jr. e Leão Teixeira. Foto: Acervo Pessoal.</p></div>
<p>Desde o começo da carreira, Carlinhos soube lidar com as críticas. Teve que aprender essa habilidade na marra; afinal, trata-se de um requisito básico para aqueles que gostam de pensar grande e se propõem a realizar sonhos desafiadores. Além da CBJJ e da IBJJF, Carlinhos criou a rede Gracie Barra, apontada como a maior rede de academias de Jiu-Jitsu do mundo; formou mais de 350 faixas-pretas e ainda fundou GRACIEMAG, que este mês comemora 200 edições publicadas. Se tivesse se apavorado com as críticas que escutou ao implementar cada uma dessas realizações, Carlinhos teria desistido rápido, frustrando seus desejos. O Gracie, no entanto, respirou fundo, resistiu à dor e raciocinou sob pressão, assimilando o que havia de construtivo nas críticas e contornando as adversidades da melhor maneira que pôde. Por intuição, acreditou sempre no sucesso a longo prazo.</p>
<p>Houve uma época em que a pesagem dos atletas que iam competir nos eventos da CBJJ era realizada provisoriamente na sala da casa em que Carlinhos vivia com esposa e filhos, no Rio de Janeiro. E o mestre não tem vergonha alguma em lembrar desses tempos precários, quase risíveis se comparados à atual estrutura da CBJJ e, sobretudo, da IBJJF, que realiza competições impecáveis para mais de cinco mil atletas, com inscrições abertas a praticantes de todos os países. No caminho de volta da praia, dentro da picape de Carlinhos, repórter e fotógrafo escutam o faixa-coral dizer: “Disciplina e consistência. Devo a esses dois fatores tudo que consegui na minha vida. As coisas nunca aconteceram do dia para a noite, os resultados vieram como consequência de um trabalho de décadas. É preciso persistir, e isso é uma coisa difícil de ser ensinada nos dias de hoje, uma época em que a sociedade revela tanta fome de conquistas imediatas.”</p>
<p>A picape flui em liberdade pelas ruas de Floripa, sem enfrentar nenhuma retenção de trânsito. Um vento suave entra no carro pela pequena abertura das janelas. Carlinhos tem os olhos perdidos além do para-brisas. Está calado já faz uns minutos. O repórter não pode adivinhar o que se passa pela mente do Gracie neste momento de introspecção, mas, se pudesse arriscar, diria que Carlinhos se deixou levar por lembranças do final da década de 1970 – mais exatamente, flashes daquele dia corriqueiro em que conquistou a faixa-preta. A história (quase uma lenda) é sensacional. O saudoso grande mestre Helio Gracie teria olhado para Carlinhos e dito: “A partir de amanhã, já pode vir com a faixa-preta”. Simples assim. Não houve cerimônia, muito menos discurso. Foi algo natural, num dia qualquer na academia. A consequência de um longo trabalho. No fundo, uma glória, uma grande realização, porém, embrulhada num invólucro de simplicidade marcial.</p>
<p>Talvez isso explique muito a respeito do sucesso de Carlinhos. Uma arte de não criar grandes expectativas e, por consequência, não se abater por grandes frustrações. Uma técnica serena de não se deixar seduzir por deslumbre ou euforia. Viver para o que se ama, sempre com o máximo de dedicação possível. Os frutos que prosperarem a partir disso passam a ser assimilados de forma corriqueira, sem torrentes de vaidade, nem síndromes de conquistas paralisantes. Afinal, quantas pessoas atingem um objetivo, encontram uma zona de conforto, e nela ficam estagnadas até o dia da própria morte?</p>
<p>A vida de Carlinhos segue produtiva e com a mesma fluidez da picape preta, avançando pelas ruas de Floripa, nesta manhã de sol ameno. Mas o mestre não quer falar sobre isso. Muitas personalidades do Jiu-Jitsu, diante do gravador de um repórter, passariam o resto do dia exaltando os próprios feitos, fazendo marketing pessoal. Carlinhos, no entanto, tem preocupações muito mais nobres e edificantes. Na volta da praia, ele corre até a cozinha e prepara um suco à base de berinjela para tomar com seus convidados. Logo em seguida, desafia o fotógrafo de GRACIEMAG para uma partida de FIFA Soccer no videogame. “Então era isso!”, constata o repórter, com um sorriso nos lábios. “O momento de introspecção&#8230; Era isso que ele tanto pensava no carro!” Fica o registro: Carlinhos venceu todas as partidas por goleada.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/exclusivo-a-aula-particular-de-jiu-jitsu-de-mestre-carlos-gracie-jr/">Exclusivo: a aula particular de Jiu-Jitsu de mestre Carlos Gracie Jr.</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Uma década do Hall da Fama do Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2024 00:49:57 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_243246" style="width: 950px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-243246" class="wp-image-243246 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/03/Roger-Gracie-selfie.jpg" alt="Durante a festa oficial do Hall da Fama em 2014, Roger faz uma selfie com as feras do Jiu-Jitsu. Foto: Ivan Trindade" width="940" height="627" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/03/Roger-Gracie-selfie.jpg 940w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/03/Roger-Gracie-selfie-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/03/Roger-Gracie-selfie-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/03/Roger-Gracie-selfie-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /><p id="caption-attachment-243246" class="wp-caption-text">Durante a festa oficial do Hall da Fama em 2014, Roger faz uma selfie com as feras do Jiu-Jitsu. Foto: Ivan Trindade</p></div>
<p>Há dez anos, em maio de 2014, o hotel Hilton em Long Beach, Califórnia, recebeu os maiores astros do mundo do Jiu-Jitsu para a festa de inauguração do Hall da Fama do esporte. A IBJJF aproveitou para premiar os melhores atletas e escuderias da temporada, mas o destaque da noite foi mesmo a cerimônia para os membros do Hall da Fama do Jiu-Jitsu.</p>
<p>Michelle Nicolini foi a primeira a ser chamada ao palco para receber sua placa. Cinco vezes campeã mundial na faixa-preta com o ouro pioneiro no absoluto feminino, Nicolini saudou a Federação pela iniciativa: “É muito gratificante receber este tipo de reconhecimento”. Letícia Ribeiro e Hannette Staack, ambas sete vezes campeãs mundial na faixa-preta, foram chamadas a seguir.</p>
<p>“Quando comecei a treinar, eu era a única menina na academia. Queria aprender a me defender. Agora sou professora e empresária”, disse Hannette.</p>
<p>Rubens Charles “Cobrinha” foi o primeiro homem a subir no palco. Rominho Barral, Rodolfo Vieira e Fabio Gurgel viriam a seguir. Marcus Buchecha, Bruno Malfacine, Saulo e Xande Ribeiro e Roger Gracie fecharam a festa com suas placas.</p>
<p>Uma década depois, o Hall da Fama conta com diversos outros ídolos que mudaram a cara do esporte. Os grandes mestres Rolls e Carlson Gracie, Bernardo Faria, André Galvão, Marcelo Garcia, Royler Gracie, Guilherme Mendes, Lucas Lepri e o saudoso Leandro Lo também estão no panteão do esporte, assim como Roberto Roleta, Robinho Moura, Romero Jacaré e Carlos Gracie Jr.</p>
<p>No feminino, estão eternizadas lá as colecionadoras de ouro Bia Mesquita, Gabi Garcia, Bianca Barreto, Luanna Alzuguir e Kyra Gracie.</p>
<p>Quem você também gostaria de ver no Hall da Fama? Deixe seu comentário. Oss!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/uma-decada-do-hall-da-fama-do-jiu-jitsu/">Uma década do Hall da Fama do Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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