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	<title>Berg Alves | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Quando o BJJ vira cura: a história do professor Berg Alves</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 21:08:45 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-246851" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/1-300x190.jpg" alt="" width="1193" height="756" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/1-300x190.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/1-1024x649.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/1-768x487.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/1-150x95.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1193px) 100vw, 1193px" /></p>
<p>Na entrevista exclusiva a seguir, o professor GMI Lindoberg Alves relembra como o Jiu-Jitsu o ajudou a superar a dor da perda de um amigo e a canalizar a raiva em energia positiva. Berg fala sobre os mestres que marcaram sua jornada, a importância da pedagogia no ensino para crianças — inclusive aquelas com TEA — e os aprendizados que acumulou em mais de uma década defendendo a bandeira da Ryan Gracie/Legião. Sua narrativa é um testemunho de resiliência e de como o esporte pode ser um verdadeiro salvamento.</p>
<p>Com a serenidade de quem já enfrentou grandes batalhas dentro e fora das arenas, Berg compartilha conselhos valiosos para quem sonha em se tornar professor de Jiu-Jitsu e revela o segredo para transformar alunos comuns em campeões. Mais do que uma entrevista, este é um convite para refletir sobre o impacto da arte suave na formação de pessoas e comunidades — e sobre como o exemplo de um mestre pode inspirar gerações.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-246852" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2a-300x225.jpg" alt="" width="1174" height="881" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2a-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2a-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2a-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2a-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2a-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2a.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1174px) 100vw, 1174px" /></p>
<p><strong>GRACIEMAG: Você começou no Jiu-Jitsu porque era uma pessoa muito inquieta e explosiva, correto? O BJJ atuou como uma espécie de cura transformadora. Como esse processo se deu exatamente?</strong><br />
<a href="https://www.instagram.com/berg40bjj_?stkn=MXJncmlhbTI4ZmU1MA==">LINDOBERG ALVES:</a> Comecei tarde no Jiu-Jitsu, aos 30 anos. A luta sempre esteve dentro de mim. Desde criança eu era fascinado por artes marciais, assistia às lutas pela televisão e, depois de adulto, continuei acompanhando. O que me impediu de começar antes foi principalmente a condição financeira. Eu tinha vontade, mas não tinha condições de pagar uma academia e comprar todo o material necessário. O momento que realmente mudou minha vida aconteceu depois de uma tragédia. Eu tinha um grande amigo, que também era meu sócio e que eu considerava como um irmão. Nós dois tínhamos um temperamento muito explosivo. Um dia, por causa de uma discussão que poderia ter terminado de outra maneira, ele entrou em uma briga e acabou perdendo a vida por causa disso. Aquilo me destruiu emocionalmente. Eu fiquei tomado pela raiva, pelo ódio e por um sentimento muito forte de querer fazer justiça com as minhas próprias mãos. Foi então que comecei a perceber onde toda aquela raiva poderia me levar. Mesmo que eu fizesse aquilo que estava pensando, nada traria meu amigo de volta. Eu poderia destruir também a minha própria vida. Eu me lembro de pedir a Deus que tirasse aquele sentimento de dentro de mim, porque sozinho eu não estava conseguindo controlar o que sentia. Foi nesse período que o Jiu-Jitsu entrou definitivamente na minha vida.</p>
<p><strong>Um verdadeiro salvamento! </strong><br />
Sim, é muito verdade quando dizem que “o Jiu-Jitsu salva!”. Como eu não tinha condições financeiras, pedi ajuda a um amigo e ele me ajudou a comprar um kimono. Quando decidi começar, não fui à academia apenas para experimentar. Eu já cheguei com uma mochila, kimono e a faixa-branca. Meu professor, Marcos Tafio, olhou para mim e perguntou: “Veio fazer uma aula experimental, campeão?” Eu respondi: “Não. Não vim fazer só uma aula. Vim me matricular e ficar.” Ele falou: “Aí sim, mano. Vou procurar um kimono que sirva em você.” Então abri minha mochila e respondi: “Não precisa. Eu já comprei tudo.” Ele começou a rir e disse algo que nunca esqueci: “Agora eu vi que você veio para ficar mesmo.” E ainda soltou uma frase: “Esse vai virar faixa-preta.” Eu não poderia imaginar o significado que aquela frase teria anos depois. A cada treino parecia que uma parte daquela raiva ficava no tatame. O Jiu-Jitsu me cansava fisicamente, mas, ao mesmo tempo, organizava minha mente. Aos poucos fui aprendendo algo que eu precisava desesperadamente naquele período: controlar minhas emoções. A vontade de fazer justiça com as minhas próprias mãos foi perdendo espaço. Comecei a compreender que força não era fazer aquilo que a raiva estava me mandando fazer. Força também era conseguir parar, pensar e escolher outro caminho. Por isso, quando digo que o Jiu-Jitsu transformou a minha vida, não é uma frase de efeito. Eu sei o estado emocional em que cheguei naquele primeiro treino e sei a pessoa que fui me tornando ao longo dos anos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-246853" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2-300x225.jpg" alt="" width="1240" height="930" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2-2048x1536.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2-150x113.jpg 150w" sizes="(max-width: 1240px) 100vw, 1240px" /></p>
<p><strong>A sua experiência pode servir de exemplo e inspiração para muitos leitores que estejam passando por um momento difícil na vida… </strong><br />
Sim, espero que sim. O Jiu-Jitsu me deu um lugar para direcionar toda aquela energia, me ensinou disciplina e autocontrole e me ajudou a atravessar um dos períodos mais difíceis da minha vida sem tomar uma decisão que poderia ter consequências irreversíveis. Anos depois, aquela frase do meu professor se tornou realidade: eu me tornei faixa-preta! E talvez essa seja uma das maiores razões pelas quais hoje eu levo tão a sério minha responsabilidade como professor. Eu sei, pela minha própria história, que uma pessoa pode entrar em uma academia procurando apenas uma luta e acabar encontrando um novo caminho para a própria vida.<br />
<strong><br />
Qual foi a grande lição que você aprendeu com os seus mestres no Jiu-Jitsu? </strong><br />
Tive grandes professores que foram fundamentais na minha formação: Marcos Tafio, Jeferson Deamo, Marcelo Padaria, Juliano Pedrita e o grande Daniel Gracie. Cada um contribuiu de uma forma diferente para o meu Jiu-Jitsu e para quem sou como professor. A maior lição que aprendi com eles foi ter disciplina, respeito, lealdade e nunca parar de aprender.</p>
<p><a href="https://www.instagram.com/berg40bjj_?stkn=MXJncmlhbTI4ZmU1MA=="><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246854" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/3-300x225.jpg" alt="" width="1204" height="903" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/3-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/3-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/3-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/3-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/3-2048x1536.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/3-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1204px) 100vw, 1204px" /></a></p>
<p><strong>Por falar em aprender, você estudou bastante sobre a pedagogia esportiva direcionada a crianças com TEA, correto? </strong><br />
Sempre tive interesse em entender melhor como ensinar Jiu-Jitsu para crianças, principalmente crianças com TEA. Por isso, busquei uma formação específica e hoje sou credenciado no Método Winners, uma metodologia de ensino voltada ao trabalho com crianças. Isso me ajudou a organizar e adaptar melhor minhas aulas, respeitando as necessidades de cada aluno. O Jiu-Jitsu pode contribuir para disciplina, coordenação motora, atenção, confiança e interação social.</p>
<p><strong>Há 13 anos você defende a bandeira da Ryan Gracie/Legião. Quais são as principais lembranças dessa trajetória?</strong><br />
São 13 anos de uma história que representa muito para mim. Vivi grandes treinos, competições, dificuldades e vitórias, além de construir amizades que levo para a vida. Foi nessa equipe que cresci como atleta e professor, e tenho muito orgulho de carregar essa bandeira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246855" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/4-300x225.jpg" alt="" width="1224" height="918" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/4-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/4-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/4-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/4-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/4-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/4.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 1224px) 100vw, 1224px" /></p>
<p><strong>Quais são os destaques da sua vida como competidor e o que você aprendeu nas grandes arenas do BJJ?</strong></p>
<p>A competição me trouxe grandes experiências e resultados importantes, mas o maior aprendizado foi saber lidar com pressão, vitória e derrota. Aprendi que uma derrota pode ensinar tanto quanto uma vitória quando você identifica seus erros e volta mais preparado.</p>
<p><strong>Qual é o segredo para transformar um aluno mediano num grande campeão?</strong><br />
Constância, disciplina e um professor que saiba enxergar o potencial do aluno. Nem sempre o mais talentoso chega mais longe. Muitas vezes, quem aprende a trabalhar, ouvir e não desistir acaba se tornando um grande campeão.<br />
<strong><br />
Quais dicas você dá para quem sonha em se tornar um professor de Jiu-Jitsu de sucesso?</strong><br />
Nunca pare de estudar e lembre que saber Jiu-Jitsu é diferente de saber ensinar. Um bom professor precisa conhecer seus alunos, ter paciência, buscar conhecimento e ensinar pelo exemplo. Para mim, sucesso é formar bons atletas e, principalmente, boas pessoas através do Jiu-Jitsu.<br />
<strong><br />
Qual foi o principal conselho que você escutou ao longo da sua carreira e como isso mudou sua vida?</strong><br />
Uma das maiores lições que recebi foi nunca desistir diante das dificuldades. No Jiu-Jitsu e na vida, nem todos os dias serão bons, mas continuar trabalhando e evoluindo é o que faz a diferença.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/quando-o-bjj-vira-cura-a-historia-do-professor-berg-alvez/">Quando o BJJ vira cura: a história do professor Berg Alves</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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