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	<title>Augusto Tanquinho | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Augusto Tanquinho | Graciemag</title>
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		<title>O que aprendi sobre Jiu-Jitsu sendo árbitro, por Augusto Tanquinho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2022 19:09:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>"Aprendi a dominar as regras do Jiu-Jitsu", ensina Augusto Mendes, o Tanquinho, "já que decidi estudar muito para ser um árbitro acima da média. Isso me deu vantagens na hora da luta, ao saber utilizar a regra a meu favor quando era a minha hora de tirar o terno de árbitro e voltar a vestir o kimono."</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_140670" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-140670" class="wp-image-140670 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/07/MG_2022-1.jpg" alt="Augusto Tanquinho" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/07/MG_2022-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/07/MG_2022-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/07/MG_2022-1-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-140670" class="wp-caption-text"> Depois de anos arbitrando, o colecionador de medalhas Augusto &#8220;Tanquinho&#8221; Mendes foi campeão mundial com kimono (2013), sem kimono (2012/2015) e do ADCC 2019, e ainda chegou à elite do MMA no UFC. Foto: Ivan Trindade</p></div>
<p>1) No início de minha carreira como lutador profissional, eu rapidamente aprendi que ao arbitrar grandes eventos da IBJJF eu conseguia ter detalhes técnicos difíceis de serem visualizados por vídeo – detalhes e movimentações executados, ainda por cima, pelos maiores nomes do Jiu-Jitsu. Provavelmente, somente o adversário e o árbitro central têm acesso a algumas riquezas de detalhes que acontecem na luta, pela rapidez com que acontecem. Casos de uma pegada crucial ou um um controle escondido.</p>
<p>2) Aprendi a dominar as regras do esporte, já que eu decidi estudar muito para ser um árbitro acima da média. Isso me deu vantagens na hora da luta, ao saber utilizar a regra a meu favor quando era a minha hora de tirar o terno de árbitro e voltar a vestir o kimono.</p>
<p>3) Arbitrei tantas lutas em que vi atletas deixarem as vitórias escorregarem pelas mãos que aprendi que o Jiu-Jitsu é muito mais complexo do que eu podia supor. A partir desse aprendizado, senti a necessidade de me tornar completo como atleta, para ser capaz de dominar toda e qualquer ação que uma luta pudesse me levar – e não perder por detalhes no fim.</p>
<p><iframe title="Augusto Mendes &quot;Tanquinho&quot; vs Rafael Mendes 2013 Worlds BJJ Black Belt Final - Feather Weight" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/sHq-mIJizRA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>4) Aprendi a não usar o árbitro como desculpa de uma derrota. Como atleta, sabemos muito bem que ninguém gosta de perder, e às vezes procuramos desculpas para as derrotas, como dores, contusões ou erros do juiz. Sim, árbitros erram, são humanos e trabalham por vezes até o limite, mas muitas vezes acertam; cabe ao atleta ser humilde o suficiente, autocrítico e saber que ele como atleta errou também. E aí sim voltar à academia e corrigir suas falhas para chegar aonde quer chegar. E, sempre bom, vale estudar as regras a fundo, pois muitas vezes é mais fácil reclamar do que se aprofundar e entender o regulamento. Assim, ao enxergar os próprios erros em vez de culpar o árbitro, o artista marcial será capaz de sair da zona de conforto e chegar a um patamar mais elevado.</p>
<p>5) E, primeiro e mais importante, percebi como ser árbitro de Jiu-Jitsu é difícil, então aprendi a respeitá-los ainda mais quando estão trabalhando – eles têm frações de segundos para tomar decisões, trabalham sob uma pressão grande para acertar e não ganham bem como os lutadores profissionais. A grande maioria dos árbitros ama o Jiu-Jitsu e foi essa a maneira deles de retribuir para a comunidade, trabalhando sério e por amor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><em><strong>Entrevistado por Marcelo Dunlop.</strong></em></li>
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		<title>ADCC 2019: Tanquinho exalta Miyao e explica como o UFC o ajudou na conquista do título</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Oct 2019 14:55:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_218892" style="width: 1610px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/tanquinho.jpeg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-218892" class="size-full wp-image-218892" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/tanquinho.jpeg" alt="" width="1600" height="1066" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/tanquinho.jpeg 1600w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/tanquinho-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/tanquinho-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/tanquinho-1024x682.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/tanquinho-150x100.jpeg 150w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></a><p id="caption-attachment-218892" class="wp-caption-text">Augusto Tanquinho após vencer no ADCC 2019. Foto: Jair Lacerda</p></div>
<p>A reportagem de GRACIEMAG tentou pegar Augusto Mendes ainda com a adrenalina correndo pelo corpo depois do ADCC 2019, encerrado dia 29 de setembro na Califórnia, e pelo Whatss entrou em contato: “Arrebentou! Falta algum título agora?”. O campeão até 66kg do mais charmoso evento de luta agarrada do mundo devolveu na hora: “Não! Acho que agora zerei a porra toda”, e riu muito.</p>
<p>Após quatro grandes lutas na categoria mais leve do ADCC, o faixa-preta da Soul Fighters falou com o editor Marcelo Dunlop e contou como o UFC e os treinos de alto nível o ajudaram a “zerar” os títulos no Jiu-Jitsu. Confira!</p>
<p><strong>GRACIEMAG: No Mundial de Jiu-Jitsu 2013 você precisou superar caras como Rubens Cobrinha e Rafa Mendes até o ouro. Desta vez, venceu o filho de Cobrinha na final, Kennedy Maciel. Quais os outros paralelos entre as duas conquistas?</strong></p>
<p><strong>AUGUSTO TANQUINHO:</strong> Vencer no Jiu-Jitsu exige aquela história de entrar na mente do adversário, você precisa tentar desequilibrar seus principais rivais mentalmente. E para isso você precisa estar mentalmente muito forte. No Mundial 2013 eu consegui sair na frente do placar em todas as lutas, mas além da parte técnica a cabeça estava no ponto certo, e só assim consegui vencer o Rafa e o Cobrinha. Já no ADCC 2019, creio que minha maturidade fez diferença – já enfrentei inúmeras gerações no Jiu-Jitsu e ainda estou aí. Então, por incrível que pareça, ser mais velho fez a diferença. Nos tapetes do ADCC eu me senti mais inteligente, estratégico, calmo, técnico e com o físico em dia do que em outras competições. Estava completo e pronto e alguns dos meninos que enfrentei ainda vão passar por algumas dessas etapas. Foram duas épocas diferentes mas duas sensações indescritíveis. Ser o melhor do mundo novamente é especial.</p>
<p><strong>Como o fato de você ser lutador do UFC o ajudou a chegar ao título?</strong></p>
<p>O treinamento de wrestling foi o aspecto principal que fez diferença. Ao ser capaz de treinar com wrestlers de alto nível aqui nos EUA, isso solidificou muito a minha parte em pé. Num evento como o ADCC isso faz bastante diferença.</p>
<p><strong>Tudo que funciona no solo do UFC funciona no ADCC?</strong></p>
<p>Não, eu não diria tudo. Técnicas de defesa pessoal e bloqueio são extremamente importantes no octógono. Agora, se um campeão do ADCC treinar MMA e achar uma brecha, vai dificultar para qualquer atleta do UFC. O problema no MMA é que quando entra a pancada tem gente que esquece do Jiu-Jitsu, por isso é preciso estar esperando tudo.</p>
<p><strong>Qual foi seu duelo mais duro no ADCC 2019?</strong></p>
<p>Acredito que a luta contra o Paulo Miyao foi a mais dura. O Paulo é incrível, não desiste nunca, você não o quebra mentalmente, a técnica dele é absurda. Eu vejo muito poucos pontos fracos no jogo dele, então creio que o venci mais na vontade e no coração mesmo.</p>
<p><strong>E o Kennedy? O jogo lembra o do pai Cobrinha?</strong></p>
<p>Difícil falar porque só tive a chance de lutar uma vez com o Kennedy. Já com o Cobrinha foram sete lutas (está 4 a 3 para ele). Mas o pouco que senti foi que eles têm similaridades sim, mas senti que muita coisa é do próprio Kennedy. O Cobrinha me deixava mais nervoso sendo o coach na luta do que o próprio Kennedy lutando. Tudo o que ele falava e observava dos meus erros e espaços eram muito ricos em detalhes, foi incrível. Talvez se fosse ele ali eu não teria a chance de me recuperar a cada espaço. Enfim, me sinto um privilegiado de enfrentar pai e filho num alto nível como enfrentei os dois. Respeito total pela família Maciel.</p>
<p><strong>Como esse título muda sua carreira, se muda?</strong></p>
<p>De verdade não sei, está muito cedo ainda para saber, talvez mude, talvez o mundo do MMA queira saber mais de mim e consiga algum contrato bom num evento melhor, talvez mais pessoas queiram aprender comigo em seminários, mas de verdade fico feliz de entrar numa lista única de pouquíssimas pessoas que foram campeãs faixa-preta no Mundial da IBJJF, no Mundial Sem Kimono da IBJJF e do ADCC. E se contar os que ganharam também o World Pro em Abu Dhabi, essa lista fica menor ainda. Então fico feliz de cravar o meu nome na história do esporte.</p>
<p><strong>O que achou da final do absoluto? Por que Gordon Ryan frustra os melhores do pano, na sua visão de professor?</strong></p>
<p>Simples, porque ele pode até falar muito mas ele treina muito, e nada bate o trabalho duro na academia. Talvez os melhores do pano estejam pecando no seu treinamento e acabam falhando quando enfrentam alguém bem treinado, pode ser um aspecto. E o gringo é bom demais, tem de tirar o chapéu para ele, ninguém fica nesse nível sem dedicação e esforço.</p>
<p><strong>Qual o seu plano agora?</strong></p>
<p>Treinar mais! E agradecer ao carinho dos fãs comigo e com a minha carreira, são mais de 20 anos competindo em alto nível, 15 como faixa-preta, e ainda estou entre os melhores. Só gratidão!</p>
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