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	<title>arbitragem | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>arbitragem | Graciemag</title>
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		<title>A importância de uma boa bronca na hora certa, com o campeão Suyan Queiroz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2025 16:28:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O campeonato, contudo, teve cobertura do Sportv, e a luta estava sendo filmada. Com todos esses ingredientes, o caldeirão passou a ferver. O árbitro, Helio “Sonequinha” Moreira, pediu ação. Os dois competidores, porém, continuaram trocando pegadas e buscando os melhores ajustes para a queda.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_240195" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-240195" class="size-large wp-image-240195" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12-1024x1006.jpeg" alt="" width="650" height="639" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12-1024x1006.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12-300x295.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12-768x754.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12-150x147.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12.jpeg 1170w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-240195" class="wp-caption-text">Suyan Queiroz celebra mais um ouro no Europeu da IBJJF. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Você já tomou uma escovada de seu mestrão, daquelas de pensar em largar tudo e nunca mais aparecer na academia?</p>
<p>O professor Suyan Queiroz, hoje radicado em Utah, nos Estados Unidos, lembra de uma. A mãe de todas as broncas. O pai de todos os esporros. E surpreende: “Talvez tenha sido a melhor coisa que o Carlson fez por mim.”</p>
<p>Sim, o mestrão era o faixa-vermelha Carlson Gracie. E a bronca? Bem, foi em pleno Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu. Perante todas as torcidas, adversários, organizadores da IBJJF.</p>
<p>O ano era 1999. Suyan, já faixa-preta, se classificou para a semifinal do peso médio. Seu oponente seria o tarimbado guardeiro Leonardo Santos, da escuderia Nova União.</p>
<p>“A gente tinha lutado antes, na faixa-marrom, e eu consegui derrubar, ficar por cima e vencer por 2 a 0, se bem me lembro. Fui para esta luta no Brasileiro com a mesma tática, mirando a queda”, recorda Suyan.</p>
<p>O campeonato, contudo, teve cobertura do Sportv, e a luta estava sendo filmada. Com todos esses ingredientes, o caldeirão passou a ferver. O árbitro, Helio “Sonequinha” Moreira, pediu ação. Os dois competidores, porém, continuaram trocando pegadas e buscando os melhores ajustes para a queda.</p>
<p>“Não acontecia nada. Eu jurava que ele ia puxar, fiquei nessa expectativa de ele se ajeitar e puxar para a guarda, mas não aconteceu. E o Sonequinha começou a nos punir.”</p>
<p>Foi quando grande mestre Carlson, logo ali na orientação na grade, se desarvorou:</p>
<p>–&nbsp;Quero ver luta! Cadê luta? Bora lutar, bicho! Parecem dois mutucas!</p>
<p>O juiz Helio Moreira ouviu a voz do povo, a voz da consciência e a das regras. E não teve clemência: desclassificou a dupla. Carlson, em vez de protestar, aplaudiu a atitude do árbitro:</p>
<p>–&nbsp;É isso mesmo, quero ver luta! Tá certo, Soneca!</p>
<p>Leonardo Santos, o outro desclassificado, também recorda o “bafafá” naquele confronto. No fim, o ouro acabou com Eduardo “Duda” Galvão (GB), e Roberto “Risada” Atalla ficou com uma medalha de bronze. A prata e o segundo bronze ficaram sem donos.</p>
<div id="attachment_244628" style="width: 690px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244628" class="wp-image-244628 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Suyan-e-Carlson-Gracie.jpg" alt="Suyan no Rio de Janeiro com a estátua de Carlson Gracie, em Copacabana. Foto: Acervo Pessoal" width="680" height="680" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Suyan-e-Carlson-Gracie.jpg 680w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Suyan-e-Carlson-Gracie-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Suyan-e-Carlson-Gracie-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 680px) 100vw, 680px" /><p id="caption-attachment-244628" class="wp-caption-text">Suyan no Rio de Janeiro com a estátua de Carlson Gracie, em Copacabana. Foto: Acervo Pessoal</p></div>
<p>“O bafafá ficou ainda maior pois quando o árbitro, o Soneca, nos desclassificou, o competidor da Gracie Barra avançou e ganhou mais pontos. Aí o povo chiou mais ainda”, lembra Léo Santos. “Mas a luta estava feia mesmo, eu e ele só batendo cabeça. Pelo que lembro, puxei para a guarda, tentei raspar mas logo voltamos em pé. E ficou nisso.”</p>
<p>Suyan então aprendeu na pele o velho dito de grande mestre Carlos Gracie, aquele que ensina: “No Jiu-Jitsu, a gente vence ou a gente aprende”:</p>
<p>“Eu saí do tatame, fui caminhando chateado em direção ao Carlson, o Wallid Ismail e à turma toda da academia, e ouvi aquela bronca que doeu, brother…”</p>
<p>Carlson vociferou:</p>
<p>–&nbsp;Ô bicho! Nem volta pra academia! Depois dessa luta, nem volta mais!</p>
<p>Suyan, tomado pela tristeza da derrota, passou a ser dominado por outro sentimento: o pânico. O pânico de ser expulso do seu time.</p>
<p>Treinado entre os leões de Carlson Gracie, Suyan não era de desistir, nem de fugir dos treinos. Ao voltar ao time Carlson na mesma semana para treinar, reconheceu o erro e sua postura de cautela excessiva naquele duelo.</p>
<p>“Eu obviamente voltei, pois entendi que o Carlson estava falando somente da boca para fora. Mas entendi que o erro não havia sido do Soneca. O erro tinha sido meu”, admite Suyan. “E aquela bronca operou uma virada de chave na minha vida de competidor. Depois daquele campeonato, o meu jogo por cima se tornou muito mais agressivo, com muito mais movimentação e opções de ataques. Antes, de fato, eu tinha um jogo muito travado quando caía na meia-guarda ou estabilizava por cima. Ficava só à espreita da movimentação do adversário e não atacava como o público gosta. Hoje sou um lutador muito mais incisivo, aprimorei minhas passagens e dificilmente tomo alguma chamada da arbitragem.”</p>
<p>Suyan, assim, transformou a dor da punição em ensinamento para a vida toda: “Hoje sou eternamente grato ao mestrão Carlson, inclusive por aquela dura! Da faixa-azul até a preta, ele nunca me cobrou uma mensalidade, e se eu vivo em prol do Jiu-Jitsu hoje e tenho condições, foi graças ao grande mestre Carlson Gracie.”</p>
<p>E você, tomou aquela bronca que mudou sua atitude no Jiu-Jitsu? Como foi? Oss…</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="2 armlocks da guarda na aula avançada de Suyan Queiroz" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/8a4AvBsmmEc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-importancia-de-uma-boa-bronca-na-hora-certa-com-o-campeao-suyan-queiroz/">A importância de uma boa bronca na hora certa, com o campeão Suyan Queiroz</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O que aprendi sobre Jiu-Jitsu sendo árbitro, por Augusto Tanquinho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2022 19:09:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>"Aprendi a dominar as regras do Jiu-Jitsu", ensina Augusto Mendes, o Tanquinho, "já que decidi estudar muito para ser um árbitro acima da média. Isso me deu vantagens na hora da luta, ao saber utilizar a regra a meu favor quando era a minha hora de tirar o terno de árbitro e voltar a vestir o kimono."</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_140670" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-140670" class="wp-image-140670 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/07/MG_2022-1.jpg" alt="Augusto Tanquinho" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/07/MG_2022-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/07/MG_2022-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/07/MG_2022-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-140670" class="wp-caption-text"> Depois de anos arbitrando, o colecionador de medalhas Augusto &#8220;Tanquinho&#8221; Mendes foi campeão mundial com kimono (2013), sem kimono (2012/2015) e do ADCC 2019, e ainda chegou à elite do MMA no UFC. Foto: Ivan Trindade</p></div>
<p>1) No início de minha carreira como lutador profissional, eu rapidamente aprendi que ao arbitrar grandes eventos da IBJJF eu conseguia ter detalhes técnicos difíceis de serem visualizados por vídeo – detalhes e movimentações executados, ainda por cima, pelos maiores nomes do Jiu-Jitsu. Provavelmente, somente o adversário e o árbitro central têm acesso a algumas riquezas de detalhes que acontecem na luta, pela rapidez com que acontecem. Casos de uma pegada crucial ou um um controle escondido.</p>
<p>2) Aprendi a dominar as regras do esporte, já que eu decidi estudar muito para ser um árbitro acima da média. Isso me deu vantagens na hora da luta, ao saber utilizar a regra a meu favor quando era a minha hora de tirar o terno de árbitro e voltar a vestir o kimono.</p>
<p>3) Arbitrei tantas lutas em que vi atletas deixarem as vitórias escorregarem pelas mãos que aprendi que o Jiu-Jitsu é muito mais complexo do que eu podia supor. A partir desse aprendizado, senti a necessidade de me tornar completo como atleta, para ser capaz de dominar toda e qualquer ação que uma luta pudesse me levar – e não perder por detalhes no fim.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Augusto Mendes &quot;Tanquinho&quot; vs Rafael Mendes 2013 Worlds BJJ Black Belt Final - Feather Weight" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/sHq-mIJizRA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>4) Aprendi a não usar o árbitro como desculpa de uma derrota. Como atleta, sabemos muito bem que ninguém gosta de perder, e às vezes procuramos desculpas para as derrotas, como dores, contusões ou erros do juiz. Sim, árbitros erram, são humanos e trabalham por vezes até o limite, mas muitas vezes acertam; cabe ao atleta ser humilde o suficiente, autocrítico e saber que ele como atleta errou também. E aí sim voltar à academia e corrigir suas falhas para chegar aonde quer chegar. E, sempre bom, vale estudar as regras a fundo, pois muitas vezes é mais fácil reclamar do que se aprofundar e entender o regulamento. Assim, ao enxergar os próprios erros em vez de culpar o árbitro, o artista marcial será capaz de sair da zona de conforto e chegar a um patamar mais elevado.</p>
<p>5) E, primeiro e mais importante, percebi como ser árbitro de Jiu-Jitsu é difícil, então aprendi a respeitá-los ainda mais quando estão trabalhando – eles têm frações de segundos para tomar decisões, trabalham sob uma pressão grande para acertar e não ganham bem como os lutadores profissionais. A grande maioria dos árbitros ama o Jiu-Jitsu e foi essa a maneira deles de retribuir para a comunidade, trabalhando sério e por amor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><em><strong>Entrevistado por Marcelo Dunlop.</strong></em></li>
</ul>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-que-aprendi-sobre-jiu-jitsu-sendo-arbitro-por-augusto-tanquinho-mendes/">O que aprendi sobre Jiu-Jitsu sendo árbitro, por Augusto Tanquinho</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Conhecer as regras capacita o atleta a ler a luta, ensina Thiago Andrade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 May 2022 14:13:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRACIEMAG Indica]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_236901" style="width: 1148px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-236901" class="wp-image-236901 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Thiago-Andrade-GFTeam-Porto-arbitro-Foto-Divulgacao.jpeg" alt="Quem estuda as regras é capaz de antecipar o risco de levar uma punição e garantir uma vantagem nos muitos confrontos que se decidem nos mínimos detalhes, explica o professor da GFTeam no Porto. Fotos: Divulgação " width="1138" height="1138" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Thiago-Andrade-GFTeam-Porto-arbitro-Foto-Divulgacao.jpeg 1138w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Thiago-Andrade-GFTeam-Porto-arbitro-Foto-Divulgacao-300x300.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Thiago-Andrade-GFTeam-Porto-arbitro-Foto-Divulgacao-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Thiago-Andrade-GFTeam-Porto-arbitro-Foto-Divulgacao-150x150.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Thiago-Andrade-GFTeam-Porto-arbitro-Foto-Divulgacao-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 1138px) 100vw, 1138px" /><p id="caption-attachment-236901" class="wp-caption-text">Quem estuda as regras é capaz de antecipar o risco de levar punição e garantir a vantagem nos muitos confrontos que se decidem nos mínimos detalhes, explica o professor da GFTeam no Porto. Fotos: Divulgação</p></div>
<p>Estar por dentro das regras do Jiu-Jitsu é fundamental, seja para o professor que pensa nas aulas e treinos, seja para o aluno, que pensa em competir ou simplesmente quer entender melhor os conceitos da arte marcial.</p>
<p>É o que explica Thiago Andrade, faixa-preta da GFTeam que hoje conta com sete anos de experiência como árbitro em alguns dos principais eventos e federações do esporte.</p>
<p>Para o professor, nosso GMI em Portugal, sabê-las com clareza pode ser o detalhe decisivo para se colocar mais próximo da vitória  – enquanto ignorar as regras ou não fazer questão de estudá-las é o caminho certo para a derrota.</p>
<p>Em tempos atuais, reforça o treinador da <a href="https://www.instagram.com/gfteam.porto.pt/" target="_blank" rel="noopener">GFTeam no Porto</a>, em que os grandes eventos muitas vezes aplicam regras distintas na pontuação e nas punições, o estudo passou de item aconselhável para ser simplesmente uma obrigação do atleta e do treinador que sonham subir ao pódio.</p>
<p>“O estudo da regra nos leva a estudar melhor as técnicas do Jiu-Jitsu e, consequentemente, a aprender ainda mais&#8221;, resume Thiago Andrade. “Gosto de arbitrar sempre que posso. Isso me permite ampliar meus conhecimentos, dimensões e pontos de vista dentro dos combates e do esporte. Além disso, isso me faz adquirir mais conhecimento sobre como as regras visam a preservar a integridade dos atletas. Então isso contribui muito com meu trabalho técnico e tático para competições.”</p>
<p>Para Andrade, o melhor cenário seria a unificação das regras, o que hoje é uma utopia cada vez mais distante, com eventos como o Mundial, o ADCC e os torneios nos Emirados com regulamentos diversos:</p>
<p>&#8220;No meu ponto de vista, para o melhor conhecimento das regras, talvez fosse mais interessante termos um único sistema”, comenta o professor brasileiro radicado em Portugal. “Acredito que isso evitaria os equívocos e confusões tão comuns por parte de atletas e treinadores. Entretanto, isso faz com que a atenção às regras tenha de ser ainda maior, para que não se confunda as regras de uma federação e outra. É preciso estudar e entender as regras até que se tenha um entendimento claro, seja para competir ou ensinar&#8221;.</p>
<blockquote><p>“São muitos os casos de competidores que, apesar de técnicos e habilidosos, deixam vitórias escapar por não terem o conhecimento amplo das regras”</p>
<p>Prof. Thiago Andrade (GFTeam Porto)</p></blockquote>
<p>O professor detalha, ainda, como o conhecimento das regras ajuda o competidor a lutar com a mente livre de dúvidas e ter mais chances de faturar a medalha:</p>
<p>“Em primeiro lugar, o atleta que entende as regras do jogo amplia sua compreensão do combate em termos do caráter progressivo dos objetivos, da necessidade de se defender de costas no chão até a posição suprema da montada, por exemplo. Serve, ainda para a pessoa se conscientizar sobre como a regra ajuda a preservar a integridade física de quem luta. No âmbito competitivo, o amplo conhecimento da regra é crucial na hora de conquistar ou garantir o resultado positivo, pois aumenta a visão tática do competidor, abre possibilidades para pontuar e evita possíveis punições. Quem sabe ler a luta já antecipa o risco de levar uma punição ou mesmo garantir uma vantagem naqueles confrontos que se decidem nos mínimos detalhes. São muitos os casos de competidores que, apesar de técnicos e habilidosos, deixam vitórias escapar por não terem o conhecimento amplo das regras”.</p>
<p>Thiago dá sugestões ao leitor que quer se atualizar sobre as regras mas não consegue:</p>
<p>“Antes de mais nada, é imprescindível procurar estudar e acompanhar as regras por meio dos cursos oficiais, além de seminários e workshops de profissionais experientes”, indica o professor. “Além disso, é importante vivenciar isso dentro das escolas, com o reforço e conversa sobre as regras no dia a dia das escolas, no ensino e no treinamento. Na GFTeam Porto, além de ensinarmos cada técnica com base nas regras, sempre fazemos workshop sobre os regulamentos e detalhes técnicos e regulamentais antes de cada competição, para que nossos atletas fiquem blindados diante de surpresas&#8221;, encerra o faixa-preta.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/conhecer-as-regras-do-jiu-jitsu-capacita-o-atleta-a-ler-a-luta-ensina-thiago-andrade-gfteam-porto/">Conhecer as regras capacita o atleta a ler a luta, ensina Thiago Andrade</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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