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	<title>apagado | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>10 coisas que aprendi em 10 anos como jornalista numa revista de Jiu-Jitsu e MMA</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jan 2013 12:11:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A vida voa quando estamos nos divertindo, mas é isto aí, completei esses dias uma década como repórter da sua revista de Jiu-Jitsu favorita, GRACIEMAG. Decidi então listar o que aprendi em todos esses anos de viagens exóticas, lições preciosas e observação séria. 1. Glória Maria e o mafioso japonês Uma vez eu estava em&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_93672" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-93672" class="size-full wp-image-93672" title="Ritual-da-faixada-em-academia-de-Jiu-Jitsu" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/01/Ritual-da-faixada-em-academia-de-Jiu-Jitsu1.jpg" alt="Há dez anos, eu entrava para o mundo apaixonante do Jiu-Jitsu. Foto: Dan Rod/GRACIEMAG" width="640" height="483" /><p id="caption-attachment-93672" class="wp-caption-text">Há dez anos, eu entrava para o mundo apaixonante do Jiu-Jitsu. Foto: Dan Rod/GRACIEMAG</p></div>
<p>A vida voa quando estamos nos divertindo, mas é isto aí, completei esses dias uma década como repórter da sua revista de Jiu-Jitsu favorita, GRACIEMAG. Decidi então listar o que aprendi em todos esses anos de viagens exóticas, lições preciosas e observação séria.</p>
<h3>1. Glória Maria e o mafioso japonês</h3>
<p>Uma vez eu estava em Tóquio e o Fedor Emelianenko me abordou com uma garrafa da mais pura vodca russa e uma revistinha de sacanagem. Eu estava de serviço, Imperador, e segui meu caminho no corredor do hotel. Era 2003, e na mesma viagem saí pelas ruas com <a title="Twitter do campeão do Pride Wanderlei Silva" href="http://twitter.com/wandfc" target="_blank">Wanderlei Silva</a> e a repórter Glória Maria. Foi quando um senhor veio falar comigo e o pessoal da Chute Boxe. Para mostrar que também era casca-grossa, o japonês arregaçou as mangas e exibiu a tatuagem e o dedo mindinho faltando, o código de honra da máfia Yakuza. Aprendi rápido a inestimável lição de que o mundo do MMA é cercado de loucos por todos os lados – e me senti em casa.</p>
<h3>2. Faixa-vermelha em apuros</h3>
<p>Uma vez eu estava na zona sul do Rio e vi um faixa-vermelha dentro de um triângulo arrochadíssimo, aplicado por um faixa-preta totalmente sem noção. O mestre, de idade avançada, quis apontar aonde o jovem visitante estava errando, mas o amalucado não se fez de rogado e encaixou o golpe. A adrenalina ligou o turbo no faixa-vermelha, que disse: “Começou, agora continua”. Ele então saiu do sufoco do modo mais simples possível. E passou a guarda e finalizou num tipo de kimura que eu nunca vira antes. Aprendi que, no Jiu-Jitsu como no jornalismo, nada supera a técnica. E os anos de experiência.</p>
<h3>3. A melhor fotografia de Jiu-Jitsu</h3>
<p>Uma vez eu estava na Barra da Tijuca, na redação antiga, e ficamos na dúvida de que foto usar para ilustrar certa luta de Jiu-Jitsu. Havia uma bem razoável com o vencedor se dando bem, e uma imagem espetacular do perdedor dando sufoco. O impasse continuava, até que alguém se lembrou do sábio “ensinamento jornalístico” de Carlos Gracie Jr: “Se alguém publica uma foto sua de quatro, calça arriada, e um sujeito chegando, de que adianta você explicar na legendinha ou no texto que não é nada daquilo?”. Após boa gargalhada, escolhemos a foto em que o vencedor se dava bem.</p>
<h3>4. O dia em que Steve Jobs salvou minha vida</h3>
<p>Uma vez eu viajei até o Oriente Médio e quase venci o Caio Terra – numa corrida de burricos. Estávamos na Jordânia para um campeonato, e decidimos subir as montanhas de Petra ao cair da tarde. Escureceu e só enxergamos os abismos graças ao Ipod salvador do Caio (obrigado, Steve Jobs). Fomos resgatados por três moleques e seus burricos. Aprendi que o repórter deve estar sempre a par dos recursos tecnológicos, pois isso pode salvar sua vida, literalmente. Descobri também que, em corrida de burrico, vence sempre o mais leve.</p>
<p><iframe title="Pride GP 2003 ( Fantástico - Rede Globo )" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/AvSA3lNKGWw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>5. Ouça o conselho de jornalistas veteranos</h3>
<p>Uma vez fui escalado para minha primeira viagem jornalística ao exterior, para cobrir um evento de MMA (vídeo acima). O editor-chefe à época, Luca Atalla, me chamou para discutirmos as pautas. Sugeri entrevistar o Randy Couture, e ele deu força. Pediu, no entanto, que conversasse também com um personagem ainda mais interessante: um dirigente meio careca, meio cabeludo, que tinha ideias arejadas para o futuro do UFC. “Eu, hein”, pensei na hora, “como um cartola pode ser um personagem melhor que um atleta?”. Uma vez lá, não me empenhei o suficiente e não entrevistei Dana White. Aprendi a jamais duvidar dos conselhos de um repórter veterano.</p>
<h3>6. O valor de saber o que fazer no chão</h3>
<p>Uma vez eu estava de folga, num samba, e fui deixar uma morena em casa. A noite agradável virou pesadelo num segundo, quando o ex-namorado da moça apareceu furibundo, e bêbado. O pior? Eu ainda não treinava Jiu-Jitsu. Incapaz de evitar o conflito, comecei a repassar mentalmente as técnicas de montada que havia apurado dias antes, com o faixa-coral Redley Vigio e seu filho, Patrick. Deu certo: nos embolamos, caí montado (pés colados nas nádegas do agressor, peso no quadril), e com dois tapas encerrei a querela, sem ninguém se machucar. A não ser o coração partido do sujeito.</p>
<h3>7. Estrada, poeira e solavancos para ver Anderson Silva</h3>
<p>Uma vez eu encarei, sem piar, 1.126km de estrada (700 milhas), do Rio de Janeiro a Vitória da Conquista, na Bahia. O motivo foi nobre: testemunhar o retorno aos ringues de Anderson Silva, que estava meio desanimado com a carreira de MMA. Na piscina do hotel, sem fãs nem interrupções, conversei com Anderson sobre seu início no boxe do Corinthians, seus primeiros treinos com os Nogueira, e os sonhos para o futuro. Fico pensando se o rei do UFC ainda sente saudades daquele vestiário vazio, de poder ler seu livrinho sem ser perturbado antes da luta, e acho que, no fundo, ele não sente tantas saudades não.</p>
<h3>8. Ronaldo Jacaré e os vagalumes no breu</h3>
<p>Uma vez eu me vi dentro do triângulo do Ronaldo Jacaré, e quase dormi. Enxerguei os &#8220;vagalumes no breu&#8221; que todo lutador de Jiu-Jitsu vê quando apaga num golpe. Jaca não fez por mal, estava apenas me mostrando como seu arrocho pouco usual era tão eficiente quanto o clássico, mas fiquei grogue. Aprendi ali que, no mundo do MMA, o relacionamento entre repórter e personagem é bem característico. Como manter a relação supostamente ideal entre jornalista e fonte, “a mesma proximidade cordial que você tem com seu vizinho do sétimo andar”, nas palavras do sábio Elio Gaspari, se muitas vezes é preciso rolar no chão com o entrevistado? A solução é cair dentro sempre, mas com respeito à ética e, em especial, ao leitor.</p>
<h3>9. O brasileiro mais durão</h3>
<p>Uma vez a “Men’s Journal” emplacou uma reportagem com os 25 homens mais durões dos EUA (com Mel Gibson e Matt Hughes bem na lista), e começamos a debater na redação quem seriam os brasileiros mais cascudos vivos. O papo virou pauta, e a equipe a executou com maestria, elevando Helio Gracie ao primeiro posto, numa seleção de respeito que tinha do surfista de ondas grandes Rodrigo Resende ao escritor Rubem Fonseca, passando por embaixadores e senadores. A revista foi bastante elogiada, até em Brasília, mas faltava descobrir o que o personagem da capa achara. Ouvimos então a opinião franca do professor Helio: “São umas bestas, puseram na lista a bicha de tangas do <a title="Quem é Fernando Gabeira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Gabeira" target="_blank">Gabeira</a>”. Aprendi que, como ensinou Churchill, sucesso é ir de derrota em derrota sem perder o entusiasmo.</p>
<h3>10. Rodrigo Minotauro e o pedido materno</h3>
<p>Uma vez eu estava tomando café da manhã com Minotauro no Japão, e notei a chegada do ex-jogador de basquete Paulo Cesar “Giant” Silva. Ele estava solitário, com o semblante triste e melancólico que só os lutadores de marmelada e os palhaços têm. Apresentei-o ao Rodrigo e à mamãe Nogueira, que viajara com os filhos. Quando Giant Silva se afastou, a mãe ralhou com Minota: “Me promete uma coisa: com esse cara, desse tamanho, você jamais vai lutar, ouviu meu filho?”. Aprendi, ali, a escrever sobre vale-tudo com um mínimo de sensibilidade, sem verbos como “triturar” ou “atropelar”. Afinal, as mamães também lêem GRACIEMAG.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/mma-10-coisas-que-aprendi-em-10-anos-como-jornalista-numa-revista-de-jiu-jitsu-e-mma/">10 coisas que aprendi em 10 anos como jornalista numa revista de Jiu-Jitsu e MMA</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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