A importância do professor se manter atualizado, com Antonio Cicconi

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Antonio Cicconi ao lado da esposa Maria Cicconi. Foto: Reprodução

Nosso GMI, Antonio Cicconi carrega no currículo vasta experiência experiência no Jiu-Jitsu como professor, árbitro e atleta. Faixa-preta desde 2002 e aluno formado por Jorge Patino Macaco, Antonio lidera a equipe Academy of Champions, sediada em Dallas, nos Estados Unidos, ao lado da esposa Maria Cicconi. Além da bagagem nos tatames, Antonio Cicconi é formado em educação física. Ele também é especialista em técnicas de defesa pessoal voltadas a situações reais, e Maria ministra aulas de Jiu-Jitsu para crianças.

Em bate-papo com a equipe do GRACIEMAG.com, Antonio comentou os maiores desafios de liderar uma equipe no exterior e explicou como o conhecimento acerca das regras de arbitragem o auxilia nas funções de professor e atleta.

GRACIEMAG: Quais foram as lições mais importantes que o Jiu-Jitsu lhe ensinou?

ANTONIO CICCONI: Creio que foi aprender a lidar tanto com vitórias como derrotas. E nunca desistir, suportar pressão, ser humilde e agir com inteligência – e no momento ideal.

Qual é a importância da sua esposa ao longo da sua trajetória no esporte?

Além de esposa, ela foi minha aluna desde que começou no Jiu-Jitsu, da faixa-branca até a faixa-preta primeiro grau. Além do alicerce na minha vida, ela é um exemplo de fidelidade, pois sempre acreditou no meu trabalho, mesmo no tempo em que o Jiu-Jitsu era discriminado e visto com maus olhos; hoje, valorizado, sustenta nossa família e alguns mais. 

Quais são os maiores desafios de liderar uma equipe fora do Brasil?

É sempre desafiador começar do zero em um país diferente, com cultura e idioma distintos. Nós construímos um time grande no Brasil, mas ficou difícil manter a distância. Muitos ainda estão conosco, alguns antigos, outros novos, só que ainda contamos com um grande grupo espalhado pelo mundo – no Brasil, na Bolívia, Albânia, Espanha, além da nossa matriz. Aqui nos Estados Unidos contamos também com mais três equipes. 

Quando você percebeu que viveria em prol do Jiu-Jitsu?

Viver do Jiu-Jitsu aconteceu aos poucos na minha vida. Eu treinava, queria ser atleta, mas a dificuldade inerente ao nosso país e o conflito que eu tinha por fazer faculdade de direito me levaram a mudar para o curso de educação física. Com isso, precisei diminuir um pouco a carreira de atleta para conseguir dar aulas e me manter no esporte que amo desde que conheci. 

O que diferencia a Academy of Champions de outras equipes da região?

Nosso diferencial é que atendemos todos os grupos de praticantes. Minha experiência permite atender da defesa pessoal ao mais alto nível de Jiu-Jitsu competitivo, aliado à experiência da minha esposa com o programa de Jiu-Jitsu infantil. Com tudo isso fomos capazes de fazer da nossa escola um ambiente familiar sem perder a eficiência máxima e o profissionalismo.

Como o seu conhecimento como árbitro o ajuda como atleta e professor?

Não me programei quando comecei a arbitrar lutas, mas foi fundamental no meu desenvolvimento como atleta e professor. Se você joga um jogo, o mínimo é saber as regras. Sou um árbitro ativo e as competições me permitem acompanhar tudo que existe de mais moderno no Jiu-Jitsu, e oferecer isso para minha equipe por meio de um programa próprio que temos de treino. Esse por sinal é outro diferencial na Academy of Champions.

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