Léo Leite e o seu elixir da longevidade

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Se o grande guerreiro é medido pelos seus adversários, Leonardo Leite, 44 anos, não pode se queixar. O lutador formado por Alexandre “Gigi” Paiva enfrentou de José Mario Sperry a Rodolfo Vieira, passando por Roger Gracie, Marcus Buchecha, Fabricio Werdum e Fernando Margarida, entre diversos outros galácticos do esporte.

Mas qual é a receita de um atleta que se torna campeão mundial duas semanas depois de ganhar a faixa-preta, como ele fez em 1999, e que depois de 23 anos, ainda não perdeu a gana?

Não há nenhum segredo revolucionário ou novidade que você não tenha lido nos artigos de GRACIEMAG: a fórmula é muita vontade de superar a si mesmo, e um amor pela luta que ignora qualquer limitação, como idade, contusões e outros percalços.

É este incansável Leonardo Leite, o mesmo que era aluninho do professor Omar desde os 6 anos no judô, que vai se aposentar do MMA profissional esta noite, no LFA 132, no Rio de Janeiro. O evento será realizado na casa de concertos Qualistage, na Barra da Tijuca, e terá como luta principal o confronto entre os pesos leves Melk Costa e Ítalo Gomes. O Sportv transmite as primeiras lutas.

Apesar de ser a saideira, a luta de Léo Leite com o gaúcho Patrick Quadros deixou o campeão de Jiu-Jitsu e judô empolgado como nunca. É que, mesmo após competir em todos os tatames de alto nível do planeta, de Paris a Varsóvia, da Pirâmide de Long Beach à Louisiana, ele agora volta a lutar diante da família e dos amigos de infância.

“É mesmo minha última luta profissional, chega”, disse Léo (10v, 2d) após a pesagem. “Tem quatro anos que não luto. Queria ter lutado mais em 2019 e 2020, tinha lutas marcadas no período mas tive dois problemas muito sérios de saúde. A verdade é que quase morri, e voltei firme e forte. Em 2019 tive uma tuberculose e, quando me curei, após um longo tratamento, nove meses de antibiótico, eu voltei a treinar e tive uma lesão na perna que me deixou hospitalizado um tempo”.

Sobre a aposentadoria total, Léo deixa claro que só vai pendurar as luvinhas no circuito profissional, jamais o kimono.

“Eu ainda tenho esse fogo dentro de mim. Gosto de chegar em casa cansado, cheio de dor. Eu rezo para o domingo acabar logo para chegar segunda e voltar a treinar, ainda mais com luta marcada”, revela o atleta, que sonha com a medalha de ouro no Mundial de Master, no Brasileiro ou, quem sabe, até mais uma aparição em Mundiais, onde detém um número impressionante de pódios, além das duas medalhas de ouro, em 1999 e 2000. Quem sabe, quase 25 anos depois de sua primeira glória, ele não faz sua verdadeira despedida por lá?

Com tanto amor pelo Jiu-Jitsu e pelos conferes, a idade será apenas um detalhe.

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