“Hoje o Europeu é um título cobiçado por qualquer atleta de elite”

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Faixa preta Kiko Menezes nos preparativos para o Europeu 2013 da IBJJF Foto Divulgacao

O professor de Jiu-Jitsu Kiko Alves (de casaco azul) está nos preparativos finais para o Europeu 2013 da IBJJF. Foto: Divulgação/GRACIEMAG

Em 2013, o Campeonato Europeu de Jiu-Jitsu chega à sua décima edição. Consagrado como um dos quatro eventos mais importantes do calendário da arte suave, o Europeu abre a temporada na charmosa e acolhedora Lisboa.

A capital de Portugal foi palco de grandes duelos nas edições passadas e o Europeu 2013 promete fazer jus à reputação do campeonato. De 24 a 27 de janeiro, atletas de todas as idades e faixas, homens e mulheres vão aquecer o inverno lisboeta mais uma vez.

Desde a sua criação, o Europeu de Jiu-Jitsu é uma parceria da IBJJF com a Federação Portuguesa de Jiu-Jitsu Brasileiro (FPJJB), presidida pelo faixa-preta Kiko Alves da Silva, com o também faixa-preta Diogo Valença como vice-presidente.

O GRACIEMAG.com conversou com Kiko sobre a história e o impacto do Europeu no cenário de lutas local, e em especial sobre as novidades que a edição 2013 promete trazer. As inscrições para o Europeu de Jiu-Jitsu seguem até 16 de janeiro. Não perca tempo e inscreva-se já, pelo site IBJJF.org.

GRACIEMAG: O Europeu de Jiu-Jitsu chega à décima edição em 2013. Que balanço você faz dessa década?

KIKO ALVES: Foi uma surpresa agradável ver a evolução do campeonato. O que começou como um sonho e um projeto para o futuro revelou-se uma realidade. O Europeu rapidamente tornou-se um dos mais importantes campeonatos de Jiu-Jitsu no mundo. A popularidade da competição espalhou-se para o mundo inteiro, e hoje é um título cobiçado por qualquer atleta de elite.

É possível medir o quanto o Europeu influenciou no aumento do número de praticantes de Jiu-Jitsu no Velho Continente?

Apesar de a cada ano assistirmos a um crescimento exponencial no número de participantes, o Jiu-Jitsu federado na Europa ainda está num estado embrionário. Mais federações estão sendo criadas, claro, mas existem ainda muitos países na Europa onde a graduação mais alta é a faixa-roxa de Jiu-Jitsu. Há em curso, no entanto, um excelente trabalho de formação por parte dos professores faixas-pretas na Europa. Eles conseguem abrir filiais de suas escolas e elegem um aluno graduado que, entre os diversos seminários do professor ao longo do ano, assegura que as aulas sigam o programa de treino. É uma situação que acontece quando não existe um professor residente, principalmente em países em que a língua torna mais difícil a comunicação, apesar de o Jiu-Jitsu ter uma linguagem universal, como sabemos. Seja como for, o Europeu tem motivado o surgimento de novas escolas, e os novos alunos também têm ajudado o Europeu a crescer.

Qual para você foi o maior momento desses dez anos de Europeu?

Para mim, o grande momento do Campeonato dá-se todos os anos, quando amigos se encontram e partilham novidades, conhecimento e experiências. Essa é na verdade a essência do Jiu-Jitsu. No entanto, existiram também grandes momentos em termos competitivos também. Um deles foi o retorno do campeão Lucio Lagarto, em 2011, após um quadro prolongado de doença. Outro foi a conquista de Bráulio Estima, em 2011 também, que lutou apenas para homenagear um aluno falecido. O momento mais emocionante talvez tenha sido o respeito demonstrado por milhares de atletas quando lhes foi comunicado, no meio do torneio, o falecimento do grande mestre Helio Gracie, em 2009. Mais de 3.000 pessoas guardaram um minuto de silêncio em que não se ouvia uma mosca no ginásio…. Simplesmente impressionante.

Que novidades os atletas e espectadores vão encontrar este ano em relação ao ano passado?

A cada ano que passa, e como fruto da experiência da organização ao lidar com situações novas, buscamos modificações com o intuito de melhorar toda a estrutura do campeonato. Essas modificações podem ser simples, como o número de áreas de luta ou as fardas do árbitros ou a localização da área de aquecimento. Uma das melhorias que vamos introduzir em 2013 será a informatização dos placares das dez áreas de luta, tornando mais fácil para todos – atletas, treinadores e público – seguirem o resultado das lutas, cronômetros etc. Sempre ponderamos e pesamos prós e contras para que tudo seja feito para a melhoria efetiva das condições e qualidade da competição. Teremos com certeza mais inovações, mas vamos deixar no ar até a data do campeonato, no fim de janeiro.

Para quem vai a Lisboa, que dicas de turismo você dá este ano?

Lisboa é uma cidade hospitaleira e com um custo benefício excelente em termos de Europa. Temos hotéis cinco estrelas com diárias na média de 50 euros por noite, excelentes restaurantes, e um clima fantástico nesta época do ano. Para quem não conhece a cidade, os monumentos imponentes e o litoral inteiro são pontos de passagem obrigatória para o turista. Lisboa e o Europeu têm sido palco de muitos acontecimentos agradáveis, reencontro de pessoas e relacionamentos que começam, talvez, quem sabe, influenciados pela magia da cidade das sete colinas…

* E você, vai lutar ou acompanhar seu time no Europeu? Comente com a gente o que espera ver em Lisboa.

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There are 5 comments for this article
  1. Isaias Moraes at 9:27 pm

    qtos países são representados pelo Europeu? e pelo Mundial? a São Silvestre tem um grande numero de países representados lá. O exame de doping daria mais relevância e respeito ao esporte! OSS!

    • Pedro Goston at 6:35 pm

      Acho uma grande falta de respeito um tipo de comentário desses, eu posso dizer que ACHO que alguns atletas se dopam, agora afirmar que TODOS se dopam como você fez acho de muito mal gosto.

    • Pedro Goston at 6:36 pm

      Acho uma grande falta de respeito um tipo de comentário desse, eu posso dizer que ACHO que alguns atletas se dopam, agora afirmar que TODOS se dopam como você fez acho de muito mal gosto.

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