Entrevista: Thalison analisa os treinos pré Abu Dhabi World Pro 2021

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Evento será o primeiro de Thalison desde o início da pandemia. Foto: Divulgação

Destaque da nova geração como faixa-preta, Thalison Soares é mais um dos grandes nomes que marcarão presença nos tatames do Abu Dhabi World Pro 2021. Em seu primeiro torneio desde o início da pandemia do Covid-19, o faixa-preta conta que, apesar de ter adaptado seu treino para as regras do evento, seu foco permanece em mostrar seu Jiu-Jitsu solto e cheio de técnica, mas sempre com objetivo de finalizar seus adversários.

Para falar de seus preparos, Thalison papeou com GRACIEMAG e deu detalhes sobre os treinos, suas expectativas para o World Pro e como o Jiu-Jitsu lhe deu as ferramentas necessárias para construir o seu futuro. Confira nas linhas abaixo!

GRACIEMAG: Na sua visão, qual a diferença do World Pro para outros eventos do mundo?

THALISON SOARES: As diferenças que eu vejo não são exclusivas ao World Pro, mas sim à AJP. A federação faz um ótimo trabalho na organização dos eventos, proporciona uma experiência incrível aos espectadores e promove uma grande valorização dos atletas. Você participa desses eventos sabendo que, depois de todo o seu trabalho duro, vai ser devidamente recompensado e isso é um grande estímulo para o competidor. Além disso, eles dão exemplo de profissionalismo e estrutura para os campeonatos.

Thalison em treino quente com Paulo Miyao no tatame do hotel em Abu Dhabi. Foto: Reprodução

Qual foi o primeiro ano e faixa que você competiu em Abu Dhabi e qual a melhor memória dentre todas as vezes que você lutou lá?

Minha primeira participação foi em 2017, ainda na roxa. Saí campeão e repeti o feito no ano seguinte, novamente conquistando o ouro na mesma graduação. Em 2019, participei na marrom e mais uma vez fui campeão, mas além disso fui escolhido como o melhor faixa-marrom do mundo naquele ano. Foi uma experiência muito legal, colocar o meu nome na história, ao lado de grandes atletas como Nicholas Meregali e Gustavo Batista, é algo que me orgulho muito.

O World Pro tem como objetivo criar o ambiente mais competitivo do Jiu-Jitsu internacional. Quais são os seus pontos fortes no jogo para buscar o título este ano?

O meu diferencial é o mesmo de sempre, entro no tatame para finalizar. Geralmente, os atletas entram no tatame com o foco na vitória, sempre amparados no regulamento e no tempo de partida, mas eu tenho uma mentalidade diferente. Quando participo de uma competição, meu foco é só o Jiu-Jitsu, então sempre quero dar o meu melhor e finalizar os meus adversários, independentemente de outros fatores do evento.

Além da carreira de atleta, Thalison lidera sua própria academia em Byron Bay, na Austrália. Foto: Reprodução

Fez algo diferente nos treinos para lutar este evento em suas regras? O que você está trazendo de novo para a disputa?

Meus treinos mudaram pouco, fiz apenas algumas adaptações a fatores específicos do World Pro. Uma dessas modificações foi o tempo de partida, que é menor nesse evento e me levou a adaptar o meu tempo de reação para algo mais rápido. Além disso, fiz outras mudanças no jogo para me adaptar ao regulamento, mas sigo confiante de que vai dar tudo certo.

Falando de Jiu-Jitsu no geral, como o esporte mudou a sua vida e por quais motivos você recomenda o Jiu-Jitsu para os mais jovens?

O Jiu-Jitsu reflete a vida e, desta forma, ensina muito a seus praticantes. Conforme você evolui no esporte, vai aprendendo a aplicar essas lições na sua rotina fora dos tatames. Não desistir, dar a volta por cima e se manter tranquilo sob pressão são aulas que eu recebi no tatame e que moldaram a minha vida fora dele. Recomendo muito que todos experimentem o Jiu-Jitsu pois ele sempre vai ajudar a alcançar os seus objetivos, não importa quais sejam.

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