Meu amor tardio pelo Jiu-Jitsu, por Thiago Almeida (Alliance Indaiatuba)

Share it

Foto: Reprodução

Texto: Thiago Almeida

Em 1994, fui convidado por um amigo de escola a fazer uma aula experimental de Jiu-Jitsu. Apesar de treinar karatê desde pequeno, fiquei curioso com relação ao Jiu-Jitsu e fiz uma aula na escola Behring. O esporte não me prendeu e só voltei a ter contato com ele dois anos depois, quando um professor foi dar aulas na academia onde eu fazia natação. O nome dele era Kalil Scudeler e ele foi o meu primeiro instrutor.

Treinei muito, e consequentemente lutei o meu primeiro campeonato em 1998, alcancei o terceiro lugar no evento e, desde então, não parei mais de competir. Nessa época, fui campeão paulista, brasileiro e sul-americano. Pouco tempo depois, a academia em que eu treinava fechou e eu, ainda com a faixa-azul, fui treinar com o Fepa Lopes na Godoi/Macaco. Esta também acabou fechando e eu fiquei sob a tutela do Roberto Godoi, que à época já havia se separado do Macaco. Apesar de toda essa movimentação, foi uma grande alegria poder treinar com o Robertão, que era um excelente atleta, muito gente boa e um ídolo para mim.

Fiquei com o Roberto Godoi até a faixa-roxa, quando precisei ingressar na Cia Paulista por motivos financeiros. Lá, eu fiquei treinando sob o atleta português Eduardo Santoro, que estava em um momento muito bom da carreira dele e me esfolava em todos os treinos (risos).

Recebi a faixa-preta somente em 2008, pelas mãos do Max Trombini, que é um excelente coach que me ajudou a alcançar o título mundial na marrom um ano antes. Pouco tempo depois, o Eduardo saiu da Cia Paulista para abrir sua própria academia e eu fui junto com ele. Comecei a dar aulas na academia dele e também em uma menor que ficava próxima da minha casa, na região de Interlagos.

Eventualmente, o Portuga acabou indo morar nos EUA e abriu uma academia com o Cobrinha em Torrance, na Califórnia. Já eu me mudei para Indaiatuba e me filiei à Alliance em 2017. O Fabio Gurgel me recebeu muito bem, pois o Portuga era muito respeitado na Alliance e nós já havíamos feito alguns treinos na matriz como visitantes,

Hoje tenho minha academia em Indaiatuba e ainda me arrisco em alguns campeonatos master. Fui campeão do Roma Open da IBJJF em 2016, além de conquistar o circuito paulista e o campeonato paulista da FPJJ, ambos em 2019. Tento passar aos meus alunos o prazer da competição, faço comparativos para ressaltar a diversão que é participar de um torneio. Mesmo com o medo e o nervosismo, a sensação de pisar no tatame de um campeonato não tem preço.

*Thiago Almeida é um faixa-preta de Jiu-Jitsu, líder da no GMI Alliance Indaiatuba , em São Paulo.

Ler matéria completa Read more

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *