Alex Martins e as lições do ouro duplo no Miami Open 2021

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Alex no pódio do evento. Foto: Reprodução

Radicado no estado norte-americano do Texas, nosso GMI Alex Martins, da AMBJJ, tem motivos de sobra para comemorar. Após o complicado período de restrições da pandemia, o faixa-preta chegou com tudo aos tatames do Miami Open e levou o ouro na competição, brilhando entre os pesos médios e no absoluto master 3.

Com outro evento já na mira, Alex bateu um papo com a equipe GRACIEMAG sobre os desafios que encarou tanto no período de isolamento quanto em seu retorno às competições. Confira nas linhas abaixo e absorva lições valiosas de quem se superou lutando. Oss!

* Entre para o time GMI! *

GRACIEMAG: Como a AMBJJ lidou com a pandemia?

ALEX MARTINS: No início, tivemos bastante dificuldade. Por conta do distanciamento social e o isolamento necessários para conter o vírus, as nossas aulas foram feitas através de videoconferências. Nosso objetivo era manter o foco e a disciplina dos nossos alunos enquanto eles se mantinham em atividade em suas residências. Fizemos reuniões, drills e discutimos técnicas, tudo por meio do vídeo.

Com a progressão da pandemia, foram implementadas medidas de flexibilização que permitiram a reabertura de certos estabelecimentos. Como foi esse período para sua academia?

Aqui no Texas, temos um governador muito capaz e com uma compreensão imensa. Após quatro meses em isolamento, ele conseguiu abrir o estado e nossa academia foi reaberta. Obviamente, nós tivemos uma lista de observações e precauções que precisávamos seguir para manter ela em funcionamento, como distanciamento social e limite de ocupação. Desta forma, nós reduzimos as classes e dividimos os horários, mas mantivemos as atividades. Por conta do distanciamento, nós fazíamos apenas alongamentos, mas após cerca de um mês, conseguimos implementar aulas em dupla. Dois meses após a reabertura, voltamos a fazer os rolas normais, mas apenas em grupos de dois ou três, de forma a mantermos o controle caso alguém se infectasse.

Como ficaram os treinos competitivos nesse período?

No fim de 2020, conseguimos retomar um nível legal de treinamento com a divisão das faixas e passamos a dar mais foco às competições. A IBJJF já havia voltado com os eventos alguns meses antes, mas nós preferimos conversar bastante, entrar em um acordo para treinar de forma segura e disciplinada, e voltar com tudo para os torneios quando estivéssemos prontos.

Você foi campeão recentemente no Miami Open 2021. Como foi retornar aos tatames competitivos?

Foi difícil, mas eu decidi lutar nesse evento sabendo que seria um desafio. O Miami Open recebe muitos atletas da Flórida, que é um lugar que tem muitas academias fortes. Eu estava ciente disso, então treinei bastante e consegui ser campeão duas vezes, peso e absoluto. Ao todo, lutei seis vezes, sendo que quatro das vitórias foram por finalização e duas ficaram nos pontos. Foi uma experiência gratificante para mim e estou bem feliz com o meu resultado.

Já está de olho em outro torneio?

Vou participar do American National, que vai rolar entre os dias 24 e 26 de junho, em Las Vegas. A minha categoria está complicada, com vários nomes perigosos, mas eu gosto assim mesmo. Quanto mais adversários fortes, mais eu me sinto motivado a treinar. Além desse evento, também quero participar do Pan em setembro, mas estou mantendo meu foco no American National.

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