A principal lição que Vitor Belfort aprendeu no Jiu-Jitsu, MMA, UFC

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Belfort treina na praia antes de enfrentar Luke Rockhold no UFC Brasil, em 2013. Foto: Reprodução/Instagram

Lutador profissional desde 1996, ano da edição número 1 de GRACIEMAG, Vitor Belfort está nas nossas páginas, portais e redes sociais desde sempre.

Após 41 lutas de MMA na carreira, fora as vitórias no Jiu-Jitsu, Vitor deu boas e incontáveis entrevistas aos nossos redatores, com reflexões importantes sobre vencer, perder, superar, tentar outra vez.

Em 2017, no auge da maturidade, Vitor Belfort conversou com o GRACIEMAG.com e listou as principais lições que aprendera, aos 40 anos de idade, após mais de duas décadas enfrentando os melhores do mundo no MMA.

Confira as melhores reflexões de Belfort, a seguir.

GRACIEMAG: Qual a maior lição que você aprendeu após mais de 20 anos como astro do MMA?

VITOR BELFORT: A principal lição ao meu ver é que tudo passa. É importante a gente saber escolher bem as pessoas que estão do nosso lado. Afinal, a fama é passageira. Quando você está no topo todo mundo quer estar em contato, quer participar, e eu acho que isso pode ser uma grande armadilha. O sucesso é saber separar quem são essas pessoas, saber filtrar o assédio, e não é fácil. Só quem já passou por isso sabe como é. Já o principal erro que aprendi foi muitas vezes ter adiado a solução para um problema. Problemas precisam ser solucionados na hora.

Como sua mente trabalha durante os treinos de MMA?

Quando eu treino, muitas vezes me sinto um faixa-branca, um iniciante no Jiu-Jitsu, um amador no boxe – eu me sinto um aprendiz sempre. O segredo é não se acomodar, você tem de estar sempre pensando para a frente, aprendendo novos aspectos para ser um bom lutador. E você tem de treinar onde se sente feliz. Acho que para o esporte evoluir as pessoas devem dividir conhecimento. Aprender umas com as outras, porque ninguém sabe tanto que não pode aprender nem sabe tão pouco que não pode ensinar.


Você se tornou um lutador de MMA muito completo, derrubando com o boxe e dominando o oponente no chão com o Jiu-Jitsu. Acha que ter treinado Jiu-Jitsu desde cedo ajudou no seu boxe de algum modo?

Certamente. O lutador se faz com uma boa combinação das artes marciais. A junção das diferentes modalidades é o mais importante no MMA, e saber o momento exato de fazer essa junção no ringue é essencial para o atleta do UFC. É mais importante do que ter uma boa tática, pois táticas mudam na hora. Se você sabe encaixar os golpes, levantar, aplicar o chute ou o soco, a hora da queda, você vai mais longe. O MMA é um tabuleiro, e o bom artista marcial deve procurar saber casar bem as peças que tem. É como um jogo de xadrez: o mais importante é sempre a próxima jogada. Não é pensar apenas no rei ou pensar no peão, mas a jogada na hora certa. Se o cara pensar apenas em proteger o rei e não contra-atacar, leva o xeque-mate. O mais importante é sempre a próxima jogada.

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