Davi Ramos e sua mente blindada para brilhar no Jiu-Jitsu e no MMA

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Davi Ramos com o troféu do ADCC 2015. Foto: Divulgação/ADCC

Competidor de kimono, campeão do ADCC e atleta do UFC, Davi Ramos está acostumado a competir em alto nível. Seus treinos e foco levaram a fera a vôos cada vez maiores no esporte, e uma mente forte e direcionada foram peça essencial nesse processo até o topo.

GRACIEMAG conversou com Davi para entender um pouco mais a cabeça de um casca-grossa do seu calibre. Confira!

* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #252. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *

Estratégia
“Pretendo finalizar todos os meus oponentes, mas primeiro vou bater neles, cansá-los em pé e depois no chão, onde quero finalizar com o meu Jiu-Jitsu agressivo. Pretendo ser diferente em relação aos faixas-pretas que são ótimos ao verter as técnicas para o MMA, mas são limitados quando saem de suas especialidades, sempre revelando falhas ao socar, chutar, dar joelhadas… Um lutador de MMA tem que ser misto, tem que ter a habilidade de jogar bem em todas as situações. Vou ser completo e perigoso em tudo, batendo, derrubando e finalizando por cima ou por baixo, como sempre fui no Jiu-Jitsu”.

Inspirações
“Se eu pudesse escolher virtudes de outros lutadores para adicionar ao meu jogo, eu gostaria de um bocado da determinação do Rodrigo Minotauro, nunca vi ninguém buscar finalizações em situações tão adversas. Escolheria também a habilidade do Demian Maia em pegar as costas e grudar na retaguarda dos oponentes. Ah, claro, e não posso esquecer daquela pressão sobrenatural do Ronaldo Jacaré”.

Alto rendimento
“Muita gente acha que para ter gás infinito no MMA é preciso treinar à exaustão sempre, fazer 20 rounds todo dia. Acredito que a fórmula para o sucesso não seja essa. Nem sempre treinar além da conta vai render grandes benefícios. É melhor treinar menos, mas de forma correta, na intensidade máxima. Isso sim, se doar ao máximo sempre. Prefiro fazer menos rounds e me doar 100% em cada round até o último, como se fosse o primeiro”.

Técnica refinada
“Recebi muitos elogios ultimamente pelas minhas pegadas de costas no MMA, as pessoas pedem dicas para melhorar na posição. Olha, o segredo do bom pegador de costas é treinar muita repetição, experimentando todos os ângulos e situações possíveis. Tem que fazer muito treino específico, como essa sequência que demonstro passo a passo, nesta reportagem”.

Especialidade
“Eu adoro as chaves de pé. Fiz ótimas adaptações desses golpes para o MMA. Sempre foram o meu forte e não deixo de treinar nunca, essas chaves são a minha especialidade”.

Superação
“Minha luta contra o Serginho Moraes, que é um cara excelente no chão, foi muito parelha (Serginho venceu por decisão unânime dos jurados, o combate foi realizado em março de 2017). Para dizer a verdade, creio que venci essa luta, então não me sinto nem um pouco pressionado. Estou tranquilo e muito bem treinado para seguir meu caminho sem traumas ou inseguranças”.

Adrenalina
“Quando me perguntam qual é a diferença entre um torneio de Jiu-Jitsu e um de MMA, creio que a resposta tenha muito a ver com a questão emocional. A adrenalina é outra. Vejo sangue nos meus olhos e uma vontade muito louca de lutar no UFC. É algo mais selvagem, entende? E a preparação é bem diferente também. Você sabe que não vai se machucar no Jiu-Jitsu. Já no MMA a coisa não é bem assim. Você enfrenta alguém que pode causar um dano sério à sua saúde. Por outro lado, é apenas um adversário por evento. No Jiu-Jitsu me parece mais difícil, pois você compete contra vários estilos diferentes, de forma sequencial, o que é muito complicado e desafiador”.

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