Medidas de segurança para retorno ao Jiu-Jitsu, por professor Alex Martins

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Alex Martins Brazilian Jiu-Jitsu em dia de casa cheia, antes da pandemia. Foto: Arquivo pessoal

“Nossa academia aqui em Dallas, no estado do Texas, conta hoje com cerca de 180 alunos. Quando soubemos da gravidade do coronavírus, ainda na fase inicial, decidimos por fechar imediatamente as portas da Alex Martins BJJ. Isso bem antes da notificação do governo estadual. Fechamos cientes de que ficaríamos nessa situação por um bom tempo. A partir daí começamos a nos movimentar, a reinventar a forma de ensinar Jiu-Jitsu na quarentena, mas já pensando no dia da reabertura.

“Começamos com aulas online. Todas as turmas foram contempladas com aulas específicas. A turma de crianças e juniores era na parte da tarde, e a de adultos, à noite. O conteúdo era de exercícios físicos e técnicas de Jiu-Jitsu, para o estudo em casa. Outra decisão foi reduzir o preço para os alunos que tiveram redução na renda por conta da pandemia. Tive apenas uma baixa no quadro de alunos com essas medidas.

“Agora nos aproximamos da reabertura das portas. O governo definiu três etapas para retomar o funcionamento aqui. Na primeira, restaurantes, clínicas e escritórios voltaram a funcionar de forma limitada. Na segunda fase, a partir de 18 de maio, academias de artes marciais, musculação, crossfit e afins estarão aptas a reabrir, com as restrições cabíveis.

“Recebemos um protocolo do governo do Texas com as medidas de segurança para professores e alunos. Teremos de manter dois metros de distância de um para outro, por exemplo. Os professores serão aptos a lecionar por apenas uma hora, dando lugar depois a outro professor, em rodízio. No fim de cada aula, é exigido uma limpeza geral do dojo, com materiais desinfetantes específicos, além da presença de álcool em gel em diversos pontos da academia.

Professor Alex Martins. Foto: Arquivo pessoal

“Outra medida é aferir a temperatura dos alunos e professores na chegada, além de seguir a cartilha de reconhecimento dos sintomas principais da doença – para tal, cada aluno e professor deve se autoexaminar. Sem sintomas, a pessoa torna-se apto a frequentar a academia. Vale lembrar que a academia não pode estar com a capacidade máxima de pessoas, mas apenas 25% disso.

“A terceira etapa será com mais liberdade de treinos, como atividades de contato entre familiares e pessoas que moram juntas. Ainda não há data definida ou certeza sobre as medidas da terceira etapa, que vão depender de resoluções do governo e especialistas médicos, mas a nossa reabertura está atendendo em todas as designações para a plena segurança de professores e alunos.

“Nossa principal intenção é ajudar o próximo, fazer com que os alunos tenham uma vida melhor por meio do esporte. Fico triste pela ausência da rotina que estávamos acostumados, mas nós criaremos uma nova rotina. Como professor, estou trabalhando para melhorar minhas qualificações para os próximos meses, aprimorando a academia em geral.

“O impacto foi e está sendo enorme para todos nós da academia. Eu estava acostumado a dar diversas aulas particulares por dia, além de lecionar em várias turmas. Contudo, a nossa força vem da positividade – sabemos que isso vai passar. Não esperávamos um ‘ataque’ desta proporção. Mas estamos perto de vencer este inimigo invisível. A missão hoje é conter a disseminação do vírus com responsabilidade, e o Jiu-Jitsu nos ajuda nisso com a sua filosofia. Mantemos a energia e a positividade, com atividade física (e mental) de qualidade, aumentando a imunidade dos atletas e relaxando corpo e cabeça – é isso que nos dá cada vez mais certeza de que passaremos por esse período turbulento. Todos juntos.”

Entre para o time GMI!

Alex Martins BJJ
2318 Beatrice St, TX 75208
Dallas
# (214) 587-8203
alex_martins05@hotmail.com

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