Entenda por que você não deve sair para treinar Jiu-Jitsu em tempos de pandemia

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Dr. Gunter com os craques da Almeida Jiu-Jitsu Léo Lara e Bia Basílio. Foto: Reprodução

Faixa-preta de Jiu-Jitsu e ortopedista de diversos craques do cenário competitivo da arte suave, o Dr. Gunter Sgarboza notou que alguns atletas vêm desrespeitando as regras de quarentena, indo à academia para praticar Jiu-Jitsu, algo que pode ser muito prejudicial à sociedade.

“Já conversei com vários médicos sobre o caso, inclusive médicos especialistas e professores, e a orientação é interromper todos os
treinamentos fora de casa”, diz o médico. “O coronavírus tem fácil transmissão entre as pessoas. Um breve contato físico permite sua propagação. O Jiu-Jitsu é um esporte de enorme contato entre os atletas, não há como relativizar isso. A transmissão seria imediata. De fato, lutadores de Jiu-Jitsu tendem a ser pessoas que prezam pela saúde. A tendência é que não sofram de forma grave os sintomas da doença, muitos serão assintomáticos, sobretudo os mais jovens.

“Mas a questão é que todo lutador tem familiares e amigos, quase sempre há idosos nesses grupos, como pais e avós, e também crianças recém-nascidas, ou conhecidos em tratamento de doenças graves, pessoas que tendem a sofrer sintomas graves quando contraem o vírus. Vamos analisar, por exemplo, o caso de dois atletas que burlam as regras e vão à academia para treinar. Um está saudável e o outro, embora não apresente sintomas inerentes ao coronavírus, carrega o vírus de forma assintomática. Ou seja, o atleta que não tinha o vírus inevitavelmente vai ser infectado. E, quando voltar para casa, pode transmitir a doença a um avô ou a um filho. E, mesmo que não tenham a doença, os atletas podem ser infectados no caminho de ida e de volta para os treinos, em inúmeras situações, como num ônibus coletivo ou manuseando uma maçaneta para depois levar a mão ao rosto”.

Portanto, sábio leitor, siga as dicas do Dr. Gunter: fique em casa e ajude a combater a pandemia. Oss!

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