Diploma na faculdade e sucesso no Jiu-Jitsu: a consistência de Ricardo Evangelista

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Ricardo Evangelista está no topo da faixa-preta. Foto: Vitor Freitas

Ricardo Evangelista, 33 anos, encontra-se na melhor fase da sua vida dentro e fora dos tatames. Perto de completar 12 anos como faixa-preta de Jiu-Jitsu, Ricardo hoje reside em Lake Houston, no Texas, onde é o professor responsável numa filial de Renzo Gracie. Com incontestáveis títulos no Brasil e no exterior, ele chega a marca de duas décadas de compromisso com o esporte que mudou sua vida.

Antes de viver totalmente para o Jiu-Jitsu, Evangelista primeiro passou 4 anos dentro de uma universidade para garantir seu diploma de Educação Física. O término do ensino superior foi em 2009. Mas foi somente em 2011, depois de 2 anos treinando e dando aulas em escolas ao mesmo tempo, que o aluno de Julio Cesar viu sua carreira ganhar um rumo de profissional com títulos de expressão no Campeonato Brasileiro e o Rio Open, este vencendo um absoluto sobre Leandro Lo. Ricardo recorda com carinho seus primeiros anos como atleta de elite e o que tem feito para se manter no topo das competições cada vez mais disputadas.

“Hoje, o meu segredo é ter tempo para treinar e viver o Jiu-Jitsu o tempo todo. Cuido bastante da minha parte física, tenho uma alimentação muito boa. Para me manter bem, no topo das competições, eu tenho focado bastante na minha preparação física. Hoje o Jiu-Jitsu está muito mais profissional e os atletas estão melhor condicionados. Quem não adequar a parte física específica aos treinos vai acabar não alcançando os resultados desejados. É tão bom ver que minhas decisões foram certas e eu nunca pulei etapas na minha vida. Primeiro, me formei na faculdade, conquistei o diploma, e depois dessa conquista minha carreira no Jiu-Jitsu tomou um rumo profissional. Olho para trás e vejo que conquistei bastante coisa e ainda continuo faminto para mais”, conta o atleta, que pratica Jiu-Jitsu desde os 13 anos de idade.

Suas mais de 100 vitórias na faixa-preta, a maioria delas decididas por finalização, foram criadas a partir da guarda fechada. Ao ver Ricardo lutar, é possível perceber que uma das posições mais básicas do Jiu-Jitsu é, realmente, muito eficiente no mais alto nível do esporte. Prova disso foram as lutas que o craque fez em Los Angeles, Califórnia, pelo Grand Slam da UAEJJF. Na divisão de 120kg, ele foi capaz de eliminar Victor Hugo e a sensacão polonesa Gerard Labinski.

“A prática leva à perfeição. Já são mais de 20 anos fazendo guarda fechada e continua funcionando. A dica é praticar e arriscar a posição junto com suas variações. Muitas pessoas têm ‘medo de perder treino’ e essa vaidade acaba atrapalhando o aprimoramento das técnicas. A melhor hora para errar é no treino. Pratique aquilo que você é bom pra se tornar excelente”, revela Evangelista, antes de contar como venceu Victor e Gerard.

“Os dois são atletas muito talentosos, dispensam comentários. Eu tinha uma estratégia diferente para cada um, mas no decorrer das lutas as coisas foram acontecendo de forma diferente do que eu tinha planejado. Com o Victor, eu conseguiu uma pontuação de 8 a 4 em uma luta muito dura, onde eu saí exausto. Já com o Gerard foi outra guerra, uma luta mais amarrada. Fui capaz de conseguir uma pontuação por 4 a 2 e me consagrar campeão. Sem esquecer de que também ganhei uma semana de dor na lombar (risos)”, encerra.

No currículo de Evangelista constam medalhas de ouro no Campeonato Brasileiro, Pan-Americano, Europeu e no World Pro, da UAEJJF.

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