GMI: Professor Léo Cunha, da GB Santo Amaro, ensina os percalços e alegrias de administrar uma escola em SP

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Professor Léo Cunha, da Gracie Barra Santo Amaro.

Léo Cunha, faixa-preta e líder da Gracie Barra Santo Amaro, nossa GMI em Sampa, começou a treinar com 5 anos de idade. Já adulto, quando começou a perseguir uma rotina com mais qualidade de vida, percebeu que o trabalho dos seus sonhos era abrir uma academia. “São Paulo é assim, você pisca o olho e o tempo voa”, reflete o professor, em entrevista exclusiva ao repórter Marcelo Dunlop, editor do GRACIEMAG.com. “Creio que as dificuldades de gerenciar uma academia aparecem no início, quando precisamos procurar um espaço adequado para abrigar nossos 190 metros quadrados de tatame olímpico. Na sequência, a obra e a construção sempre rendem (risos)”, narra Cunha. Confira o bate-papo a seguir.

GRACIEMAG: Quando você percebeu que viveria do e para o Jiu-Jitsu?

LÉO CUNHA: Passei minha vida inteira ligada ao esporte – cheguei a praticar outras modalidades e fiz até um Ironman. Mas a minha paixão sempre foi o Jiu-Jitsu, arte que comecei a treinar ainda criança. Tenho 41 anos e trabalho há mais de 20 com tecnologia. Há pouco tempo percebi que queria um futuro com mais qualidade de vida e realizações, e percebi que o Jiu-Jitsu seria o caminho.

Onde você vê a GB Santo Amaro daqui a cinco anos?

Trabalhamos duro todos os dias com o pensamento de fazer a vida das pessoas melhor. Acredito que ao trabalhar com seriedade e compromisso o resultado vem. Gostaria de ter a minha escola e a equipe como referência de um bom trabalho na zona sul de São Paulo, quem sabe no estado como um todo.

Por que você escolheu a cidade de São Paulo?

Como muitas pessoas, vim para São Paulo a trabalho em 2005. São Paulo é assim, você pisca o olho e o tempo voa. Hoje não me vejo trabalhando ou vivendo em outra cidade, me acostumei. Creio que a minha missão aqui é propagar o Jiu-Jitsu puro, seguindo a filosofia da Gracie Barra, com uma mensagem positiva e que agregue valor aos nossos alunos. Ensinamos na GB Santo Amaro a defesa pessoal e o esportivo em todas as faixas etárias, mas com abordagens distintas – para crianças, ensinamos disciplina, autoconfiança e como evitar o bullying, tudo de forma lúdica.

Qual você acha que é o diferencial da sua escola?

Na região, somos a única escola de Jiu-Jitsu onde os instrutores têm cursos de formação focada no público infantil com os melhores instrutores do mundo. Na aula de adultos, atendemos a perfis variados, há alunos que vem à escola apenas para aprender, se divertir e gastar energia. Estes não querem se machucar, pois saem daqui para o trabalho, muitos são executivos. Temos também alunos que procuram a competição e, para estes, temos um trabalho específico. Procuramos aqui não misturar alunos com objetivos diferentes, e isso garante a segurança de todos.

Qual foi a primeira lembrança que você tem numa academia?

Comecei aos 5 anos de idade, no Rio de Janeiro, na Gracie Barra da Olegário Maciel. Segundo meus pais, eu precisava gastar energia e eles achavam que o esporte me faria bem. Me lembro dos tatames de palha, das brincadeiras que virariam posições, dos primeiros campeonatos. Tive o prazer de conviver com grandes nomes como Carlos Gracie Jr, Leão Teixeira, Marcio Feitosa, Draculino, Renzo, Ryan, Rolles Gracie Jr, Igor Gracie, Gordo, Gordinho, Cachorrão, Cachorrinho, os irmãos Machado, Soca, Soneca e tantos outros. Se eu continuar escrevendo vai longe.

Léo Cunha, ao lado do mestre Leão Teixeira, dando seus primeiros passos no Jiu-Jitsu em meados de 1992. Foto: Arquivo pessoal

Qual foi a maior dificuldade que passou como administrador de academia?

Creio que foi no início, ao procurar um espaço adequado para abrigar nossos 190 metros quadrados de tatame olímpico. Na sequência, a obra e a construção sempre rendem (risos). Depois, foi encontrar o time ideal para entregar qualidade aos alunos. E acho que agora o foco é encontrar a forma adequada de captar os alunos com nosso perfil. O grande lance do nosso trabalho é que aprendo coisas novas todos os dias.

Qual foi a maior lição que você aprendeu no dojo?

Que o Jiu-Jitsu não é só um esporte, e sim uma cultura, uma forma de transformar a vida das pessoas. É um leque de ensinamentos que traz formação de caráter, disciplina, foco, raciocínio e, ainda por cima, benefícios essenciais para o corpo e a mente. Quem ainda não experimentou não imagina o que está perdendo.

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