A arte de vencer como professor de Jiu-Jitsu no Brasil, por GMI Marcio Lima

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Marcio Lima, nosso GMI na Gracie Barra Santa Maira, no Distrito Federal

Texto: Professor Marcio Lima*

“Quando adolescente, eu vendia picolés em Brasília, empurrando um carrinho e oferecendo aos fregueses. Certo dia, uns trombadinhas apareceram e quiseram tomar meus picolés na mão grande, foi um susto do caramba. Foi um fato curioso, pois foram os picolés que me levaram a procurar uma arte marcial, pois não queria passar por aquilo de novo sem saber como me defender.

Na época, ali por volta de 1997, havia poucas opções de lutas em Brasília, e comecei a treinar com um professor formado em karatê que sabia um pouco de Jiu-Jitsu – o que acabou sendo útil, pois aprendi um pouco de cada na faixa-branca. Até que ele apareceu: Royce Gracie.

Ao ver umas fitas do UFC 1 e o UFC 2 aprendi que caras grandes poderiam ser batidos com o uso da inteligência e da técnica bem aplicada. Royce me inspirou bastante, e passei a praticar Jiu-Jitsu com afinco – nas horas em que não estava vendendo picolé, claro.

Na faixa-azul, machuquei o braço feio num acidente e não sabia se poderia continuar a treinar. Os médicos suspeitaram que não, mas investi todas as minhas horas na academia de musculação, uma fisioterapia insana, e voltei ao Jiu-Jitsu em três meses.

Na faixa-marrom, comecei a ensinar jovens praticantes. Era um espaço bem simples, um projeto social com o pessoal rolando praticamente no chão, humilde mesmo. Aos poucos fomos crescendo, mudamos de lugar várias vezes, mas sempre havia uma nova dificuldade. Mas jamais desisti.

Convivi com dores, a distância para os grandes campeonatos, a falta de recurso, mas fomos em frente. Sempre gostei de treinar em alto rendimento, e com isso inspirar os alunos competidores. É o que procuro fazer até hoje.

“Nunca parei de competir. Já venci no Brasileiro, Sul-Americano, diversos torneios abertos da IBJJF, e mesmo sendo peso leve, procuro me inscrever no absoluto para aprender mais sobre a essência da arte, a eficácia das posições e os detalhes das minhas posições favoritas. Quando a minha meia-guarda alavanca um oponente mais pesado e caio por cima, sinto que mais uma vez a técnica está vencendo.

Lutar me dá prazer e adrenalina, e além disso me torna também um professor melhor, tanto para os nossos competidores quanto para as crianças que lotam a academia. Que treinam por alegria e diversão, e nem me pedem um picolé depois da aula. Oss!”

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* Marcio Lima é faixa-preta de Jiu-Jitsu e nosso GMI na Gracie Barra Santa Maria, no Distrito Federal 

Gracie Barra Santa Maria
QR 219, lote 24, loja
Santa Maria, Brasília, Distrito Federal
# (61) 8240-4160
marciolima2179@hotmail.com
Instagram: @gbsantamariadf

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