O Jiu-Jitsu, o sucesso e a depressão

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Rodrigo Lima, faixa-preta de Jiu-Jitsu e dentista de sucesso, enviou a GRACIEMAG seu corajoso depoimento: "Acho que meu caso pode ajudar outras pessoas."

Rodrigo Lima, faixa-preta de Jiu-Jitsu e dentista de sucesso, enviou ao GRACIEMAG.com seu corajoso depoimento: “Acho que meu caso pode ajudar outras pessoas.”

Meu nome é Rodrigo Lima, sou cirurgião dentista, especialista em ortodontista e ortopedia facial. E dos bons! Tenho quase duas décadas de mercado, sou reconhecido por colegas e pacientes e, graças a Deus, sou muito bem sucedido no que faço. Creio ser um dos poucos profissionais que ainda trabalha mais por amor que por dinheiro, e sou feliz por isso. Mas tenho algo a dizer que talvez ajude algumas pessoas. Tenho depressão.

“Oh”, dirão as pessoas, “mas como assim? Você tem tudo!” E digo mais, tenho o pacote completo: depressão, ansiedade, síndrome do pânico e agorafobia. Faço acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Sou, sim, um privilegiado – por ter ajuda profissional e todo o suporte necessário. Mas isso não impede de ter todos os sintomas e sentimentos de quem não tem esse suporte. Mas de todo apoio que tenho, o maior de todos é o Jiu-Jitsu. É impressionante como o Jiu-Jitsu ajuda na minha doença. Sim, depressão é uma doença. E mata.

Treinar, fazer exercício é fundamental para quem sofre de depressão. Porém, o Jiu-Jitsu nos faz sentir diferentes. A cabeça fica em êxtase quando você treina bem, faz bons rolas com os parceiros de treino, e também ao ficar pensando na sua próxima chance quando você faz um mau treino. Sim, até quando tomamos um verdadeiro amasso do adversário nossa mente pode funcionar de forma positiva.

Querer se superar a cada treino é um elemento motivador para desejar se superar na vida também. No Jiu-Jitsu, a gente perde e ganha. Sempre. Tanto contra adversários difíceis como contra fáceis. Como na vida, em que por vezes caímos diante de obstáculos difíceis ou mesmo com coisas triviais. Por isso costumo dizer que a melhor terapia que existe é o Jiu-Jitsu, arte que tenho a sorte de treinar com meu mestre Alexandre Kaveira.

Ao praticar Jiu-Jitsu, você não deve largar seu psicólogo ou psiquiatra. Mas fica a dica: procure também o Jiu-Jitsu, e a arte vai ajudar você. Pratico Jiu-Jitsu há 26 anos e não sabia que ao treinar estava tratando também uma doença. Jiu-Jitsu cura. Jiu-Jitsu salva.

Se você sentir que está perdendo alguma batalha para sua própria cabeça, procure um psicólogo/psiquiatra e um bom professor de Jiu-Jitsu. Certamente sua vida vai mudar.

Oss!

Rodrigo treina Jiu-Jitsu em Vitória, no Espírito Santo.

Rodrigo treina Jiu-Jitsu em Vitória, no Espírito Santo.

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