Entrevista exclusiva: Kaynan Duarte e a mente fixa em bater recordes no Jiu-Jitsu

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Kaynan Duarte em ação no Abu Dhabi Grand Slam. Foto: Carlos Arthur Jr.

Astro da nova geração do Jiu-Jitsu internacional, com apenas 21 anos de idade, Kaynan já passou do status de promessa para atuar como favorito em todo torneio que passa. Seja de kimono ou sem pano, o faixa-preta da Atos Jiu-Jitsu, que foi destaque nas faixas coloridas, confirma sua grande fase nas disputas entre a elite da arte suave, e suas ambições vão além.

Campeão no Pan de kimono com recente sucesso no Kasai Pro sem pano, ao finalizar o arisco Craig Jones em lance inesperado, Kaynan mostra sua versatilidade ao migrar para os dois estilos tão distintos com facilidade.

“Como estou treinando mais de kimono então tenho gostado mais do pano, mas quando eu parto para as atividades sem kimono eu passo a apreciar mais o sem pano”, disse a fera que já tem vaga garantida no ADCC 2019.

Além disso, mesmo com torneio importantes pela frente, como o Abu Dhabi World Pro e Brasileiro ainda neste mês, Kaynan já tem mira fixa no Mundial, e só o ouro não é o bastante para o sedento competidor da Atos.

“Quero defender os títulos que eu conquistar. Um objetivo que eu tenho é bater alguns recordes. Ganhar muitos atletas já ganharam, agora ficar no topo por alguns anos é o mais difícil.”

Confira abaixo as declarações do craque Kaynan Duarte, na nossa entrevista exclusiva desta semana!

GRACIEMAG: Você sente que está mais embalado do que nunca ou está na mesma constante de sempre?
Kaynan Duarte: Estou com certeza na minha melhor fase, vindo de grandes vitórias, algo que me motiva e da muita confiança, mas acredito que cada campeonato é algo diferente, o que passou passou e o que importa é o que esta por vir

Você começou a ter visibilidade na faixa-roxa, na seletiva do ADCC 2017. O que mudou no Kaynan roxa para o Kaynan na preta?
Mudou que agora, com certeza, estou com muito mais experiência e mais maturidade. Mas ainda com a mesma vontade de vencer

Você já encarou grande nomes do Jiu-Jitsu, mas qual deles foi o mais complicado de encarar?
Tive e ainda vou ter muitos atletas que vão querer me atrapalhar nos meus próximos desafios, mas acho melhor eu guardar pra mim qual deles eu acho que é o mais duro. Ha-ha!

Um detalhe do seu jogo é sempre começar na frente nas pontuações. Qual o segredo para pontuar antes?
Isso é uma coisa que gosto muito de fazer, mas não é um plano fixo, pois na luta tudo pode acontecer e mudar de repente. O que sempre penso é tentar ficar completo em todos aspectos, tanto na luta em pé, fazendo guarda ou passando.

No Kasai você evitou a posição forte do Craig Jones e contra atacou com bela transição. Foi algo novo ou você já treinava a técnica?
É uma posição que eu faço muito nos treinos, mas geralmente eu uso na prática de kimono. Ali, sem kimono, eu não planejava usar essa transição, mas assim que ele entrou no giro para cruzar o joelho eu apliquei a técnica e deu tudo certo.

Os próximos meses serão movimentados, com e sem kimono. Como fazer para conciliar as duas modalidades nos treinos?
Este ano está sendo bem movimentado mesmo. Estarei no Brasileiro, no Abu Dhabi World Pro e no ADCC. Estou treinando muito de kimono, mas consigo treinar sem kimono também. É sempre difícil conciliar, porque é bem diferente um do outro. Mas trabalhamos com um cronograma bem alinhado para trabalhar tudo da melhor maneira.

Você vê muita diferença ao atuar com e sem kimono? Em qual você se sente mais à vontade?
Depende. Eu gosto muito de lutar com e sem kimono. Para treinar acho que sem kimono é um pouquinho mais difícil, mas para lutar eu gosto de ambos. Mas tudo depende da época também. Como estou treinando mais de kimono então tenho gostado mais do pano, mas quando eu parto para as atividades sem kimono eu passo a apreciar mais o sem pano.

Mesmo muito jovem, você entra como um dos favoritos nos próximos torneios. Qual a sua projeção para o futuro?
Estou bem confiante. Já consegui ganhar os principais títulos da temporada, estou bem focado para o Mundial. Só penso mesmo em ganhar esse título, ainda não tenho planos para além do ouro mundial. Primeiro vou atingir a minha meta para depois pensar nos meus próximos passos. Mas já garanto que quero defender os títulos que eu conquistar. Um objetivo que eu tenho é bater alguns recordes. Ganhar muitos atletas já ganharam, agora ficar no topo por alguns anos é o mais difícil. Depois que eu atingir meus objetivos, quero ter a minha escola, fazer outros campeões, assim como o André Galvão faz comigo na Atos. E sobre os seminários, depois desse período de competições, vou buscar lecionar em alguns seminários sim. Sobre família, acho que é um pouco cedo ainda. Ha-ha!

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