Como Marreta pode surpreender Jon Jones no UFC 239? Especialistas analisam

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Marreta espera ter suas mãos erguidas mais uma vez, no UFC 239. Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC via Getty Images

O brasileiro Thiago Marreta finalmente terá a sua chance de disputar um título do UFC. No dia 6 de julho, em Las Vegas, Marreta lutará para conquistar o cinturão dos pesos médios no UFC 239, com apenas um obstáculo à sua frente: o campeão Jon Jones.

O desafio para o brasileiro é grande, mas em constante crescente no esporte, embalado por oito vitórias em nove lutas (as quatro últimas consecutivas), e um par de marretas nas mãos, Thiago tem a chance de chocar o mundo e bater Jones, que até hoje segue imbatível no octógono. Mas será que Thiago Marreta tem chances reais de desbancar o campeão da categoria?

GRACIEMAG escalou uma seleção de especialistas em lutas para tecer seus comentários sobre o embate que vale o título dos médios. Confira nas linhas abaixo as opiniões das feras e complemente nos comentários com a sua impressão sobre a luta entre Thiago Marreta e Jon Jones.

Marcelo Alonso – Jornalista e comentarista do Combate
O Marreta é um herói de verdade, por tudo que ele passou e ainda chegar ao maior evento de MMA do mundo e ter a oportunidade de lutar com um dos maiores de todos os tempos. Contudo, o Marreta é zebra absoluta, indiscutível. O Jon Jones é superior em pé, no wrestling e no solo. Dificilmente você uma luta com tamanha superioridade técnica entre um atleta e outro, e fisicamente o Jones também é superior, com sua envergadura. Contudo, o Marreta traz uma coisa que, no MMA, tem um valor único: o poder de nocaute. Ele tem as mãos mais pesadas que o Smith, vai levar mais perigo para a luta e acredito que o Jones vá respeitá-lo por conta disso. Temos visto que o fator surpresa tem aparecido com frequência ultimamente. Estamos na época das zebras, tudo pode acontecer, mas o Jones segue como favorito.

Philip Lima – Treinador de Thiago Marreta
O Marreta é considerado a zebra nessa luta, não só ele como todo e qualquer lutador enfrentando o Jon Jones nessa categoria, né? Mas o Marreta tem totais possibilidades de conseguir a vitória. Ele tem uma marreta na mão mesmo, como diz o apelido, e um canhão de 12 tiros nas pernas. Se entrar um golpe bem encaixado tenho certeza que abre caminho para uma vitória dele. E sem contar que o Marreta é um cara habilidoso, com uma diversidade de golpes muito grande, e que vem evoluindo demais a cada treino. O wrestling dele está muito forte, defesas de queda em dia. A trocação cada vez mais afiada. Acho que se o Jones subestimar pode ser que ele seja surpreendido, como eu acho que vai acontecer.

Mauro Ellovitch – Colunista de GRACIEMAG
Acredito que a chave para a vitória do Marreta é impôr pressão no Jones. Algumas das poucas vezes em que vi Jon sair de sua zona de conforto foram quando Machida e Cormier (na segunda luta) o pressionaram. Tudo bem que o campeão soube resistir e vencer de maneira impressionante, mas a saída parece estar por aí. Evitar que o americano use sua envergadura e consiga cadenciar os golpes como tem feito em suas últimas lutas

Marcos Luca Valentim – Editor do Combate
“Todo mundo tem brechas”. Isso é corriqueiro adágio no mundo da luta, mas acho que não se aplica a Jon Jones, não. O cara tem um wrestling de excelência, dono de um ground and pound selvagem, um Jiu-Jitsu capaz de finalizar três ex-campeões do UFC, um senso de distância extremamente apurado e é um striker de elite – preciso e imprevisível.
Não tem como chegar pro Marreta e falar: “Olha, bicho, a brecha do Jones é essa aqui. Vamos explorá-la”. Não dá. Acho que a única coisa que ainda não sabemos se é brecha ou não é o queixo dele. Bones levou alguns golpes do Gustafsson na primeira luta e do Cormier também na revanche, mas nenhum pegou em cheio a ponto de abalá-lo. Onde o Marreta bate, não nasce cabelo, e se ele conseguir acertar uma bomba, vamos ver se Jon Jones, afinal, tem ou não tem um ponto fraco. O brasileiro precisa ir lá e ser simplesmente ele. Soltar o jogo que o levou à disputa de cinturão e não travar diante de um dos maiores da história. Se conseguir transpor a barreira criada pela envergadura do campeão, tem jogo.

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